Buscar

23 novembro 2017

Camilo pede ao Papa Francisco a beatificação de padre Cícero

Camilo Santana pediu o apoio do Papa Francisco para a beatificação do Padre Cícero (Foto: Governo do Estado/Divulgação)O governador do Ceará, Camilo Santana, se encontrou nesta quarta-feira (22) com o Papa Francisco, no Vaticano, e reforçou o pedido para beatificar padre Cícero, considerado santo popular no interior cearense. O governador aproveitou viajou à Roma para discutir a possibilidade de parcerias entre o Ceará e a Itália em diversas áreas.
“Foi um momento muito importante e de muita emoção. Disse ao papa Francisco que éramos muito gratos pela reconciliação de padre Cícero com a Igreja, que só aconteceu graças a ele. O papa, inclusive, disse que está estudando a beatificação do padre de forma muito positiva”, afirmou o governador.
Na ocasião, Camilo Santana pediu bênçãos para o Ceará e entregou as imagens de Cristo e do padre Cícero ao Papa.
“Pedimos muita luz para que o nosso Ceará pudesse enfrentar o momento de dificuldade diante de seis anos de seca e para que a gente tenha cada vez mais forças para trabalhar e dar mais oportunidade aos pobres. Fiz questão de dizer ao papa Francisco que ele é uma inspiração, exemplo de humildade e de como cuidar dos mais necessitados”, disse o governador.

Reconciliação

O Vaticano atendeu em 2015 ao pedido do bispo Dom Fernando Panico e reconciliou o padre Cícero Romão Batista com a igreja católica. Com a reconciliação, não há mais fatores impeditivos para que o "santo popular" do interior do interior do Ceará seja reabilitado, beatificado ou canonizado, segundo o chanceler da diocese do Crato, Armando Lopes Rafael.
Padre Cícero morreu sem conciliação com a igreja católico após o caso conhecido como "milagre da hóstia", no final do século XX. Segundo a crença popular, a hóstia dada por padre Cícero virou sangue na boca de uma beata. Segundo o bispo Dom Joaquim, o "santo popular", interpretou de forma equivocada a teologia e Bíblia.

Fonte: G1/CE

Imparh oferta 1.190 vagas para cursos do Centro de Línguas

Imparh oferece cursos de línguas estrangeiras em Fortaleza (Foto: Divulgação)O Instituto Municipal de Desenvolvimento de Recursos Humanos (Imparh) abre inscrições para seleção de novos alunos do Centro de Línguas. No total, são ofertadas 1.190 vagas para o semestre 2018.1 para os cursos de português, inglês, espanhol, italiano, francês e alemão. As inscrições devem ser feitas até o dia 17 de dezembro, exclusivamente, pela internet, no Canal de Concursos e Seleções da Prefeitura.
Podem participar da seleção os interessados que tenham concluído ou estejam cursando, no mínimo, o 9º ano do ensino fundamental e tenham idade mínima de 14 anos completos. Para se inscrever, os candidatos devem preencher o formulário eletrônico e pagar a taxa de inscrição no valor de R$ 70.
A seleção reserva 50% das vagas para estudantes regularmente matriculados em escolas públicas que deverão apresentar uma declaração da instituição de ensino em que estudam, na qual deverá ser informada a série em que se encontra regularmente matriculado, juntamente a uma cópia do documento de identidade e do comprovante de inscrição, e entregá-los na Diretoria de Concursos e Seleções (Dices) do Imparh, no período de 13 a 19 de dezembro (exceto sábado e domingo), no horário das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h30.

Processo seletivo

O processo seletivo constará da aplicação de prova objetiva, com 40 questões, com caráter eliminatório e classificatório. Para os candidatos que concorrem às vagas de português, a prova abordará conhecimentos gerais. Já para os candidatos às vagas dos cursos de línguas estrangeiras (inglês, espanhol, italiano, francês e alemão), o exame versará sobre língua portuguesa e conhecimentos gerais. A data prevista para aplicação da prova objetiva é 21 de janeiro de 2018.
Para os aprovados na seleção, é cobrada taxa de matrícula semestral no valor de R$80 para estudantes dos idiomas estrangeiros, e de R$ 110 para o idioma de português pois custeia o material didático do semestre letivo. Os cursos de línguas estrangeiras têm duração de três anos e meio. Já o curso de português dura dois anos e meio.

Mais informações:

Diretoria de Concursos e Seleções (Dices)
Endereço: Av. João Pessoa, 5609 – Damas
Telefone: 3433.2987

Fonte: G1/CE

Escola do CE nega matrícula para aluna transgênero, diz mãe

Menina trans teve matrícula rejeitada, segundo a mãe (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Uma escola de Fortaleza comunicou aos pais de uma aluna transgênero que não renovaria a matrícula da filha na unidade no próximo ano, segundo relato da mãe. A aluna de 13 anos se identifica como menina. A família diz que é vítima de discriminação.
De acordo com a mãe, a filha estuda na Escola Sesc Educar no Bairro Montese desde os dois anos. Inicialmente, segundo a mãe, a escola aceitou a permanência da filha e ofereceu apoio quando soube da mudança de identidade de gênero. “Eles disseram que iam nos fornecer toda ajuda. E que tudo ia ser um aprendizado”, disse a mãe. "Acreditávamos no projeto pedagógico construtivista e inclusivo, onde desde cedo minha filha teve oportunidade de conviver com as mais diversas crianças: autistas, down, portadores de deficiência física", acrescentou.
No entanto, ela foi chamada para uma reunião com a direção da escola. “Conversei com uma gerente de educação da escola. Uma mulher educada, mas insensível e direta. Ela foi bem clara e objetiva. Disse que minha filha não poderia mais estudar na instituição em 2018 por ser 'aluna trans'. Eu fiquei perplexa e arrasada”, conta a mãe.
O G1 entrou em contato com a Escola Sesc Educar, mantida pelo Sistema Fecomércio. Através da assessoria de imprensa, a escola disse lamentar profundamente que “qualquer atitude, fruto de preconceito ou desconhecimento, tenha causado sofrimento à família”. Informou também que “determinou imediata apuração e tomada de providências para o acolhimento da aluna, bem como a adoção de protocolos para que fatos semelhantes não voltem a acontecer”. Na nota, a Escola Educar Sesc afirma que o “Sistema Fecomércio é inclusão e educação”. E concluiu: “à família, nosso sincero pedido de desculpas”.

Sem carteira de estudante

A mãe lamenta o fato de a filha não ter conseguido a carteira de estudante já que não teve a matrícula confirmada com nome social. “Se recusaram a fazer. A escola não confirmou a matrícula da garota na instituição. Não foi possível tirar o documento. Eles disseram para gente que precisaria consultar um setor jurídico, ainda que ela estivesse frequentando as aulas regularmente. Um absurdo. O que causa danos morais e também financeiros, uma vez que ela não pode exercer seu direito à meia”, desabafa.

Acompanhamento

Mãe e filha são acompanhadas pelo Centro de Referência LGBT Janaína Dutra, mantido pela Prefeitura de Fortaleza, desde o início do processo de transição de gênero da adolescente.
A assistente social do centro, Larícia Keury Campos, explica que o local media ações contra violações de direitos da população LGBT.
Psicóloga integrante do centro, Fabíola Diógenes alerta para a gravidade do caso. De acordo com ela, para qualquer criança, ser rejeitada pelo ambiente escolar é algo “extremamente traumatizante”. “Os ambientes de maior segurança para a criança e o adolescente são os familiares e escolares. Uma criança que se sente rejeitada dessa maneira, perde a segurança, pode afetar o desenvolvimento dela, gerar diminuição do interesse em estudar e outras dificuldades.”
A profissional lembra que crianças no início da transição, como o caso da menina, relatam que os colegas praticam bullying. Com o ocorrido, ela pode se sentir mais insegura e isso ocasionar evasão escolar.

Fonte: G1/CE

Escolas do Ceará têm o melhor índice do Ideb no Norte-Nordeste

Mapa mostra a porcentagem de escolas dos anos iniciais do fundamental que já atingiram o Ideb 6, meta esperada para 2021 (Foto: Alexandre Mauro/G1)
No Ceará, 33% das escolas bateram a meta nacional de qualidade estipulada pelo próprio MEC para 2021, que corresponde ao nível 6 no Ideb. Outras duas em cada três (67%) escolas dos anos iniciais do ensino fundamental avaliadas em 2015 ainda não chegaram ao patamar mínimo de qualidade definido pelo Ministério da Educação.
Apesar de menos da metade escolas do estado terem avaliação considerada boa, o índice do Ceará é o melhor do Norte e Nordeste. Piauí aparece em segundo lugar na região, com 11% das escolas com nota 6 no Ideb.
Todos os outros estados do Nordeste têm apenas 4% ou menos de suas escolas com índice considerado bom pela avaliação do Ideb.

O que é o Ideb

O Ideb foi criado em 2005, depois que a Prova Brasil passou a ser censitária para o ensino fundamental, ou seja, aplicada em todas as escolas do país. Entre 2005 e 2015, o número de escolas que já conseguiram atingir esse patamar mínimo de qualidade cresceu 66 vezes.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que aplica a Prova Brasil e calcula o Ideb, definiu a meta do Ideb estimando que o desempenho 6 (entre 0 e 10) corresponde ao desempenho médio dos estudantes do 5º ano do fundamental da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) na edição 2003 do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa).

Patamar mediano

Cada escola tem sua própria meta individual, calculada na primeira edição do Ideb, em 2005. Por isso, algumas têm que atingir, até 2021, metas abaixo do nível 6, enquanto outras têm metas bem mais altas – mas, para o Brasil chegar à meta 6, cada escola precisa atingir sua meta própria.
Porém, como o indicador foi estabelecido usando parâmetros para comparar a qualidade do ensino do Brasil com o de países desenvolvidos, e o nível 6 indica o aprendizado médio desses países, o estudo buscou analisar as escolas dos anos iniciais do fundamental de acordo com esse patamar mínimo de qualidade.

Fonte: G1/CE