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24 maio 2017

Capitão Wagner pede impeachment do governador Camilo Santana com base em delação da JBS

Deputado Capitão Wagner pede impeachment do governador Camilo Santana com base nas delações da JBS (Foto: Assembleia Legislativa/Divulgação)
O deputado estadual do Ceará Capitão Wagner protocolou nesta terça-feira (23) o pedido de impeachment do governador do Estado, Camilo Santana, com base na delação da JBS que apontou que o ex-governador Cid Gomes recebeu R$ 20 milhões em propina, por meio dos atuais secretários Arialdo Pinho e Antônio Balhmann para financiar a campanha do então candidato Camilo.
"Está tipificado no artigo 9º da Lei de Responsabilidade diz que, se o gestor do Estado tem conhecimento de que algum secretário tem uma denúncia, ele tem que responsabilizá-los. E aqui não há o pedido para demiti-los, mas pelo menos que se investigue através de sindicância ou qualquer processo administrativo", justifica o deputado Capitão Wagner.
Para o governador Camilo Santana, o pedido feito pelo deputado é uma ação de "oportunismo". "Essa ação tem o objetivo claro de se aproveitar do momento instável vivido pelo país para tentar tirar vantagem política. Isso é oportunismo puro, e não vou entrar nesse jogo", disse o governador.
Em entrevista nesta segunda-feira (22), Cid Gomes negou os crimes apontados pelos irmãos Batista, da JBS. Os secretários de Estado citados também negaram envolvimento.

Delação da JBS
Na deleção, o empresário detalha como foi feita a negociação com o então governador Cid Gomes. "Nós tínhamos R$ 110 milhões acumulados que o Governo do Estado não pagava. O governador Cid Gomes esteve no nosso escritório, comigo e com o Joesley, falou com a gente e pediu uma doação em São Paulo. Nós perguntamos quanto ele esperava de doação. Ele disse que esperava R$ 20 milhões. Eu disse 'governador, impossível eu contribuir com R$ 20 milhões enquanto o Estado me deve R$ 110 milhões e não me paga'. Ele não falou nada e saiu, falou 'tá bom, deixa eu ver o que posso fazer sobre esse assunto'."
Ainda conforme o delator, duas semanas depois o secretário Arialdo Pinho e o então deputado Antônio Balhmann procuraram os irmãos Batista, em nome de Cid Gomes, para cobrar a doação de R$ 20 milhões, ameaçando não pagar os R$ 110 milhões que o estado supostamente devia ao grupo empresarial.

Fonte: G1

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