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24 março 2017

Justiça nega liberdade a preso em maior apreensão de remédios no CE

Remédios foram apreendidos com quadrilha formada por pelo menos nove pessoas (Foto: Valdir Almeida/G1)A Justiça do Ceará negou nesta quinta-feira (23) a liberdade para um dos suspeitos de envolvimento na comercialização de esteroides anabolizantes e outros medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em Fortaleza.  O grupo também desviava medicamentos destinados à rede pública hospitalar do estado.
O desembargador Francisco Gomes de Moura, relator da decisão, argumenta que o "modo de execução da ação criminosa configura elemento apto para aferir o desvalor da conduta do acusado no evento delitivo, revelando, de forma concreta, sua periculosidade”, disse.
Durante a operação, nomeada de "Tarja Preta", em outubro de 2016, nove pessoas foram presas suspeitas de desvio de 85 mil medicamentos na capital cearense. De acordo com a Polícia Civil, os remédios, destinados a hospitais do Estado do Ceará, eram repassados para estabelecimentos particulares. Dos nove presos, dois eram funcionários terceirizados do Estado, responsáveis pelo desvios; outros dois eram proprietários de farmácias e um, dono de uma academia.
Entre o material apreendido estão remédios tarja preta, esteroides, anabolizantes, inibidores de apetite, além de receitas e atestados médicos falsificados. Medicamentos de alto custo usados para combater doenças como câncer e leucemia. A polícia não fez estimativa de valor, já que os produtos não poderiam ser comercializados.
Os funcionários presos atuavam na Coordenadoria de Assistência Farmacêutica (Coasf), ligada à  Secretaria da Saúde do Ceará. Na casa de um dos suspeitos foram encontrados mais de 20 mil comprimidos.

Fonte: G1

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