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01 fevereiro 2017

Aluna nota mil não teve inscrição hackeada, diz MEC em nota

O Ministério da Educação (MEC) desmentiu em nota que cursos de candidatos inscritos no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) foram alterados devido à suposta falha de segurança. A Revista Época informou que, em ação de hackers, a opção de uma candidata nota mil mudou de medicina para Produção de Cachaça. O MEC diz que não foi registrado "indício de acesso indevido que configure incidente de segurança".
Mensagens de hackers teriam sido trocadas em um fórum anônimo na Internet, que propunha "gerar luz nos vestibulandos". As conversas dos internautas anônimos foram trocadas no último domingo, 29, de acordo com informações do site UOL.
Uma das pessoas atingidas na ação, a paraibana Tereza Gayozo, 23, contou à revista que tentava a vaga para o curso de medicina. Ela afirma que tirou nota mil na redação, mas que estava longe de ser aprovada por causa da nota de matemática.
Nesta terça-feira, 31, ela descobriu que está inscrita para o curso tecnológico de produção de cachaça no Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG).
Em entrevista à Época, Tereza contou que chegou a receber mensagens alertando que ela seria vítima de uma fraude, mas resolveu ignorar até ver o resultado. "Ontem à noite recebi mensagem de alguém que não conheço dizendo 'você foi vítima de uma fraude', mas achei que era montagem de gente ruim. Imagina se minha nota fosse alta? É muita ruindade", disse.

Leia, na íntegra, a nota do MEC e do Inep sobre suposto hackeamento dos sistemas do Sisu e Enem:

"1- Os sistemas do MEC e do Inep não registraram, até o momento, indício de acesso indevido a informações de estudantes cadastrados, que configure incidente de segurança;
2- Há relatos na imprensa de casos pontuais de acesso indevido a dados pessoais de candidatos, que teriam possibilitado mudança de senha e de dados de inscrição, como a opção de curso. A senha é sigilosa e só pode ser alterada pelo candidato ou por alguém que tenha acesso indevidamente a dados pessoais do candidato;
3- Casos individuais que forem identificados e informados ao MEC, como suposta mudança indevida de senha e violação de dados, serão remetidos para investigação da Polícia Federal. Nos dois casos citados pela imprensa, o Inep já identificou no sistema data, hora, local, operadora e IP de onde partiram as mudanças de senha. Os dados serão encaminhados para a Polícia Federal;
4- Ressaltamos, também, que todas as ações realizadas no sistema são gravadas em log (registro de eventos em um sistema de computação), de forma a possibilitar uma auditoria completa;
5- A Secretaria de Educação Superior (Sesu) destaca que a atual gestão assumiu a pasta em maio de 2016, com o processo do Enem 2016 em curso, na última semana de inscrições. Por isso, todo o sistema de operacionalização do Enem 2016, definido na gestão anterior, estava em funcionamento e não pôde ser alterado no meio do processo;
6- Para o Enem 2017, as equipes do Inep e da Sesu estão trabalhando para aperfeiçoar o exame, de forma a garantir segurança e tranquilidade aos inscritos".

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