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09 janeiro 2017

Em protesto contra governo, PMs deflagram operação para lotar delegacias

Os policiais militares do Ceará deflagraram neste fim semana a operação "tolerânca zero" para lotar as delegacias plantonistas de ocorrências. A ação, que consiste no atendimento de toda e qualquer ocorrência policial, tem o objetivo de pressionar o governo pelo reajuste salarial.
O presidente da Associação dos Profissionais da Segurança (APS), sargento Reginauro Sousa, diz que o protesto ''tem grande adesão da categoria''. "Qualquer tipo de infração, seja uma denúncia de som alto ou briga de vizinhos, a viatura chega", informou.
Com o atendimento indiscriminado de ocorrências, inclusive as de baixa gravidade, as delegacias ficam superlotadas e a cidade desguarnecida de viaturas, explica Reginauro. "Estão todos pegando muitos procedimentos, mas falta estrutura para dar conta de demandas dessa natureza e acaba que a cidade fica sem policiais", afirma.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) respondeu apenas, sobre o protesto, "que tanto o policiamento ostensivo, realizado pela Polícia Militar, quanto o atendimento feito nas delegacias plantonistas, seguem normalmente, sem prejuízo para a população".
Na Delegacia da Criança e do Adolescente, por exemplo, foi registrado neste domingo, 8, crime ambiental de adolescente que teria matado um pássaro.
Mensagem que equipara o salário dos policiais militares e bombeiros à média do Nordeste foi enviada pelo governador Camilo Santana (PT) à Assembleia Legislativa do Estado (AL-CE) em 30 de dezembro.
No entanto, os PMs alegam que a proposta "está longe do necessário''. "Hoje, o principal pedido é sensibilizar o governo para que ele faça o que ele prometeu e discutir a última mensagem de reajuste salarial para a categoria".
A assessoria de imprensa do Ministério Público Estadual do Ceará (MPCE)  informou que deve haver, na manhã desta segunda, 9, uma reunião entre os promotores que atuam na área da Segurança Pública e Controle Externo com o procurador Geral, Plácido Rios. Após esse encontro, segundo a assessoria, é que o MPCE deve se manifestar sobre a operação.

Erramos

A reunião ocorrerá com os promotores do MPCE e não com representantes da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (CGD), como publicado anteriormente.

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