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27 janeiro 2017

Dinheiro cortado do Carnaval no Ceará irá para saúde, água e segurança

Dinheiro economizado com decreto do governador Camilo Santana (PT) sobre o Carnaval 2017 irá para atendimentos de emergência em recursos hídricos, saúde e segurança, confirma o governo do Estado.
Na última terça-feira, foi publicada decisão do governador vetando o repasse de recursos estaduais para festas de Carnaval no Ceará, incluindo patrocínios e apoios.
O governo estadual afirma que a medida foi tomada pela “necessidade de se priorizar a realização de gastos públicos que se destinem às áreas com problemas recorrentes de atendimento emergencial, em especial nos recursos hídricos, saúde e segurança”, registra nota do governo.
Como a medida já é aplicada durante toda a gestão de Camilo Santana, o Executivo ainda não estima o valor total de recursos economizados com a medida.
Estão resguardados de cortes, no entanto, editais carnavalescos da Secretaria da Cultura do Estado (Secult), que hoje somam cerca de R$ 1,2 milhão.

Recursos hídricos

Desde o início deste ano, o governo tem dado atenção especial à questão hídrica do Estado. Com perspectiva da não conclusão da obra da transposição do rio São Francisco até o segundo semestre deste ano, a gestão enfrenta cenário de possível colapso hídrico em diversas regiões.
Na tarde da última quarta-feira, o governador esteve em reunião com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB), em Brasília. Na ocasião, Camilo cobrou repasses federais para uma série de projetos de combate aos efeitos da seca no Estado.
Também na quarta, o petista inaugurou um sistema de aproveitamento de água subterrânea no Porto do Pecém.

Em dezembro passado, Camilo criticou atrasos na transposição e disse que, em caso de colapso de abastecimento em Fortaleza, a culpa seria do governo Michel Temer (PMDB). Em resposta, a União anunciou repasse de R$ 47 milhões para o Ceará em ações de combate à seca.

Defesa Civil

Ontem, a deputada Fernanda Pessoa (PR) se reuniu com o secretário-chefe da Casa Civil, Nelson Martins (PT), para cobrar soluções para o fim do convênio de municípios com a Defesa Civil. A situação poderia deixar as cidades com problemas de abastecimento.
“Recebemos a preocupação da prefeita de Boa Viagem Aline Vieira e, prontamente, nos mobilizamos para que os serviços não sejam paralisados, pois, nossa gente sofre demais com a seca”, disse a deputada.

Saiba mais

Previdência

Para aumentar a receita do Estado, que passa por dificuldades por conta da seca e da crise econômica no Brasil, a contribuição para previdência de servidores passou de 11% para 14% neste ano.

Concessões

Outro ponto de ajuste de contas do governo de Camilo Santana inclui aumentar o número de concessões e passar o gerenciamento de equipamentos do Estado, como o Centro de Eventos, para a iniciativa privada.

Fonte: O POVO

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