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09 novembro 2016

Petrobras anuncia nova redução nos preços de combustíveis

A Petrobras anunciou nesta terça-feira, 8, nova queda no preço dos combustíveis. A estatal reduziu o preço do diesel nas refinarias em 10,4% e da gasolina em 3,1%. De acordo com a companhia, se o ajuste fosse integralmente repassado ao consumidor final, o diesel poderia cair 6,6% ou cerca de R$ 0,20 por litro, enquanto a gasolina cairia 1,3% ou R$ 0,05 por litro.
Contudo, o repasse integral às bombas é impraticável. É o que explica o consultor na área de combustíveis e energia, Bruno Iughetti. "Na gasolina, se houver queda no preço do etanol, a redução pode ser maior. Obviamente, esse reajuste não é repassado no total, mas chega ao consumidor sim", explica.
Em nota à imprensa, a Petrobras explicou a maior queda no preço do diesel que da gasolina. A menor participação da companhia nas vendas ao mercado interno impacta a utilização dos ativos, especialmente no refino, nos estoques e fluxos de importação e exportação.
A estatal prevê a revisão dos preços cobrados nas refinarias pelo menos uma vez por mês. O objetivo da empresa é implementar uma política de preços competitivos que reflita os movimentos do mercado internacional de petróleo em períodos mais curtos.
A iniciativa já pode ser percebida neste segundo reajuste em menos de um mês. No último dia 14 de outubro, a companhia havia comunicado a redução do preço do diesel em 2,7% e da gasolina, em 3,2%.
"A redução faz parte da nova política para o alinhamento de preços no País de acordo com o mercado internacional. Agora, o petróleo está em baixa no exterior. Temos que assimilar uma futura reversão no quadro, quando o preço voltar a subir", sugere Bruno Iughetti. O consultor elogia ainda a política de gerenciamento de preços. "Demonstra comprometimento e transparência da Petrobras", arremata.
Procurado pelo O POVO, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado (Sindipostos) disse que não iria se manifestar sobre o assunto.
Segunda redução em menos de um mês
Na primeira semana após a primeira revisão dos preços pela Petrobras (entre 14 e 21 de outubro), a gasolina subiu em 11 estados e no Distrito Federal. Após a decisão, as cotações do derivado só cederam em 14 estados, entre eles o Ceará.
Na ocasião, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse ter sido "decepcionante" o preço da gasolina ter subido mesmo com a redução de 3,2% nas refinarias. A diminuição do preço do combustível no mês passado foi a primeira desde 2009.
O efeito reverso na possível redução do preço pode ser explicado pela alta nos impostos para revendedores. No Ceará, os tributos cobrados pela Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz), aumentaram o valor cobrado por litro entre R$ 0,04 e R$ 0,06.
Fonte: O POVO

Inep deve se explicar sobre suposto vazamento da Redação do Enem

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) precisa se explicar ainda hoje à Justiça sobre a ação do Ministério Público Federal (MPF) no Ceará que pede a anulação da prova de Redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016. O prazo foi determinado ontem pelo juiz da 4ª Vara Federal no Ceará, José Vidal Silva Neto.

Autor da ação, o procurador da República Oscar Costa Filho acusa o Ministério da Educação (MEC) de praticar “vazamento oficial” ao repetir, neste ano, o mesmo tema de Redação divulgado em prova falsa do Enem no ano passado. O Inep informou, na noite de ontem, que não se pronunciaria sobre o caso e que o assunto está sendo tratado pela Procuradoria Federal junto ao Instituto e pela consultoria jurídica do ministério.
De acordo com Oscar, o vazamento identificado pela Polícia Federal (PF) dá suporte, mas é coadjuvante na ação. Para o Inep, a semelhança entre os temas foi coincidência. Em imagem divulgada pelo MEC no ano passado, a Redação propunha como tema “Intolerância religiosa no século 21”. À época, a postagem nas redes sociais da pasta foi para desmentir boatos de vazamento do tema. Neste ano, os estudantes receberam como proposta na prova argumentativa “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”.
Para o procurador, os dois temas se assemelham e ferem o princípio do ineditismo. “A responsabilidade é do MEC e do Inep, que, ao repetir o mesmo tema, comprometeram a isonomia do exame”, criticou o procurador. Conforme esclareceu o MPF, apesar de ser uma comprovação de que pessoas se beneficiaram com o vazamento, as operações da PF que desarticularam esquema de venda de gabaritos são auxiliares à ação.
Coincidência
Ao comentar a situação na segunda-feira, 7, o ministro da Educação, Mendonça Filho, negou que tenha ocorrido vazamento do tema. Segundo ele, há “uma rede de difusão e propagação de informações falsas que, de certo modo, atuaram para desestabilizar o Enem”. O MEC esclareceu que a semelhança do tema foi coincidência. 
Em entrevista ontem ao site da Folha de S. Paulo, a secretária-executiva do MEC, Maria Helena Guimarães, descartou a possibilidade de cancelamento ou anulação da Redação. “Não há risco de cancelamento da prova nem da Redação. A situação está muito circunscrita”, frisou.
Saiba mais
No último dia 2, Oscar Costa Filho protocolou ação solicitando a suspensão do Enem. No dia seguinte, o procurador da República no Ceará fez um aditamento ao documento oferecendo como alternativa que a prova de Redação ficasse condicionada a julgamento posterior. Ele se baseou no adiamento do exame para parte dos candidatos. O pedido foi rejeitado pela Justiça Federal na véspera do exame.
Operações da Polícia Federal prenderam 11 pessoas no País nos dois dias de Enem. Entre eles estava Antônio Diego, flagrado em Fortaleza com ponto eletrônico e prova de Redação digitada no bolso para ser transcrita durante a prova.
Fonte: O POVO

Após críticas, Camilo se reune com Michel Temer em Brasília

Um dia após responsabilizar o governo Michel Temer (PMDB) por um possível colapso hídrico na Região Metropolitana de Fortaleza, o governador Camilo Santana (PT) se reuniu ontem com o presidente em Brasília. Na pauta, alternativas para a retomada imediata das obras de Transposição do rio São Francisco, paralisadas há cinco meses no Estado.


No encontro, ficou acertada nova reunião, na noite de hoje, entre Camilo, o ministro Helder Barbalho (Integração Nacional) e Tribunal de Contas da União (TCU) para tratar do tema. Na segunda-feira, Camilo culpou o governo Temer por demora na obra, que seria “essencial” para garantir abastecimento da RMF.
Impasse em torno da transposição começou após a Mendes Júnior, empresa citada na Lava Jato e responsável pelo trecho do Ceará, vir à falência. Agora, o governo do Ceará defende que seja feita dispensa de licitação que possibilite retomada urgente do trecho. O governo federal, no entanto, já anunciou intenção de “relicitar” o eixo da obra no Estado.
“Não há tempo hábil para isso. Tem que se deixar os detalhes e diferenças políticas de lado, senão vai arrebentar o Ceará”, diz o deputado José Guimarães (PT). Segundo ele, não conclusão da obra até fevereiro já traria graves problemas ao Estado. Chefe de Gabinete de Camilo, Élcio Batista também destacou necessidade de se acelerar a ação.

O senador Eunício Oliveira (PMDB), por outro lado, reagiu à fala do governador, afirmando que ele tenta “terceirizar” culpa da má gestão de recursos hídricos do Estado. Amanhã, o peemedebista coordena reunião de prefeitos de municípios em estado de emergência com o ministro da Integração Nacional.
Coordenador da bancada do Ceará na Câmara dos Deputados, Zé Airton Cirilo (PT) diz que apenas uma mobilização “geral e urgente” pode evitar colapso no Estado.
Cobrando participação de todos, da Assembleia ao setor produtivo, ele questiona inclusive participação da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) na cobrança de recursos federais para a seca: “Cadê o Beto Studart (presidente da Fiec)? Ele tinha tanta coragem para enfrentar a Dilma, mas onde está ele agora?”, questiona o parlamentar.

“Estado falhou”
Presidente de comissão que acompanha a transposição, Raimundo Gomes de Matos (PSDB) defende a obra, mas afirma que governo do Ceará não pode transferir culpa da crise hídrica para Michel Temer. “Querer culpar o atual governo é apagar que os anteriores tiveram doze anos para fazer e não fizeram”.

“Durante esse tempo, houve muita corrupção, com a obra parada diversas vezes”, diz. Ele aponta que, apesar da importância da transposição, gestões deveriam ter desenvolvido alternativas. “Se viram que não ia sair, porque não buscaram outros métodos? Faltou planejamento sério e sobrou propaganda”.
Em nota, a Fiec rejeita omissão e diz que tem acompanhado a transposição e apoiado todos movimentos que buscam a chegada de água ao Ceará. “A falta de articulação da bancada dos deputados cearenses contribui para o agravamento da situação”.
Fonte: O POVO

Governo do Estado não garante reajuste dos servidores em 2017

Pelo segundo ano seguido, o Governo do Estado não garante reajuste do salário dos servidores públicos para 2017. Em reunião na Assembleia Legislativa na manhã de ontem, o titular da Secretaria de Planejamento e Gestão do Ceará (Seplag), Hugo Figueiredo, disse que a prioridade será o pagamento em dia. O aumento do subsídio, segundo ele, será avaliado “no momento adequado”.
“Temos um crescimento de 10% previsto na folha de pessoal, que contempla servidores de universidades, mais policiais que serão chamados, professores. Naturalmente, há uma possibilidade de avaliar o reajuste no momento adequado”, explicou o secretário.
O debate sobre o Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2017 aconteceu na manhã de ontem, no segundo expediente da sessão da AL-CE, quando os parlamentares questionaram o secretário sobre pontos da matéria. Na ocasião, servidores protestavam nas galerias da Casa, enquanto deputados da base do governador Camilo Santana (PT) elogiavam o “equilíbrio” nas contas estaduais.
Respondendo a perguntas do deputado estadual Renato Roseno (Psol), Figueiredo afirmou que há uma expectativa de crescimento e que o reajuste pode acontecer, mas não pode ser garantido. “Nosso compromisso é não cair na vala comum de atraso de pagamento, temos que garantir esse compromisso de pagar a folha em dia”.
Roseno criticou a possibilidade de não haver reajuste. “Não se pode pedir dignidade a pessoas que já estão recebendo salários muito aquém da responsabilidade que têm”, argumentou. Em entrevista, ele disse ser “a questão mais preocupante” da matéria, junto com a possibilidade de aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55 no Senado, que limita os gastos e “pode haver redução das transferências”.
Em contrapartida, o líder do Governo na AL-CE, Evandro Leitão (PDT), afirmou que “vivemos numa retração econômica e temos que agir com tranquilidade e prudência”. Segundo ele, “não adianta ficar prometendo uma coisa que você não pode cumprir, principalmente ao servidor público”.
O deputado argumenta que o reajuste seria o “ideal”, mas que o momento de retração “faz com que o Estado tome algumas decisões difíceis”. Ele pondera, no entanto, que o aumento pode acontecer se houver uma melhora da economia do Estado em 2017. “É mais importante que possamos superar essa crise o quanto antes”.
Na reunião, o secretário também pôde destacar boas expectativas do Governo para o próximo ano. De acordo com ele, espera-se um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) cearense em 1,5%, índice acima do nacional.
Enviado para a Casa no mês passado, o Projeto da lei Orçamentária Anual de 2017 deve ser votada até o dia 20 de dezembro. Os deputados estaduais, porém, só têm até o dia 14 deste mês para propor emendas à matéria, que prevê as prioridades e os gastos do Governo.
Fonte: O POVO

Donald Trump surpreende e ganha eleições presidenciais dos Estados Unidos

O republicano Donald Trump, de 70 anos, surpreendeu o mundo e venceu a democrata Hillary Clinton na corrida eleitoral para presidente dos Estados Unidos. A conquista do empresário milionário de Nova York à presidência foi confirmada por volta das 5h32min (horário de Brasília) desta quarta-feira, 9, quando ele conseguiu os 276 delegados, ultrapassando os 270 necessários para ser o vencedor no Colégio Eleitoral.
Logo no primeiro discurso de Trump em seu comitê, o próximo presidente dos Estados Unidos fez questão de afirmar que governará para "todos os americanos".

"Todos os americanos terão a oportunidade de que perceber seu potencial. Os homens e mulheres esquecidos de nosso país não serão mais esquecidos", discursou. Trump disse ainda que o plano do país deve ser refeito. "Vamos sonhar com coisas para nosso país, coisas bonitas e de sucesso novamente."

Segundo a imprensa america, Hillary ligou para o adversário político minutos depois da confirmação da vitória do republicano. "Eu cumprimentei pela campanha muito disputada", disse o nova-iorquino de Queens durante discurso.

Para superar Hillary, Trump alcançou vitórias fundamentais nos estados da Flórida, Carolina do Norte, Ohio e Iowa. O republicano se tornou ainda o primeiro candidato de seu partido a ganhar na Pensilvânia desde George H. W. Bush, em 1988.
Projeções sobre o governo Trump
Os especialistas projetam que o governo Trump será voltado para questões internas e isolado da política externa. A expectativa é de que ocorra um distanciamento do hemisfério sul, atingindo relações comerciais de países como Brasil, México e da Ásia. Para o professor de Ciência Política e relações internacionais do Ibmec/MG, a vitória de Trump representa uma guinada reacionista à política externa dos Estados Unidos e assuntos internacionais.
"Muito provavelmente (resultará) em um distanciamento de assuntos ligados e questões internacionais do comércio, a relação de corporação, o problema da guerra, e de questões mais recentes, como o terrorismo, o ciberterrorismo e coisas do gênero", disse Oswaldo.
De acordo com o professor, com Trump, os Estados Unidos devem adotar uma postura como adotou no século 19, quando se "acreditava internamente que qualquer coisa que ocorria no mundo, não era da conta dos EUA". O professor de relações internacionais e presidente do Instituto Brasil África, João Bosco Monte, reforça o discurso de distanciamento do governo republicano.
"Vitória de Trump pode degringolar as relações do resto do mundo com os Estados Unidos. Nesse sentido, Trump tem demonstrado em sua política externa, se é que ele pensa em política externa, que não olhará para América que não seja os Estados Unidos. Ele pensa em fazer um muro para separar do México. Vai cercear a presença dos estrangeiros", comentou Bosco.
Mercados oscilam
Antes de ser concretizada a vitória de Trump, os indicadores de mercado oscilavam a cada avanço do candidato republicano na apuração de votos. A moeda mexicana registrou o valor mais baixo frente ao dólar desde 2008. O iene japonês subiu cerca de 2,7% contra o dólar. De acordo com o The New York Times, os mercados de todo o mundo projetavam uma vitória de Hillary Clinton.

Um político polêmico
Logo após dizer que não seria candidato, Trump inicia uma nova fase de declarações, sempre controversas, sobre imigrantes, muçulmanos, acordos comerciais com o México e o programa de saúde defendido pelo presidente Barack Obama, conhecido como Obamacare. Na medida em que os anos passaram, em vez de moderar o tom, suas declarações passaram a ser cada vez mais polêmicas.
Críticos interpretavam as declarações de Trump como uma estratégia do empresário para estar sempre nas páginas dos jornais. Em 29 de maio de 2012, por exemplo, Donald Trump disse, na CNN, que o lugar de nascimento do presidente Barack Obama se enquadra em uma questão de opinião. E, numa referência à certidão de nascimento do presidente Obama, que aponta o estado do Havaí como sua origem, Trump disse que "muitas pessoas acham que não era um certificado autêntico".
Em junho de 2015, ele faz dois anúncios diretamente relacionados com suas ambições políticas. No dia 16, ele disse, em uma entrevista no Trump Tower, que iria concorrer a presidência da República; e, no dia 28, ele disse que sairia do programa O Aprendiz, transmitido pela TV NBC. No dia seguinte, a emissora de TV deu a resposta que marcou o início de um relacionamento marcado por conflitos entre o empresário e a mídia norte-americana.

Em resposta, a NBC informou que estava cortando seus laços de negócios com as empresas do bilionário e que não iria mais exibir os concursos Miss USA e Miss Universo, promovidos por Trump (em parceria com a emissora),  por causa de "declarações desrespeitosas de Donald Trump sobre imigrantes". A declaração da emissora ocorreu duas semanas após Trump anunciar que iria construir um muro na fronteira mexicana, pago com dinheiro do México, para barrar a entrada de imigrantes ilegais em território norte-americano.

Daí em diante, a história mostra um Donald Trump um pouco mais cuidadoso nos comentários sobre imigrantes e sobre os muçulmanos, que eram os alvos favoritos de suas críticas.

Em julho de 2016, depois de ser homologado como candidato do Partido Republicano, Trump passou a centralizar suas críticas em  Hillary Clinton, a candidata do Partido Democrata. Em três debates que ele teve com Hillary, a frase que ficou na memória dos telespectadores foi o momento em que ele chamou Hillary de "mulher desagradável". Em resposta, adversários de Trump, integrantes da cúpula do Partido Democrata disseram que mulheres são desagradáveis quando não aceitam a intolerância contra as minorias e nem aceitam que a mulher seja tratada como objeto. A resposta era uma crítica ao comportamento de Donald Trump que, em um vídeo de 2005, usa palavras desrespeitosas com as mulheres. Pouco depois da divulgação desse vídeo, dez mulheres vieram a público para dizer que foram vítimas de assédio sexual de Donald Trump. A partir daí, Donald Trump perdeu muitos pontos em pesquisas de intenção de votos e recebeu inúmeras críticas de integrantes da cúpula do Partido Republicano.

Fonte: O POVO