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15 julho 2016

População de Senador Pompeu pede justiça no caso de mulher morta a facadas

Centenas de pessoas caminharam até o Fórum da cidade onde cobraram justiça (Foto: Walter Lima)Senador Pompeu. A população deste Município, localizado no Sertão Central cearense, foi às ruas na manhã da última quarta-feira (13) em uma manifestação para pedir por mais segurança na cidade e cobrar respostas da justiça sobre a morte Geane Magalhães Pimenta, morta no último dia 1º de junho, a facadas.
Com o auxílio de um carro de som e carregando faixas e cartazes com pedidos de justiça, os participantes do movimento saíram da Capela de Fátima e caminharam até o Fórum do município Dr. Francisco Barroso Gomes. A manifestação começou cedo. A concentração em frente ao Fórum aconteceu antes mesmo da chegada do juiz.
Em entrevista a uma rádio de Senador Pompeu, o delegado titular regional da Polícia Civil, Jeferson Lopes Custódio, teria dito que a Polícia já tinha o nome do possível autor do crime.

Investigação
O Juiz titular da comarca de Senador Pompeu, Wildenberg Ferreira de Sousa, aguarda a conclusão do inquérito pela Polícia Civil para decidir se há a necessidade de pedir a prisão cautelar do apontado como suspeito. A justiça determinou que a Perícia Forense do Ceará (Pefoce) deve enviar num prazo de sete dias, os laudos para a conclusão do inquérito.


Relembre o caso
Geane trabalhava como auxiliar de um escritório de advocacia. Ela fechava o estabelecimento quando foi surpreendida por um homem. Geane estava sozinha e foi morta com várias facadas.

Na época Jeferson Lopes descartou a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte). “Para roubar não foi porque ele não subtraiu nada nem dela e nem do escritório. Tudo estava no devido lugar”. O delegado chegou a afirmar que o autor não foi ao local com outra intenção, que não fosse tirar a vida da vítima.

Violência
Conforme dados do Mapa da Violência 2015,  elaborado pela Faculdade Latino-Americana de  Ciências Sociais (Flacso), Senador Pompeu é a quinta cidade do País com o maior número de homicídios envolvendo mulheres.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2013 o Brasil tinha taxa de 4,8 homicídios para cada 100 mil mulheres, o que deixava o país na 5ª posição internacional, entre 83 países do mundo.
Fonte: DN

Moro rebate Lula sobre grampos e diz que não usurpou competência do Supremo

O juiz Sérgio Moro rebateu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF), na qual afirma que não usurpou competência da Corte ao não invalidar grampos telefônicos que pegaram o petista. As gravações, de março de 2016, foram realizadas na Operação Aletheia, desdobramento da Lava Jato, e capturaram conversas de Lula com políticos que na época tinham foro privilegiado.
Em Reclamação ao Supremo, no dia 5 de julho, os advogados do ex-presidente afirmam que Moro autorizou investigação sobre autoridades com foro especial perante a Corte máxima ao reativar o inquérito contra o petista – investigado por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na suposta compra do sítio Santa Bárbara, em Atibaia, e no tríplex 164-A, do Condomínio Solaris, do Guarujá.
Na manifestação à Corte, Moro é taxativo. “Em nenhum momento, há qualquer autorização deste Juízo, ao contrário do que parece sugerir o Reclamante, para investigação de autoridades com foro por prerrogativa de função.”
O caso envolvendo Lula voltou às mãos de Moro por ordem do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo. O ministro ordenou que fosse tornada inválida a ligação telefônica da presidente Dilma Rousseff para Lula no dia 16 de março – 12 dias depois que o ex-presidente foi conduzido coercitivamente pela PF – às 13h32.
Neste diálogo, Dilma comunica Lula sobre o mensageiro ‘Bessias’, que iria entregar termo de posse ao ex-presidente, então nomeado ministro da Casa Civil. A Operação Aletheia pegou Lula conversando com políticos que na ocasião ocupavam cargos no governo Dilma, entre eles, Jaques Wagner.
Ainda na manifestação ao Supremo, Moro esclareceu. “Quanto aos diálogos interceptados do ex-presidente com autoridades com prerrogativa de função, é evidente que somente serão utilizados se tiverem relevância probatória na investigação ou na eventual imputação em relação ao ex-presidente, mas é evidente que, nesse caso, somente em relação ao ex-presidente e associados sem foro por prerrogativa de função. É prematura afirmação de que serão de fato utilizados, já que dependerá da análise de relevância do Ministério Público e da autoridade policial.”
Moro anotou. “Jamais serão eles (grampos) utilizados em relação às autoridades com foro por prerrogativa de função, já que quanto a estas, mesmo se os diálogos tiverem eventualmente relevância criminal para elas, caberá eventual decisão ao eminente ministro Teori Zavascki, ao qual a questão já foi submetida.”
Moro fulmina a pretensão do ex-presidente de levar novamente a investigação contra si para o Supremo. “Enfim a pretensão aparente do Reclamante de que este Supremo Tribunal Federal novamente avoque o processo de interceptação 5006205-98.2016.4.04.7000 e finalmente invalide os diálogos interceptados do ex-presidente com autoridades com foro privilegiado não é, portanto, consistente com a decisão já tomada pelo ministro Teori Zavascki em 13 de junho de 2016 na Reclamação 23.457, que não invalidou essa prova e que devolveu o processo a este Juízo, e que está sendo cumprida estritamente por este Juízo.”
Fonte: Ceará Agora

‘Eu quero desidratar essa coisa de Centrão’, diz Temer

O presidente em exercício Michel Temer disse, em entrevista ao Estado, que pretende implodir o Centrão, grupo de partidos médios e até hoje ligados ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está prestes a ser cassado. “Quero desidratar essa coisa de Centrão e de outro grupo. É preciso unificar isso. Quero que seja tudo situação”, afirmou ele. O “outro grupo” se refere à antiga oposição, composta por PSDB, DEM, PPS e PSB.
Temer confia no recesso branco deste mês para que as “pequenas ranhuras” deixadas na disputa pelo comando da Câmara sejam cicatrizadas. “Uma ferida não dura mais do que 15 dias, não é verdade? Se você se ferir, verá que dali a 15 dias se formou uma casquinha. A casquinha se dissolve.”
Um dia após a vitória do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), apoiado pelo Planalto e pelo PSDB para a presidência da Câmara, Temer contou que usará os 15 dias do recesso para compor o segundo escalão do governo. A direção de Furnas, por exemplo, ficará com a bancada do PMDB de Minas.
O sr. avalia que a eleição do deputado Rodrigo Maia para a presidência da Câmara representou derrota do PT, do ex-presidente Lula, da presidente afastada Dilma Rousseff e de Eduardo Cunha?
O Congresso quis dar uma mensagem de apoio ao governo, com os dois candidatos que foram para o segundo turno (Rodrigo Maia e Rogério Rosso, do PSD, candidato do Centrão). Acho que está havendo uma distensão na Câmara. O candidato que teve apoio de outras alas foi justamente o nosso peemedebista Marcelo Castro. O que restou de tudo isso foi apoio ao governo.
E uma derrota poderia ter impacto na votação do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff?
Convenhamos, se há outro tipo de vitória já iam dizer “Ah, o governo perdeu”, dar outra interpretação. Se o Planalto fosse derrotado seria negativo para o governo e para o País.
O Centrão saiu maculado, presidente, está se desintegrando…
Hoje, conversando com Rodrigo (Maia), nossa ideia é acabar com essa história da divisão. O que houve foram pequenas ranhuras, pequenas rachaduras. O recesso branco vai ajudar. Quando chegar agosto, não haverá cicatriz. Eu quero aos poucos desidratar essa coisa de Centrão e outro grupo (formado pela antiga oposição). Quero que não haja mais essa coisa. É preciso unificar isso. Quero que seja tudo situação.
O sr. fará reforma ministerial para acomodar a base aliada após a disputa na Câmara?
Isso eu vou examinar naturalmente depois que o Senado decidir (se acatará o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff). Seria apressado qualquer outra afirmação. Mas não creio que haja feridas na base ministerial. Na base parlamentar, isso passa. Especialmente porque agora tem o recesso.
Mas como o sr. vai curar essas feridas? Ficaram cicatrizes.
Não é exatamente a mim que cabe curar. Uma ferida não dura mais do que 15 dias, não é verdade? Se você se ferir, verá que dali a 15 dias se formou uma casquinha. A casquinha se dissolve e volta ao normal.
Nesses 15 dias as nomeações vão sair do papel?
Vamos fechar tudo isso. Os nomes serão examinados, pautados pela Lei das Estatais, que estabelece restrições.
Quem vai para o Turismo? Alguém do PMDB de Minas?
Estamos examinando com calma. A bancada do PMDB de Minas está acertando com Furnas. Vou devolver a estatal a eles. Furnas pode ser mais expressiva politicamente do que o Turismo. Tem Chesf, Eletronorte, Eletrosul, Itaipu…
A ascensão do DEM e do PSDB configura nova hegemonia na base aliada do governo?
Acho que tem de haver hegemonia da base. Por quem ela é composta pouco importa. Se eu falar em hegemonia de um ou outro estarei dividindo aquilo que estou fazendo força para reunificar. É claro que, quando surgirem problemas, em fevereiro (nova eleição para a presidência da Câmara), talvez haja nova movimentação.
O senador Aécio Neves (MG) tentou fechar um acordo para que o sr. apoiasse um candidato do PSDB à presidência da Câmara, em 2017. Isso é possível?
Procurei não entrar nessa questão da Câmara, mas, quando começou a ter aquela coisa de que havia um candidato de oposição e que ia gerar manchete “Temer derrotado”, é claro que eu tive uma preocupação. Não entrei nessas histórias de acordo para depois. No momento oportuno, em janeiro de 2017, vamos examinar.
O sr. planeja se afastar de Eduardo Cunha?
Eu nunca me aproximei demais nem me afastei demais. Sempre tive um trato pessoal e um institucional. Nunca tive preocupação do tipo “Ah, se falar com fulano está condenado”. Eu falo com o Brasil inteiro, falo com a oposição. Aliás, confesso que não sei: como foi a CCJ hoje (quinta-feira, 14)?
Cunha sofreu fragorosa derrota e agora o seu caso vai para o plenário da Câmara. 
É matéria tipicamente da Câmara, que saberá decidir. Resta a ele o combate no plenário.
Mas o sr. sugeriu que ele renunciasse, não?
Não. Apenas quando ele falou sobre isso, de passagem, eu disse que ele deveria meditar…
Cunha chegou a dizer a seus pares: “Hoje sou eu, amanhã são vocês”. O sr. não teme uma delação dele na Lava Jato?
Não sei o que ele quis dizer com isso. Talvez ele saiba, mas eu não saberia avaliar.
O sr. já disse que a Lava Jato não abalará sua gestão, mas delatores de empresas que tinham contratos com a Petrobrás acusam políticos do PT e do PMDB, entre outros, de corrupção. O governo está imune?
O presidente da República está e penso que o governo também. Não tenho preocupação com isso. De vez em quando um ou outro fala em meu nome, mas é tão irrelevante que, se me permite a expressão, não cola, não é?
O sr. já mostrou disposição de conversar com a oposição. Quando será isso?
Nas questões de Estado, não nas questões de governo. Nas questões de governo tenho absoluta convicção de que eles não apoiariam. Mas (…) a Previdência, por exemplo, é algo que dá para conversar porque não é para hoje.
O sr. vai procurar o ex-presidente Lula? 
Precisamos primeiro esperar passar a decisão do impeachment, não é?
Como será sua participação nas eleições? O sr. subirá no palanque de Marta Suplicy (senadora e pré-candidata à Prefeitura de São Paulo pelo PMDB)?
Não vou subir em palanque. Acho complicado porque tenho uma base parlamentar muito ampla. Não sou mais presidente do PMDB. Hoje tenho de tomar mais cautela.
O sr. fica incomodado quando é chamado de golpista?
Nada, porque não sou. Só se for um golpista que se ampara na Constituição. Se isso é ser golpista… (faz silêncio e dá risada). Eu acho graça.
Fonte: Ceará Agora