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13 junho 2016

Obras de pavimentação da rodovia CE- 464 alcançam 40% de execução

A pavimentação da rodovia CE-464, trecho entroncamento da CE-060 (Antônio Diogo) – Ocara – entroncamento da CE-359, segue em andamento, conforme cronograma de trabalho.
Atualmente, a obra encontra- se com 40% de execução e a previsão é de que em até 270 dias a população de Aracoiaba, Ocara, Redenção e localidades adjacentes já possa contar com 38,2 km de estrada pavimentada, facilitando a trafegabilidade no trecho. Além de auxiliar o escoamento da produção local pela rodovia CE-060, a obra promoverá um deslocamento mais seguro e confortável.
No local, estão sendo realizados serviços preliminares e auxiliares, drenagem, pavimentação, obras d’arte correntes, obras d’arte especiais, sinalização (horizontal e vertical), além de proteção ambiental. Os serviços, desenvolvidos pela Construtora Samaria, são fiscalizados pelo Departamento Estadual de Rodovias (DER) e beneficiarão diretamente a cerca de 49 mil pessoas.
A obra conta com investimento de R$ 23.054.061,28, do Tesouro Estadual e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

No acordo de delação, Sérgio Machado escapa da prisão mas terá que devolver R$ 70 milhões

FOTO: LUCIANA WHITAKER/ VALOR/ O GLOBOSérgio Machado desviou, gravou, delatou e… não mofará numa cela. Mas terá que andar com tornozeleiras eletrônicas. Ficará dois anos em regime domiciliar.
Livrou ainda seus três filhos (Expedito, Sérgio e Daniel), que também fizeram delação, de serem até mesmo denunciados pela Justiça.
Este é o escopo do acordo de delação premiada fechado entre os advogados de Machado e Rodrigo Janot e homologado pelo Supremo.
Machado terá que devolver aos cofres públicos, como multa compensatória, R$ 70 milhões, do total que assumidamente desviou para si em propinas nos onze anos em que mandou na Transpetro, sob Lula e Dilma.
Por terem usufruído da propina, Expedito e Daniel pagarão a multa com o pai.
Sérgio Filho, que entrou no acordo em caráter acessório, ficou livre da pena pecuniária.
Com informações do O Globo.
Fonte: Ceará Agora

Peru vence e elimina o Brasil na primeira fase da Copa América Centenário

FOTO: STEVEN SENNE/AP
A seleção brasileira não para de dar vexame. Nesse domingo à noite, conseguiu a façanha de ser eliminada na primeira fase da Copa América Centenário, ao perder para o Peru por 1 a 0, em Foxborough, e ficar em humilhante terceiro lugar no Grupo B, com apenas quatro pontos. A desclassificação vai representar, com quase toda certeza, o fim do ciclo de Dunga no comando. A demissão deve ser confirmada nos próximos dias pelo presidente da CBF, Marco Polo Del Nero.

O técnico nas próximas rodadas das Eliminatórias e na Olimpíada será outro. Tite, do Corinthians, é cotado para assumir o cargo.
O jogo deste domingo foi mais uma página rasgada na história de uma seleção que um dia foi gloriosa. Uma seleção que numa Copa do Mundo em casa levou um 7 a 1 da Alemanha. E que nas duas últimas Copas América, a do ano passado sob o comando de Dunga, não passara das quartas de final. Mas contra o Peru deu para perceber que o fundo do poço ainda não havia chegado.
Dunga pagou o preço da indecisão, de não saber montar o time e de fazer opções erradas ao escalar e ao trocar a equipe. Não adianta reclamar dos seis cortes que foram feitos em relação à convocação inicial, aos problemas na preparação. Um time que só consegue ganhar do Haiti não tem desculpa.
Desde 1987 que o Brasil não saía na primeira fase de uma Copa América. Neste domingo, como se viu na eliminação nas quartas de final da Copa da África do Sul, em 2010, o que se viu foi um Dunga passivo, incrédulo na beira do campo. Ele não sabia o que fazer com o time, como mudá-lo. Aceitou sem reagir ao domínio peruano no segundo tempo.
Mais uma vez a seleção brasileira se complicou diante de um time estruturado. Fez uma primeira etapa até razoável, embora a falta de maior objetividade. Mas a segunda foi sofrível, e sofrida. A evolução tão decantada por Dunga e os jogadores não se acham em campo. A não ser contra adversários como o Haiti.
Antes do início da partida, foi observado um minuto de silêncio em respeito às vítimas do ataque a uma boate gay em Orlando. O atentado que deixou 50 mortes e 53 feridos teve como consequência um cuidado maior da segurança em relação a outros jogos. A revista às pessoas que acessaram o estádio foi mais rigorosa.
Com Casemiro suspenso, Dunga abriu mão da segurança que um volante marcador como Walace poderia representar e preferiu mandar a campo um time mais atrevido. Recuou Renato Augusto para ajudar Elias na função de volante e colocou Lucas Lima com a missão de armar o jogo. Enfim o camisa 10 da seleção começou uma partida, como muitos brasileiros desejavam. Dunga fez mais: trocou Jonas por Gabriel e, com isso, ganhou mais movimentação à frente.
Conservador, Dunga só foi na defesa, ao promover a volta de seu capitão, Miranda, no lugar no jovem Marquinhos. Fez um opção pela segurança. Não deu certo. O time até fez primeiro tempo razoável, mas pecou pela falta de objetividade.
Se no primeiro tempo o rendimento da seleção foi razoável, no segundo a equipe esteve irreconhecível. O time errava passes, marcava mal e dava espaço para o Peru, que foi para cima, animando a torcida, sempre disposta a apoiar.
Lucas Lima sumiu, Gabriel sumiu. O Brasil sumiu. O Peru passou a controlar o jogo. Dunga demorou para mexer e, quando o fez, errou ao colocar Hulk no time.
E o que se temia aconteceu. Aos 29 minutos, num contra-ataque, Ruidiaz, que havia entrado pouco antes, marcou o gol do Peru, num lance polêmico. Houve a impressão de que tocou para as redes com a mão. Mas após muita reclamação dos brasileiros e do juiz uruguaio Andres Cunha claramente consultar alguém que não estava em campo, confirmou o gol.
A consulta ao árbitro de vídeo ainda está em fase de testes autorizado pela International Board. Mas é usada em algumas competições. A Copa América não faz parte da relação e a Conmebol não confirmou se obteve autorização para usá-lo.
Mas nada serve de desculpa. Daí para frente, o que se viu foi um bando tentando empatar no desespero. Não daria mesmo certo. E Dunga se despede outra vez de maneira melancólica.
FICHA TÉCNICA
BRASIL 0 x 1 PERU
BRASIL – Alisson; Daniel Alves, Miranda, Gil e Felipe Luis; Elias, Renato Augusto, Willian, Lucas Lima e Phillippe Coutinho; Gabriel (Hulk). Técnico: Dunga.
PERU – Gallese; Corzo, Rodríguez, Ramos e Trauco; Balbín (Yotún) Vílchez, Pollo e Flores (Ruidiaz); Cueva (Tapia) e Guerrero. Técnico: Ricardo Gareca.
GOL – Ruidiaz, aos 29 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO – Andres Cunha (Fifa/URU).
CARTÕES AMARELOS – Lucas Lima e Renato Augusto.
PÚBLICO – 36.187 pagantes.
RENDA – Não disponível.
LOCAL – Gillette Stadium, em Boston (Estados Unidos).
Fonte: Estadão Conteúdo
Fonte: Ceará Agora

Planalto e Centrão tiram apoio a mandato de Cunha

eduardo cunhaO deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) perdeu apoio do Palácio do Planalto, do PMDB e do Centrão (maior bloco parlamentar informal do Congresso) na luta para manter o mandato. Antes poderoso, o presidente afastado da Câmara está acuado por antigos aliados, que o pressionam para que renuncie ao cargo na direção da Casa, e pela Operação Lava Jato. Cunha vê a preservação do mandato como única forma de não ser preso – ele teme que seus processos sejam remetidos a primeira instância e fiquem sob cuidados do juiz Sérgio Moro.
Na semana passada, Cunha foi procurado por dois parlamentares do Centrão, grupo que ajudou a criar. Ambos o aconselharam a renunciar, pelo bem do governo do presidente em exercício Michel Temer. Cunha se descontrolou e, aos gritos, disse que jamais tomará essa atitude. A medida seria vista como sinal de enfraquecimento, e isso poderia tornar inevitável a cassação em plenário.
Na quinta-feira, dia em que a mulher dele, a jornalista Cláudia Cruz, virou ré na Lava Jato por decisão de Moro, o deputado mandou mensagens a integrantes do Centrão dizendo que não pode abrir mão do mandato porque o juiz federal promoveria um “cerco” a ele e a sua família.
A estratégia para tirar Cunha de cena vem sendo chamada nos bastidores do governo e do Congresso de “operação mão do gato”, numa dupla referência ao gesto do felino de bater e recolher o braço imediatamente e ao ato de agir sorrateiramente. O medo do PMDB e do Planalto é de que Cunha, num gesto de vingança, possa fazer acusações contra Temer e o partido. No Planalto, a avaliação é de que Cunha se tornou um fator que só atrapalha o governo.
Criador e criatura
No Centrão, a convicção é de que a “criatura se tornou maior do que o criador”, conforme a definição de um líder ao falar do grupo e de Cunha. O objetivo do bloco é manter o poder sobre o comando da Câmara e fazer o sucessor do presidente afastado da Casa.
Líderes do Centrão avaliam ser possível vencer a votação sobre o processo que pesa contra Cunha no Conselho de Ética da Câmara, prevista para amanhã, e aprovar uma pena mais branda, como suspensão por três meses. Para isso, contam com o voto da deputada Tia Eron (PRB-BA), que não assume publicamente a defesa da cassação do mandato.
No plenário, porém, o prognóstico é desfavorável ao peemedebista. Por isso, parte do Centrão vê como alternativa mais viável que o presidente afastado renuncie ao cargo – o gesto poderia convencer parlamentares a aceitarem a pena branda.
“Hoje a situação está muito difícil. Chegou a um ponto muito desgastante. Fica difícil apoiar”, afirma o líder do PR, Aelton Freitas (MG). Segundo ele, no plenário será muito difícil para os deputados que sustentam Cunha nos bastidores manter esse apoio, pois a votação será aberta.
Vice-líder do PMDB e membro da “tropa de choque” de Cunha, o deputado Carlos Marun (MS) admite que haverá votos contrários ao peemedebista até na bancada, mas avalia ser minoria. “Obviamente não é uma situação fácil, haja vista a pressão externa.”
No PP, o líder Aguinaldo Ribeiro (PB) apoia o presidente afastado da Câmara nos bastidores, mas já é pressionado por seus deputados por sua posição. “No momento em que o processo for à votação em plenário, a maioria do PP não vota com Cunha. A maioria não está com ele. O pessoal só não está manifestando isso em respeito ao líder”, disse o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), da bancada ruralista.
No plenário, bastam 257 votos para a cassação de Cunha ser aprovada. Hoje, nove partidos se declararam nesse sentido: PT, PC do B, PDT, Rede, PSOL, DEM, PSDB, PSB e PPS, que somam 218 deputados. O Centrão tem cerca de 220 parlamentares.
Além de articular a mudança no parecer do Conselho de Ética que pede sua cassação, Cunha atua na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para mudar as regras de votação do relatório no plenário e, com isso, impedir que a recomendação por uma pena mais branda seja alterada para uma punição mais dura. O processo por quebra de decoro foi aberto há mais de 220 dias e tem como objeto a acusação de que Cunha mentiu ao afirmar na CPI da Petrobrás, em 2015, que não possuía contas secretas no exterior. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo
Fonte: Ceará Agora