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05 maio 2016

Cunha recebe notificação do STF; aliados se dizem perplexos

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB­RJ), afirmou por meio de sua assessoria, às 8h28 desta quinta-­feira (5), que recebeu e assinou a notificação da decisão do ministro Teori Zavascki.
Cunha está na residência oficial da Câmara, no Lago Sul de Brasília. Aliados já se encaminham para a casa dele e se dizem "perplexos" com a decisão do ministro.
"Ele [Zavascki] criou um fato, porque o julgamento de hoje era outro. Não sei se o Supremo mantém isso, é uma interferência na Câmara, uma intervenção", afirmou o deputado Paulo Pereira da Silva (SD­SP), um dos mais próximos a Cunha. 
Aliados do peemdebista sempre alimentaram o discurso de que era impossível o STF afastar Cunha do mandato já que isso significaria uma afronta a outro poder, uma interferência indevida e uma violência à decisão popular, já que o mandato é dado pelo povo e só pode ser manipulado pela Câmara, que é formada por representantes do povo.  
Nesta quinta o STF havia programado o julgamento do pedido de afastamento de Cunha protocolado pela Rede. O pedido objeto da liminar de Zavascki é o feito em dezembro pela Procuradoria­Geral da República.

Planalto comemora, mas avalia decisão contra Cunha como tardia

Eduardo CunhaA decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki de afastar o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB­RJ), foi comemorada pela equipe da presidente Dilma Rousseff e pelo comando nacional do PT, mas avaliada como tardia. 
Para auxiliares e assessores da petista, a Suprema Corte demorou para analisar a saída do peemedebista diante das denúncias contra ele, o que, na avaliação do Palácio do Planalto, influenciou na aprovação do processo de impeachment da presidente. 
Na avaliação da cúpula nacional do partido, o afastamento de Cunha questiona, inclusive, a validade do processo de impedimento da presidente.
"Ele deveria ter saído há muito tempo e não deveria ter presidido o processo de impeachment, já que o fez motivado por vingança", criticou o deputado federal Paulo Teixeira (PT­SP). 
Relator da Lava Jato, Teori concedeu liminar em um pedido de afastamento feito pela Procuradoria­Geral da República. 
Ele apontou 11 situações que comprovariam o uso do cargo pelo deputado para "constranger, intimidar parlamentares, réus, colaboradores, advogados e agentes públicos com o objetivo de embaraçar e retardar investigações". 
Na peça, o procurador­geral da República, Rodrigo Janot, chegou a classificar o peemedebista de "delinquente". 
Cunha será substituído por outro investigado na Lava Jato, o deputado Waldir Maranhão (PP­-MA). 

Instagram muda interface e ganha novas cores para funcionalidades

O Instagram está testando uma nova interface do aplicativo e começou a liberar, a partir desta terça-feira (4), a novidade para alguns usuários. Dentre as mudanças estão novas cores para legendas, ícone de mensagem direta, tela de pesquisa e o botão de gravar.
A nova interface pretende deixar o aplicativo mais limpo. A barra superior e a inferior passaram a ser brancas. Já o ícone das mensagens direta, o link para o per l do usuário que postou a foto bem como o local onde a imagem foi tirada, o indicador de curtidas e as legendas estão na cor preta. 
A tela de pesquisa também mudou para a cor branca e deixou de ter abas com os nomes principais de pessoas, marcações e locais para ter apenas ícones. Os botões sofreram alterações como o de vídeo que deixou de ser vermelho para ser cinza com branco. 

Fonte: DN 

URGENTE - Teori afasta Eduardo Cunha do mandato na Câmara

Eduardo Cunha
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki determinou nesta quinta-­feira (5) o afastamento do presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB­RJ) do mandato de deputado federal.
Relator da Lava Jato, o ministro concedeu uma liminar em um pedido de afastamento feito pela Procuradoria­Geral da República. e apontou 11 situações que comprovariam o uso do cargo pelo deputado para "constranger, intimidar parlamentares, réus, colaboradores, advogados e agentes públicos com o objetivo de embaraçar e retardar investigações". Na peça, o procurador­geral da República, Rodrigo Janot, chegou a classificar o peemedebista de "delinquente".
O peemedebista foi transformado em réu no STF, por unanimidade, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro sob a acusação de integrar o esquema de corrupção da Petrobras, tendo recebido neste caso US$ 5 milhões em propina de contratos de navios-­sonda da estatal. 
Na Lava Jato, o deputado é alvo de outra denúncia, de mais três inquéritos na Corte e de outros três pedidos de inquéritos que ainda aguardam autorização de Teori para serem abertos. As investigações apuram o recebimento de propina da Petrobras e o uso do mandato para supostas práticas criminosas.
"Ante o exposto, defiro a medida requerida, determinando a suspensão, pelo requerido, Eduardo Cosentino da Cunha, do exercício do mandato de deputado federal e, por consequência, da função de Presidente da Câmara dos Deputados", diz trecho da decisão. 
Cunha será substituído por outro investigado na Lava Jato, o deputado Waldir Maranhão (PP­MA).