Buscar

18 abril 2016

Dilma se diz injustiçada e critica Temer e Cunha

dilmaA presidente Dilma Rousseff (PT), em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (19), em Brasília, se disse injustiçada com a decisão da Câmara dos Deputados de admitir o processo de impeachment contra ela. Dilma afirmou que não há crime de responsabilidade e que os atos que a acusam foi praticada por presidentes anteriores e não foram considerados crimes. Para ela o processo é um golpe de estado.
Ela disse que não é acusada de nenhum crime e que não tem conta no exterior, comentário direcionado ao presidente da Câmara Eduardo Cunha, que é réu no STF e enfrenta um processo no Conselho de Ética do Senado, por ter mentido ao afirmar que não tinha conta no exterior.
Quanto a Temer, disse que é estarrecedor um vice-presidente no exercício do seu mandato, conspirar contra a presidente da República. Sobre as denuncias de que deputados pró-impeachment viajaram à Brasília em Jatinhos, ela afirmou que devem ser investigadas.
Dilma disse que vai exercer todas as dimensões e consequências o direito de defesa e que vai ao STF. Indagada se procurará antes da votação do Senado os partidos que desembarcaram do governo, ela afirmou que a relação com senadores,é bem diferente que tem com os deputados.
A presidente afirmou que espera que o STF aprove a ida do ex-presidente Lula para assumir a Casa Civil. “Espero que tenhamos um novo governo e vamos trilhar um novo caminho. Vou agora para o quarto turno da eleição. Enquanto isso
Fonte: Ceará Agora

Juiz disciplina ingresso de presos na Cadeia Pública de Baturité

cadeia baturitéO juiz Agenor Studart Neto, titular da 1ª Vara de Baturité e atuando como juiz de Execução Penal e corregedor dos Presídios da Comarca, proibiu o ingresso de novos presos, provisórios e definitivos, na cadeia local sem autorização prévia, expressa e escrita do magistrado.
A decisão consta na Portaria n° 4/2016, publicada no Diário da Justiça nessa quinta-feira (14/04). O documento também determina que os pedidos de transferência dos apenados para a unidade prisional deverá ter autorização do magistrado.
A medida leva em consideração a superlotação e as condições desfavoráveis da cadeia. Também zela pela segurança dos presos e dos funcionários que trabalham no local.
O documento atende à Resolução n° 47, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que diz ser dever do juiz da Execução Penal tomar providências para o adequado funcionamento dos estabelecimentos penais sob sua responsabilidade.
Com TJCE
Fonte: Ceará Agora

Impeachment tem maioria no Senado

FOTO: Waldemir Barreto/Agência SenadoCom a aprovação da Câmara pela continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, a próxima etapa é o encaminhamento do caso para o Senado. Levantamento de O Estado de S. Paulo mostra que já há 45 senadores favoráveis à abertura de processo por crime de responsabilidade. Vinte e um se declararam contrários. Seis parlamentares se disseram indecisos e 9 não quiseram se manifestar. Para que o processo seja admitido e aberto no Senado são necessários 41 votos.
A senadora Ana Amélia (PP-RS) é, hoje, o nome mais cotado para presidir a Comissão Especial que avaliará o caso. Ela já se declarou a favor do impeachment. Ministros do “núcleo duro” do Planalto calculam que o governo tem, hoje, 28 dos 81 votos no plenário.
No levantamento, o PSDB é o partido com a maior quantidade de senadores favoráveis ao afastamento da petista, com 11 nomes. Já no PMDB, do vice-presidente Michel Temer, nove se declararam a favor do processo, três contra, três se disseram indecisos e três não quiseram se manifestar. Na Casa, o PT é o único partido no
qual todos os parlamentares são contrários ao afastamento da petista.
A partir da aprovação da abertura de processo pela Câmara, as atenções dos movimentos pró-impeachment se voltam para o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). “Agora a pressão é total em cima de Renan”, disse neste domingo um dos coordenadores nacionais do Movimento Brasil Livre, Renan Santos.
A intenção é fazer com que o peemedebista conduza o processo com celeridade, para que a votação na Casa ocorra até dia 11 de maio.
“Biografia”
No sábado, Renan disse a oposicionistas que não iria “manchar” sua biografia ao ser questionado se aceleraria o processo de impedimento de Dilma na Casa.
A mesma frase foi dita naquela noite por ele em conversa na residência oficial com senadores do PT e aliados de Dilma.
Com a aprovação do pedido na Câmara, Renan passa a ser o “árbitro” do impeachment, tendo poderes para ditar o ritmo do processo que opõe os dois principais personagens da crise: o vice-presidente Michel Temer e Dilma – que demitiu do governo todos os indicados pelo peemedebista.
Os líderes de oposição na Câmara temem que os governistas e o PT tentem “tumultuar” o processo nos 180 dias de duração máxima do afastamento de Dilma. “Vão tentar desestabilizar o começo do governo Michel Temer e provavelmente dificultarão a aprovação de projetos. Michel Temer terá que mostrar habilidade para dar respostas rápidas e se firmar, caso contrário o cenário pode virar no Senado nos próximos seis meses”, diz o deputado Silvio Torres (PSDB-SP), secretário-geral do partido.
Já o também deputado Ivan Valente (PSOL-SP), que votou contra o impeachment na Câmara, não acredita em uma reversão do resultado do processo no Senado. Os senadores terão de decidir se instauram o processo de impeachment e afastam a presidente Dilma do cargo. “Eu acho que não é possível reverter no Senado porque os partidos reclamaram questão”, disse o parlamentar do PSOL.
Valente lembrou que líderes do PMDB estão envolvidos em investigações da Lava Jato, e avalia que Temer não teria respaldo da sociedade, de acordo com pesquisas de opinião. “Ele, Temer, também é rejeitado. Vamos viver o momento do impasse e o PSOL se declara em oposição a esse conluio que foi feito para esse atalho de chegada ao poder”, disse Valente.
Desolado
No domingo, desolado em um canto do plenário, o líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), admitiu a dificuldade do governo. “Não é fácil reverter, neste momento. O que deu errado já vem dando há muito tempo. Vamos baixar a poeira e pensar no que fazer”, lamentava o parlamentar.
Já o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), disse que o governo sofreu uma “derrota momentânea”, mas que “a luta está apenas começando”. “A derrota é momentânea, as ruas estão conosco e temos condições de virar o jogo no Senado. Essa é uma agressão à legalidade democrática”, disse Guimarães.
Ainda segundo o líder, começará hoje uma “guerra prolongada”. O deputado petista descartou durante a entrevista que o governo vá adotar a tese de convocar eleições gerais.
Ainda na noite de domingo, diante da derrota na Câmara, parlamentares do governo foram chamados ao Planalto para tentar unificar o discurso de que a derrota é momentânea e que o governo continuará lutando para derrotar o impeachment no Senado.
Fonte: Estadão Conteúdo
Fonte: Ceará Agora

Dilma tem apoio prometido por Camilo e Cid. Adail trai

bancada cearese
A votação da bancada do Ceará na abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff começou com uma frustração para o Palácio do Planalto, para o Governador Camilo Santana (PT) e para os irmãos Cid e Ciro Gomes (PDT). O deputado federal Adail Carneiro (PP) foi o primeiro a votar entre os parlamentares cearenses e anunciou voto pelo afastamento da presidente Dilma. O voto de Adail foi entendido como traição.
Dos 22 deputados federais do Ceará, Dilma recebeu apoio de 14 parlamentares – 12 votos contra o impeachment, uma abstenção (Gorete Pereira) e uma ausência (Aníbal Ferreira Gomes). Oito parlamentares votaram pelo afastamento de Dilma.
Adail esteve entre os deputados federais do Ceará que tinham assumido compromisso com Camilo e Cid para votar contra o impeachment. Ele estava como secretário do Governo do Estado e, na última quinta-feira, em uma articulação de Camilo e Cid, reassumiu o mandato na Câmara Federal com o compromisso de fortalecer o bloco anti-impeachment.
Antes de anunciar o voto, Adail pediu desculpas a presidente Dilma, ao governador Camilo e ao ex-governador Cid Gomes porque havia decidido votar pelo impeachment. A deputada federal Gorete Pereira, também, era considerado um voto pelo afastamento de Dilma, mas decidiu, na hora de oficializar a sua posição, se abster, o que acabou ajudando os aliados do Palácio do Planalto. Ausente do deputado federal Anibal Ferreira, do PMDB, é contado como apoio a Dilma.
O deputado Moses Rodrigues, ao defender o impeachment, bateu duro na promessa e não cumprida de construção da refinaria e criticou os coronéis da política do Ceará sustentados pelo Governo Dilma. Sem falar em nomes, Moses se referia aos irmãos Cid e Ciro Gomes.
VOTAÇÃO DA BANCADA FEDERAL DO CEARÁ
Adail Carneiro (PP) – Sim
Ariosto Holanda (PDT) – Não
Anibal Gomes (PMDB) – Ausente
Arnon Bezerra (PTB) – Não
Cabo Sabino (PR) – Sim
Chico Lopes (PC do B) – Não
Danilo Forte (PSB) – Sim
Domingos Neto (PSD) – Não
Genecias Noronha (SD) – Sim
Gorete Pereira (PR) – Abstenção
José Airton Cirilo (PT) – Não
José Guimarães (PT) – Não
Leonidas Cristino (PDT) – Não
Luizianne Lins (PT) – Não
Macedo (PP) – Não
Moroni Torgan (DEM) – Sim
Moses Rodrigues (PMDB) – Sim
Odorico Monteiro (PROS) – Não
Raimundo Gomes de Matos (PSDB) – Sim
Ronaldo Martins (PRB) – Sim
Vicente Arruda (PDT) – Não
Vitor Valin (PMDB) – Sim
Fonte: Ceará Agora

Mais de 80% do PMDB apoiou prosseguimento de impeachment

TemerO PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer, deu 86% de seus votos à proposta de abertura do impeachment contra Dilma.
Houve votação 100% a favor do impeachment em nove bancadas partidárias: PSDB, DEM, SD, PRB, PSC, PV, PSL, PMB e PPS. No outro lado, todos os integrantes do PT, do PC do B e do PSOL votaram contra o impeachment. O PDT, que havia decidido apoiar Dilma, se dividiu: deixaram de seguir essa orientação 32% dos deputados do partido.
No PSB, que havia fechado questão a favor do impeachment, também houve divisões: três deputados acabaram votando contra (9% da bancada).
O PSD, integrante da base governista e detentor de ministério até a semana passada, destinou 78% de seus votos à proposta de interrupção do mandato de Dilma. Gilberto Kassab, que ocupava o Ministério das Cidades, pediu demissão quando a bancada do partido decidiu votar pelo impeachment.
O PR, cuja cúpula havia optado por apoiar Dilma, não entregou os votos prometidos na sessão deste domingo: 65% da bancada votou a favor da abertura de processo contra a presidente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo
Fonte: Ceará Agora

Cardozo diz que Dilma não vai renunciar

Foto: José Cruz/Agência BrasilEscalado para ser o porta-voz do governo após a aprovação do impeachment pela Câmara, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, afirmou, já na madrugada desta segunda-feira, 18, que a presidente Dilma Rousseff não irá renunciar ao cargo e que o governo vai continuar lutando para derrotar o processo no Senado.
“A decisão não abaterá a presidente. Ela vai continuar lutando. Se alguém imagina que ela se curvará com o resultado de hoje (ontem), se engana. Ela não se acovardou”, afirmou.
Cardozo disse ainda que Dilma vai fazer um pronunciamento nesta segunda-feira e que, apesar do resultado negativo, a presidente estava “serena”, pois é uma mulher “muito forte”, “que sabe lutar a boa luta”.
O advogado-geral da União repetiu diversas vezes que o impeachment foi um processo político e que a aprovação da admissibilidade na Câmara foi recebida pelo governo com “tristeza e indignação”. Para ele, se o Senado também optar por afastar a presidente, haverá uma “ruptura com a Constituição” e estará instaurado o “golpe de abril de 2016”.
Cardozo também voltou a afirmar que não há base legal para o afastamento e que o governo deve recorrer novamente ao Supremo Tribunal Federal (STF), “no momento oportuno”. Segundo ele, apesar de não ser possível discutir o mérito da questão na Corte o Planalto poderá questionar “a falta de justa causa para o pedido”. “Aqueles que acompanharam, sabem que o pedido não tem procedência”, disse.
Seguindo a linha de Dilma nas últimas semanas, Cardozo também fez duras criticas ao presidente da Câmara (PMDB-RJ), Eduardo Cunha, citando-o nominalmente, e ao vice-presidente Michel Temer (PMDB), mas sem falar seu nome. Sobre o vice, Cardozo disse que a presidente vai lutar não só pelo seu mandato, mas para “derrotar aqueles que querem construir um governo sem legitimidade, governo que não vem das urnas”. Para o ministro, “nenhum governo que nasce por ruptura institucional tem legitimidade” e “nenhum governo conseguirá pacificar o País dentro destas condições”.
Ao se referir a Cunha, o ministro lembrou que ele “é réu denunciado pelo Supremo Tribunal Federal”, “acusado de graves delitos” e que apressou o impeachment de Dilma por puro “ato de vingança”. Denunciou ainda que Cunha está “usando seu poder de presidente da Câmara para não ser cassado” e a prova disso é que o seu processo na Casa “se arrasta” e encontra barreiras “intransponíveis”. Ele disse ainda que Dilma é “uma vítima” hoje de uma “ação orquestrada” em que Cunha teve “papel preponderante”.
Senado
O advogado-geral da União defendeu ainda que o processo do impeachment vai começar a ser julgado, de fato, agora no Senado e disse que o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), não deve tomar nenhuma decisão que descumpra a lei, pois tem demonstrado “isenção” sobre o assunto.
Cardozo negou que o governo esteja discutindo a possibilidade de convocar eleições gerais após a aprovação do impeachment, mas disse que a presidente estava aberta ao diálogo com todos os setores da sociedade que debatam soluções dentro da legalidade democrática.
Questionado se o governo havia perdido a votação na Câmara por conta de “traições” de deputados, ele disse que sim. “Várias”, afirmou, sem citar nomes. Para ele não houve erro do governo ao traçar a estratégia para barrar o impeachment, porque muitos deputados mudaram de ideia na última hora. Ele afirmou, no entanto, que se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tivesse conseguido assumir a Casa Civil, poderia ter ajudado mais o governo nessa missão.
Fonte: Estadão Conteúdo

Fonte: Ceará Agora

Lula já articula resistência a Temer

temerlulaDepois do fracasso das articulações contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se dedicar a articular a resistência contra um eventual governo Michel Temer. Interlocutores do ex-presidente avaliam que, apesar da derrota, Lula ainda pode se beneficiar com o afastamento de Dilma e chegar a 2018 como candidato de oposição.
Segundo o Instituto Lula, o ex-presidente ainda não decidiu se vai disputar a Presidência pela sexta vez. Mas os sinais são cada vez mais fortes. No sábado, 16, em ato com manifestantes anti-impeachment, em Brasília, Lula disse que “espera chegar em 2018”. Aliados do ex-presidente dizem que o petista ficou animado com resultado de pesquisas que o colocam na liderança da disputa eleitoral.
O presidente do PT, Rui Falcão, já disse que Lula se colocou à disposição para viajar o País ainda este mês. A avaliação de que Lula poderia “fazer do limão uma limonada” é recorrente entre interlocutores do ex-presidente. Para eles, caso o impeachment de Dilma se confirme no Senado, Temer vai enfrentar um cenário negativo na economia em médio prazo e desgaste político por ter se aliado ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na condução do impeachment. A esperança dos petistas é que Lula surja como o salvador da pátria em 2018. “Ele não vai e não deve jogar a toalha por causa do resultado de hoje”, disse Celso Marcondes, diretor do Instituto Lula.
No curto prazo, o ex-presidente vai continuar articulando a defesa do mandato de Dilma no Senado, independentemente de assumir ou não o ministério da Casa Civil e apesar de estar ciente de que a tarefa é praticamente impossível.
Lula também vai liderar a reação ao possível governo Temer em parceria com movimentos sociais ligados ao PT. A ideia é aproveitar a alta rejeição ao vice apontada em pesquisas para carimbar sua gestão como ilegítima.
Eleições gerais
Setores do PT defendem que o partido lance os próximos dias uma campanha nacional de coleta de assinaturas em apoio a uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) por novas eleições presidenciais.
O ex-presidente tentou convencer deputados a votarem contra o impeachment até momentos antes do início da votação na Câmara. No sábado, viajou para São Paulo onde conversou com o apóstolo Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus.
Santiago tem influência sobre três deputados federais, mas Lula pediu que ele o ajudasse a ampliar o apoio a Dilma na bancada evangélica. Preocupado com os protestos previstos, Lula também aproveitou a ida a São Paulo para tirar sua família do apartamento de São Bernardo do Campo, acomodando-a em outro local não divulgado.
De volta a Brasília na manhã de domingo, continuou telefonando para deputados a fim de conquistar votos para Dilma. Investiu nos indecisos, mas também tentou mudar a avaliação dos que já tinham opinião formada, como Paulo Maluf (PP-SP). Muitos, no entanto, não atenderam suas ligações.
Lula falou pessoalmente com Maluf, que, ao chegar ao plenário da Câmara, comparou Dilma à Virgem Maria e disse não ver motivos jurídicos para o afastamento da petista, mas votou a favor do impeachment. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo
Fonte: Ceará Agora

Mulungu: Orientada pela Escola Legislativa da UVC a Vereadora Lyziane Bitar elabora projeto de lei criando o programa municipal de coleta de lixo.

lixaoOrientada pela Escola Legislativa da UVC a Vereadora Lyziane Bitar elabora projeto de lei criando o programa municipal de coleta de lixo.
 A matéria segue para analise das comissões.
A vereadora Lyziane Bitar apresentou projeto de lei n. 005/16, estabelecendo critérios técnicos para elaboração de um amplo plano municipal de coleta de lixo residencial, industrial e hospitalar.
A cidade, que tem avançado no setor turístico, não gerencia nenhum tipo de serviço público relacionado à coleta de lixo o que desqualifica a mesma, dificultando avanços em vários setores econômicos do município.
Lyziane BitarOs artigos 2º e 3º do projeto norteiam a ideia do mesmo:
Art. 2º Caberá ao departamento de serviços públicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura do município de Mulungu, elaborar estudo referente à composição logística das rotas referentes ao serviço de coleta de lixo, objetivo desta Lei.
Art. 3º. A coleta de lixo domiciliar deverá ser desenvolvida em dias alternados não coincidindo com a coleta de lixo industrial e hospitalar.
O projeto foi lido na última sessão plenária da última segunda – feira na Câmara Municipal e aguarda apreciação das comissões.


Fonte: Fábio Tajra

Xuxa causa polêmica ao postar foto pedindo proteção divina ao Brasil


O perfil de Xuxa no Facebook virou campo de batalha no fim da tarde deste domingo, 17, durante sessão do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A apresentadora postou uma foto de um bebê vestindo verde e amarelo com uma frase pedindo proteção de Deus para o Brasil. 

A imagem logo foi criticada por alguns internautas e enaltecida por outros. “Admiro você, mas você não precisa do governo. A sua fundação eu respeito, mas não dê palpite, fica melhor assim. Seus fãs não são obrigados a pensar como você, e você depende deles. Fica quietinha curtindo sua mansão conseguida com méritos, mas que muitos não conseguiram por culpa desses governos elitistas”, disse um seguidor. 

Outros afirmavam que ela não teria direito de opinar por ser uma artista que vive do entretenimento. "Não seja hipócrita", escreveu um internauta. 

Os seguidores também comentaram que Xuxa esteve em Brasília para aprovar a Lei da Palmada, em 2014. A forma como os deputados votaram também foi relacionada às crianças que participavam dos programas dela e sempre terminavam as entrevistas com "um beijo para o meu pai, para a minha mãe e especialmente para você”.


Fonte: O POVO

Tiririca vota pelo impeachment e diz ter 'fé que o Brasil vai melhorar'

O deputado federal Tiririca (PR-SP), que fez mistério sobre seu voto ao chegar neste domingo, 17, na Câmara, declarou, ao microfone do plenário, que vota pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. "Votei com o coração e vamos ter fé que o Brasil vai melhorar", disse o deputado, após declarar o voto.
A maioria da bancada do PR, partido do deputado, deve votar a favor do impedimento de Dilma. O líder do PR na Câmara, Aelton Freitas, anunciou mais cedo que os deputados da bancada do partido estavam liberados para votarem como quiserem.
Demitido pela presidente Dilma em 2011 do Ministério dos Transportes sob suspeita de corrupção, o presidente do PR e deputado federal, Alfredo Nascimento (PR-AM), anunciou, durante a votação em plenário, a renúncia ao comando da legenda e se manifestou também contra Dilma.
Itapipoca
Vestidos de verde e amarelo, manifestantes a favor do impeachment acompanham a votação em um shopping de Fortaleza, no bairro Aldeota. O voto "sim" pelo impeachment do deputado Tiririca foi um dos mais festejados. Tiririca é cearense natural da cidade de Itapipoca.
Fonte: O POVO

Eunício, aliado de Renan, ganha poder com Temer na Presidência

eunicio e temer
O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, é um dos maiores vitoriosos na primeira grande derrota da presidente Dilma Rousseff na Câmara Federal. Eunício, desafeto dos irmãos Cid e Ciro Gomes (PDT) e do Governador Camilo Santana (PT), ampliará poderes em Brasília com a chegada do vice-presidente Michel Temer à Presidência da República. Esse é o cenário se o Senado decidir pelo impedimento de Dilma Rousseff.
Ao chegar ao Senado nesta segunda-feira, o processo de impeachment da presidente Dilma passará por uma comissão parlamentar especial. A composição da comissão passa pelo líder do PMDB, Eunício Oliveira, a quem caberá indicar o presidente ou o relator do processo. Como é majoritário no Senado, o PMDB terá o cargo de presidente ou relator dessa comissão.
Derrotado nas eleições ao Governo do Estado em 2014 pelos irmãos Cid e Ciro Gomes, que elegeu Governador o petista Camilo Santana, Eunício Oliveira garantiu, porém, espaços no Governo Federal com a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Um dos mais expressivos espaços foi à indicação do presidente do BNB – uma vitória contra Cid e Ciro.
O novo mapa político do Ceará, com o possível impedimento de Dilma Rousseff, reserva novos espaços para o senador Eunício Oliveira que alimenta o sonho de governar o Estado. Eunício é pré-candidato à sucessão do Governador Camilo Santana e, agora, quer, com o respaldo do PMDB nacional e do virtual presidente Michel Temer, impor uma derrota aos irmãos Cid e Ciro Gomes.  No Ceará, Eunício tem o senador Tasso Jereissati como aliado.
Fonte: Ceará Agora

Líder do PT reconhece "derrota momentânea" e fala em "guerra prolongada"

guimaraesO líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), concedeu entrevista coletiva há pouco em que reconheceu a “derrota momentânea” do governo na votação da admissibilidade do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara. “Perdemos porque os golpistas foram mais fortes, comandados por Cunha”, em referência ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), responsável por aceitar o pedido em dezembro passado. “A luta está apenas começando. A derrota é momentânea, as ruas estão conosco e temos condições de virar o jogo no Senado. Essa é uma agressão à legalidade democrática”, disse Guimarães.
Ainda segundo o líder, nesta segunda-feira, 18, começará uma “guerra prolongada”. Segundo ele, os deputados de oposição não têm “autoridade moral” para falar em ética e corrupção. “O governo reconhece essa derrota provisória porque a guerra não terminou. Os golpistas venceram na Câmara mas a luta continua nas ruas e no Senado”, disse, não descartando ainda recorrer à Justiça.
O deputado petista descartou durante a entrevista que o governo vá adotar a tese de convocar eleições gerais. “Não tem nada de eleição geral. A luta é nas ruas e no Senado”, afirmou.
Terminada a entrevista, que aconteceu no Salão Verde da Câmara, o deputado foi ao Palácio do Planalto para, segundo ele, dar um abraço na presidente Dilma.
Fonte: Ceará Agora

Manifestantes comemoram abertura de impeachment

1013862-17042016img_9312-O clima de torcida de futebol que se intensificou na política brasileira nos últimos meses chegou ao seu ápice na noite de hoje (17) na Esplanada dos Ministérios. Após o resultado da votação na Câmara dos Deputados, que aprovou a abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, uma multidão – a maioria vestida de amarelo – explodiu em comemoração.
Eles gritaram, cantaram o Hino Nacional e inflaram um grande boneco do “Pixuleto”, ato que a Secretaria de Segurança do Distrito Federal havia proibido por considerar que seria um ato de provocação aos manifestantes contrários ao impeachment.
“É difícil mensurar o quão importante é esse momento. Cada cidadão presente, se manifestando em prol de um país melhor é um herói nacional”, disse o estudante Raphael Kita, um dos coordenadores do Vem Pra Rua, movimento que organizou o ato pró-impeachment na Esplanada. “A gente não aceita a forma como o governo lida com a situação do país hoje. A gente vai se manter vigilante sempre. Não adianta eleger alguém e não saber o que ele está fazendo. Temos sempre que saber o que ele está fazendo, independente de partido, senão o voto é jogado fora”.
Pelo telão
Por volta das 23h, quando o voto “sim” do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) contabilizou os 342 suficientes para abrir o processo de impeachment, a Esplanada recebia cerca de 50 mil manifestantes a favor do impedimento, segundo informações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Divididos por um muro e observados por 5 mil policiais que fazem a segurança da área, os manifestantes contra e a favor do impeachment acompanharam por telões colocados dos dois lados.

Do lado pró-impeachment, muita vibração a cada “sim” proferido pelos deputados no plenário. A cada voto “não”, vaias eram ouvidas. Durante a votação, a multidão estava concentrada, olhando atentamente aos telões.
Saiba Mais

Se a posição da maioria dos Deputados se repetir no Senado, significará o segundo impeachment de um presidente do Brasil. Agora, o processo será encaminhado ao Senado, para apreciação naquela Casa. Os senadores já começaram as articulações em prol da aceitação ou não do processo de afastamento de Dilma Rousseff.
O servidor público Paulo Tanner, 28, participou de todos os grandes atos pelo impeachment. Para ele, as pessoas estão mais conscientes do seu papel na sociedade e das responsabilidades dos governantes. “Acho que o povo finalmente tomou consciência e está indo às ruas contra esse estado de coisas que a esquerda nos colocou. Acho que a luta vai continuar por muitos anos, tirar o PT é só o primeiro passo. A gente precisa de todo um movimento de renovação”.
Para Tanner, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que chegou a sofrer manifestações de rejeição do grupo pró-impeachment durante a sessão, sofrerá as sanções necessárias sem necessidade de manifestações semelhantes. “Se o Cunha tem problema na Justiça, ele vai ser investigado. Acho que a saída do Cunha vai se dar de outro modo, por outros motivos, acho que não precisaremos ir às ruas. Se ele estiver devendo, ele vai sair”.
Lamentos
Como também é típico de decisões esportivas, enquanto um lado comemora, outro lamenta. Dividida em dois, a Esplanada testemunhou também a frustração dos defensores do mandato de Dilma.

Os apoiadores do governo Dilma Rousseff, que chegou a juntar 26 mil pessoas, segundo a PMDF, se dispersava à medida que o tempo passava. Alguns foram embora antes mesmo do resultado final da votação na Câmara. Um núcleo fiel, no entanto, acompanhou até o final a votação que, segundo eles, se configura um “golpe”.
De acordo com determinação da PMDF, o lado considerado “derrotado” terá que deixar a Esplanada antes, para evitar confronto com grupos contrários.
Rio de Janeiro
O resultado da votação aprovando hoje (17) à noite o impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados foi comemorado como vitória de final de Copa do Mundo na orla de copacabana, zona sul do Rio de Janeiro.
Saiba Mais

Cada voto a favor era aclamado como gol pelos manifestantes pró-impeachment. O voto 342, que garantiu o prosseguimento do processo, foi festejado de pé com bandeiras, palavras de ordem contra o PT, seguido do Hino Nacional.
A votação foi assistida por centenas de pessoas, que começaram a se concentrar desde 14h ao redor de três telões instalados ao longo da Avenida Atlântica.
Os parlamentares que votavam não eram vaiados e seus argumentos abafados pelos gritos de fora PT.
A dona de casa Margareth Vieira, 63 anos, chegou cedo e trouxe uma cadeira de praia como vários outros para aguentar a longa jornada. “Valeu a pena esperar. Foi emocionante. Agora, temos de seguir na luta para acabar com a corrupção no país.”
O professor de ginástica Rômulo Duarte, 34 anos, avaliou o dia como histórico. “Acho que o povo está mais consciente, mais atento às questões políticas. De agora em diante, os corruptos vão cair um a um”, acrescentou.
Faltando pouco mais de 20 votos para encerrar a sessão, a multidão começou a dispersar sem incidentes. Um grupo ainda permanece na praia comemorando. O policiamento foi ostensivo em toda a orla, com centenas de policiais militares, dezenas de viaturas e batalhões envolvidos.
Fonte: Ceará Agora

Dilma derrotada: Câmara abre processo de impeachment

brubio araujoA presidente Dilma Rousseff sofreu, na noite desse domingo, a maior derrota do ciclo de 14 anos de poder do PT no Palácio do Planalto. O deputado Bruno Araújo  (PSDB) de Pernambuco deu o 342º voto sacramentando a admissibilidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff. O processo segue agora para o Senado e, nessa segunda-feira, será definida a composição de uma comissão especial para avaliar as denuncias de crime de responsabilidade contra a presidente da República. O placar final ficou 367 votos a favor do impeachment, 137 contra, sete abstenções e duas faltas.
A votação do processo de impeachment, que foi antecedida de uma sessão tensa, com troca de farpas, acusações entre aliados e opositores ao impedimento de Dilma Rousseff, ficou encerrada por volta das 21 horas. Ao final do embate no Plenário, o PMDB e a oposição se transformaram nos maiores vitoriosos da briga pelo Palácio do Planalto.
Se aceita a denúncia no Senado, a presidente Dilma será afastada por 180 dias e, nesse período, assume o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB). Michel foi eleito vice na chapa de Dilma em 2014 e, de acordo com a Constituição Federal, é o sucessor legítimo do cargo em caso de impedimento da presidente.
Michel embarcou nas articulações pró-impeachment após uma ampla articulação com os líderes da oposição e, especialmente, com o presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB). Cunha, desafeto da presidente Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Inácio Lula da Silva, cumpriu o papel de principal sustentáculo  do processo de impeachment.
O domingo, histórico, foi de acirramento de ânimos, discursos inflamados, muitas acusações, agressões verbais, expressões chulas em discursos, como ‘bandido’, ‘ladrão’ e ‘canalha’. Nas ruas, em dezenas de cidades brasileiras, houve protestos, manifestações contra e a favor do impeachment.
 Ao falar pela liderança do PT do B, o deputado Sílvio Costa, de Pernambuco, saiu em defesa da presidente Dilma, a defendeu como uma mulher honesta e honrada e atacou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, a quem acusou de comandar o PCC – Partido da Corja do Cunha, para tirar Dilma da Presidência da República.
Fonte: Ceará Agora

Coleta de digitais será usada para evitar fraudes no Enem 2016

dicas-enem-aba4gettyAs regras do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016 estão em edital publicado na edição de sexta-feira do Diário Oficial da União. As inscrições serão abertas às 10h do dia 9 de maio e se encerram às 23h59 do dia 20 do mesmo mês, no horário de Brasília. As provas estão marcadas para 5 e 6 de novembro. As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet, no http://enem.inep.gov.br/participante. Nesta edição, será colhida a impressão digital dos estudantes para evitar fraudes. A coleta poderá ocorrer no primeiro ou segundo dia de prova.
As datas e regras do Enem 2016 foram anunciadas ontem (14) pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Além da identificação biométrica, outra novidade desta edição é que a guia de inscrição pode ser paga em qualquer agência bancária, em casas lotéricas e nos Correios. A taxa é de R$ 68. Ficam isentos estudantes de escolas públicas que vão concluir o ensino médio este ano e estudantes que se declararem carentes. Os isentos de pagar a taxa de inscrição que tenham se inscrito na edição de 2015 e não comparecido aos dois dias de provas perdem a isenção neste ano, caso não justifiquem a ausência em espaço específico no sistema de inscrição. A regra foi anunciada no ano passado e publicada em portaria.
Como nos anos anteriores, o edital prevê que os participantes que precisem de atendimento especializado ou específico devem informar, no ato da inscrição, a condição que motiva a solicitação. Devem também enviar, para o site do Inep, documentos médicos que comprovem a necessidade. O atendimento especializado é oferecido, por exemplo, a pessoas com baixa visão, cegueira, surdez, dislexia, autismo e deficiência física. O atendimento específico é para gestante, lactantes, idosos, sabatistas e estudantes em classe hospitalar.
O estudante travesti ou transexual que deseja atendimento pelo nome social poderá solicitá-lo na página do participante entre os dias 1° e 8 de junho.
Provas
O edital informa que os portões dos locais de provas serão abertos às 12h e fechados às 13h, no horário de Brasília. Como no ano passado, o início das provas será às 13h30. A ordem das provas permanece como nos anos anteriores. No dia 5 de novembro, o candidato terá quatro horas e meia para fazer os exames de Ciências Humanas e Ciências da Natureza. No dia 6, serão cinco horas e meia para as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Redação e Matemática.
Para os sabatistas, pessoas que guardam o sábado por convicção religiosa, a abertura dos portões será às 12h e o início das provas, às 19h, no horário de Brasília. Nos estados do Acre, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Roraima e Rondônia as provas para os sabatistas começarão às 19h, do horário local.
Fonte: Ceará Agora

Traição e decepção são as palavras de ordem no Alvorada

dilma
Apesar de esperadas, na lista das traições que irritaram bastante a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros do Planalto estão as dos ex-ministros da Aviação Civil Mauro Lopes (PMDB-MG) e dos Transportes Alfredo Nascimento (PR-AM).

Mas surpresa mesmo veio com um deputado do Ceará que esteve ainda na tarde deste domingo, 17, no Palácio da Alvorada com a presidente Dilma Rousseff e que, depois que saiu de lá, a convite do governador do Estado, Camilo Santana (PT), foi ao plenário da Câmara e votou a favor do impeachment. “Ué, esse cara não passou a tarde toda aqui com a gente e foi lá e votou contra?”, queixou-se, “perplexa”, Dilma. Em relação a Alfredo Nascimento, afastado por Dilma na “faxina” que ela fez no início do seu primeiro mandato, todos entenderam que houve uma “clara vingança”.
Dilma está na Sala dos Estados do Alvorada, ao lado da biblioteca, assistindo pela TV à sessão da Câmara dos Deputados. Neste momento, está acompanhada dos ministros Jaques Wagner, da chefia de Gabinete da Presidência, que estava conferindo o voto dos baianos; de Ricardo Berzoini, da Secretaria de Governo; Kátia Abreu, da Agricultura;, Aldo Rebelo, da Defesa;, José Eduardo Cardozo, da Advocacia-Geral da União; e Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação. Kátia, Aldo e Edinho chegaram há pouco.
“Traição” e “decepção” são as palavras de ordem no Alvorada. Na contabilidade do governo, os deputados Nelson Meurer (PP-PR) e Toninho Wandscheer (PROS-PR), por exemplo, votariam a favor do Planalto, mas acabaram votando contra. Momento de suspense na sala do Alvorada foi na hora de aguardar o voto do deputado Waldir Maranhão, do PP, que tinha primeiro se mostrado a favor do impeachment e, desde sexta-feira, 15, estava sendo comemorado como uma vitória importante para o governo.
Mudanças de votos do PSD também foram reclamadas, como de Marcos Reategui (AP), além de outras do PDT. Apesar de ter sido divulgada, por volta das 21 horas, uma foto do vice-presidente Michel Temer sorrindo enquanto assistia à derrocada de sua companheira de chapa, uma hora depois, os ministros ainda não haviam mostrado para Dilma a imagem. Com o quadro negativo e os votos “sim” andando a galope, todos evitavam apresentar a foto para a presidente.
Apesar de o número inicial de votos contra o impeachment ser de 140, o governo já admitia que não chegaria nem perto deste placar, tamanho o número de traições, seja em votos, seja em ausências que acabaram se tornando presenças. Eram esperadas pelo menos 20 ausências, e, no fim, foram apenas duas.
Dilma, que a princípio pretendia dar uma declaração ao fim da votação, desistiu de fazê-lo e estudava soltar uma nota. Mas, depois de algumas avaliações, estava preferindo deixar que o ministro José Eduardo Cardozo fizesse o papel de porta-voz. O governo estava decidindo se ele já anunciaria, na coletiva que está prevista para ocorrer no Planalto, a entrada de uma nova ação do governo no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o mérito do impeachment.
Fonte: Ceará Agora