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11 julho 2016

Aprovados em seleção do HRSC temem não ser convocados para trabalhar

Quixeramobim. Profissionais que participaram do processo seletivo para atuarem no Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), construído neste Município da região central cearense,  temem não ser chamados para ocupar os cargos a que concorreram. Eles alegam que o contrato do Estado com o Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) para administrar o Hospital foi encerrado, e agora estão preocupados com a possibilidade de que uma nova seleção seja feita.
O processo foi realizado em agosto de 2014. Segundo o ISGH, a seleção tem prazo de dois anos mas o prazo está se vencendo sem que os trabalhadores sejam convocados. “O que a Sesa diz é que o ISGH não tem interesse em gerir o Hospital e que estaria sendo vista uma outra organização para fazer esse gerenciamento, mas aí a seleção não será mais válida, seria necessário um outro processo seletivo”, explicou Carla Cristina Guedes, 35, uma das aprovadas.
Esta semana os que participaram da seleção publicaram um manifesto em uma rede social. Na última quinta-feira (7), uma equipe representante dos que realizaram a seleção foram até a sede do Ministério Público na Capital, cobrar informações sobre a convocação. “Eles vão notificar a Sesa e fazer com que ela responda todos os pontos de um requerimento que já havíamos enviado, cobrando as respostas sobre a nossa convocação”, antecipou Carla Cristina. A secretaria deve responder ao requerimento em até dez dias.
De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) o Hospital deve empregar 1.647 profissionais. A notícia da demanda de empregos que a unidade iria gerar despertou o incentivo de gente de vários lugares do País, como a enfermeira Thaís Andrade, da Bahia. Sem parentes no Ceará, ela chegou a investir quase R$ 3 mil com hospedagens e material de estudo. “É uma falta de respeito com a gente! O hospital ta lá, com investimento mas sem nenhum cronograma de abertura e funcionamento. A população também é prejudicada”, relata Thaís que está até hoje aguardando uma resposta. “Não pode continuar assim”.
Um ano e sete meses já se passaram e o HRSC segue de portas fechadas, sem receber nenhum dos mais de 625 mil pacientes dos 20 municípios que prometeu atender.
Fonte: DN

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