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16 junho 2016

DELAÇÃO - Eunício aparece em lista de doação

Brasília. Em um dos termos de sua delação, denominado “acordo PMDB-PT”, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado afirmou que o presidente em exercício Michel Temer (PMDB) reassumiu a presidência da legenda, em 2014, para “controlar a destinação dos recursos do partido”. O delator narrou suposta reclamação da bancada peemedebista na Câmara sobre uma doação de R$ 40 milhões do grupo alimentício JBS aos senadores do partido. Entre os envolvidos, o senador cearense Eunício Oliveira (PMDB) estaria na lista para receber parte do dinheiro.
A doação milionária para o PMDB teria sido pedida pelo PT, segundo Sérgio Machado, para as eleições de 2014. À época, PT e PMDB disputavam juntos a Presidência da República, com a chapa Dilma/Temer. 
“O depoente ouviu de diversos senadores nas reuniões na casa do Renan que o grupo JBS iria fazer doações ao PMDB, a pedido do PT na ordem de R$ 40 milhões; que essa informação foi posteriormente con rmada ao depoente pelo diretor de Relações Institucionais da JBS, ou seja, que este grupo empresarial iria fazer doações no valor de R$ 40 milhões à bancada do Senado do PMDB, a pedido do PT, nas eleições de 2014”, relatou. 

Contemplados 

Pela delação, receberiam doações da JBS os peemedebistas Renan Calheiros, Jader Barbalho, Romero Jucá, Eunício Oliveira, Vital do Rêgo, Eduardo Braga, Edison Lobão, Valdir Raupp, Roberto Requião e outros. 
Em nota, Eunício diz que não recebeu doações eleitorais intermediadas pelo PT. “Não recebi doações eleitorais intermediadas pelo PT em 2014 como diz ter ouvido falar, por intermédio de terceiros, o delator Sérgio Machado. O PT foi meu principal adversário naquele pleito”. Ele informa que as doações foram contabilizadas na forma exigida pela legislação vigente à época. 

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