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28 junho 2016

Ciro sugere ‘sequestrar’ Lula até uma embaixada se prisão for decretada

ciro-gomesO ex-ministro e pré-candidato do PDT ao Palácio do Planalto, Ciro Gomes, voltou a criar polêmica e, dessa vez, em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ciro, em entrevista ao Jornal O Globo, manifestou gestos de solidariedade ao petista que é alvo de investigações da Operação Lava Jato.
O ex-ministro admitiu a possibilidade de um gesto extremo de “solidariedade pessoal”, se o juiz Sérgio Moro ou outra autoridade decretar a prisão do ex-presidente Lula em uma situação que ele considere “fora das regras do estado democrático de direito”: formar um grupo de juristas, “sequestrar” o ex-presidente e levá-lo a uma embaixada com pedido de asilo para que ele (Lula) possa se defender “de forma plena e isenta”.
Segundo a reportagem do Jornal O Globo, Ciro revelou que a ideia surgiu na época em que o ex-presidente foi conduzido coercitivamente pela Polícia Federal para depor em São Paulo. ‘’Pensei: se a gente formar um grupo de juristas, a gente pode pegar o Lula e entregar numa embaixada. À luz de uma prisão arbitrária, um ato de solidariedade particular pode ir até esse limite. Proteger uma pessoa de uma ilegalidade é um direito’’, defendeu o ex-governador.
Essa medida, de acordo com Ciro Gomes, pode ser pensada, “dependendo da qualidade da decisão” da Justiça em relação ao ex-presidente. ‘’Hoje, não enxergo motivos para uma prisão de Lula, embora eu esteja muito irritado com sua frouxidão moral. É obra dele a criação dessa linha sucessória que ai está. Quem criou esse monstro Eduardo Cunha foi Lula’’, afirmou o ex-governador cearense.
O presidenciável, no entanto, criticou a decisão da presidente afastada, Dilma Rousseff, de nomear Lula ministro da Casa Civil para obter foro privilegiado, com o objetivo de evitar uma prisão.
Também condenou o uso do aparato presidencial para visitar o ex-presidente em São Bernardo (SP), em ato de desagravo.
‘’A Dilma indicar o Lula para o ministério, para evitar a prisão foi um disparate. Ela ultrapassou os limites do cargo. Não podia envolver a Presidência da República. Tinha que ter feito um gesto de solidariedade pessoal, não com o uso do cargo. Agora, no meu caso, se acontecesse uma prisão arbitrária do Lula, seria um gesto de solidariedade particular, formar o grupo de juristas para preparar a defesa e sequestrá-lo para uma embaixada’’, destacou Ciro.
O ex-ministro afirmou, ainda, que apoia a Operação Lava-jato, mas considera as prisões temporárias uma espécie de tortura para obrigar os presos a fazer as delações premiadas. Sobre a condução coercitiva de Lula, ele disse ter sido um ato descabido e criminoso, já que o ex-presidente nunca se negou a comparecer para depor e prestar esclarecimentos sobre as denúncias. Redação do Cearaagora e informações do Jornal O Globo.
Fonte: Ceará Agora

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