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05 maio 2016

Planalto comemora, mas avalia decisão contra Cunha como tardia

Eduardo CunhaA decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki de afastar o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB­RJ), foi comemorada pela equipe da presidente Dilma Rousseff e pelo comando nacional do PT, mas avaliada como tardia. 
Para auxiliares e assessores da petista, a Suprema Corte demorou para analisar a saída do peemedebista diante das denúncias contra ele, o que, na avaliação do Palácio do Planalto, influenciou na aprovação do processo de impeachment da presidente. 
Na avaliação da cúpula nacional do partido, o afastamento de Cunha questiona, inclusive, a validade do processo de impedimento da presidente.
"Ele deveria ter saído há muito tempo e não deveria ter presidido o processo de impeachment, já que o fez motivado por vingança", criticou o deputado federal Paulo Teixeira (PT­SP). 
Relator da Lava Jato, Teori concedeu liminar em um pedido de afastamento feito pela Procuradoria­Geral da República. 
Ele apontou 11 situações que comprovariam o uso do cargo pelo deputado para "constranger, intimidar parlamentares, réus, colaboradores, advogados e agentes públicos com o objetivo de embaraçar e retardar investigações". 
Na peça, o procurador­geral da República, Rodrigo Janot, chegou a classificar o peemedebista de "delinquente". 
Cunha será substituído por outro investigado na Lava Jato, o deputado Waldir Maranhão (PP­-MA). 

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