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11 maio 2016

Delcídio é cassado no Senado por 74 votos a zero

Delcidio_do_AmaralO plenário do Senado Federal aprovou na noite desta terça-feira, 10, a cassação do senador Delcídio do Amaral. O placar final foi anunciado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). Foram 74 votos favoráveis e nenhum contra a cassação. Houve uma abstenção.
O senador não compareceu a sessão  que julgou a cassação do seu mandato por quebra de decoro parlamentar por obstrução à Justiça. Ele foi flagrado em conversa com o filho do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, oferecendo propina e um plano de fuga para que Cerveró não firmasse acordo de delação premiada com o Ministério Público no âmbito da Operação Lava Jato.
Delcídio é o terceiro senador da história a ter o mandato cassado. Ele se torna agora ficha suja e fica inelegível por 11 anos, até 2027.
Dos 76 senadores presentes, 74 votaram a favor do fim do mandato do senador. O presidente do Conselho de Ética, João Alberto Souza (PMDB-MA), preferiu se abster, e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), como é de praxe, não votou. Sem grandes emoções, e até com certo desinteresse dos senadores, a cassação de Delcídio diferiu muito da sessão em que o Senado, há cinco meses, definiu que manteria a prisão do senador, determinada pelo Supremo Tribunal Federal.
A sessão foi aberta pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL) após as falas de integrantes do Conselho de Ética e da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Renan chamou por pelo menos duas vezes Delcídio para se defender, mas sem êxito. Delcídio não compareceu, nem enviou defesa.
Diante do fato, Renan suspendeu a sessão por cinco minutos para designar um defensor dativo. “Considerando que até o momento não compareceu a este plenário, eu vou suspender a sessão pelo prazo de cinco minutos para que seja designado um defensor dativo”, disse. O servidor do Senado, Danilo Aguiar foi definido como defensor. O servidor pediu a suspensão do processo com o argumento de que a acusação de obstrução da Justiça carece de inépcia da representação.”Ela [a acusação] implica em fazer representação jurídica, mas não indica fato grave que pudesse ensejar a perda”, disse Aguiar.
Fonte: Ceará Agora

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