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12 abril 2016

Pesquisa aponta desconfiança dos usuários com os comunicadores online

A maioria dos internautas consideram os canais de comunicação online algo não confiável, e ainda assim os utilizam regularmente, inclusive para discutir temas privados. Estas foram as conclusões de uma pesquisa da Kaspersky Lab com a B2B International.
Segundo o estudo, os usuários consideram programas de troca de mensagens por fotos como os mais inseguros, 70% dos entrevistados veem essas ferramentas dessa forma. Além disso, 62% não confiam nas aplicações móveis de mensagens instantâneas (incluindo redes sociais), 61% desconfiam de chamadas online (VoIP) e 60% não acham os serviços de vídeo chat seguros. 
Por outro lado, os entrevistados indicaram os comunicadores em redes sociais (37%), os aplicativos móveis de troca de mensagens (25%) e as chamadas online (15%) como as ferramentas de comunicações online mais utilizadas por eles. Curiosamente, os homens fazem chamadas VoIP com mais frequência do que as mulheres (17% vs. 14%), enquanto elas usam mais as redes sociais (41% vs. 35%). De acordo com os entrevistados, as ferramentas não são utilizadas apenas em casa, mas também em lugares públicos - no escritório e durante viagens. 
Estas conclusões estão alinhadas com os resultados do quiz “conhecimentos cibernéticos” da Kaspersky Lab, que apontaram que 35% dos internautas ao redor do mundo trocam informações privadas por meio de qualquer app disponível para eles. Apenas 28% afirmaram que não discutem questões pessoais on-line. 
Naturalmente ninguém precisa parar de usar as soluções online de mensagens, porém é importante tomar o cuidado necessário ao enviar informações pela internet. É importante também que o usuário escolha com cuidado suas comunicações pessoais e apenas use dispositivos protegidos com senhas e uma solução de segurança. 
Para a Kaspersky Lab, existe e sempre existiu uma tensão entre o direito individual à privacidade de dados e a preocupação com a segurança. Este cenário não mudará, a não ver que haja uma mudança nas prioridades dependendo do contexto geopolítico e de segurança. O mais importante é encontrar o equilíbrio certo, pois a criptografia é o coração da privacidade de dados e, como as recentes notícias internacionais mostraram, o debate está e destaque. 
“Não há dúvidas que desenvolver produtos com mais segurança tornará o mundo um lugar melhor e temos que aplaudir os recentes esforços da Apple e WhatsApp visando a proteção da privacidade dos usuários por meio da adoção de uma criptografia fim-a-fim em seus serviços de mensagens instantâneas”, afirma Aleks Gostev, chefe do time de especialistas em segurança (GReAT) da Kaspersky Lab. 
De acordo com o especialista, estas atitudes tornam o e-mail a forma mais vulnerável entre as comunicações digitais, pois serviços gratuitos transferem as mensagens no formato de textos simples e o usuário não tem nenhuma garantia se os dados estão seguros. Então não é surpresa alguma que ele seja o principal vetor de ciberataques, pois permite que golpistas tenham acesso às redes dos usuários/empresas, suas informações e seu dinheiro.
A Kaspersky Lab vê diariamente ataques mirando banco de dados de e-mail. E o mais recente e, certamente, o maior exemplo foi o vazamento de dados dos chamados Panama Papers, que acredita se surgiu após uma violação em um servidor de e-mail no ano passado.
“A criptografia fim-a-fim vai prevenir ataques como o Man in the Middle, onde um criminoso intercepta uma conexão do usuário com o servidor. Porém esta proteção é raramente oferecida e a comunicação por e-mail é o método que mais precisar de criptografia hoje. Quanto mais cedo, melhor. E esta decisão precisa ser tomada pelos grandes provedores. O WhatsApp fez o certo: cifrou tudo, para todos os seus 1 bilhão de usuários, de uma só vez. Agora deve ser a vez dos e-mails”, opina Gostev.

Fonte: DN

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