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18 março 2016

Professores conseguem reajuste de 11,36% e greve chega ao fim em Caucaia

greve-caucaiaOs servidores da educação de Caucaia retomam as atividades a partir da próxima segunda-feira, 21, após anunciarem fim da greve na tarde desta quinta-feira. A categoria realizou  ato durante a manhã, na ocupação da Secretaria de Educação. O acampamento aconteceu em paralelo à mesa de negociação também realizada nesta quinta-feira.
De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos de Caucaia (Sindsep), após pressão provocada pela greve e pelo acampamento, o prefeito Washington Gois, junto a secretários e técnicos da prefeitura, recebeu a comissão sindical para debater a pauta prioritária das categorias paralisadas. Após longo debate,que se estendeu de 10h40 às 14h50, o município, mesmo justificando o alcance do limite de gastos com pessoal da Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, chegou ao reajuste de 11,36% pleiteado pelo magistério, porém de forma parcelada.
Dessa forma, ainda segundo o Sindsep, será concedido 7,05% imediatamente, retroativo a janeiro de 2016. O restante do percentual – ou seja, 4,31% – será pago em setembro, sem efeito retroativo. “No entanto, o percentual do final de setembro será concedido somente se o município não comprometer a Lei de Responsabilidade. Essa restrição foi imposta pela comissão do executivo na ata”, divulgou o sindicato.
Além do reajuste, a mesa de negociação também conseguiu:
– Aumento do auxilio alimentação dos servidores da educação, que passa de R$ 120 para R$ 180 mensais, a partir de setembro;
– Reajuste de 4% para os supervisores escolares a partir de setembro;
– Piso de R$ 2.135,64 para os professores contratados a partir de setembro;
– Reajuste de 5,4% para os demais profissionais de educação;
– Alteração da data-base de reajuste de todos os servidores para janeiro de 2017;
– As faltas havidas no período de greve não serão descontadas;
O sindicato também informou que a prefeitura antecipou que, para por em prática as propostas da mesa, terá que reduzir em 20% os cargos comissionados e contratados. A secretária de educação, Cláudia de Paula, assegurou que os cortes não vão alcançar as escolas. Não houve acordo ou encaminhamentos sobre a proposta de reposição maior que 5,4% para os profissionais da educação não professores e nenhuma solução para a ampliação do direito a auxilio transporte.
As categorias em greve aceitaram o que foi negociado, mas adianta o sindicato, cobrarão na justiça os demais pontos da pauta prioritária da campanha salarial, que inclui reposição salarial acima da inflação para os funcionários das escolas prejudicados com índice rebaixado de 5,4%. “Com isso, os servidores suspenderam a greve e voltam a paralisar as atividades no dia da audiência que será marcada pelo Tribunal de Justiça do Ceará, que julga a legalidade da paralisação, após a prefeitura cobrar na justiça o fim do movimento”.
Fonte: Ceará Agora

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