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14 março 2016

Para Dilma, liberdade de manifestação deve ser respeitada

O governo da presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que a liberdade de manifestação deve ser “respeitada” no país e elogiou o “caráter pacífico” dos protestos que pediram o impeachment da petista.
Em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República ressaltou que a ausência de confrontos violentos nos protestos contra o governo federal demonstra a “maturidade” do país.
“A liberdade de manifestação é própria das democracias e por todos deve ser respeitada. O caráter pacífico das manifestações demonstra a maturidade de um país que sabe conviver com opiniões divergentes e sabe garantir o respeito às suas leis e às instituições”, ressaltou.
A posição oficial foi divulgada após reunião de emergência convocada pela presidente com sua equipe ministerial no Palácio do Alvorada.
O governo federal ficou surpreso com a mobilização dos protestos país. A expectativa na manhã de ontem é de que na avenida Paulista, por exemplo, o público seria semelhante ao de março do ano passado, de 210 mil pessoas, segundo o Datafolha.
O instituto de pesquisa mostrou, no entanto, que protestaram na capital paulista cerca de 500 mil pessoas, o maior ato político registrado em São Paulo, superando o das Diretas Já, em 1984. 

Esfirra 
Após fim de protesto na avenida Paulista, integrantes do MBL (Movimento Brasil Livre) foram a uma lanchonete da rede Habib’s para comemorar o sucesso do protesto. O Habib’s apoiou publicamente os atos de ontem.

Entre os presentes estavam os líderes do movimento, Kim Kataguiri, Fernando Holiday e Renan Santos. Em clima de bom humor, eles faziam piadas sobre seu próprio grupo.
“Quando o MBL crescer, a minha corrente vai ser maior que a sua”, disse Kim a Holiday, em meio a gargalhadas. Ambos discordavam do papel do STF (Supremo Tribunal Federal): Holiday acredita que a corte pode interpretar a Constituição e Kim crê que os ministros devem seguir estritamente o que está escrito.
O grupo assistiu ao programa “Fantástico”, que exibia imagens dos protestos em diversas cidades do Brasil. Em um momento da noite, todos tiraram sarro de Acácio Dorta de Souza Neto, coordenador do movimento, que pediu 15 esfirras para comer sozinho.
Fonte: O POVO

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