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22 fevereiro 2016

Parlamentares acertam suas filiações ao PDT

O ex-governador Cid Gomes, hoje, começa a conversar com alguns dos seus liderados para definir como serão feitas as novas filiações do seu pessoal que ainda está no PROS, e em outras agremiações, ao PDT. A ideia inicial de fazer um evento único talvez acabe não dando certo em razão de alguns, notadamente os que pretendem disputar prefeituras municipais, preferirem fazer a solenidade de filiação no próprio município, no caso do deputado estadual Ivo Gomes, cujo nome será lançado na disputa pela Prefeitura sobralense.
Cid e o seu irmão Ciro Gomes já estão filiados ao PDT desde o ano passado. Quase todos os prefeitos cearenses que seguem a orientação deles também já se filiaram, juntamente com alguns vereadores. Os deputados federais e estaduais e outros vereadores preferiram esperar pela abertura da "janela partidária". No caso dos vereadores, a liberação para mudança de sigla é a partir do dia 2 de março, por conta da Lei 13.265, da Reforma Política, que abriu um prazo de trinta dias para que os legisladores municipais tivessem oportunidade de mudarem de agremiação um mês antes do limite de filiação partidária para quem vai disputar cargos majoritário e proporcional em outubro próximo, dia 2 de abril.

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Já em relação aos deputados, a tal "janela partidária" foi aberta a partir da última sexta-feira, após a publicação da alteração feita na Constituição brasileira, permitindo a troca de partido, sem prejuízo do mandato, no prazo de trinta dias da promulgação da emenda constitucional, embora condicione que no caso dos deputados federais a mudança de partido não beneficiará a nova agremiação com mais recursos do Fundo Partidário, nem de tempo para a propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Hoje, tanto a distribuição dos recursos do Fundo Partidário, gerido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quanto do tempo do horário eleitoral e partidário, é feita com base no número de deputados federais de cada agremiação eleito no pleito anterior. O Supremo Tribunal Federal, com a criação de novos partidos, entendeu que o parlamentar, mudando de partido, garantiria à nova agremiação mais recursos e tempo. Agora, com a emenda constitucional volta ao que era antes. Os partidos terão os recursos do Fundo e o tempo de rádio e televisão com base na bancada que tenha eleito naquela legislatura.
A expectativa de alguns liderados do ex-governador Cid Gomes é que aconteça, em Fortaleza, um evento maior para assinalar o ingresso dos deputados federais a ele ligados no PDT, com a presença de integrantes da direção nacional desta agremiação. Os deputados estaduais que não serão candidatos a prefeito também se filiariam naquela oportunidade. Os demais, candidatos, fariam atos isolados, nos seus respectivos municípios, com a participação dos dirigentes estaduais pedetistas

Bancada 

Da área municipal, em Fortaleza, está cuidando o prefeito Roberto Cláudio, presidente do diretório municipal do PDT. O prefeito também está comandando a movimentação de outros pequenos partidos a ele aliados, no sentido de evitar divergências maiores nas composições das chapas proporcionais que serão apresentadas. 
A expectativa do PDT é de fazer a maior bancada na Câmara Municipal de Fortaleza, mas alguns candidatos estão preocupados com a quantidade de votos necessários para suas respectivas eleições. Muitos pretendentes a vagas na Câmara estão preferindo legendas menores, onde poderiam ter mais chances de sucesso. 
Embora o PROS, partido a que era filiado Cid Gomes e seus liderados, fique sem representação na Câmara Municipal e na Assembleia Legislativa, seus dirigentes continuam ligados ao ex-governador e ao prefeito. O partido no Ceará recebe orientação do deputado federal Odorico Monteiro (PT) que, segundo alguns dos seus aliados, também aproveitará a "janela partidária" para deixar o PT e assumir, ele próprio, a presidência do PROS no Estado. 

Indefinição 

Em razão da mobilização que está sendo feita pelo comando do PSD e do PMB, concorrendo com filiações na mesma esfera do grupo de Cid Gomes, hoje os dirigentes do PDT ainda não sabem informar qualquer será o real tamanho do partido após o prazo das filiações partidárias, ao fim do mês de março. Alguns deputados estaduais que estavam certos de se filiar ao partido acertaram com o PSD e o PMB e já integram o bloco partidária dessas agremiações na Assembleia Legislativa. 
O compromisso deles, segundo dizem, é o de marcharem juntos na disputa municipal deste ano e, na próxima eleição, em 2018, com a vaga de senador na chapa majoritária sendo reservada para Domingos Filho, hoje conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, pai de Domingos Neto, presidente estadual do PMB e marido da prefeita de Tauá, Patrícia Aguiar, presidente estadual do PSD. Neto e Patrícia poderão trocar de siglas e inverterem as posições que têm hoje. Ele presidindo o PSD e ela o Partido da Mulher. 

Pendência 

O Partido Progressista também será outra agremiação que receberá filiações de políticos ligados ao grupo político de Cid Gomes. Hoje, a maioria do diretório estadual do PP, presidido pelo Padre Zé Linhares, é de políticos levados pelo deputado José Albuquerque, presidente da Assembleia, representando o grupo de Cid Gomes. 
O PP servirá para atender aos que relutam em se filiar ao PDT em razão de divergências nas bases em municípios do Interior. Alguns deles querem ser candidatos a prefeito e a preferência é dos pedetistas tradicionais. O PTB, também, servirá de apoio para atender aos que têm pendência, tanto que já abriga, além de outros, o ex-secretário Bismarck Maia, ex-secretário dos governos Cid Gomes e pretenso candidato a prefeito do Município de Aracati, para concorrer com um pedetista. 

Fonte: DN

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