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06 janeiro 2016

SINDIARA anuncia greve dos servidores pagos pelo Fundeb 40% em Aratuba

O ano de 2015 não terminou nada bem, e o novo ano que se inicia nada animador para mais de 200 servidores auxiliares, técnicos e administrativos da secretaria da educação básica do município de Aratuba. O impasse se dá, devido a atraso salarial que vem castigando não só essa categoria desde alguns meses, mas os trabalhadores de um modo geral. Ainda em novembro de 2015 liderado pelo Sindiara os servidores realizaram a primeira manifestação da história da categoria, em seguida, a administração municipal quitou o décimo terceiro salário dos servidores. O impasse continuou. No dia 07/12/15 realizamos mais um ato de paralisação e centenas de servidores saíram às ruas para protestar contra a situação aos quais estão passando. Na oportunidade, o prefeito municipal Ivan Neto (PDT) e assessores receberam os representantes do Sindicato onde foram feitos acordos e descumpridos pela gestão “povo feliz”. Um dos acordos descumpridos foi o fato de sindicato e gestão voltarem a se reunir no dia 10/12 para rediscutir os salários atrasados. A reunião foi desmarcada pelo gestor municipal e até a presente data não foi remarcada.
Devido a incertezas e necessidade passada pelos servidores, o Sindicato juntamente com a categoria, decidiram em assembleia geral, deflagrar greve geral da categoria a partir do dia 22 de dezembro do ano anterior. Nesse sentido, desde a respectiva data, centenas de trabalhadores abandonaram seus postos de trabalho como protesto a falta de atenção e respeito da gestão municipal com os servidores da educação. Em contramão, os servidores foram ameaçados pelo prefeito Ivan Neto em entrevista na rádio local a voltarem a seus locais de trabalho sob pena de corte no ponto de trabalho, o mesmo afirmou ser ilegal o movimento paredista. O presidente Joerly Vítor usando no dia seguinte a mesma emissora, saiu em defesa dos trabalhadores. “O prefeito deveria respeitar os servidores quando vir ao rádio, nossa greve não é ilegal, pois temos um assunto primordial que fere o direito fundamental da pessoa humana (a vida), sem dinheiro não se compra alimento, portanto, não se come e põe em risco a vida, sem contar que estamos seguindo os pressupostos da lei 7.783/89 que dispõe sobre o movimento grevista. O que há de ilegal é o senhor prefeito não pagar os salário em dias dos servidores, vir ao rádio ameaçar de cortar o ponto, sendo a greve um ato legal dos trabalhadores, nesse caso ele é que está ilegal, ao desrespeitar uma lei”, declarou Joerly.
O Sindicato dos Servidores Públicos já protocolou na Procuradoria Geral de Justiça do Estado do Ceará pedido de mediação coletiva do movimento grevista e enviou dois ofícios a administração pedindo o diálogo para resolverem o impasse, e até a presente data o município não se pronunciou a respeito do assunto. O Sindiara já planeja atos de manifestação para o mês de janeiro, a fim de promover a negociação entre o poder executivo e os servidores.


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