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08 dezembro 2015

Padre Moacir Cordeiro é Destaque do Aracoiaba News

Padre Moacir mora hoje em uma casa que estava desocupada no assentamento Jardim, em Aratuba. "Não tenho nada. Nunca celebrei por dinheiro, nunca batizei por dinheiro, nunca casei ninguém por dinheiro"
A Revista Eletrônica ARACOIABA NEWS tem a grata satisfação de estampar em sua 37ª edição dominical o ícone da história da CEBs no Ceará, Padre Moacir Cordeiro Leite.
A trajetória religiosa do padre Moacir não é das mais comuns na igreja. Entrou já adulto no seminário, chegou a ser expulso por um tempo em virtude de suas ideias questionadoras e acabou sendo responsável por um movimento de trabalhadores rurais em Aratuba, que lhe rendeu a alcunha de padre problema. A luta, que gerou a desapropriação de três fazendas na época da ditadura, rendeu ainda a discórdia e ameaças de vida.
Padre Moacir é considerado um guerreiro e herói para muitos no Maciço de Baturité e no Ceará, ele mesmo transcreveu com o próprio punho uma história de luta e defesa dos mais humildes.
Padre Moacir Cordeiro Leite foi pároco durante 11 anos de Cascavel e 32 anos de Aratuba. Foi um importante membro fundador e animador das Comunidades Eclesiais de Base na Arquidiocese de Fortaleza. Moacir um ícone, uma figura emblemática. E para quem pensa que somente no passado e por pessoas ignorantes ele era considerado um ser humano sem igual engana-se.
Hoje, aos 77 anos, após se aposentar, o padre Moacir voltou a morar em Aratuba, só que em uma casa simples no assentamento Jardim, localizado em uma das fazendas desapropriadas. Nesse tempo, recusou convites para entrar na política, apesar de ter conduzido com os trabalhadores discussões sobre a melhor forma de criar um partido de massas.
Veja vídeo:

Confira:

Aguardem o próximo Destaque!!

Danilo Forte aponta uso eleitoral de programa social em São Gonçalo do Amarante

deputado federal Danilo Forte, do PMDB
O deputado federal Danilo Forte (PSB) relatou durante sessão na Câmara Federal, que em São Gonçalo do Amarante,  a prefeitura não aproveita as oportunidades que surgiram com a chegada das indústrias no Porto do Pecém.

Ele lamentou que em vez de preparar a juventude para assumir postos importantes no polo industrial, hoje ocupadas por estrangeiros, em sua maioria coreanos, o prefeito Cláudio Pinho estaria criando “uma cópia do Bolsa Família”, repassando a quantia de 100 reais, às famílias cadastradas no programa de proteção social. “Onde não há oportunidade de trabalho, tudo bem, mas onde há oportunidade, em um município crescendo e com o grande número de empresas se instalando não tem cabimento. O melhor seria usar o dinheiro para ter medicamento nos postos de saúde e para a formação desses jovens”, declarou.
Danilo Forte acusa Cláudio Pinho, do PDT, de desvirtuar a finalidade de um programa social, além de aproveitar a boa fé da população e manipular eleitoralmente. “E o prefeito, na pessoa do Sr. Cláudio Pinho, lança um programa em que ele quer dar é a da esmola, a da serventia, a de poder usufruir do estado de pobreza das pessoas mais fragilizadas e distribuir um cartão que vai dar R$ 100,00 para cada família por mês”, comentou.
Confira, abaixo, o pronunciamento de Danilo Forte:
 

Fonte: Ceará Agora

Polícia registra 68 acidentes com 10 mortes nas estradas cearenses no fim de semana

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As Polícias Rodoviária Federal e Estadual registraram, de sexta-feira, 4, até domingo, 6, 68 acidentes, com 55 feridos e dez mortes. Desses, 35 foram registrados nas rodovias federais, com 32 feridos e cinco pessoas mortas. Nas rodovias estaduais, foram contabilizados 33 acidentes, com 23 feridos e cinco mortes. A maioria dos acidentes fatais envolviam motocicletas.

De acordo com a PRE, uma pessoa morreu na sexta-feira, 4, no km 47 da CE-363. O motociclista Jonatam Mota Holanda, 29, saiu da pista e não resistiu aos ferimentos. Ele não possuía habilitação e também não estava de capacete. No sábado, 5, Erlânio Lima Silva, outro motociclista, morreu no km 20 da CE-358, em Limoeiro do Norte. A morte ocorreu após colisão com um caminhão.
No último domingo, 6, foram três mortes na rodovias estaduais cearenses. Em um acidente no km 276 da CE-085, morreram Mildamar Gomes da Silva e Maria Gomes da Silva, em Camocim. Depois, um pedestre morreu após ser atropelado no km 5 da CE-453, em Aquiraz. A vítima foi identificada como Francisco Antônio Inácio da Silva.
Rodovias federais
A PRF registrou dois acidentes fatais no sábado, 5, conforme dados divulgados nesta segunda-feira, 7. A primeira morte ocorreu no km 439 da BR-116, às 21h40, em Barro. Uma colisão frontal entre um caminhão e uma motocicleta matou o condutor da moto, Cícero Miguel Neto, 26. A segundo morte ocorrei no km 300 da BR-222, em Tianguá. Um carro Volvo tombou e matou um passageiro do veículo, identificado como Paulo Roberto Correia de Farias.
As outras três mortes nas rodovias federais foram registradas no domingo, 6. Em Maracanaú, um motociclista, que ainda não foi identificado, morreu após uma colisão com um veículo que se evadiu no km 422 da BR-020.
Em Sobral, outro motociclista morreu em uma colisão com um veículo, que também fugiu e não foi identificado. Antônio Aristides Costa Souza, 25, morreu no km 284 da BR-222. O último acidente fatal deste dia foi registrado no km 17 da BR-304, envolvendo um caminhão e uma moto. Após colisão, houve incêndio e morreu o homem identificado como Wellington Nunes Sampaio, 20.
Fonte: Ceará Agora

Eleitores vão as urnas e elegem novo prefeito em Araripe

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A Eleição Suplementar para escolha de Prefeito e Vice-Prefeito do município de Araripe, no Cariri Oeste do Estado, realizada ontem (06/12), aconteceu com absoluta tranquilidade, sem registro de qualquer irregularidade.

A Eleição foi realizada em decorrência da decisão do Pleno do TSE, datada do último dia 22 de setembro, mediante Recurso Especial Nº 13426, que ratificou decisão do TRE-CE, de manter a cassação do prefeito e vice-prefeito eleitos em 2012, José Humberto Germano Correia e Guilherme Lopes de Alencar, ambos do PSD-CE, e determinando a realização da nova eleição.
Concorreram na nova disputa, os candidatos Giovane Guedes Silvestre (prefeito) e Francisco de Sales Alves Andrade, pela Coligação “Araripe Para Todos” (PT/PR/DEM/PSDC), e Damião Rodrigues de Alencar (prefeito) e Francisco Bosco dos Santos (vice-prefeito), pela coligação “Para o Araripe Seguir Avançando” (PSD, PP, PROS).
O Juiz Eleitoral da 68ª Zona Eleitoral, Marcelo Wolney de Alencar, informou que tanto o breve período de campanha, que totalizou 45 dias até o dia da eleição, quanto à própria eleição, transcorreram com tranquilidade, não sendo identificado nenhum tipo de irregularidade, crime eleitoral ou qualquer ato que atrapalhasse o processo eleitoral. A única intercorrência observada foi a necessidade de adicionar uma bateria reserva em uma urna na Escola Violeta Arrais, no Bairro Campo de Aviação, no início da manhã, porém sem ter causado qualquer prejuízo à eleição naquela seção, não tendo sido necessário substituição da referida urna. De acordo com o magistrado, Araripe possui 17.127 eleitores, e que o nível de abstenção numa eleição convencional varia entre 20 e 30%. Nesta eleição suplementar, o índice de abstinência alcançou a margem de 33,89%, equivalente a 5.805 eleitores faltosos. O Juiz informou ainda que foram 64 seções eleitorais, sendo 02 agregadas.
A expectativa, durante todo o processo, era da vitória dos candidatos da coligação “Araripe para Todos”, indo de encontro aos anseios da população de que haja uma mudança substancial. Os seus adversários tiveram uma campanha muito discreta. O resultado foi condizente com o esperado. A chapa dos candidatos Geovani Guedes e Francisco de Sales venceram a eleição suplementar com 7.614 votos, equivalente a 72,82% dos votos válidos, contra 2.842 votos da coligação adversária, um percentual de 27,18% dos votos válidos.
O Prefeito eleito, Geovani Guedes (PT-CE), agradeceu a confiança dos eleitores, e disse que o resultado foi conforme o esperado. Já temos em mente por onde devemos começar, diante do desafio de encontrar a prefeitura bastante sucateada, a população desassistida em seus direitos básicos, e a prioridade das prioridades será melhorar a área da saúde. Pretendemos fazer a organização da atenção primária, ampliando e dando condições das equipes de PSF atenderem melhor a população, regularizando os estoques de medicamentos e equipamentos de saúde da atenção básica e hospitalar, e dando os primeiros passos para o reativamento do centro cirúrgico. Na educação, já iniciaremos procurando garantir melhor qualidade da merenda e do transporte escolar. Outro ponto que darei atenção imediata, após assumir, será a distribuição de água, através de uma força tarefa para implementar a redução do impacto da seca e da ausência de chuva, garantindo que a população tenha pelo menos água potável para saciar a sua sede.
Em relação à sua equipe de governo, Giovani afirmou que não é mais possível administrar bem sem uma boa equipe, e que é possível montar uma equipe eficiente, para uma gestão séria e politicamente eficaz. O mesmo afirmou que espera contar com o apoio institucional do Governo do Estado, pois Camilo é o Governador de todos, e independente de também ser do PT, a gente conta com a sensibilidade do nosso governador para atender as demandas de Araripe, porque o nosso povo precisa e espera que alcancemos resultados rápidos que vão de encontro à melhoria da qualidade de vida de todos.
A Eleição Suplementar de Araripe computou 11.322 votos apurados, sendo válidos 10.456 (92,35% dos votos apurados). 364 eleitores votaram em branco (3,21%), e o número de votos nulos foi 502 (4,43 % dos votos apurados).
Com informações de Amaury Alencar
Fonte: Ceará Agora

Governo do Ceará reorganiza a atenção primária a partir de 2016

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O Ceará vai reorganizar o modelo de atenção à saúde da população, a partir da reestruturação da atenção primária nos municípios. Para tanto, a Secretaria da Saúde do Estado inicia a Planificação da Atenção Primária à Saúde na região de saúde de Tauá, com a realização de seis oficinas até o mês de agosto, com início no dia 13 de janeiro, com a participação de 80 técnicos da Sesa e 320 profissionais da atenção básica dos municípios de Arneiroz, Aiuaba, Parambu e Tauá. As oficinas vão ajudar as secretarias municipais de saúde e equipes de saúde da família a reorganizar o sistema de saúde dos municípios para implantação das Redes de Atenção à Saúde e proporcionar instrumentos, ferramentas e tecnologias de planejamento e de organização do trabalho das equipes de atenção primária.

A atenção primária à saúde, como coordenadora do cuidado dos usuários no território de sua responsabilidade, apresenta-se como fundamental para a consolidação de redes de atenção à saúde. O atual modelo de atenção, voltado predominantemente para o cuidado aos casos agudos de saúde da população, não é adequado para enfrentar o aumento das condições crônicas. Contraponto ao modelo fragmentado de atenção à saúde, caracterizado pelo descompasso entre o sistema de atenção e a situação epidemiológica da população, as redes de atenção à saúde, coordenadas pela atenção primária, estruturam-se para enfrentar uma condição de saúde específica, por meio de um ciclo completo de atendimento, o que implica a continuidade da atenção (primária, secundária e terciária) e a sua integralidade, envolvendo ações de promoção, de prevenção e de gestão das condições de saúde, estabelecidas por meio de intervenções de cura, cuidado, reabilitação e paliação.
O processo de implantação do novo modelo de atenção à saúde no Ceará contará com o Instrumento para Avaliação da Qualidade na Atenção Primária à Saúde, que atribuirá os selos bronze, prata e ouro às equipes de saúde que alcançarem os padrões de qualidade esperados das unidades básicas de saúde. O instrumento de avaliação vai possibilitar a verificação do estágio de desenvolvimento alcançado pelas unidades de saúde, identificar e corrigir as não conformidades, bem como desenvolver planos para melhoria contínua. Depois da região de Tauá, a planificação da atenção primária será realizada nas demais 21 regiões de saúde do Estado.
A Planificação da Atenção Primária à Saúde foi iniciada em 2008, por iniciativa do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), com o objetivo de assessorar as secretarias estaduais na reorganização do seu sistema de saúde, promovendo a integração das ações e serviços de saúde, o fortalecimento da atenção primária e a consequente implantação das redes de atenção. O município de Tauá tornou-se campo do Laboratório de Atenção Primária do Ceará ao iniciar, em 2014, o seu processo de planificação.
Com Sesa
Fonte: Ceará Agora

Temer autorizou mesma manobra usada por Dilma citada em pedido de impeachment

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O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), assinou no exercício da Presidência, entre novembro de 2014 e julho de 2015 sete decretos que abriram crédito suplementar de R$ 10,807 bilhões mesmo num cenário de crise econômica e queda na arrecadação.

A prática é a mesma adotada pela presidente Dilma Rousseff e que consta, agora, como um dos principais motivos para o pedido de impeachment aberto contra a petista na Câmara. Diante disso, a oposição vai pedir ao Tribunal da Contas da União (TCU) uma investigação sobre os atos assinados pelo peemedebista.
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse que, se o TCU confirmar que o vice-presidente cometeu os mesmos ilícitos de Dilma, ele será “envolvido” no processo de impeachment. “Se a conclusão for de que o vice também cometeu crime de responsabilidade, é óbvio que o processo de impeachment deve ser ampliado e os dois deverão ser colocados no mesmo banco dos réus”, disse o tucano.
‘Em nome’
Temer, que assumirá a Presidência em caso de afastamento de Dilma, não consta até o momento como alvo de nenhuma das irregularidades apontadas pelo parecer que será colocado em discussão para o impeachment em comissão especial da Câmara. Questionado ontem sobre os decretos, Temer disse que agiu em nome de Dilma.
“Nas interinidades em que exerce a Presidência da República, o vice-presidente age apenas, formalmente, em nome da titular do cargo. Ele deve assinar documentos e atos cujos prazos sejam vincendos no período em que se encontra no exercício das funções presidenciais. Ele cumpre, tão somente, as rotinas dos programas estabelecidos pela presidente em todo âmbito do governo, inclusive em relação à política econômica e aos atos de caráter fiscal e tributários”, disse Temer, por meio de sua assessoria.
Temer também deixou claro que seguiu a política econômica e fiscal de Dilma. “O vice-presidente não formula a política econômica ou fiscal. Não entra no mérito das matérias objeto de decretos ou leis, cujas justificativas são feitas pelo Ministério da Fazenda e pela Casa Civil da Presidência, em consonância com as diretrizes definidas pela chefe de governo”, afirmou Temer, em referência direta a Dilma.
Em 2014 e 2015, o governo perseguiu uma meta de superávit fiscal ao mesmo tempo em que aumentava gastos por meio dos decretos. Somente em dezembro, nas duas ocasiões, é que o Congresso alterou a meta, permitindo um déficit fiscal. Até o momento, o TCU analisou apenas os decretos não numerados editados por Dilma.
Os decretos foram assinados por Temer antes da aprovação, pelo Congresso, da mudança da meta fiscal. Tanto em 2014 quanto neste ano, o vice os editou em períodos em que Dilma estava fora do País, em viagens oficiais internacionais.
Meta fiscal
Tanto no pedido de impeachment, feito por juristas com endosso da oposição, quando no parecer do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB), que autorizou a abertura de uma comissão especial para analisar a admissibilidade do processo de cassação de Dilma se embasam, entre outros pontos, em seis decretos não numerados assinados pela petista, que liberaram R$ 2,5 bilhões em créditos suplementares em julho e agosto deste ano, meses antes da nova meta fiscal ser aprovada pelo Congresso, o que só ocorreu na semana passada.
Os decretos assinados por Temer, somente em 2015, apresentaram um volume três vezes superior aos de Dilma. Foram quatro decretos editados por ele neste ano: um em 26 de maio, liberando R$ 7,28 bilhões; e três em 7 de julho, que abriram crédito suplementar, de pouco mais de R$ 3 bilhões, ao todo.
As justificativas foram, também, iguais àquelas apresentadas nos decretos de Dilma: “Os recursos necessários à abertura do crédito decorrem de excesso de arrecadação”, de “superávit financeiro apurado no Balanço Patrimonial da União do exercício de 2014” e “anulação parcial de dotação orçamentária”.
Os decretos de Temer, em 2015, foram editados antes de o governo ter enviado ao Congresso Nacional o projeto que reduzia a meta fiscal do ano. Os quatro decretos não numerados assinados pelo vice foram publicados antes de 22 de julho, quando o governo propôs a alteração de meta, que seria alterada em outubro e aprovada na semana passada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo
Fonte: Ceará Agora

Luís Pontes diz que situação atual é mais grave que na época de Collor

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O presidente do PSDB do Ceará, o ex-senador Luiz Pontes, repudiou as declarações de lideranças do Partido dos Trabalhadores que tacham o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff como golpe. Segundo ele, o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) recusou dois pedidos de cancelamento do pedido de impeachment. Ela considera a situação atual mais grave do que a da época do então presidente Fernando Collor, que foi afastado do poder, acusado de corrupção.

“Tanto o jurista Hélio Bicudo, como Miguel Reali Junior apresentaram um documento muito bem fundamentado. Os argumentos sobre crime de responsabilidade fiscal, a utilização de recursos de bancos públicos para cobrir programas sociais, os gastos do governo sem autorização do Congresso e dividas não contabilizadas, são as provas disso. Dilma descumpriu totalmente a Lei de Responsabilidade Fiscal”, asseverou.
Segundo ele, a prova maior do crime foi a edição de decretos liberando créditos extraordinários em 2015 sem aval do Congresso Nacional. “Tudo isso sem falar da corrupção generalizada do governo. Ela tem ainda coragem de dizer que não tem nada a ver com isso? Dilma foi presidente do conselho de administração da Petrobras na época da compra da refinaria de Pasadena. O próprio Cerveró (Nestor), disse que ela tomou conhecimento.  O líder do governo no Senado, hoje preso, Delcidio do Amaral, disse que ela sabia de tudo isso”, pontuou.
Luiz Pontes destaca que o impeachment é um instrumento político que qualquer presidente da República está sujeito a passar. “O Partido dos Trabalhadores, só para relembrar à população cearense, em 1992 entrou com pedido de impeachment de Fernando Collor; em 1994  fez o mesmo contra o Itamar Franco; e em 1999 repetiu o pedido contra Fernando Henrique Cardoso. Agora em 2015, com tudo provado, com um déficit de R$115 bilhões. Gastando mais do que arrecada, um governo sem credibilidade, que está maltratando o trabalhador, com juros exorbitantes, desemprego, carestia, o PT vem dizer que o impeachment e golpe?”, observa o político.
Ele entende que o Congresso dará uma resposta sobre o impeachment, como também com relação a cassação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. “É hora de fazer uma limpeza, mas para isso é preciso uma mobilização da sociedade brasileira, que deve dar um basta e não aceitar mais viver num país onde a corrupção é generalizada. Onde os acusados, mesmo presos continuam roubando e se instrumentalizando. O Impeachment é um caso consumado. Mas vamos fazer dentro da democracia, dentro dos tramites, com ampla defesa para a acusada. O clamor das ruas, a voz do povo vai ser fundamental que isso aconteça. As pesquisas dos institutos mostram que 80% da população é favorável ao impeachment, chega de mentira, chega de falsidade”, frisou.
Luiz Pontes destaca que na época do impeachment de Fernando Collor, era deputado federal e votou a favor. “Foram 28 dias de trâmite. Mas considero que hoje a situação é muito mais grave que na época de Collor”. Para o ex-senador, o PSDB não pode se furtar ou fugir de suas responsabilidades, como, segundo ele, o PT fez a vida toda. Na sua visão, o PSDB deve dar sua contribuição em um possível mandato do Michel Temer, “não só o PSDB, mas aqueles partidos que querem encontrar mecanismos para fazer as mudanças necessárias que o país necessita. ”
Fonte: Ceará Agora

Em carta, Temer lamenta ser alvo de desconfiança e rompe com Dilma

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O vice-presidente da República, Michel Temer, enviou uma carta nesta segunda-feira, 7, à presidente Dilma Rousseff na qual relata uma série de episódios que demonstrariam, nas palavras dele, a “absoluta desconfiança” que sempre existiu em relação a ele e ao PMDB por parte da petista. O texto agrava a crise política no momento em que a presidente sofre um processo de impeachment. Para o Palácio do Planalto, o gesto é mais um passo do vice em direção ao rompimento com o governo.

Em onze pontos, o vice escancara o desgaste da relação entre os dois desde 2011. O peemedebista alega que passou os quatro primeiros anos do governo como “vice decorativo” e que perdeu todo o seu protagonismo político do passado para afiançar o projeto de Dilma, sendo chamado apenas para resolver votações do PMDB e debelar crises políticas. “Sempre tive ciência da absoluta desconfiança da senhora e do seu entorno em relação a mim e ao PMDB”, disse.
Em conversas reservadas, Temer tem dito que se sentiu traído por Dilma. Afirma que o pedido de impeachment tem, sim, lastro jurídico, embora o chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, tenha comentado, em entrevista, que o vice dizia outra coisa. “Não é de hoje que tentam me constranger”, afirmou. “A carta que escrevi foi em caráter reservado, não era para ser divulgada.”
No texto, de três páginas, Temer afirma que sempre se colocou à disposição de Dilma e trabalhou para que o PMDB apoiasse a sua reeleição, apesar das fortes resistências no partido. Ele lembrou que a legenda só se manteve na chapa porque ele liderou o movimento pró-Dilma na convenção. Mesmo assim, pontuou, recebeu em troca “menosprezo”.
“Tenho mantido a unidade do PMDB apoiando seu governo usando o prestígio político que tenho advindo da credibilidade e do respeito que granjeei no partido. Isso tudo não gerou confiança em mim. Gera desconfiança e menosprezo do governo”, escreveu Temer.
O vice também reclamou que o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), tenha indicado dois ministros do governo, sendo que um apadrinhado seu foi retirado do primeiro escalão.
“A senhora resolveu ignorar-me chamando o líder Picciani e seu pai para fazer um acordo sem nenhuma comunicação ao seu vice e presidente do partido. Os dois ministros, sabe a senhora, foram nomeados por ele. E a senhora não teve a menor preocupação em eliminar do governo o deputado Edinho Araújo, deputado de São Paulo e a mim ligado”, diz Temer.
‘Convicção’
O vice afirma ainda que nunca será digno da confiança de Dilma, mesmo após a crise. “Sei que a senhora não tem confiança em mim e no PMDB, hoje, e não terá amanhã. Lamento, mas esta é a minha convicção”, conclui.
Após vir a público parte do conteúdo da carta, a assessoria de imprensa do vice confirmou a existência do texto, via redes sociais. Em uma sequência de nove mensagens, a assessoria comentou a questão da confiança entre ambos, mas negou que Temer tenha proposto rompimento com o governo. “Ele rememorou fatos ocorridos nestes últimos cinco anos, mas somente sob a ótica do debate da confiança que deve permear a relação entre agentes públicos responsáveis pelo País”, afirmou a assessoria do vice.
Ontem de manhã, Dilma tentou minimizar um eventual desembarque do PMDB do governo e o distanciamento entre ela e seu vice, voltando a repetir que sempre confiou em Temer. “Não só confio como sempre confiei”, afirmou a petista. Após a revelação da existência da carta, Temer se disse “surpreso” e “irritado”.
Adams encontra vice
O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, foi acionado para apaziguar os ânimos entre Dilma e Temer, após a carta que foi vazada à imprensa. Adams chegou à residência oficial da vice-presidência pouco antes da meia noite, onde Temer já se reunia com outros nomes que têm sido vinculados a conspirações ou abertamente favoráveis impeachment da presidente.
Adams telefonou para Temer pouco após o vazamento da carta. O vice-presidente, que já se reunia com outros peemedebistas no Palácio do Jaburu, em Brasília, aceitou receber também o advogado-geral. A tarefa de Adams era tentar acalmar os ânimos e retomar o diálogo entre o vice e a presidente.
Estavam reunidos com Temer os ex-ministros da Aviação Civil Eliseu Padilha e Moreira Franco. Padilha, que sucedeu Franco, havia oficializado sua demissão da pasta também nesta segunda-feira. Por volta de 1h desta terça-feira, os peemedebistas ainda não haviam deixado a residência oficial.
Participaram da reunião outros nomes entusiastas do impeachment, como o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), ligado à ala mais rebelde do partido e favorável ao afastamento de Dilma. O presidente do PSC, Pastor Everaldo, que deu sinal verde à bancada para votar pelo impeachment na comissão especial que será instaurada na Câmara, também foi visto deixando o Palácio do Jaburu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Leia na íntegra a carta enviada por Temer a Dilma
Segue a íntegra da carta enviada hoje pelo vice-presidente Michel Temer à presidente Dilma Rousseff.
Senhora Presidente,
“Verba volant, scripta manent”.
Por isso lhe escrevo. Muito a propósito do intenso noticiário destes últimos dias e de tudo que me chega aos ouvidos das conversas no Palácio. Esta é uma carta pessoal. É um desabafo que já deveria ter feito há muito tempo.
Desde logo lhe digo que não é preciso alardear publicamente a necessidade da minha lealdade. Tenho-a revelado ao longo destes cinco anos. Lealdade institucional pautada pelo art. 79 da Constituição Federal. Sei quais são as funções do vice. À minha natural discrição conectei aquela derivada daquele dispositivo constitucional.
Entretanto, sempre tive ciência da absoluta desconfiança da senhora e do seu entorno em relação a mim e ao PMDB. Desconfiança incompatível com o que fizemos para manter o apoio pessoal e partidário ao seu governo.
Basta ressaltar que, na última convenção, apenas 59,9% votaram pela aliança. E só o fizeram, ouso registrar, porque era eu o candidato à reeleição a vice.
Tenho mantido a unidade do PMDB apoiando seu governo, usando o prestígio político que tenho advindo da credibilidade e do respeito que granjeei no partido.
Isso tudo não gerou confiança em mim. Gera desconfiança e menosprezo do governo.
Vamos aos fatos. Exemplifico alguns deles.
  1. Passei os quatro primeiros anos de governo como vice decorativo. A senhora sabe disso. Perdi todo protagonismo político que tivera no passado e que poderia ter sido usado pelo governo. Só era chamado para resolver as votações do PMDB e as crises políticas.
  2. Jamais eu ou o PMDB fomos chamados para discutir formulações econômicas ou políticas do país; éramos meros acessórios, secundários, subsidiários.
  3. A senhora, no segundo mandato, à última hora, não renovou o Ministério da Aviação Civil, onde o Moreira Franco fez belíssimo trabalho, elogiado durante a Copa do Mundo. Sabia que ele era uma indicação minha. Quis, portanto, desvalorizar-me. Cheguei a registrar este fato no dia seguinte, ao telefone.
  4. No episódio Eliseu Padilha, mais recente, ele deixou o Ministério em razão de muitas “desfeitas”, culminando com o que o governo fez a ele, ministro, retirando, sem nenhum aviso prévio, nome com perfil técnico que ele, ministro da área, indicara para a ANAC. Alardeou-se a) que fora retaliação a mim; b) e que ele saiu porque faz parte de uma suposta “conspiração”.
  5. Quando a senhora fez um apelo para que eu assumisse a coordenação política, no momento em que o governo estava muito desprestigiado, atendi e fizemos, eu e o Padilha, aprovar o ajuste fiscal. Tema difícil porque dizia respeito aos trabalhadores e aos empresários. Não titubeamos. Estava em jogo o país. Quando se aprovou o ajuste, nada mais do que fazíamos tinha sequência no governo. Os acordos assumidos no Parlamento não foram cumpridos. Realizamos mais de 60 reuniões de líderes e bancadas ao longo do tempo, solicitando apoio com a nossa credibilidade. Fomos obrigados a deixar aquela coordenação.
  6. De qualquer forma, sou presidente do PMDB e a senhora resolveu ignorar-me, chamando o líder Picciani e seu pai para fazer um acordo sem nenhuma comunicação ao seu vice e presidente do partido. Os dois ministros, sabe a senhora, foram nomeados por ele. E a senhora não teve a menor preocupação em eliminar do governo o deputado Edinho Araújo, deputado de São Paulo e a mim ligado.
  7. Democrata que sou, converso, sim, senhora presidente, com a oposição. Sempre o fiz, pelos 24 anos que passei no Parlamento. Aliás, a primeira medida provisória do ajuste foi aprovada graças aos 8 (oito) votos do DEM, 6 (seis) do PSB e 3 do PV, recordando que foi aprovado por apenas 22 votos. Sou criticado por isso, numa visão equivocada do nosso sistema. E não foi sem razão que em duas oportunidades ressaltei que deveríamos reunificar o país. O Palácio resolveu difundir e criticar.
  8. Recordo, ainda, que a senhora, na posse, manteve reunião de duas horas com o vice-presidente Joe Biden – com quem construí boa amizade – sem convidar-me, o que gerou em seus assessores a pergunta: o que é que houve que numa reunião com o vice-presidente dos Estados Unidos, o do Brasil não se faz presente? Antes, no episódio da “espionagem” americana, quando as conversas começaram a ser retomadas, a senhora mandava o Ministro da Justiça para conversar com o vice-presidente dos Estados Unidos. Tudo isso tem significado absoluta falta de confiança.
  9. Mais recentemente, conversa nossa (das duas maiores autoridades do país) foi divulgada e de maneira inverídica, sem nenhuma conexão com o teor da conversa.
  10. Até o programa “Uma Ponte para o Futuro”, aplaudido pela sociedade, cujas propostas poderiam ser utilizadas para recuperar a economia e resgatar a confiança, foi tido como manobra desleal.
  11. O PMDB tem ciência de que o governo busca promover a sua divisão, o que já tentou no passado, sem sucesso. A senhora sabe que, como presidente do PMDB, devo manter cauteloso silêncio com o objetivo de procurar o que sempre fiz: a unidade partidária.
Passados estes momentos críticos, tenho certeza de que o país terá tranquilidade para crescer e consolidar as conquistas sociais.
Finalmente, sei que a senhora não tem confiança em mim e no PMDB hoje, e não terá amanhã.
Lamento, mas esta é a minha convicção.
Respeitosamente,
À Sua Excelência a Senhora
Doutora DILMA ROUSSEFF
Presidente da República do Brasil
Palácio do Planalto
Brasília, D.F.
Fonte: Estadão Conteúdo
Fonte: Ceará Agora

Queda de palco cancela show de Wesley Safadão e deixa feridos em MG

FOTO: FÁBIO BRAGA/ FOLHAPRESS
FOTO: FÁBIO BRAGA/ FOLHAPRESS
Uma chuva acompanhada de fortes ventos derrubou parte da estrutura do palco onde aconteceria o show do cantor Wesley Safadão, no parque de exposições de Sete Lagoas, região metropolitana de Belo Horizonte, por volta das 21h30 desta segunda-feira (7).
Os bombeiros disseram que socorreram apenas uma pessoa com ferimentos leves, mas outras com escoriações foram atendidas pelo Samu (Serviço Médico de Urgência).
O palco cedeu antes do início do show quando a equipe técnica trabalhava no local. Após a queda da estrutura, a apresentação do cantor foi cancelada.
Segundo Corpo de Bombeiros, chovia e ventava forte quando ocorreu o acidente. Os bombeiros disseram que também faltou energia elétrica, o que gerou tumulto das pessoas para deixarem o local.
Os ventos fortes também derrubaram árvores na cidade, de acordo com os bombeiros.  Do UOL
Fonte: Ceará Agora