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12 julho 2015

Nádila Russo rainha do Arraiá da Liberdade é destaque do Aracoiaba News

A Revista Eletrônica ARACOIABA NEWS tem a grata satisfação de estampar em sua 24ª edição dominical, a Rainha do Arraiá da Liberdade do Município de Redenção, Nádila Cristina Lima dos Santos Russo (Nádila Russo).
Nádila Cristina Lima dos Santos Russo (Nádila Russo), 18 anos, estudante de Enfermagem pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB). Nosso destaque nasceu e mora na cidade de Redenção/CE, adora viver em sua cidade. Nádila sempre teve um sonho de cursar faculdade e se formar, a menina com um histórico repleto de barreiras e desafios.

No ano de 2010, Nádila iniciava sua trajetória como dançante no Arraiá da Liberdade, em 2014 tornou-se Rainha da mesma, ao qual com esforço e dedicação conseguiu seu primeiro título de melhor Rainha.
Nádila Russo, rainha do Arraia da Liberdade desde 2014, conhecida por sua simpatia e carisma, entende bem sobre apresentar-se e cativar o público. Para Nádila, estar à frente de um grupo junino, ocupando tão importante posição, é sinônimo de responsabilidade repleta de satisfação e paixão. A dedicação é durante todo o ano, desde o primeiro ensaio à confecção dos figurinos usados.
Um dos momentos mais aguardados durante a dança é a chegada da Rainha, cuja principal função é motivar os demais integrantes. Durante as apresentações Nádila afirma ser contagiada de emoção. “Mesmo com o cansaço das apresentações e o peso da roupa, basta ouvir o som do regional que tudo fica para trás. O meu único desejo é de estar em quadra, dançando e dando o meu melhor para o grupo”, destacou.
Nádila, neste ano, já conquistou alguns títulos como a melhor rainha de quadrilha, sendo um deles alcançado durante o Arraiá do Ceará, realizado no Município de Itapiúna na Etapa Ceará Junino. Nádila está entre as quatro melhores Rainha do Estado do Ceará.
Aguardem o próximo Destaque!!

Domingos Neto quer priorizar perfuração de poços profundos no Nordeste

domingos-netoO Brasil gasta atualmente cerca de 80 milhões por ano com operação carro-pipa para abastecer comunidades do Nordeste afetadas pela Seca. Este recurso seria melhor aplicado na constituição de novas fontes hídricas, como poços profundos, barragens subterrâneas para perenização de pequenos rios, pequenas barragens. Com esta argumentação, o deputado Domingos Neto aprovou na Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia, relatório ao Projeto de Lei 999/15, que prevê a perfuração de poços comunitários em áreas rurais de baixa renda, quando declarada calamidade pública decorrente de estiagem. O texto, de autoria do deputado Valadares Filho, do PSB-SE, altera a legislação que trata do Programa Nacional de Apoio à Captação de Água de Chuva e outras Tecnologias Sociais de Acesso à Água (Programa Cisternas).
Em seu parecer, aprovado por unanimidade, Domingos Neto destacou que os poços artesianos se constituem, efetivamente, em uma medida elementar e de baixo custo, que pode ser adotada com o objetivo de garantir o mínimo de recursos hídricos capaz de permitir a permanência das pessoas em suas casas e evitar que a cada estiagem corresponda um período de sede, fome e sofrimento.
Ele lembrou que a infraestrutura de açudes e de adutoras implantada no semiárido não alcança todas as cidades nem grande parte das pequenas comunidades e populações rurais que se encontram mais dispersas. Nessas localidades, afirmou, o déficit hídrico é agravado pela escassez de alimentos, uma vez que, durante as estiagens, as atividades agrícolas de subsistência ficam prejudicadas.
O esgotamento permanente das reservas de água dos açudes e das cisternas que guardam a água das chuvas ressaltou o parlamentar, leva muitos municípios a dependerem do fornecimento por carros-pipa. Para não perpetuar uma situação que deve ser tomada como uma medida excepcional, Domingos Neto afirmou que a construção de poços artesianos comunitários nas comunidades rurais de baixa renda pode ajudar a resolver de forma perene o problema.
Domingos Neto destacou o projeto de lei de sua iniciativa que prevê a formação de consórcios municipais para aquisição de máquinas perfuratrizes. Embora reconheça a inevitabilidade do carro-pipa, no cenário atual, o deputado comparou a operação ao “processo de enxugar gelo” “É muito mais barato para o governo ter uma fonte de água, a partir de um poço profundo, que possa sustentar o sistema. Se investíssemos metade do que gastamos hoje em carros-pipa na perfuração de poços profundos, nos sistemas de barragens subterrâneas para perenização de pequenos rios, e no sistema de pequenos açudes e pequenos barreiros, não estaríamos sofrendo com a falta de água nem assistindo a continuidade disso que sabemos ser a verdadeira indústria da seca”, afirmou.
Fonte: Ceará Agora

Ibope: Lula perderia para Aécio em eventual segundo turno

lula x aecioSe disputasse hoje uma eleição presidencial contra o tucano Aécio Neves, Luiz Inácio Lula da Silva venceria apenas no eleitorado de menor renda e escolaridade, e em algumas das áreas geográficas que tradicionalmente votam no PT. O lulismo, além de menor, está menos diverso: em quase duas décadas, este é o momento em que o apoio ao ex-presidente mais se concentra na população mais pobre.
Os dados são de pesquisa Ibope, realizada na segunda quinzena de junho, que mostra que Lula seria derrotado por 48% a 33% em eventual 2º turno com Aécio – em votos válidos, sem contar os indecisos e os que não optariam por nenhum dos dois, o resultado seria 59% a 41%. Se o adversário fosse o governador de São Paulo Geraldo Alckmin, haveria empate técnico: 40% para o tucano e 39% para o petista – ou 51% a 49%, em votos válidos.
Na segmentação do eleitorado por sexo, idade e tamanho do município, Aécio venceria em todas as faixas. Na divisão por renda e escolaridade, Lula ficaria à frente, de forma isolada, apenas entre os eleitores que ganham até um salário mínimo e que têm até quatro anos de estudo. A geografia do voto mostra que o petista ganharia apenas na Região Nordeste.
É como se a pesquisa desse sentido numérico à citação de Lula, feita durante encontro com líderes religiosos, em junho, de que ele e o governo estão no “volume morto” – uma referência à reserva técnica de água que só é consumida em situações de crise.
O levantamento do Ibope mostra um refluxo do apoio ao petista mesmo no eleitorado de baixa renda: Aécio ganharia de Lula até entre os que ganham de um a dois salários mínimos (53% a 47% dos votos válidos). A vantagem do tucano aumenta à medida que cresce a renda, até chegar a 72% a 28% na faixa dos que ganham mais de cinco salários.
A popularidade de Lula chega ao fundo do poço em um momento em que se combinam os estragos econômicos provocados pela alta da inflação e do desemprego e as turbulências políticas decorrentes da Operação Lava Jato, que investiga corrupção e desvios em torno de obras contratadas pela Petrobras.
Essa combinação é o que o cientista político Marcus Melo, da Universidade Federal de Pernambuco, costuma chamar de “tempestade perfeita”. “No Brasil, o choque informacional representado pelo escândalo do petrolão potencializou brutalmente o efeito da derrocada da economia. A experiência cotidiana da população quanto à péssima qualidade dos serviços, por exemplo, aumenta a credibilidade da informação recebida sobre corrupção.”
O encolhimento da base lulista fica ainda mais evidente quando se analisa sua distribuição geográfica. No conjunto de municípios que a pesquisa do Ibope classifica como “pró-PT” – aqueles em que o partido venceu no 2º turno das três mais recentes eleições presidenciais -, Dilma colheu quase dois terços dos votos válidos em 2014. Agora, uma hipotética candidatura de Lula teria 52% nessas mesmas cidades, ante 48% para Aécio – o que configura um empate técnico.
Nas cidades consideradas volúveis, onde o PT foi derrotado em uma ou duas das três mais recentes eleições, Lula sofreria hoje uma derrota significativa para o ex-governador de Minas Gerais: 63% a 37%. Nas áreas anti-PT, onde o partido perdeu em 2006, 2010 e 2014, o tucano teria vantagem de 72% a 28%, segundo a pesquisa.
Nem no berço do PT a situação de Lula é confortável. Na conversa em que se referiu ao “volume morto”, ele fez críticas à presidente Dilma Rousseff e citou pesquisa, feita a pedido do PT que mostrava 75% de rejeição ao governo em São Bernardo do Campo e Santo André, segundo reportagem do jornal O Globo.
Márcia Cavallari, diretora executiva do Ibope, observa que, em 2002, Lula teve votação bastante homogênea em diferentes segmentos sociais e regiões do País. Foi em 2006 que o eleitorado lulista se concentrou nas classes e regiões mais pobres. Essa clivagem se repetiu nas vitórias de Dilma, em 2010 e 2014.
Tanto em 2002 quanto em 2006, Lula venceu com cerca de 61% dos votos válidos, 20 pontos porcentuais a mais do que os obtidos na pesquisa Ibope, se descontados os indecisos e os eleitores que anulariam ou votariam em branco. “É preciso levar em conta que o número de indecisos, hoje, é muito maior do que seria se, de fato, estivéssemos perto de uma eleição”, alerta a diretora do Ibope. “É fato que a base de Lula diminuiu, mas não se pode dizer que ele esteja morto, em termos políticos.”
O Ibope ouviu 2.002 eleitores em todo o País. A margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Ceará Agora

Justiça Federal em Quixadá determina pagamento provisório de benefícios

INSS Quixadá
Agência do INSS em Quixadá
O juízo da Subseção da Justiça Federal em Quixadá determinou que o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) conceda o pagamento provisório de benefícios previdenciários ou assistenciais nos casos em que a perícia médica seja agendada para data posterior a 45 dias, a contar da solicitação do segurado, sob pena de multa diária de R$ 5 mil, em caso de descumprimento. O pagamento dos benefícios, em caráter provisório, ocorrerá se todos os outros requisitos estiverem integralmente preenchidos, prosseguindo até que haja a verificação da incapacidade por meio da perícia.
A Ação Civil Pública, ajuizada pelo Ministério Público Federal, foi motivada pela constatação de demora excessiva na análise de requerimentos de perícia médica na Agência da Previdência Social no município de Quixadá. Para o juiz federal Ricardo José Brito Bastos Aguiar de Arruda, “…mostra-se absolutamente desarrazoada e indefensável a marcação de perícias médicas em prazo longínquo, em algumas situações, de quase seis meses depois do requerimento administrativo”. O magistrado entende que a demora deixa em desamparo segurados que não possuem condições de trabalhar e que, via de regra, encontram-se em situação de grande vulnerabilidade social.
Na decisão, o julgador utiliza como base para a fixação do prazo a Lei 8.213/91, que prevê a realização do primeiro pagamento do benefício em até 45 dias após a apresentação, pelo segurado, da documentação necessária à sua concessão. Ressalta, ainda, que o que está em análise é o direito fundamental do trabalhador de ser amparado em caso de incapacidade, com benefício substitutivo de sua renda. Tratando-se, assim,  de verba de caráter alimentar, o que demonstra a urgência e o dever do Estado em proporcionar, no mínimo, a realização da perícia em prazo razoável.
A determinação tem efeito nas Agências da Previdência Social dos municípios de Quixadá, Boa Viagem, Quixeramobim e Canindé, além dos demais postos de atendimento similares situados em localidades abrangidas pela competência da Subseção da Justiça Federal em Quixadá (23ª Vara Federal). Fonte: Justiça Federal – Seção Judiciária do Ceará.
Fonte: Ceará Agora

Planalto tenta afinar discurso com PT, que ainda vê falhas

DILMA X AECIOA pregação da presidente Dilma Rousseff de que integrantes da oposição arquitetam um “golpe” contra o governo foi considerada por integrantes do Palácio do Planalto uma “vacina” eficaz. O próximo passo consiste em setores do PT repetirem a pecha toda vez que surgir o tema sobre possíveis irregularidades nas contas do governo de 2014 e nas prestações de contas da campanha eleitoral, previstas para serem julgadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE), respectivamente.
O entendimento, segundo pessoas próximas à presidente, é que o discurso de “golpismo” adotado na última semana conseguiu “constranger” os opositores e deu ferramentas para lideranças do PT saírem em defesa do governo. Dentro da estratégia de comunicação das próximas semanas está a realização de novas rodadas de entrevistas, mas em programas de TV considerados populares. Neles, além de serem rebatidas as acusações, serão mostradas algumas das conquistas do governo.
A primeira demonstração de reação de Dilma ocorreu na segunda-feira, um dia após a convenção do PSDB, em que o presidente da legenda, senador Aécio Neves (MG), pregou a realização de novas eleições. A petista disse que defenderia o mandato com “unhas e dentes”. Três dias depois, ao participar da 7ª Cúpula do Brics na Rússia, Dilma acusou Aécio de “prejulgamento”, dado que nem TCU nem TSE concluíram seus processos.
Embora integrantes do Planalto comemorem as últimas reações de Dilma, representantes da cúpula do PT consideram que a comunicação do governo tem falhado e que ainda falta ânimo por parte de representantes da legenda no governo. Lideranças do partido avaliam, por exemplo, que pautas positivas como o anúncio do Programa de Proteção ao Emprego (PPE), divulgado no Planalto, deveriam ocorrer por meio de anúncio em cadeia nacional de rádio e TV.

Mães denunciam tentativa de sequestros de bebês

policia-civilA Policia recebeu o registro de três mães  de tentativa de sequestro de respectivos bebês em Fortaleza. A ação estaria sendo planejada por dois homens em uma moto. O último caso aconteceu no Bairro Demócrito Rocha.
Segundo informações do G1, a dona de casa Dinorá Cavalcante quase perde o filho dela de oito meses. Ele estava no colo da mãe quando a tentativa de sequestro aconteceu, no cruzamento das Ruas Rio Grande do Norte e Estado do Rio.  Dinorá registrou o Boletim de Ocorrência na Delegacia do Panamericano. “Quando eu cheguei na delegacia eles disseram que era a primeira vez que tinha registrado o B.O. Somente de relatos”
Segundo a polícia, esta seria a terceira tentativa de sequestro de criança em Fortaleza somente nas duas últimas semanas. As ações foram registradas em diferentes áreas da cidade. De acordo com o depoimento das vítimas, foram dois homens em uma moto que agiram em todas as situações, mas em nenhuma delas a dupla conseguiu levar as crianças.
Fonte: Ceará Agora

Isolada, Dilma conta com recesso para esfriar crise

FOTO: UOL
FOTO: UOL
Sob pressão dos adversários e até de integrantes da base aliada, que agem nos bastidores para abreviar o seu mandato, a presidente Dilma Rousseff vive os momentos de maior solidão no poder. O governo conta com as duas semanas de recesso no Congresso, a partir do dia 18, para esfriar a crise política, mas até agora não há acordo sobre os passos a seguir.
Nos últimos dias, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a chamar ministros, nomes de peso do PT e representantes de movimentos sociais para conversas reservadas, em São Paulo. Preocupado com o impacto da Operação Lava Jato, com as novas medidas impopulares que serão tomadas e com os efeitos recessivos do ajuste fiscal, Lula avalia que, se Dilma não começar a percorrer o País e a divulgar notícias boas, os problemas vão se agravar.
“Eu não tenho argumentos para defender o governo”, disse o ex-presidente. “Mas não podemos aceitar a pecha de corrupção que querem pôr na nossa testa nem ficar só na agenda do ajuste fiscal. Nós precisamos ter gente fazendo o debate político.”
Lula conversou com o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, que tenta reaproximá-lo de Dilma, com o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, e com o ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro, todos do PT. Ouviu receitas sobre o que fazer para Dilma, o partido e ele próprio saírem do “volume morto”.
“O governo precisa mudar radicalmente sua política monetária para viabilizar a retomada do crescimento e do emprego”, afirmou Tarso, ao lembrar que a taxa básica de juros (Selic) era de 11 75% em dezembro e no mês passado chegou a 13,75%.
Na avaliação de Tarso, se Dilma sair às ruas para dizer que tudo está certo e nada vai mudar é melhor ficar no Planalto. “O golpismo paraguaio em curso parte da seguinte premissa da oposição: ‘se é para fazer isso que estão fazendo, nós fazemos muito melhor’. O que é verdadeiro”, provocou o petista.
Citado na Lava Jato pelo delator Ricardo Pessoa, da UTC, o ministro Edinho disse que o ajuste fiscal é “absolutamente necessário”. Tesoureiro da campanha de Dilma em 2014, ele repudiou as acusações de tráfico de influência na Petrobras.
Para o prefeito Luiz Marinho, Dilma necessita dar “urgentemente” um sinal claro para evitar a quebradeira das empreiteiras envolvidas na Lava Jato, caso contrário haverá uma onda de demissões. “Estou muito preocupado com isso”, comentou.
Nos bastidores, senadores do PMDB dizem que o desemprego vai aumentar assim que for aprovada a desoneração da folha de pagamento das empresas, última medida do ajuste fiscal. Uma ala do PMDB flerta com o PSDB do senador Aécio Neves.
O Palácio do Planalto ainda não tem, no entanto, uma estratégia definida para reagir às ameaças de impeachment nem mesmo às traições na base de sustentação do governo no Congresso, muitas delas apoiadas pelos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), e do Senado, Renan Calheiros (AL), ambos do PMDB. Até mesmo integrantes do PMDB admitem que a dupla tem tornado a vida de Dilma um “inferno”.
No início da semana, o vice-presidente Michel Temer avisou aos correligionários ávidos por destitui-lo da articulação política do Planalto que permanecerá no posto. “Estamos no cumprimento de uma missão e não somos movidos por oportunismo político-eleitoral”, reagiu o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, que auxilia Temer.
Ministros também intensificaram conversas com titulares do Tribunal de Contas da União (TCU), que em agosto vai analisar as contas de 2014 da gestão Dilma. O governo produzirá uma “cartilha” para distribuir aos deputados e senadores, com o objetivo de explicar as manobras no Orçamento, conhecidas como “pedaladas fiscais”.
A justificativa da equipe econômica é de que o atraso no repasse de verbas do Tesouro para bancos públicos honrarem compromissos com programas sociais, como Bolsa Família, não pode ser configurado como empréstimo e muito menos encaixado na lista de práticas proibidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Além disso, o Planalto alega que o mesmo arranjo foi adotado por outras administrações.
A outra frente de batalha do governo é no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde o PSDB pede a cassação do registro da candidatura de Dilma e Temer. Para o partido, os dois devem ser declarados inelegíveis por abuso do poder econômico e político na campanha.
“Ao contrário desses setores radicalizados da oposição, vejo segmentos que, mesmo não concordando com o governo, estão indignados com essa postura golpista. Falar em impeachment é o mesmo que pisotear a Constituição”, afirmou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, convocado para depor na quarta-feira na CPI da Petrobras. “É impressionante a desconexão da presidente com a realidade. Não vamos permitir que as instituições sejam constrangidas por ação do governo”, rebateu Aécio, que preside o PSDB.
Na terça-feira à noite, ao fazer uma escala na cidade do Porto, em Portugal, antes de seguir para a Rússia, Dilma teve reunião fora da agenda com Cardozo e com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski. “Lewandowski queria conversar com ela sobre o reajuste do Judiciário”, garantiu o ministro. O Senado aprovou no dia 30 de junho o aumento dos salários dos servidores do Judiciário em índices que variam de 53% a 78,56%. “Parece que o Congresso virou a nau da insensatez” resumiu o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Ceará Agora

Aprovação a Dilma cai no Nordeste após corte de recursos federais

dilma decepcionaaA queda na aprovação da presidente Dilma Rousseff no Nordeste, região que lhe garantiu as maiores votações proporcionais nas eleições presidenciais, é um dos sinais mais eloquentes da crise política que atinge o PT e sua principal representante. Na Bahia por exemplo, reduto petista, onde a presidente obteve 70% dos votos em 2014 enquanto o candidato do PSDB, Aécio Neves, ficou com 30%, a rejeição à presidente cresce à medida que aumenta o desemprego.
Sob efeitos da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, do recuo nos investimentos do governo federal e de paralisia nos programas-vitrine do governo PT, como o Minha Casa Minha Vida, o Nordeste perdeu 152 mil vagas de emprego nos primeiros cinco meses do ano, a maior taxa de demissões de todas as regiões.
Na Bahia, foram fechadas 16.493 vagas a mais do que todas as contratações. Salvador é a região metropolitana com a maior taxa de desemprego, segundo o IBGE, 11,3%. A segunda maior, também está no Nordeste: Recife, com 8,5%. No País, o desemprego subiu para 6,7% em maio.
Segundo pesquisa Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Região Nordeste, onde a petista tradicionalmente tinha seus melhores índices de aprovação, foi onde a popularidade da presidente mais caiu: de 18% em março para 13% em julho. No País, em média, a aprovação ficou em 9% (quando era de 12% em março) e a reprovação, em 68%.
O boom de empregos no Nordeste ocorreu no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), mas os nordestinos ainda tiveram um período próspero no primeiro governo de Dilma, entre 2011 e 2012, com incremento na renda. No início deste segundo mandato da presidente, porém, a região perdeu terreno, especialmente, em áreas intensivas em mão de obra, como a construção.
Grandes obras de infraestrutura, como a ferrovia Oeste-Leste, “joia” do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e o estaleiro Enseada do Paraguaçu – sociedade de Odebrecht, OAS, UTC, empresas investigadas pela força-tarefa da Lava Jato, e o grupo japonês Kawasaki -, são responsáveis por boa parte das demissões. A ferrovia demitiu 4 mil trabalhadores e o estaleiro, mais de 5 mil operários.
Como consequência, corte de vagas em outros setores, como comércio e serviços. O desemprego atinge até mesmo o Polo Industrial de Camaçari. Inicialmente prevista para ser inaugurada este ano na área, a fábrica da JAC Motors, por enquanto, está só na promessa.
Logo após o 1.º turno da eleição do ano passado, Dilma viajou para a Bahia e subiu a escadaria da Basílica do Nosso Senhor do Bonfim para agradecer pela votação recebida – 2 milhões de votos a mais do que o adversário do PSDB. Ela chegou a se declarar “pardinha” e pediu uma vaga no Olodum, um dos mais tradicionais blocos afros de Salvador.
“A Bahia e o Nordeste todo ajudaram a empurrar o carro ladeira acima, mas a piloto nos jogou no precipício”, afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial da Bahia (Sintepav), o deputado federal Bebeto Galvão (PSB). “A curva ascendente do emprego estava relacionada com os investimentos públicos federais. A crise é consequência do amadorismo com que a presidente conduziu a economia”, critica.
Desde que o PT chegou ao Palácio do Planalto, a Bahia nunca tinha fechado mais vagas em maio do que aberto. Neste ano, a diferença ficou negativa em 7.419 postos de trabalho. Quase 60% deles na construção civil. O presidente do Sindicato da Indústria da Construção na Bahia (Sinduscon-BA), Carlos Henrique Passos, afirma que o setor vem demitindo pela redução drástica no número de lançamentos e pela paralisia no programa Minha Casa Minha Vida.
Na fase 1, ainda no governo Lula, foram 90 mil moradias construídas no Estado. Na fase 2, de Dilma, foram 60 mil. A fase 3 ainda é uma incógnita. As contratações para as famílias mais pobres, com subsídio de até 95% do imóvel, pararam. Os atrasos no pagamento das obras pelo governo federal complicaram a vida das empresas, que passaram a demitir os funcionários.
“As pessoas colocaram o pé no freio. Percebemos mudanças de consumo de marcas premium para intermediárias e dessas para populares”, afirma João Cláudio Nunes, presidente da Associação Baiana de Supermercados (Abase) e do grupo Redemix. O segmento esperava crescer até 3% acima da inflação no início do ano; agora, a meta é fechar 2015 com 1% de expansão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Ceará Agora