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09 fevereiro 2015

Prefeitura de Reriutaba suspende gastos com carnaval

reriutabaA Prefeitura de Reriutaba desistiu de utilizar recursos públicos nos festejos carnavalescos de 2015. A decisão atende a um pedido feito pela promotora de Justiça Mônica Kaline Barbosa de Oliveira Nobre, que havia expedido uma recomendação sobre o assunto na última segunda-feira (2). A decisão foi informada pelo prefeito  Galeno Taumaturgo Lopes nesta sexta-feira ao Ministério Público do Estado do Ceará.
O município de Reriutaba está em situação de emergência devido a estiagem desde o dia 5 de novembro de 2014, conforme o decreto nº 31.619 do então governador, Cid Gomes. Além disso, este ano a presidência do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) já havia oficiado os prefeitos para que não investissem dinheiro público no Carnaval 2015.
O MPCE considera que é necessário priorizar outros gastos, como os destinados a áreas essenciais – saúde, educação, infância e juventude, etc. A realização de despesas dessa natureza no atual momento caracterizaria violação aos princípios da moralidade administrativa e da eficiência, previstos na Constituição Federal, incorrendo em ato de improbidade administrativa.

Fortaleza é a capital mais violenta do País, diz jornal

violenciaUma reportagem do Jornal O Estado de São Paulo, edição desse domingo, aponta Fortaleza como campeã de assassinatos entre as 27 capitais brasileiras. Os dados não são novos, mas expõe a capital cearense como notícia negativa pelos índices de violência sempre crescente. Dessa vez, a manchete do jornal paulista destaca, ‘’Tráfico transforma Fortaleza na capital do homicídio no País’’.
Os assassinatos, de acordo com a reportagem, triplicaram entre 2005 e 2013, ultrapassando a cidade de Maceió, Capital do Estado de Alagoas. O período citado pela reportagem corresponde a um novo modelo de ações contra a violência adotado na gestão do então Governador Cid Gomes (PROS). O modelo se baseava no Projeto Ronda do Quarteirão e levou o próprio governador a reconhecer falhas e, para a oposição, a iniciativa fracassou.
Um dos pontos do relato exposto pelo Jornal Estado de São Paulo é que Fortaleza aparece, entre as capitais, com o segundo maior número de assassinatos – 2.115, enquanto, em primeiro lugar, fica o Rio de Janeiro (2.519 homicídios), e, em terceiro lugar, São Paulo (1.673 crimes de mortes).
A reportagem ouviu o sociólogo César Barreira, do Laboratório de Estudos da Violência da Universidade Federal do Ceará (UFC), que aponta, nesse crescimento da criminalidade, a substituição da arma branca pela arma de fogo. ‘’De 10 casos atendidos nos postos de saúde de 1980 até o início da década de 90, nove eram de arma branca e só um de arma de hoje’’, disse César, para, em seguida acrescentar: ‘’Hoje é o inverso: de 10 casos, nove são arma de fogo, e um, branca’’.
Os números sobre a criminalidade no Ceará não param com as informações citando Fortaleza como a capital brasileira da violência. A pequena cidade de Quixeré, na Região do Vale do Jaguaribe, é citada como cidade que apresenta no Brasil a segunda maior taxa de homicídio para cada grupo de 100.000 habitantes. Em Quixeré, a taxa de homicídios é de 132 assassinatos para cada 100.000 habitantes, ficando atrás da cidade de Brejo dos Santos, na Paraíba, com 204 homicídios por cada 100.000 habitantes.
O Secretário de Segurança Pública do Estado, Delci Teixeira, ao ser ouvido pela reportagem do Jornal O Estado de São Paulo, definiu como atípicas as taxas de criminalidade que acabam, segundo ele, gerando uma sensação de insegurança para a população. Delci afirmou, ainda, que, em menos de 90 dias, o Ceará ganhará mais 1.200 policiais que estão concluindo curso e treinamento. Revelou, ainda, que a Polícia Civil abriu concurso para contratação de 3.176 policiais.

Datafolha aponta que 71% dos brasileiros não têm partido de preferência

Pesquisa Datafolha divulgada hoje (9) mostra que 71% dos brasileiros não tem um partido político de preferência. O levantamento aponta que o percentual é o menor desde que essa pergunta começou a ser realizada nas pesquisas, desde 1989. Em dezembro de 2014, 61% disseram que não tinham partido preferido.

A pesquisa foi realizada entre 4 mil eleitores em 188 municípios entre os dias 3 e 5 deste mês. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.  O instituto apurou também quais são os partidos da preferência dos brasileiros. O PT, partido da presidente Dilma Rousseff, foi apontado por 12%. 

O PSDB, principal sigla de oposição, vem em seguida, com 5% da preferência. No último levantamento, em dezembro, o PT tinha 22% das preferências e o PSDB tinha 7%. O PMDB se manteve estável em 4%.

Fonte: CN7

É possível tirar os orelhões do esquecimento?

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Telefones públicos são alvos de pichações, deterioração e do mau funcionamento
FOTO: FABIANE DE PAULA
Você possui, no mínimo, um celular. Telefone fixo, computador e tablet também fazem parte do conjunto de aparelhos que utiliza para se comunicar. Com isso, há muito tempo, o velho orelhão instalado na esquina de casa ficou esquecido. O mesmo aconteceu com grande parte dos outros 35 mil existentes, hoje, em todo o Ceará. Para a maioria das pessoas, viraram artigos do passado, aos quais só se recorre no momento de desespero, quando não há mais opções.
Mas, no último dia 9 de janeiro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) lembrou não só que os telefones públicos continuam existindo, como também que é obrigação das concessionárias do serviço torná-lo acessível a todos. Foi aberta uma consulta pública para que a população se manifeste a respeito da forma de pagamento utilizada nos orelhões do País. A ideia é substituir os cartões telefônicos e, assim, tornar os aparelhos mais atrativos e modernos.
A tarefa não é fácil. Os orelhões parecem estar com os dias contados. Segundo a Anatel, no Ceará, 35% dos telefones públicos originam menos de um minuto em chamadas. Ao mesmo tempo, a quantidade de linhas ativas na telefonia móvel no Estado chegou a 11.657.610 em 2014, cerca de 680 mil a mais que no ano anterior. A média é de 132 linhas para cada 100 habitantes e o número só cresce.
"A partir do momento em que a população começou a ter acesso barato a um meio de comunicação mais prático, foi natural que os telefones públicos parassem de ser utilizados", destaca Yuri Carvalho, coordenador do curso de Engenharia de Telecomunicações da Universidade Federal do Ceará (UFC).
Telefonia móvel
"A gente percebe que até mesmo nos locais mais desfavorecidos já existe uma presença significante dos telefones celulares. Hoje, o uso do orelhão acontece mais em caráter emergencial, quando a bateria do celular acaba e a pessoa precisa fazer uma ligação", completa o professor.
A queda drástica da oferta de orelhões no Estado também mostra que o serviço não é mais o mesmo. Em oito anos, conforme dados da Anatel, o Ceará perdeu quase 30% de seus orelhões. Precisamente, 13.960 aparelhos foram desativados entre os anos de 2007 e 2014, fazendo com que o número de telefones públicos em todo o Estado despencasse de 50.429 para 36.469. Hoje, a quantidade é ainda menor. Somente de dezembro do ano passado para cá, outros 1.422 equipamentos deixaram de existir, restando um total de 35.047.
"Realmente, hoje, quase ninguém usa orelhão. Tem gente que nem fixo tem mais, é só o celular. Nem lembrava a última vez que tinha procurado um telefone público, até hoje. E foi só por causa de uma emergência", diz o montador João Rodrigues, ao utilizar um dos orelhões perdidos na Avenida Aguanambi, no bairro de Fátima.
Serviço precário
A mudança nos meios de comunicação, no entanto, não foi o único motivo do desinteresse dos usuários. Para o professor Edson Almeida, do curso de Engenharia de Telecomunicações do Instituto Federal do Ceará (IFCE), a falta de manutenção dos aparelhos também teve sua influência na redução da procura. "A qualidade do serviço, da ligação, é boa, mas vemos os aparelhos danificados, depredados, com mau cheiro. Às vezes, nem o fone está mais no local", destaca.
Em um percurso por várias regiões de Fortaleza, a reportagem do Diário do Nordeste averiguou o estado de conservação dos telefones públicos. Embora mais raros que no passado, os aparelhos ainda podem ser localizados com certa facilidade. Difícil é encontrá-los funcionando. Dos 35.047 orelhões remanescentes no Ceará, 10.259 estão em manutenção.
Deterioração
Na Praça Joaquim Távora, os três orelhões instalados não têm sinal. No restante do bairro homônimo, segundo moradores, alguns foram retirados e nunca chegaram a ser substituídos. Dois aparelhos testados no bairro Aldeota também haviam sido desativados e outros tantos no Centro da cidade se encontravam na mesma situação. Na área, inclusive, o abandono dos telefones públicos é visível. Os equipamentos são quebrados, cobertos de pichações e bastante deteriorados.
Segundo Francisco Aragão, proprietário de uma das bancas na Praça do Ferreira, a decadência do serviço fez com que os cartões telefônicos também se tornassem obsoletos. Hoje, Aragão vende em torno de dez por semana. "As pessoas que ainda compram usam de forma excepcional. Corre o risco de sumir tudo que é orelhão, mas acho que vai ser ruim, porque ainda tem sua utilidade", defende.
Sem volta
O professor Edson Almeida, do IFCE, destaca que, no Interior do Estado, ainda existem localidades que dependem exclusivamente do orelhão como meio de comunicação. "Em geral, são pequenas comunidades onde o sinal das operadoras não funciona", afirma.
Para o especialista, contudo, apesar das exceções, a tendência é que os aparelhos sejam extintos de vez em pouco tempo. "Não dou mais cinco anos com eles nas ruas. É uma coisa que não tem mais como reverter. A não ser os casos daquelas pessoas mais saudosistas que colocam orelhão num bar, por exemplo, virando algo retrô", acrescenta Almeida.
Mais informações
Para saber detalhes sobre a consulta pública da Anatel e solicitar a instalação de orelhões, acesse www.Anatel.Gov.Br. Para pedir o reparo de aparelhos danificados, ligue para o canal de atendimento da Oi Ceará, 103 31
Meta é atingida em Fortaleza
A Anatel estabelece, em seu Plano das Metas para a Universalização do Serviço Telefônico Fixo Comutado (PGMU), que as concessionárias devem disponibilizar orelhões em quantidades definidas de acordo com a localidade. O documento está em vigor desde 2011 e as metas precisam ser cumpridas até o fim deste ano, com o objetivo de possibilitar o acesso de qualquer pessoa ou instituição ao serviço de telecomunicações.
Em geral, devem ser mantidos pelo menos quatro orelhões por mil habitantes nos municípios brasileiros, substituindo a determinação anterior de seis orelhões para cada mil pessoas por setor do Plano Geral de Outorgas de Serviço de Telecomunicações, aprovado em 2008. A mudança, segundo a Anatel, promete beneficiar 37 milhões de pessoas que residem em pequenas cidades do País.
No Ceará, a meta foi praticamente atingida. São aproximadamente 3,99 telefones públicos por mil habitantes. Em Fortaleza, onde existem, hoje, cerca de 10.500 aparelhos e 2,5 milhões de pessoas, a média é de 4,08.
Ainda segundo o PGMU, todas as localidades com mais de mais de 100 habitantes que não são atendidas com linhas telefônicas devem ter, pelo menos, um orelhão, instalado em local acessível 24 horas por dia, com capacidade de originar e receber chamadas de longa distância nacionais e internacionais.
Migração
A Oi Ceará, concessionária do serviço no Estado, atribui o desuso dos orelhões à introdução da telefonia celular "somada à ascensão das classes C, D e E". A empresa informou, em nota, que "a migração do consumo de voz fixa (acesso individual ou telefone público) para voz móvel faz parte da evolução da telefonia em todo o mundo, inclusive no Brasil".
Sobre a falta de manutenção dos aparelhos encontrados pela reportagem, a companhia alega ter feito a substituição de aproximadamente 500 campânulas de orelhões por mês no ano passado. Além disso, a Oi afirma que desenvolve um programa permanente de manutenção dos telefones públicos no Ceará e recebe solicitações de reparo enviadas por consumidores e entidades públicas pelo canal de atendimento da companhia, o 103 31.
Por fim, a empresa acrescenta que a população pode encontrar cartões telefônicos nos mais diversos estabelecimentos comerciais, como bancas de revista, armarinhos, farmácias, papelarias e outros. É possível consultar a lista de revendedores no site da Oi Ceará.
Vanessa madeira
Repórter
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Fonte: DN

Foster: 'superguerreiros lutem pela Petrobras'

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Graça Foster deixa Petrobras demonstrando ter sido emocionalmente atingida. Ela desistiu de ler discurso com a voz embargada
FOTO: AGÊNCIA BRASIL
São Paulo A ex-presidente da Petrobras Graça Foster deixou uma mensagem de despedida aos funcionários, a quem chamou de "superguerreiros", pedindo que continuem trabalhando firme pela companhia. A mensagem foi enviada na sexta-feira (6), data da reunião de Conselho da empresa que nomeou seu substituto Aldemir Bendine, até então presidente do Banco do Brasil. O e-mail foi disparado para toda a força de trabalho da Petrobras Controladora.
"Meus amigos, serei eternamente grata a vocês, superguerreiros e superguerreiras. Continuem trabalhando firme pela Petrobras, por ela - pela Petrobras. Determinados e confiantes em prol da prosperidade de nossa companhia". E encerra a mensagem com "Saudades de vocês", assinando apenas "Graça".
Conforme nota publicada sábado (7), a ex-presidente se mostrou abalada emocionalmente durante reunião do Conselho de Administração da estatal. Graça chegou a preparar um longo discurso de despedida para apresentar na reunião, que discorria sobre seu início como estagiária até o comando da petroleira, mas com a voz embargada desistiu nos primeiros parágrafos.
Desabafo
A leitura do texto seria um desabafo da funcionária de carreira. O clima entre os cinco diretores que renunciaram na semana passada era de exaustão. Eles nem sequer foram a São Paulo, onde estavam os demais conselheiros, como costumavam fazer. Participaram do encontro por meio de teleconferência, de uma sala da sede da Petrobras, no centro do Rio. Até mesmo o terno e a gravata foram abandonados pelo ex-diretor financeiro Almir Barbassa. Ele vestia uma camisa social, mais esportiva.
Em São Paulo, o clima era de constrangimento entre os conselheiros independentes - representantes de acionistas minoritários e empregados - e o presidente do conselho e principal representante da União, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Os independentes não gostaram de saber da escolha de Aldemir Bendine para a presidência da companhia. Mantega foi surpreendido com a nomeação para a Diretoria Financeira e de Relação com Investidores de Ivan Monteiro, de quem desconhecia o sobrenome.
Bendine e Monteiro assumem de fato a Petrobras hoje (9). Eles vão encarar o desafio de, no prazo máximo de quatro meses, conseguirem que o balanço financeiro de todo o ano de 2014 seja auditado pela PricewaterhouseCoopers (PwC) a ponto de divulgá-lo ao mercado. Se não conseguirem, a empresa corre o risco de afundar em uma crise financeira ainda pior, por causa da cobrança antecipada de dívidas, como preveem contratos de financiamento.
Inexperiência de Bendine
O vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), Fernando Siqueira, vê como um grande risco a "inexperiência de Bendine no setor de petróleo". O novo presidente da estatal vem do Banco do Brasil.
"Infelizmente o novo presidente não atende a requisitos essenciais. Um deles é conhecimento do setor de petróleo", avaliou. Já o professor do Departamento de Economia da PUC-Rio Alfredo Renaut, ressalta o desafio de Bendine em recuperar a credibilidade da petroleira.
Fonte: DN

CAIXAS ELETRÔNICOS > Bandidos violam terminais de autoatendimento em Quixadá

Quixadá
Quem esteve na área de autoatendimento da Caixa Econômica Federal (CEF) de Quixadá neste domingo, 8, ficou surpreso ao ver quatro caixas eletrônicos violados. As caixas de depósito de envelopes com dinheiros e cheques estavam arrombadas e jogadas no chão. Um pedaço de fio de nylon foi encontrado amarrado a alguns deles. Segundo a Polícia um correntista ligou para o Centro de Operações Polícias Militares (Copom) do 9º Batalhão Policial Militar (BPM) dando conhecimento do fato.
Caixa Econômica Federal - Caixas eletrônicos 08.02.15 (1)Conforme a Polícia Militar (PM) o caso só chegou ao conhecimento do Copom por volta do meio-dia. Não havia ninguém na agência, nem um vigia, para passar informações. Após manter contato com o gerente da agência a PM foi informada que a violação dos caixas eletrônicos teria ocorrido por volta das 6h30. Um policial federal havia ligado para ele. A informação havia sido repassada através da Central de Monitoramento da CEF, sediada em Recife.
A Polícia não informou quais os valores roubados a agência de Quixadá. Esse tipo de golpe é conhecido como “pescadinha” ou “língua de sogra”. Nele, os criminosos instalam uma espécie de anzol, amarrado a um pedaço de foi e o escondem no equipamento. Eles esperam por algumas horas os clientes efetuarem os depósitos dos envelopes e efetuam a “pesca”. Apenas o banco é prejudicado, pelo roubo de dinheiro e cheques e danos nos caixas eletrônicos, explicou um policial.
No inicio de março do ano passado a Polícia capturou dois homens, um deles natural de São Paulo e o outro nascido em Belém (PA) após eles praticarem esse tipo de golpe em caixas eletrônicos de agências de cidades do Centro do Estado. Um adolescente também foi apreendido com parte do dinheiro roubado e o kit utilizado nesse tipo de fraude. Dois meses antes o mesmo tipo de golpe havia sido praticado na área de autoatendimento do Bradesco, em Quixadá.
Fonte: DN

Taxistas 'piratas' atuam ilegalmente no aeroporto

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Motoristas não credenciados costumam ocupar a via de embarque e desembarque do aeroporto e parar em locais indevidos para pegar passageiros. Duas cooperativas trabalham no lugar: a Coopertáxi e a Copaero
A atividade ilegal ocorre abertamente: todos os dias, sem medo da fiscalização, taxistas não autorizados a atuar no Aeroporto Internacional Pinto Martins ocupam a via de embarque e desembarque para pegar passageiros. A denúncia partiu das duas cooperativas atualmente credenciadas para atuar no local, Coopertáxi e Copaero.
"A cada ano vem piorando. Estamos vendo a hora eles virarem uma terceira cooperativa", reclama o taxista Edmar Sousa, de 43 anos, cooperado da Coopertáxi, e que mensalmente desembolsa R$ 870 para atuar no local. Além de agirem de maneira ilegal, reforça, o grupo chega a fazer ameaças aos taxistas regulamentados e atrapalham o fluxo, parando em fila dupla e estacionando em local proibido.
O aumento no fluxo de carros ilegais, na avaliação do taxista, coincidiu com a retirada de policiais da Companhia de Polícia Rodoviária Estadual (CPRV) do local, deixando a fiscalização a cargo apenas da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC) e Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor). Os taxistas cobram ainda uma ação da própria Infraero, que administra o aeroporto.
Reunião
Na última sexta-feira (6) representantes das duas cooperativas se reuniram com o diretor jurídico da Etufor, George Dantas Paiva, e o chefe da Divisão de Fiscalização, Alessandro Gaspar, em encontro mediado pelo deputado federal Chico Lopes.
"Esses taxistas ilegais oferecem risco aos nossos turistas. Podem explorar o preço da corrida, fazer caminhos mais longos. E tem a questão da legalidade. As cooperativas são inscritas e pagam para tributos para explorar essa atividade. É uma concorrência desleal", avalia Chico Lopes.
De acordo com o deputado, a partir do encontro, ficou acordado com os representantes da Etufor a mobilização de um grupo intersetorial para combater o problema. O próximo encontro, antecipa, deve acontecer nesta semana, com a presença de representantes da AMC, Etufor, Infraero e das forças policiais.
"A Etufor é um dos principais órgãos para fiscalização, mas pode ter apoio da Guarda Municipal e da própria Polícia Militar, que dava esse suporte com carro patrulha e deixou de fazer", ilustra o deputado.
Atualmente, duas cooperativas trabalham no aeroporto: a Coopertáxi, com serviço de táxi comum, que funciona com taxímetro e possui 110 carros; e Copaero, que opera sem taxímetro, com mais 84 veículos.
Os taxistas ilegais contam com os chamados "laçadores", que coletam clientes no saguão do aeroporto e encaminham para os carros piratas. O grupo, segundo os cooperados, para em fila dupla e chega a ocupar grande parte do lado esquerdo da via de embarque e desembarque, onde não é permitida a parada.
Segundo o supervisor da Coopertaxi Sérgio Freitas, o horário de maior fluxo de táxis piratas começa no fim da tarde. O grupo não autorizado, segundo os taxistas, ameaçam os motoristas. "Não acontece uma morte ou algo dessa gravidade porque a gente evita. Eles passam, ameaçam e soltam piadinha", reforça. "Quase todo plantão tem confusão. A gente não sabe quem são, somos pais de família, temos medo", complementa Sérgio.
A reportagem procurou a Etufor, mas o órgão afirmou que só se pronunciaria sobre o assunto nesta segunda-feira (9).
Fábio marques
Repórter
Fonte: DN

Aécio: rejeição a Dilma é causada por mentiras

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Aécio disse que a queda na popularidade da presidente é reflexo das "mentiras sucessivas" que ela lançou durante a disputa eleitoral. Já o líder do PT na Câmara, Sibá Machado, põe a culpa na campanha "sórdida" da oposição
FOTO: AG. SENADO
Brasília O senador Aécio Neves (PSDB-MG), derrotado nas últimas eleições presidenciais, disse que a queda na popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) é um reflexo das "mentiras sucessivas" que lançou durante a campanha que a reconduziu ao governo.
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado revela que a rejeição a Dilma disparou. Em dezembro passado, a presidente tinha 42% de ótimo/bom e 24% de ruim/péssimo. Agora, marca respectivamente 23% e 44%.
As promessas de campanha e as primeiras medidas tomadas no início do segundo mandato também são apontadas por outros líderes da oposição como o motivo da inversão na avaliação do governo Dilma.
Procurado pela reportagem, o ministro Pepe Vargas (Relações Institucionais) não quis comentar o resultado da pesquisa. O Palácio do Planalto também não se manifestou.
Para o líder do PT na Câmara, Sibá Machado (PT-AC), uma queda na popularidade da presidente era esperada pelo partido depois de uma campanha eleitoral "sórdida", em que Dilma foi muito "exposta" e "duramente agredida". "O PT admite que foi o pior nível da disputa, os candidatos foram muito desrespeitosos, isso influencia muito", afirmou o parlamentar.
Sibá Machado argumenta que os meses depois das eleições conservaram o mesmo clima acirrado de disputa política, com temas difíceis a serem enfrentados, como rombo nas contas públicas e questionamento sobre as contas da campanha da presidente.
"O governo inicia seus primeiros dias com todo esse arcabouço de dificuldades, de problemas. É natural que neste momento um setor mais forte da sociedade entenda que o que está sendo dito pela oposição pode ser verdade", considerou.
O deputado defende que a presidente adote um tom mais "carinhoso" com o Congresso para estabelecer uma nova relação com o Legislativo, num ano de pautas difíceis e fogo amigo. "Começa com um 'bom dia', com um sorriso", disse, citando o jeito "cortês" do presidente Lula como exemplo a ser seguido.
Artifícios
Para o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), os brasileiros estão revoltados com o "estelionato eleitoral cometido pela presidente Dilma". Segundo ele, "mentiras" e "ilusões vendidas por seu marqueteiro" levaram ao alto índice de rejeição de seu governo.
"A presidente usou artifícios espúrios para iludir brasileiros por meio da farsa montada por seu marqueteiro João Santana. O Brasil está revoltado com o estelionato eleitoral cometido por Dilma, que na campanha acusou seu adversários do que ela mesmo planejava fazer", disse o senador.
Ingovernabilidade
Para Caiado, a administração de Dilma "caminha para um processo de ingovernabilidade".
O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que foi vice na chapa de Aécio nas eleições passadas, disse que "o povo percebeu que foi logrado" por Dilma.
Para o senador, a situação se mostra tão crítica que a presidente não "teve direito sequer ao período de lua de mel com o eleitor, foi direito do casamento para o divórcio".
Questionado sobre a queda de 10 pontos na avaliação positiva do governo Geraldo Alckmin (PSDB), de São Paulo, o senador disse acreditar que, diante da crise de água vivida pelo Estado, os números são razoáveis. "Ele está dentro da margem de tolerância para um governo que enfrenta crise de água", disse.
O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, afirmou que os desvios da Petrobras geraram uma crise política "sem dimensão" que, juntamente com a crise econômica, afetaram em cheio a imagem da presidente Dilma.
"Tudo isso é muito preocupante. O clima que geraram todas essas questões econômicas, da crise energética, crise de abastecimento de água, isso vai refletir na questão do emprego na sequência, o que vai criar uma expectativa muito ruim, que a gente está muito atento".
Fonte: DN

Todos os poderes de Xana

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Caracterizado como Xana, personagem que vive uma relação dúbia com Naná, papel de Viviane Araújo
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Para o ator, a personagem vem ajudando a quebrar barreiras
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O artista se diverte com o papel e elogia os transformistas
O aniversário de 50 anos foi em 9 de setembro. E, embora a festa não tenha acontecido na ocasião, Aílton Graça não quer que a chegada da nova idade passe em branco de jeito nenhum. "Estou planejando uma comemoração. Acho que é uma data importantíssima. Sou negro, sobrevivente, vencedor. E chegar aos 50 consolidando uma história é motivo de orgulho" reflete o ator, que faz sucesso como Xana Summer, de "Império", em tom bem-humorado.
Aílton é assim, um otimista nato. Difícil vê-lo sem um sorriso no rosto ou num momento de baixo astral. Criado na região de Americanópolis, na periferia de São Paulo, Aílton teve uma infância pobre, mas cheia de referências.
Da família, baiana, herdou a paixão pela música e pelas festas populares, principalmente o carnaval, pelo qual é apaixonado. Com samba no pé e malemolência, já deu expediente como passista e mestre-sala no desfile de São Paulo. Até hoje, é amigo de carnavalescos e adora visitar barracões para ficar a par de tudo o que acontece nesse universo. Mangueirense "doente", deve a paixão à escola de samba carioca ao humorista Mussum, a quem assistia.
Samba
A primeira vez que cruzou a Marquês de Sapucaí foi ao lado da cantora Alcione, e o desfile, ele conta, o fez se debulhar em lágrimas de tanta emoção. Este ano, além da Mangueira, ele desfila pela Salgueiro, por conta da amizade com Viviane Araújo, a rainha de bateria da agremiação, pela Viradouro, que fará uma homenagem aos negros, e pela Portela. Nesta última, virá caracterizado como Madame Satã.
"Vai ser um grande homenagem à época de ouro da Lapa, onde tanto Madame Satã quanto Xana fizeram carreira, e uma oportunidade de mostrar ao povo a importância destes grandes transformistas, artistas que são o espetáculo em si, estudam muito. É uma bela homenagem".
Imerso no universo do cabeleireiro de "Império", Aílton se sente como vencendo um grande desafio: "Ele é o homossexual ou não, o negro e o gordo. Três frentes num mesmo personagem. E, ao mesmo tempo, não levanta bandeiras, mas tem uma representatividade por si só. Xana transcende".
Para o ator, o grande atestado do carisma de Xana vem das ruas. Outro dia, ele conta, foi parado por um senhor, que o surpreendeu com sua atitude. "Ele disse que sempre foi homofóbico, que odiava viado, mas que meu personagem o estava fazendo mudar de concepção. E aí a mulher dele me deu um abraço", relata.
"Quando vejo pessoas hiperconservadoras torcendo por um casamento entre Xana e Naná, isso me deixa muito, mas muito feliz. Estão ligando para o afeto, para o amor, e não somente para o gênero", completa.
Relação dúbia
Na trama, Xana Summer é o simpático cabeleireiro, dono de salão em Santa Teresa e conselheiro do pessoal do bairro. Amigo íntimo de Naná (Viviane Araújo), vive uma relação dúbia com a manicure. "Talvez ele seja bissexual. Não acho que o ciúme que ele tem de Naná é de amiga, mas ciúme de alma gêmea, e ele não consegue trabalhar bem isso. Xana não quer perdê-la, dorme de conchinha. Eu, como espectador, acho que rola alguma coisa ali. Além disso, Naná é uma das poucas a chamá-lo pelo nome, Adalberto. Ela conhece o lado másculo dele", diz.
A intensidade dos conflitos de Xana foi o que mais chamou a atenção do ator ao aceitar o papel na trama de Aguinaldo Silva. Desde que estreou nas novelas, como o popular Feitosa de "América" (2005), Aílton vem procurando "chafurdar no universo da alma humana".
Ele começou a trabalhar na TV graças à participação no longa "Carandiru" (2003) e, consequentemente, na série "Carandiru, outras histórias" (2005). Não parou mais. Só nos últimos anos, fez o Silas de "Avenida Brasil" (2012), o Quirino de "Flor do Caribe" (2013) e o delegado Lopes na série "O caçador", exibida em 2014.
Ele jura que não se incomoda. Aílton conta que não é daquele tipo que precisa ficar meses se despedindo do personagem. "Eu gosto de trabalhar, né? Gosto dessa rapidez, de fazer várias coisas, de sair do personagem. Acho que com Xana terei mais dificuldade", observa.
Apesar do trabalho Rio, o ator não abre mão de viver em São Paulo, onde divide a casa com a mulher, Kátia Naiane. Os dois são casados desde 1999, e se conheceram durante aulas de balé folclórico. Lá, administra dois restaurantes: o Estilo 711, na Av. Dos Bandeirantes, e o Zucca, em Cidade Monções.
Antes do êxito na carreira, Aílton trabalhou como camelô, vendedor de calçados e fiscal de lotação. Precisava de dinheiro para desenvolver seus dotes artísticos e pagar a pensão do filho, Vinicius, de 24 anos, com quem mantém uma relação próxima.
Referências
No circo, fez oficinas de "clown" e já divertiu muita plateia como o Palhaço Gibi ou como Junior JR. Foi lá, ainda, que soube da existência de Benjamin de Oliveira (1870-1954), mais uma de suas referências: "A primeira vez que vi um negro fazendo comédia foi o Grande Otelo, e depois o Benjamin", diz.
Desde criança, Aílton é interessado em saber mais sobre os ícones da cultura negra, no Brasil e no mundo. Além de samba, é fã de James Brown, Earth, Wind and Fire, Jackson Five e Tony Tornado, Tim Maia, Jair Rodrigues, Martinho da Vila, Gilberto Gil e Sidney Poitier
Hoje em dia, é o ator quem fica feliz sendo referência para quem deseja seguir a carreira. Por isso, faz toda essa questão de estar sempre acessível. Seja no restaurante, seja visitando comunidades carentes. "Gosto de ouvir os desejos artísticos dos jovens", afirma ele". "É muito importante saber disso, por isso que faço questão de manter meu diálogo com as pessoas, vou a áreas consideradas perigosas. Eu sou uma pessoa que venceu, claro, mas ainda tenho muito a realizar".
Para manter a vida do jeito que ela é, Aílton não abre mão de atividades triviais. Adora ir ao supermercado e curtir um churrasquinho com os amigos, de preferência, acompanhado de uma roda de samba. Já a cerveja, essa ele dispensa.
Virginiano, também é disciplinado com suas coisas e muito cuidadoso com o que possui. O guarda-roupa, conta, é impecável. As camisas são organizadas por cor e marca, assim como as meias e cuecas. "Quando quero pensar, tiro tudo e organizo de novo (risos). E mesmo na bagunça eu consigo me achar", avisa.
E quando Aílton extravasa? Quando está no estádio, no meio da torcida, vendo o Corinthians, seu time do coração, jogar. "Afinal, sou nascido e criado em São Paulo, e torço por um time muito popular, que já começou a invadir o Rio", entrega.
Embora atualmente seja apenas um torcedor apaixonado, Aílton conta que sempre foi muito bom de bola. "Claro que jogo, dou aula (risos). Minha posição é como lateral e meia-atacante".
Natália Castro
Agência o globo
Fonte: DN

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Publicação: Aracoiaba News

Saiba como otimizar o seu WiFi

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Segundo Geneflides da Silva, entre os fatores que atrapalham a transmissão do WiFi estão posição do roteador e desatualização do equipamento
FOTO: KID JÚNIOR
Ao dispensar o uso de cabos, as redes WiFi tornaram-se soluções cada vez mais utilizadas em residências e estabelecimentos para tornar mais prático acesso à internet. Com o crescente consumo de dispositivos móveis, é difícil prescindir a utilização da rede e confiar apenas nos pacotes móveis oferecidos por operadoras. Com tantos prós, o WiFi é cada vez mais indispensável. Porém, na prática, esse tipo de conexão pode apresentar problemas.
De acordo com Geneflides Laureno da Silva, coordenador do curso de Engenharia de Telecomunicações da Universidade de Fortaleza (Unifor), os principais tipos de inconvenientes encontrados em redes sem fio estão relacionados com lentidão, perda de conexão e pouco alcance de cobertura. "Em ambientes corporativos, estes problemas são minimizados com utilização de equipamentos de maior qualidade, interligação em série dos mesmos e também a atuação de empresas ou técnicos especializados. Já no universo residencial, geralmente os usuários não contam com a consultoria de empresas para instalação e avaliação do ambiente no qual os roteadores serão instalados", afirma.
Existem alguns fatores que atrapalham a transmissão do WiFi. Entre os principais estão posição do roteador, desatualização do equipamento, grande quantidade de aparelhos ligados em uma única rede, entre outros.
Melhorando o sinal
Para otimizar o acesso à web, existem algumas dicas que o usuário deve seguir para garantir que o carregamento de um vídeo ou o acesso à páginas na internet seja mais rápido.
O primeiro passo é adquirir equipamentos que possuam uma potência maior de transmissão e alcance do sinal. Custam um pouco mais caro, porém, o custo-benefício às vezes é surpreendente. Vale ficar atento também para a atualização do roteador. Assim como todos os eletrônicos, o WiFi está sempre evoluindo, sendo necessário novas versões para otimizar o bom funcionamento e garantir mais velocidade no envio de dados.
Em segundo, procure a melhor posição para colocar o seu roteador. É de grande importância que ele fique posicionado de forma central, em um ponto alto (como em cima de uma estante ou prateleira) e totalmente livre de obstáculos. Aparelhos com antenas devem estar apontadas para cima. Algumas pessoas tendem a direcioná-las para o local em que estão, comportamento considerado incorreto. Barreiras, como paredes, influenciam na transmissão do sinal.
Em residências maiores, o ideal é instalar repetidores de sinal. Eles pegam wireless do roteador principal e o repetem, funcionando como se o usuário tivesse equipamentos por todos os pontos da residência, inclusive em áreas consideradas 'cegas'.
A quarta dica é manter o aparelho longe de possíveis interferências. Apesar das faixas frequenciais de atuação das tecnologias serem definidas pelos órgãos de regulamentação, podem ocorrer distorções se os equipamentos trabalharem em frequências próximas a do Wireless. "Geralmente o que se percebe em alguns contextos é a quantidade elevada de dispositivos WiFi ligados bem próximos uns dos outros. Às vezes isso é percebido em prédios residenciais, onde cada apartamento possui o seu e, em alguns casos, em uma mesma residência. Como a tecnologia depende das faixas de frequências e em geral os roteadores já saem configurados com determinada padronização, pode acontecer uma alta densidade de equipamentos que se utilizam da mesma faixa, ocasionando interferências e queda na qualidade", explica Geneflides.
Programar o seu roteador para que ele reinicie automaticamente também é uma sugestão útil. O equipamento poderia travar em decorrência de superaquecimento. Desligá-lo para que ele ligue novamente é uma maneira de restaurar qualquer possível bug que possa existir.
Aumentar a segurança da sua rede também é uma boa dica. Escolher senhas com um padrão mais avançado é uma maneira de proteger o seu sinal de 'ladrões'. Escolher uma senha grande, que inclua números e letras, torna mais difícil o acesso à sua internet. Troque-a frequentemente. Além disso, nomeie a sua rede de modo que vizinhos não reconheçam logo de cara como sendo sua. Dificulte o trabalho de identificação.
Paliativos
Muitos usuários utilizam de artifícios para impulsionar o sinal do WiFi, como por exemplo, latas de alumínio. De acordo com o professor Geneflides Laureno, o experimento melhoraria a qualidade do sinal, ainda que a diferença seja mínima. "Isto é explicado devido as antenas dos dispositivos. Na visão do usuário leigo a lata melhorou o sinal quando na verdade, o que foi ampliado foi a extensão destas antenas bem minúsculas. É similar aquela solução já conhecida por nós da palha de aço. Não foi o sinal que melhorou, mas sim o raio de captação. Existem da utilização de latas de batata e refrigerante", afirma.
Porém, segundo Geneflides, é aconselhável sempre adquirir equipamentos de melhor qualidade em vez de se colocar fios, latas de alumínio ou outros artifícios e contratar uma equipe ou funcionário especializado para a instalação. O risco é de que, a partir do momento que colocamos pontos externos, os mesmos podem acidentalmente entrar em contato com energia e ocasionar choques.
Sinal gratuito
De acordo com um levantamento da empresa iPass, de 2013 a 2014, o número de hotspots WiFi (locais onde a tecnologia WiFi está disponível, como shoppings, cafés, restaurantes, aeroportos etc) aumentou 189% no Brasil de 2013 para 2014, avanço significativo em relação ao que possuíamos há cinco, 10 anos.
Para Geneflides Laureno, esse cenário nacional pode ser visto como positivo. "É óbvio que ainda não estamos no patamar de países asiáticos e europeus. Os Sistemas de Telecomunicações tem evoluído vertiginosamente e o caminho a percorrer é enorme. Praticamente todos os aeroportos do país já possuem redes WiFi em suas dependências e isto se repete em rodoviárias, restaurantes, metrôs e diversos locais públicos. Numa sociedade baseada no conhecimento e no domínio da informação, o fato de podermos ter acesso a isto praticamente em todos os lugares é excelente. Cabe a nós como usuários, profissionais e sociedade, fomentarmos e cobrarmos as melhorias", destaca o professor universitário.
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Fonte: DN