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08 dezembro 2015

Luís Pontes diz que situação atual é mais grave que na época de Collor

Luiz-pontes-hoje
O presidente do PSDB do Ceará, o ex-senador Luiz Pontes, repudiou as declarações de lideranças do Partido dos Trabalhadores que tacham o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff como golpe. Segundo ele, o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) recusou dois pedidos de cancelamento do pedido de impeachment. Ela considera a situação atual mais grave do que a da época do então presidente Fernando Collor, que foi afastado do poder, acusado de corrupção.

“Tanto o jurista Hélio Bicudo, como Miguel Reali Junior apresentaram um documento muito bem fundamentado. Os argumentos sobre crime de responsabilidade fiscal, a utilização de recursos de bancos públicos para cobrir programas sociais, os gastos do governo sem autorização do Congresso e dividas não contabilizadas, são as provas disso. Dilma descumpriu totalmente a Lei de Responsabilidade Fiscal”, asseverou.
Segundo ele, a prova maior do crime foi a edição de decretos liberando créditos extraordinários em 2015 sem aval do Congresso Nacional. “Tudo isso sem falar da corrupção generalizada do governo. Ela tem ainda coragem de dizer que não tem nada a ver com isso? Dilma foi presidente do conselho de administração da Petrobras na época da compra da refinaria de Pasadena. O próprio Cerveró (Nestor), disse que ela tomou conhecimento.  O líder do governo no Senado, hoje preso, Delcidio do Amaral, disse que ela sabia de tudo isso”, pontuou.
Luiz Pontes destaca que o impeachment é um instrumento político que qualquer presidente da República está sujeito a passar. “O Partido dos Trabalhadores, só para relembrar à população cearense, em 1992 entrou com pedido de impeachment de Fernando Collor; em 1994  fez o mesmo contra o Itamar Franco; e em 1999 repetiu o pedido contra Fernando Henrique Cardoso. Agora em 2015, com tudo provado, com um déficit de R$115 bilhões. Gastando mais do que arrecada, um governo sem credibilidade, que está maltratando o trabalhador, com juros exorbitantes, desemprego, carestia, o PT vem dizer que o impeachment e golpe?”, observa o político.
Ele entende que o Congresso dará uma resposta sobre o impeachment, como também com relação a cassação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. “É hora de fazer uma limpeza, mas para isso é preciso uma mobilização da sociedade brasileira, que deve dar um basta e não aceitar mais viver num país onde a corrupção é generalizada. Onde os acusados, mesmo presos continuam roubando e se instrumentalizando. O Impeachment é um caso consumado. Mas vamos fazer dentro da democracia, dentro dos tramites, com ampla defesa para a acusada. O clamor das ruas, a voz do povo vai ser fundamental que isso aconteça. As pesquisas dos institutos mostram que 80% da população é favorável ao impeachment, chega de mentira, chega de falsidade”, frisou.
Luiz Pontes destaca que na época do impeachment de Fernando Collor, era deputado federal e votou a favor. “Foram 28 dias de trâmite. Mas considero que hoje a situação é muito mais grave que na época de Collor”. Para o ex-senador, o PSDB não pode se furtar ou fugir de suas responsabilidades, como, segundo ele, o PT fez a vida toda. Na sua visão, o PSDB deve dar sua contribuição em um possível mandato do Michel Temer, “não só o PSDB, mas aqueles partidos que querem encontrar mecanismos para fazer as mudanças necessárias que o país necessita. ”
Fonte: Ceará Agora

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