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10 novembro 2015

“Vão ter que me engolir, cearense cabeça grande”, diz Wesley Safadão sobre o Sul

FOTO: DivulgaçãoUm jatinho, um cachê equivalente ao de Ivete Sangalo, 200 funcionários, 2,6 milhões de seguidores no Instagram, uma maratona de até 25 shows por mês e uma equipe de seis compositores a quem chama de “minha usina de hits”. Wesley Safadão – o menino que sonhava em ser jogador de futebol – acumula muitos números ao longo da trajetória como cantor e arrasta multidões por onde passa, levando seu forró pelos quatro cantos do Brasil.
O cearense tem 27 anos, é casado e tem dois filhos. Cruza o país fazendo shows para empreiteiros, ginásios de cidades pequenas, estádio lotado por 50 mil pessoas e até casa de show, onde também se apresentam Roberto Carlos e Morissey. Mudou o visual, trocou as roupas coloridas por peças de cortes mais justos, em preto e branco, prendeu os 53 centímetros de cabelo em um coque estilo samurai e parou de usar pulseiras de miçangas dos anos 1990. Em entrevista a Folha de S. Paulo, ele comenta sobre o passado. “Hoje vejo as imagens… ‘Carái’, me vestia mal pra porra”, analisa.
Além do sucesso nos palcos, Safadão é também “o rei da internet“, com diversos memes (piadas populares das redes sociais). O portal Buzz Feed é um dos responsáveis por isso, com publicações como “25 motivos para você respeitar o Safadão” ou “Se as princesas Disney fossem Wesley Safadão”. Graças a isso, Wesley também caiu no gosto até de quem não gosta de forró. O cantor afirma achar engraçado, mas que seu “rosto de bolacha não combina [com princesas da Disney]”.
FOTo: Divulgação
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A vida do cantor nem sempre foi essa “balada com uísque e Red Bull“. Filho de um caminhoneiro e uma mãe que trabalhava reciclando sucata, Wesley de Oliveira da Silva começou a cantar aos 15 anos, para substituir um outro cantor na banda de forró que a mãe tinha montado. Dona Maria Valmira, pegou emprestado R$ 2 mil com clientes da sucata e criou o grupo. Hoje, o cearense acredita que uma das fórmulas do seu sucesso, são suas músicas “unissex”. “É música de cachaça, para descer até o chão”, afirma.
Wesley Safadão quer agora adentrar no mercado do Sul do Brasil, onde a cultura do forró não é muito disseminada. “Vão ter que me engolir, cearense cabeça grande“, diz sobre as pessoas da região, que costumam ter preconceito com os nordestinos.
Fonte: FM 93

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