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17 novembro 2015

Hollande: França está em guerra

Versalhes. O presidente da França, François Hollande, afirmou ontem que a França "está em guerra" contra o Estado Islâmico (EI). Em pronunciamento para integrantes do Congresso francês, em Versalhes, após três dias dos atentados que, na sexta-feira (13), mataram 129 pessoas em Paris, ele declarou que o governo vai reforçar as medidas de segurança, enviando ao Legislativo do país projeto de lei para prolongar o estado de emergência por três meses e mudanças na Constituição para agir contra o terrorismo
No pronunciamento para deputados e senadores, o presidente pediu que os parlamentares votem o projeto até a sexta-feira (20). François Hollande também fez um apelo por uma coalizão única incluindo os Estados Unidos e a Rússia para erradicar os militantes do EI da Síria.
Os ataques de homens armados e suicidas em restaurantes, bares, um estádio de futebol e uma casa de espetáculos (Le Bataclan), que mataram 129 pessoas e feriram mais de 350, foram ordenados da Síria, planejados na Bélgica e realizados com a ajuda de franceses, disse ele.

Reunião 

O mandatário francês afirmou que vai se encontrar com o presidente dos EUA, Barack Obama, em Washington, e o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou, nos próximos dias, "para que possamos unir nossas forças para alcançar um resultado que tem levado muito tempo". Obama, porém, descartou ontem uma mudança de estratégia na luta contra o EI, dizendo que colocar tropas norte-americanas em solo para combater o grupo "seria um erro". 
Hollande declarou que vai continuar a travar uma guerra "sem piedade", enviando um porta-aviões para triplicar o poder aéreo francês na região. Segundo ele, a primeira ofensiva contra o EI foi a ação militar na cidade síria de Raqqa, onde, no domingo (15), dez caças-bombardeiros atingiram um reduto do grupo radical. 
O francês citou uma cláusula de defesa mútua do Tratado de Lisboa da União Europeia, que requer que os Estados-membros deem assistência uns aos outros se estiverem sob ataque. Hollande também pediu ao Parlamento para prorrogar o estado de emergência por três meses.
O presidente propôs, ainda, medidas para acelerar a expulsão de estrangeiros considerados uma ameaça à ordem pública, retirar a dupla cidadania de cidadãos que realizam atos hostis à segurança nacional, e impedir cidadãos com dupla cidadania considerados uma ameaça de terrorismo de entrarem em território francês. 
Ontem, pessoas de várias partes do mundo se uniram em homenagem às vítimas, fazendo um minuto de silêncio ao meio-dia francês. Hollande acompanhou o gesto na Universidade de Sorbonne, em memória ao grande número de jovens mortos.

Fonte: DN 

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