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07 outubro 2015

Sensação térmica passa dos 36ºC em Aratuba

No último domingo (4), foram registrados temperaturas máximas de 39ºC, em Crateús. Na cidade de Aratuba a sensação térmica passou dos 36ºC.


Com o início do mês de outubro, os cearenses, principalmente os residentes no interior do Estado, devem enfrentar maiores temperaturas e sensação de desconforto térmico ao longo do trimestre deste ano. No último domingo (4), a Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme) registrou temperaturas máximas de 39 graus, em Crateús, e 38 graus, em Barbalha, Iguatu, Jaguaribe e Sobral. O fenômeno meteorológico acontece por conta do período de transição do sol do hemisfério norte para o sul, quando a incidência de radiação solar é mais intensa em todas as regiões abaixo da linha do equador.

De acordo com Leandro Valente, meteorologista da Funceme, nessa época do ano há, realmente, um aumento gradativo das temperaturas na superfície. Em Fortaleza, por exemplo, as temperaturas que normalmente se mantém na média de 31 graus, podem subir para até 35. "Temperaturas como essa de 39 graus, em Crateús, acontecem sobretudo em dias de pouca nebulosidade, em virtude de um sistema de alta pressão em toda a região nordeste. Com isso, há bastante incidência de radiação solar", afirma.

Entretanto, o desconforto térmico na Capital não será tão intenso quanto no interior. "A partir de setembro, além da temperatura estar mais elevada, os ventos estarão mais fracos", explica Leandro, destacando que no mês de outubro, a velocidade dos ventos começam a reduzir mesmo no litoral, onde costuma haver mais brisa, pode variar de 50 para 24 km/h, dependendo das condições climáticas.

Outro agravante para o calor é a baixa umidade relativa do ar. Nas áreas de sertão, são registradas taxas de 20 a 30% mínimas, diferente de Fortaleza, onde a umidade mínima costuma ser de 40%.

Desidratação

Conforme recomendado pela Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (Sesa), em tempos de calor, como ocorre em diversos municípios cearenses, que já sofrem com quatro anos de estiagem, o consumo de água e a boa alimentação são essenciais. Numa situação de temperatura normal a perda de água através do suor é de 100 miligramas, por dia. Em tempos quentes chega a 1.400 miligramas, o que comprova que altas temperaturas favorecem a perda hídrica por meio do suor. E o corpo não tem capacidade de armazenar água, precisando ser hidratado permanentemente.

“A desidratação provocada pela perda excessiva de água, que pode ser por transpiração exagerada e também por ingestão reduzida causam perda de peso, mucosas secas, pulso fraco e rápido”, afirma Vilma de Oliveira, nutricionista da Secretaria da Saúde do Estado. Ela observa que a desidratação, com a perda de 20% da água do corpo, pode ser grave, até causar óbitos.

Por isso, além de beber mais água, com outras boas práticas simples as pessoas podem enfrentar as altas temperaturas e proteger a saúde. A nutricionista destaca que “em períodos de intenso calor é preciso mais do que nunca dar prioridade ao consumo de frutas, verduras e legumes, ricos em vitaminas, minerais e fibras e ricos também em água, ajudando a hidratar o organismo”.

VIA DN

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