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25 outubro 2015

Enem 2015. Primeiro dia de prova exigiu mais conteúdo

Cotidiano - Depois do cuidado com horário, local de prova, preparativos para uma bateria de 90 questões em quatro horas, os alunos inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) precisaram atentar para temas como feminismo, crise hídrica, espionagem e transgenia. Ao terminar o primeiro dia de provas, candidatos relataram a tranquilidade na aplicação do exame e a sensação de bom desempenho nas questões, embora a avaliação de professores seja de uma edição mais elaborada em relação aos anos anteriores. 
Candidato pela segunda vez, Matheus Dávila, 18, observou que os textos foram mais diretos para chegar à pergunta. “Achei mais fácil do que no ano passado”, conta o estudante. No 3° ano do Ensino Médio, ele busca vaga de graduação em Engenharia Mecânica ou Mecatrônica. 
Provas de Ciências Humanas e Ciências da Natureza foram aplicadas nesse sábado, a partir das 12h30min. Temas atuais e contextualizados foram cobrados e eram esperados pela estudante Stephany Castro, 18. Aluna de cursinho, ela sonha em estudar Medicina. “A maioria das questões esteve dentro da proposta que conheço do Enem, sem cobrar temas muito específicos. Mas algumas questões surpreenderam pedindo conteúdo e cálculo”. 
Houve boa contextualização dos enunciados e equilíbrio na dificuldade das questões, avalia o professor Ademar Celedônio, diretor de Ensino e Tecnologia Educacional do Sistema Ari de Sá. Momentos mais exigentes foram nas questões de Física. Outro aspecto foi a predominância da Geografia Física, com conhecimentos exigidos em semelhança aos vestibulares tradicionais, diz Ademar. 
 

No Brasil, foram 7,7 milhões de inscrições no Enem 2015. Deste total, o Ceará ficou com 458,6 mil candidatos. O primeiro dia de provas teve 25,31% de abstenção, divulgou o Ministério da Educação (MEC) na noite de ontem. Em descumprimento a regras do edital, 364 participantes foram eliminados. 

Segunda etapa
Ansiedade entre os alunos para o segundo dia de provas, o tema da redação segue alvo de especulações. Para a estudante Stephany Castro, crise hídrica e lei do feminicídio são boas apostas. O MEC costuma instigar discussões de cunho social, observa o professor Ademar Celedônio. Uma possibilidade levantada é o tema da conceituação de família no Brasil. O que traria mais um ano de dificuldade para o desempenho dos alunos, que no ano passado precisaram dissertar sobre publicidade infantil. “Argumento com desrespeito aos direitos humanos é critério para zerar a nota”, ressalta. 

O POVO Online
Cobertura do segundo dia de Enem em

Fonte: O POVO

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