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07 outubro 2015

Educação Nota Dez No Ceará: as Escolas de Educação Profissional

escolaNo mundo em que vivemos hoje regido pela revolução da Internet e com o mercado de trabalho cada vez mais exigente, os desafios e oportunidades que se apresentam aos jovens em uma velocidade crescente fazem da realidade atual totalmente diferente daquela de duas décadas atrás. Esse cenário impulsionou os gestores de educação nos últimos anos a debaterem e entenderem que a rede de ensino precisa se adequar às mudanças para não perder de vista sua finalidade. Na rede pública, as questões são ainda maiores: preparar os alunos para se tornarem cidadãos capazes de enfrentar o “mundo adulto” de igual para igual com qualquer outro colega da rede particular.
Foi assim que nasceu a ideia de implantar uma rede de Escolas Estaduais de Educação Profissional (EEPP) no Ceará. Em 2008, a Secretaria da Educação do Governo do Estado instalou as primeiras 25 unidades. Nos anos seguintes esse número foi crescendo, até que chegou às atuais 110 instituições que cuidam de mais de 40 mil alunos matriculados em 52 cursos de 86 municípios. Durante todo o processo, a Seduc estava sob o comando daquela que viria a se eleger a primeira vice-governadora do Ceará. Izolda Cela trilhou toda a carreira na área da Educação, obteve resultados com destaque nacional em suas gestões em Sobral e no próprio governo, por isso o projeto para implantação do ensino profissional no Ceará não poderia ficar sob os cuidados de outra pessoa. “Transformar a rede pública estadual investindo intensamente na educação integral e profissionalizante foi, com certeza, o maior desafio da nossa gestão. E foi uma decisão tão acertada, que o governador Camilo Santana decidiu desde a campanha que, sendo eleito, iria estender progressivamente o ensino integral e profissional para toda a nossa rede. Esse é um compromisso que eu estou acompanhando pessoalmente como vice-governadora e como ex-secretária que acredita que a Educação é essencial para a transformar a realidade e a qualidade de vida do nosso povo”, avalia Izolda.
escola3Segundo Lar
As 110 unidades dessa rede atualmente funcionam das 7 às 17 horas, oferecendo três refeições aos estudantes (dois lanches e um almoço), fardamento, material didático, espaços pedagógicos que contribuem para o melhor aprendizado e um currículo que contempla a formação geral e profissional, além de outros componentes curriculares potencializadores da formação integral, humana e ética dos educandos. São ofertados cursos técnicos integrados ao ensino médio, com duração de três anos. A maior procura é pelos cursos de Informática, Redes de Computadores e Enfermagem. Dessa forma, os alunos aprendem uma profissão ao mesmo tempo em que fazem os três últimos anos da educação básica. O currículo conta com as disciplinas da base comum (previstas no currículo do ensino médio); as disciplinas relacionadas com cada um dos cursos técnicos desenvolvidos nas escolas; conteúdos diversificados voltados para o Desenvolvimento Pessoal e Social com foco no projeto de vida de cada aluno; além de Mundo do Trabalho (abordando todo o Contexto das Relações do Trabalho), Empreendedorismo, Metodologia da Aprendizagem Cooperativa no Horário de Estudo, Projetos, entre outros.
Para a diretora Elizabete Chagas, da Escola Estadual de Educação Profissional (EEEP) Joaquim Nogueira, o modelo do ensino médio no Ceará já se destaca pelos bons resultados apresentados nos últimos anos. “O Estado tem passado por um momento bastante feliz com esse novo modelo de Escolas Profissionais, que deu identidade para o Ensino Médio e renovou o ânimo dos trabalhadores. Sabemos que ainda é um desafio, mas que tem muito a contribuir com a juventude cearense. Ele é muito importante, valoroso para quem trabalha e para quem recebe. Virou um segundo lar para os alunos. Por isso, não tenha dúvidas, vamos continuar colhendo bons frutos”, salientou.
Oportunizar
Quando o aluno chega ao terceiro ano do ensino profissional, o Governo do Estado propicia o acesso ao estágio curricular obrigatório e remunerado. Mais de 3 mil empresas são parceiras nos programas de promoção de estágio atendendo a mais de 12 mil estudantes. Os últimos levantamentos mostram que 60,8% dos que terminam os estudos nas EEEPs estão inseridos no mercado de trabalho ou em uma universidade. Recentemente, o Governo do Estado lançou uma ferramenta de internet para agilizar, facilitar e estreitar a relação dos empresários, do Poder Público e da mão de obra qualificada. O “Oportunizar” é um banco de dados dos técnicos formados por essas escolas, criado pela Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) em paceria com a Secretaria da Educação do Estado (Seduc) e com apoio da Secretária do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS). Por meio da ferramenta (já disponível no endereço eletrônico www.adece.ce.gov.br/oportunizar) as empresas podem elaborar um cadastro e demandar profissionais por curso, área de conhecimento e município.
“Nossa ideia é ampliar o Oportunizar e trabalhar com o Sistema S (Sesc, Sesi, Senai e Senac), com a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL) e outras entidades que têm feito um trabalho extraordinário no Ceará”, explicou Ferruccio Feitosa, presidente da Adece. O Secretário da Educação, Maurício Holanda, considera a criação da ferramenta um presente da Adece, não só para a Seduc, mas pela visão de oportunidades para os jovens capacitados. “Já fizemos muitas parcerias. Algumas individuais com determinadas empresas, outras por segmento, e essa é mais uma parceria estratégica. O Oportunizar é uma iniciativa com a agência do Estado que dialoga diretamente com todos os segmentos do empresariado cearense. Já nasce como uma ferramenta de informática que potencializa imensamente o encontro entre o empresário que quer contratar um profissional qualificado e centenas, dezenas, milhares de jovens interessados em um emprego”, afirmou.
Fonte: Ceará Agora

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