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20 setembro 2015

Planalto recorre a Renan Calheiros para evitar impeachment

renan e dilma
A presidente Dilma Roussef enfrenta o momento mais difícil de seu conturbado governo, com a possibilidade real de o impeachment tomar corpo no Congresso Nacional. O fato mais recente foi a apresentação da proposta feita por um dos fundadores do PT, Hélio Bicudo. O movimento em favor de seu afastamento tem recebido cada vez mais adesões na Câmara dos Deputados. Com isso, o Palácio do Planalto passou a apostar no Senado como a última e mais segura barreira para evitar a interrupção deste segundo mandato da petista. As informações são do Estado de S. Paulo.

Após a Câmara avaliar e aprovar o processo do pedido de impeachment, caberá ao Senado dar seguimento ao processo. Na quinta­feira passada, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB­RJ), recebeu o pedido de impeachment assinado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior.
O texto tem apoio de uma frente de oposição e foi considerado reservadamente pelo Palácio do Planalto como sendo o mais bem fundamentado e consistente entre os 13 que atualmente estão na Casa.
Por causa disso, na sexta­feira, o ex­presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com Cunha para pedir a ele que não leve adiante o pedido, tamanha a preocupação com essa possibilidade. No entanto, o diagnóstico do Planalto é de que o presidente da Câmara, rompido com a presidente Dilma, não deverá acatar o pedido de Lula.
Diante dessa adversidade, os governistas mapearam o apoio a Dilma no Senado e já iniciaram o corpo a corpo com a base de apoio à presidente. Desde o retorno do recesso parlamentar, no início de agosto, o governo melhorou suas relações com o presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB­AL), o que favorece as articulações. Para que a presidente seja impedida de concluir o mandato são necessários ao menos 54 senadores a favor.
Fonte: Ceará Agora

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