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11 junho 2015

Próximo Fies será 45% menor e mais difícil de pagar

A reabertura do Fies (programa de financiamento estudantil) neste ano terá regras mais rígidas para a concessão do crédito, além de uma redução das vagas em relação ao primeiro semestre.
O setor privado estima uma oferta entre 80 mil e 150 mil novos contratos - no início do ano, foram 252,4 mil. Se considerado o limite previsto, o Fies neste ano será 45% menor em comparação ao ano passado, quando 732 mil novos contratos foram feitos.
Além do tamanho da oferta, desde o mês passado, técnicos do Ministério da Educação e instituições privadas discutem mudança nas regras dos novos contratos.
Uma delas prevê o aumento da taxa anual de juros, dos atuais 3,4% para 6,5%. O ministro Renato Janine Ribeiro (Educação) afirmou que os critérios ainda “não estão definidos”, mas reconheceu que alterações visam “dar sustentabilidade ao programa”. “Todas as questões estão em estudo”, disse o ministro.

A taxa do Fies contrasta com as do mercado - no início do mês, o Banco Central elevou a taxa básica de juros para 13,75% ao ano. É esperado ainda o encurtamento no prazo para o estudante começar a quitar a dívida. Se hoje esse período é de 18 meses, a intenção é reduzi-lo para um ano.
O governo também quer reduzir o limite de renda dos candidatos. Hoje, o estudante deve ter renda familiar de até 20 salários mínimos. Nesse caso, é permitido um financiamento de até 50%.
A exemplo do Sisu, sistema de seleção unificada para vagas em instituições públicas, o Fies pode ainda adotar a nota do Enem como critério de seleção. O modelo atual prevê apenas uma pontuação mínima (450 pontos), mas não é dada preferência a alunos com melhores notas. As novas regras devem ser publicadas até a próxima semana.
Prioridades
Janine explicou que serão priorizados cursos para formação de professores da educação básica, cursos da área de saúde e cursos que visam ao aumento de produtividade do país, como os de engenharia. De acordo com o ministro, cerca de 55% das vagas são para cursos desses matizes. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, excluindo o Distrito Federal, também terão prioridade. (das agências de notícias)

Saiba mais

Em parceria com instituições de ensino públicas e privadas e com o Sistema S (como Senac, Senai e Sesi), o Ministério da Educação está ofertando, neste ano, cerca de 1 milhão de vagas em cursos do Pronatec, programa de qualificação técnica e profissional.
O número representa um terço do montante ofertado no ano passado (3 milhões).
Em 2014, a pasta atingiu a meta definida pelo governo federal, de 8 milhões de matrículas oferecidas desde 2011. Agora, o objetivo da pasta é chegar a 12 milhões de vagas preenchidas em cursos técnicos e de formação inicial e continuada até 2018.
Em audiência pública na Câmara dos Deputados, o ministro Renato Janine Ribeiro (Educação) citou o número e reconheceu que este é um ano “muito difícil” - a pasta sofreu um corte de R$ 9,4 bilhões em seu orçamento.

Janine Ribeiro ponderou ainda que “em anos de vacas magras, temos que usar o máximo de critérios”, em referência a mudanças em regras do Fies.
Fonte: O POVO

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