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22 maio 2015

Dirceu nega relação com Petrobras

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Ex-ministro destaca que o contrato com a JAMP foi assinado em março de 2011 e não tem qualquer vínculo com o universo de negócios da estatal
FOTO: AG. BRASIL
São Paulo. O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, que cumpre prisão domiciliar, por ter sido condenado pelo mensalão, informou que o contrato com a JAMP Engenharia - controlada pelo lobista Milton Pascowitch, preso ontem, pela Operação Lava-Jato - "teve o objetivo de prospecção de negócios para a Engevix no exterior, sobretudo no mercado peruano".
Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, o ex-ministro destaca que o contrato com a JAMP foi assinado em março de 2011 e não tem qualquer vínculo com o universo de negócios da Petrobras.
"O ex-ministro refuta qualquer relação do seu trabalho de consultoria com contratos da construtora (Engevix) com a Petrobras", diz o texto.
A força-tarefa da Operação Lava-Jato identificou pagamento de R$ 1,45 milhão da empresa de Pascowitch para a JD Assessoria e Consultoria, controlada por Dirceu. A maior parte desse valor, R$ 1,15 milhão, foi repassada a Dirceu durante o julgamento do processo do Mensalão, no qual o ex-ministro foi réu e condenado, em 2012.
Os investigadores suspeitam que o contrato de consultoria entre a JAMP e a JD "disfarça" repasse de propinas do esquema de corrupção que se instalou na Petrobras. Dirceu rechaça a suspeita. Segundo sua assessoria, no período da prestação de serviços da JD Assessoria e Consultoria à Engevix e à JAMP "a construtora atuou em estudos para construção de hidrelétrica, projetos de irrigação e linhas ferroviárias no Peru".
O ex-ministro ressalta que durante a vigência do contrato com a JAMP chegou a viajar a Lima para tratar de interesses da Engevix, "fato também confirmado pelo ex-vice-presidente da construtora Gerson Almada".
A assessoria do ex-ministro anota, ainda, que em seu depoimento à Justiça, Almada afirmou que nunca falou com Dirceu sobre a Petrobras.
Alvo central
O lobista da construtora Engevix Milton Pascowitch é o alvo central das investigações envolvendo o suposto recebimento de propinas pelo ex-ministro José Dirceu, pelo ex-diretor de Serviços da Petrobras e o PT. Pascowitch seria um abridor de portas na estatal, graças aos seus contatos com membros da sigla.
Caso Janene
O presidente da CPI da Petrobras, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), afirmou ontem que a família do ex-deputado José Janene (PP) vai enviar à comissão documentos comprovando a morte do ex-parlamentar e que, só depois dessa análise, decidirá sobre o pedido de exumação do corpo. Hugo Motta disse que conversou na noite de quarta-feira (20) com a filha de Janene, Danielle Janene, e que se comprometeu a ela que iria analisar a documentação antes de pedir a exumação do corpo.
Fonte: DN

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