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24 abril 2015

Itália decide por extradição de Pizzolato, condenado no mensalão

Pizzolato
Pizzolato deve cumprir pena de 12 anos e 7 meses de prisão
FOTO: AGÊNCIA BRASIL
governo iataliano decidiu pela extradição do ex-diretor de marketing do Banco do BrasilHenrique Pizzolato, que foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, no processo do mensalão.
Pizzolato fugiu do Brasil e entrou na Itália com o passaporte de um irmão morto há mais de 35 anos, mas foi localizado pela Polícia Federal em fevereiro de 2014.
Canais diplomáticos e da Interpol já comunicaram o governo brasileiro, que terá 20 dias para transferi-lo. Tudo indica que uma equipe da Polícia Federal irá acompanhar o processo. Não cabe mais recurso. 
Decisões
Ainda na primeira instância, a Justiça italiana negou o pedido de extradição feito pelo Brasil, alegando razões de segurança. Então, Pizzolato foi posto em liberdade.
Por conta da decisão, o governo brasileiro recorreu ao mais alto tribunal da Itália, a Corte de Cassação de Roma, que decidiu ppor extraditar Henrique Pizzolato. O governo do Brasil alegou que ele seria encaminhado para o complexo penitenciário da Papuda (DF), onde não correria nenhum risco de tortura.
Após ser preso novamente, o ministro da Justiça, Andrea Orlando, manteve a decisão de extradição dada pela Corte.
A teoria da concretude de risco foi usada pelo governo brasileiro. Ou seja, o país admitiu que existem falhas no sistema carcerário, mas garantiu que, assim como os outros presos por conta do mensalão, Pizzolato não corre risco de vida.
Fonte: DN

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