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07 janeiro 2015

Empregados da Volkswagen entram em greve contra demissão de 800 metalúrgicos

Os trabalhadores em greve voltaram para o interior da fábrica, mas sem produzir um único carro. Foto: Divulgação/Sindicato dos Metalúrgicos do ABC/Edmilson Magalhães
Os trabalhadores em greve voltaram para o interior da fábrica, mas sem produzir um único carro. Foto: Divulgação/Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Após a Volkswagen anunciar nesta terça-feira (6) a demissão de 800 metalúrgicos da fábrica Anchieta, na região do ABC Paulista, os empregados decidiram, durante assembleia no início da manhã, entrar em greve por tempo indeterminado, até que as demissões sejam revertidas.
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a empresa estaria descumprindo acordo firmado em 2012, que previa a estabilidade dos funcionários até 2016. O grupo de empregados incluídos no corte recebeu uma carta solicitando o comparecimento ao departamento de Recursos Humanos antes do início do turno dessa terça-feira, primeiro dia de trabalho após as férias coletivas. Em desacordo com a decisão, aproximadamente 7 mil trabalhadores que entram no primeiro turno de trabalho participaram da assembleia.
A Volkswagen diz que no início de dezembro tentou negociar com os trabalhadores um outro acordo, afirmando que havia um excedente na fábrica de 2,1 mil trabalhadores e que a montadora precisava ganhar competitividade. A nova proposta era de trocar os reajustes de salário por um abono em 2015 e 2016, além de um programa de demissões voluntária. A proposta foi rejeitada e, no final das férias coletivas, a empresa passou a enviar o comunicado a esses trabalhadores.
Ainda segundo a empresa, novos cortes podem acontecer. “Continua urgente a necessidade de adequação de efetivo e otimização de custos para melhorar as condições de competitividade da Anchieta, motivo pelo qual a empresa inicia a sua primeira etapa de adequação de efetivo.”

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