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20 outubro 2014

Dilma tem 52%, e Aécio, 48% dos votos válidos, aponta Datafolha

Dilma tem 52%, e Aécio, 48% dos votos válidos, aponta Datafolha

Levantamento com 4.389 eleitores foi feito nesta segunda (20). Margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Pesquisa Datafolha (Foto: G1)
Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (20) aponta os seguintes percentuais de votos válidos no segundo turno da corrida para a Presidência da República:
Dilma Rousseff (PT): 52%
Aécio Neves (PSDB): 48%

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo".
De acordo com o Datafolha, na reta final da eleição, os candidatos continuam empatados, no limite da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, mas Dilma aparece pela primeira vez numericamente à frente de Aécio em um levantamento feito após o primeiro turno.
No levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 15, Aécio tinha 51% e Dilma, 49%.
Votos totais
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:
-  Dilma Rousseff (PT): 46%
- Aécio Neves (PSDB): 43%
- Em branco/nulo/nenhum: 5%
- Não sabe: 6%
Na margem de erro, os candidatos estão empatados tecnicamente.
O Datafolha ouviu 4.389 eleitores no dias 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01140/2014.
Certeza do voto
O Datafolha também perguntou, entre os dois candidatos, em quem os eleitores votariam com certeza, em quem talvez votassem e em qual não votariam de jeito nenhum. Veja os números:
Dilma
45% - votariam com certeza
15% - talvez votassem
39% - não votariam de jeito nenhum
1% - não sabe
Aécio
41% - votariam com certeza
18% - talvez votassem
40% - não votariam de jeito nenhum
2% - não sabem
1º turno
No primeiro turno, Dilma teve 41,59% dos votos válidos e Aécio, 33,55% (veja os números completos da apuração no país).
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Pesquisa CNT/MDA - Dilma 50,5% e Aécio 49,5


A 125ª Pesquisa CNT/MDA, realizada 18 e 19 de outubro de 2014 e divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostra cenários para o 2º turno da eleição presidencial de 2014. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR - 01139/2014. Foram entrevistadas 2.002 pessoas de 137 municípios de 25 Unidades da Federação.

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2014

INTENÇÃO DE VOTO PARA PRESIDENTE (ESPONTÂNEA)

Dilma Rousseff (43,8%), Aécio Neves (42,1%)


2º TURNO - INTENÇÃO DE VOTO PARA PRESIDENTE (ESTIMULADA) 

Dilma Rousseff (PT) – 45,5%
Aécio Neves (PSDB) – 44,5%

VOTOS VÁLIDOS 
(percentual calculado excluindo os percentuais de brancos, nulos e indecisos)

Dilma Rousseff (PT) – 50,5%
Aécio Neves (PSDB) – 49,5%

LIMITE DE VOTO

DILMA ROUSSEFF: é a única em que votaria (38,1%); é uma candidata em que poderia votar (19,3%); não votaria nela de jeito nenhum (40,7%); não conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar (0,2%).
AÉCIO NEVES: é o único em que votaria (34,4%); é um candidato em que poderia votar (21,4%); não votaria nele de jeito nenhum (41,0%); não conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar (1,1%).

HORÁRIO ELEITORAL 

Assistiu ou ouviu no 2º turno: Sim (64,8%), Não (34,5%)
Candidato considerado o melhor no horário político (para quem assistiu/ouviu): 
Aécio (47,4%), Dilma (38,0%)

FAVORITISMO DOS CANDIDATOS

Candidato que os eleitores acreditam que vencerá as eleições: Aécio Neves (46,7%), Dilma Rousseff (42,5%).


Agência CNT de Notícias

Miss Estudantil Cybelle Alves é destaque do ZOEIRA Diário do Nordeste


O cenário perfeito
O cenário perfeito para um rosto bonito pode estar dentro de casa. E se vier a pergunta "como"? Eu explico... Imagine uma imagem qualquer armazenada no "Fotos" de um iPad, Transfira essa imagem para a tela de um televisor de 54 polegadas...
Aí, posicione a modelo dentro do retângulo do televisor e dê asas à imaginação. A flor comum que passa despercebida, mas que dão enorme vida aos jardins dos condomínios pode ganhar vida e exuberância ao servir de fundo para o rosto suave de uma menina bonita. Experimente.
Ensinar a pescar é uma coisa, dá o peixe de graça não tem exatamente isso, graça nenhuma. O cenário perfeito pode estar na contraluz de uma manhã de sol dentro de um parque, como o do Cocó e com a ajuda de um pedaço de fórmica fosca para ajudar na composição dos contornos.
Para brincar com as luzes e os recortes das sombras basta um pouco de atenção e criatividade além, é claro, de uma boa modelo como a Cybelle, que já foi Portrait e nos ajudou a fazer as festa das lentes em uma manhã de domingo.
Fotografias de paisagens de lugares, praças, castelo, pontes e jardins ganham e dão vida no casamento harmonioso que pode existir com as facilidades da tecnologia tão ao nosso alcance.
Cybelle continua mais bonita a cada dia, pena que a distância geográfica que separa seu lugar ainda pacato não facilite o acesso rápido ao seu jeito naturalmente profissional diante das câmaras e sua desenvoltura quando pisa nas passarelas para as quais é a TV ou editoriais criativos.
Olhando de perto, as sardas graciosas de sua pele de pêssego dão o charme especial para compor o todo de seu rosto ao mesmo tempo angelical e com algum mistério ensaiado, coisas próprias de quem já nasceu com o dom de encher de vida uma imagem estática como as que ilustram este Portrait produzido em um cenário mais que perfeito.
Fonte: Diário

Camilo vê frustração de Eunício por não ter sido candidato de Cid

opovoO candidato da Coligação ‘Para o Ceará Seguir Mudando’ ao Governo do Estado, Camilo Santana (PT), lamentou, durante debate realizado, na noite deste domingo, pela TV O POVO, que o adversário Eunício Oliveira (Coligação Ceará de Todos) tenha, nos últimos quatro meses, adotado uma postura de críticas ao atual modelo administrativo do Governo do Estado por não ter sido indicado candidato do Governador Cid Gomes (PROS).
Camilo, que aconselhou Eunício Oliveira a andar mais no interior e nos bairros de Fortaleza para conhecer melhor a realidade das famílias pobres cearenses, condenou a postura do peemedebista que, ao longo de sete anos e meio, manteve aliados em cargos importantes, como Secretaria de Recursos Hidrícos e o secretário adjunto da Segurança Pública e, por não ter sido escolhido o candidato de preferência de Cid Gomes, passou a atacar o Governo.
Eunício afirmou que conhece bem o Ceará, disse que não foi indicado candidato por Cid Gomes porque, se chegasse ao Governo do Estado, não seria um governador dócil. Camilo contra atacou e afirmou que, na política, tem quer lado e ética e disse que é candidato a Governador após ser indicado por 18 partidos, pelo Governador Cid Gomes, pela presidente Dilma e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Camilo fez um apelo para o adversário Eunício Oliveira aproveitar o espaço para debater propostas e projetos e não atacar. Chegou a lamentar que Eunício esteja desesperado porque, ao invés de discutir propostas, só faz criticar e atacar. Camilo afirmou que, durante o primeiro turno, foi atacado, mas aproveitou o tempo da propaganda de rádio e de televisão para apresentar as propostas para dar continuidade aos projetos desenvolvidos pelo Governo do Estado.
Camilo, ao final do debate, disse que, se eleito governador, vai ampliar a rede de saúde do estado, aumentar o número de escolas profissionalizantes, implantação do bilhete único no transporte coletivo da Grande Fortaleza e melhorar a área de segurança.
Eunício disse que vai chegar ao Governo do Estado sem padrinho parinho e, após assumir o cargo, não obedecerá ordens. O peemedebista disse que quer um novo jeito para governar e afirmou que quer oferecer a sua independência para administrar o Ceará.

Dilma nega irregularidades no Pronatec

Brasília - DF, 02/06/2011. Presidenta Dilma Rousseff  aprensenta o cartão do Bolsa Família Renda Melhor durante Cerimônia de lançamento do Plano de Superação da Extrema Pobreza - Brasil sem Miséria. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, negou hoje (19) irregularidades na execução do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Dilma falou sobre o assunto ao comentar reportagem do jornal Folha de S.Paulo, que, com base em relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), aponta falhas no acompanhamento dos alunos matriculados no programa.
Segundo a reportagem do jornal, não é possível precisar quantos são os estudantes desistentes e se o repasse de recursos continua sendo feito às instituições parceiras.
“Fiquei satisfeita [com o relatório] porque a controladoria esclareceu perfeitamente que os cursos são fiscalizados e que temos de aperfeiçoar a fiscalização. Não há nenhuma irregularidade no Pronatec”, disse a candidata em entrevista à imprensa.
Dilma explicou que os cursos são, em grande parte, feitos em parceria com o Sistema S (Senar, Senac, Senat e Senai) e defendeu o caráter gratuito programa. “No Brasil, se não tiver cursos gratuitos, não se atinge a multidão que precisa, que vai usufruir e transformar os cursos em riqueza para o país.” Segundo ela, o Pronatec atende a cerca de 8 milhões de pessoas.
A candidata destacou que, se conquistar mais um mandato no próximo domingo (26), ampliará o Pronatec, incluindo jovens aprendizes no programa. “O obstáculo era que as micro e pequenas empresas tinham que pagar um curso para esses adolescentes acima de 15 anos e não tinham condição. Estamos incorporando dentro do Pronatec”, explicou. Atualmente, o programa atende a jovens que cursam o ensino médio e também a trabalhadores que buscam qualificação profissional.

Temer diz que vai enquadrar rebeldes do PMDB pós-urnas

Temer diz que vai enquadrar rebeldes do PMDB pós-urnas

Vice-presidente afirmou que a centralização do partido é necessária para que o PMDB possa lançar um candidato à Presidência em 2018

Jean-Philip Struck, de Curitiba
O vice-presidente e candidato à reeleição pelo PT, Michel Temer, junto com Dilma Rousseff e o atual governador do Paraná, Roberto Requião, durante campanha em Curitiba, nesta sexta-feira (17)
O vice-presidente e candidato à reeleição pelo PT, Michel Temer, junto com Dilma Rousseff e o atual governador do Paraná, Roberto Requião, durante campanha em Curitiba, nesta sexta-feira (17) (Gisele Pimenta/Folhapress)
O vice-presidente da República, Michel Temer, disse nesta sexta-feira em Curitiba que pretende enquadrar as alas dissidentes do PMDB depois das eleições. Sem citar nomes nem especificar a corrente divergente que pode apoiar o candidato Aécio Neves (PSDB), Temer disse ainda que a centralização é necessária para que o PMDB possa até mesmo considerar lançar um candidato à Presidência em 2018. 
“O que tem acontecido no PMDB é essa tolerância com movimentos de divergência. Logo depois das eleições, vamos reunir o partido e buscar uma unidade absoluta. Nós vamos definir uma conduta mais centralizadora, mais unificadora para evitar essas divergências. Você não pode ter um partido com trinta correntes”, disse Temer, presidente licenciado da legenda. “Se houver pessoas que não acompanham o partido, elas não têm por que ficar. Têm que ir para o partido do candidato que elas estão apoiando”, disse Temer, na sede do diretório estadual do PMDB paranaense.  
Na segunda-feira, as divisões no PMDB ficaram mais aparentes depois de o deputado e líder da sigla na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), sinalizar que ele e outros deputados podem apoiar Aécio caso ele ganhe as eleições. Cunha também afirmou que Temer não deve ter condições de continuar a chefiar a sigla caso Dilma perca. O deputado também disse que pelo menos metade da bancada do PMDB na Câmara simpatiza com Aécio. Temer negou que essa última informação seja verdadeira e disse que a maioria está com a presidente Dilma Rousseff (PT). 
O vice não especificou se pretende forçar a expulsão dos dissidentes, mas disse que os filiados que não estiverem satisfeitos vão poder sair sem sofrer punição do partido. “É melhor ter um partido enxuto que um partido diversificado”, afirmou.
Temer disse ainda que tais medidas vão permitir que o PMDB possa arriscar lançar um candidato à Presidência em 2018. “Para lançar candidatura em 2018, o PMDB não pode fazer o que fez com Ulysses Guimarães ou com Orestes Quércia. Isso aconteceu porque o partido não era unificado. Para lançar candidato em 2018, o PMDB precisa estar unificado. E é isso que nós vamos fazer. 
O vice pediu esforços do PMDB para que em 2016 o partido consiga eleger o maior número de prefeitos e também um grande número de governadores em 2018. “Eu preciso que vocês nos reelejam agora, porque, estando na vice-presidência, serei uma porta”, disse. Temer também pediu para que a militância saia para pedir votos. “Vá ao restaurante, ao bar, bate um papo, fala bem da Dilma, fala bem de mim”, disse.
Fonte: VEJA

No penúltimo debate, Dilma e Aécio ficam na retranca

No penúltimo debate, Dilma e Aécio ficam na retranca

A uma semana da votação, os dois candidatos à Presidência travaram embate sem surpresas na Record e não repetiram o clima tenso do encontro no SBT

Bruna Fasano, Felipe Frazão, Laryssa Borges e Talita Fernandes
Foto 1 / 19
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Os candidatos à presidência, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) participam de debate do segundo turno, promovido pela Rede Record, neste domingo (19)
Os candidatos à presidência, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) participam de debate do segundo turno, promovido pela Rede Record, neste domingo (19) - Ivan Pacheco/VEJA.com
A distância que a TV Record determinou entre as bancadas de Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) no penúltimo debate na televisão antes das urnas, na noite deste domingo, era tudo o que os dois candidatos à Presidência da República queriam. A uma semana da eleição, Aécio e Dilma travaram um debate morno e sem surpresas, repisando frases ensaiadas e repetidas à exaustão nas propagandas eleitorais na TV. Não houve pancadaria. Mais: os comandos das duas campanhas avaliaram que o tenso embate no SBT, na última quinta-feira, marcado por ataques pessoais, causou estragos.

O duelo deste domingo não tirou nenhum dos candidatos do sério. O script foi o mesmo: Aécio lembrou a profusão de escândalos na Petrobras, e Dilma respondeu dizendo que o PSDB planejava vender a Petrobras quando governou o país. Aécio apontou a inflação crescente, e Dilma disse que os “pessimistas” não reconhecem as conquistas sociais dos doze anos de governo do PT.

Leia também:
Aécio pede que MP investigue ataques de Lula
TSE suspende propagandas de Dilma e Aécio

A petista até ensaiou ataques, por exemplo, sugerindo que um eventual governo tucano reduziria o papel dos bancos públicos – Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Aécio reclamou do terrorismo eleitoral: “Quero me dirigir aos funcionários do Banco do Brasil, da Caixa Federal, eles sim estão sofrendo com o terrorismo da propaganda. No nosso governo não haverá senhores Pizzolatos à frente do Banco do Brasil”, disse, em alusão a Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil que ficou famoso pela fuga hollywoodiana após ser condenado no julgamento do mensalão.

Ao falar da inflação, o tucano sacou uma carta nova: citou o Chile como exemplo de país vizinho cuja economia cresce mais do que a brasileira. "O Chile consegue crescer bem mais do que o Brasil, controlando sua inflação. Onde está o erro, candidata?", cutucou. Dilma, por sua vez, resgatou o discurso do desemprego: “Para ter 3% de inflação, o senhor vai triplicar o desemprego, que vai para 15%, e o senhor vai elevar a taxa de juros, como já fizeram antes, esse é o receituário".

Petrobras – A temperatura quase subiu quando a Petrobras foi o tema. Aécio questionou a petista sobre a revelação de que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi um dos beneficiários do esquema montado para desviar recursos da estatal para políticos e partidos. "A senhora reconhece agora que houve desvios na Petrobras. O tesoureiro do seu partido, João Vacari Neto, continuará também como membro do conselho de administração de Itaipu. A senhora confia nele, candidata?", disse. A petista rebateu dizendo que o delator do esquema de desvios, Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, apontou o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, como beneficiário. "O senhor confia em todos aqueles que segundo as mesmas fontes que acusam o Vaccari dizem que o seu partido, o presidente dele, que lamentavelmente está morto, recebeu recursos para acabar com a CPI?”, questionou. Último a falar, o tucano devolveu: “Se na Petrobras, onde ele não tinha  acesso formal, dois terços da propina eram transferidos para ele, fico imaginando em Itaipu, onde ele tem um crachá e assina documentos, o que pode estar acontecendo lá". Mas parou aí. Na campanha mais acirrada do país desde a redemocratização, nem Dilma nem Aécio quiseram arriscar. O próximo – e derradeiro confronto – será na sexta-feira, antevéspera das eleições, na TV Globo.
Fonte: VEJA

No penúltimo debate, Dilma e Aécio ficam na retranca

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A uma semana da votação, os dois candidatos à Presidência travaram embate sem surpresas na Record e não repetiram o clima tenso do encontro no SBT

Bruna Fasano, Felipe Frazão, Laryssa Borges e Talita Fernandes
Foto 1 / 19
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Os candidatos à presidência, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) participam de debate do segundo turno, promovido pela Rede Record, neste domingo (19)
Os candidatos à presidência, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) participam de debate do segundo turno, promovido pela Rede Record, neste domingo (19) - Ivan Pacheco/VEJA.com
A distância que a TV Record determinou entre as bancadas de Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) no penúltimo debate na televisão antes das urnas, na noite deste domingo, era tudo o que os dois candidatos à Presidência da República queriam. A uma semana da eleição, Aécio e Dilma travaram um debate morno e sem surpresas, repisando frases ensaiadas e repetidas à exaustão nas propagandas eleitorais na TV. Não houve pancadaria. Mais: os comandos das duas campanhas avaliaram que o tenso embate no SBT, na última quinta-feira, marcado por ataques pessoais, causou estragos.

O duelo deste domingo não tirou nenhum dos candidatos do sério. O script foi o mesmo: Aécio lembrou a profusão de escândalos na Petrobras, e Dilma respondeu dizendo que o PSDB planejava vender a Petrobras quando governou o país. Aécio apontou a inflação crescente, e Dilma disse que os “pessimistas” não reconhecem as conquistas sociais dos doze anos de governo do PT.

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A petista até ensaiou ataques, por exemplo, sugerindo que um eventual governo tucano reduziria o papel dos bancos públicos – Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Aécio reclamou do terrorismo eleitoral: “Quero me dirigir aos funcionários do Banco do Brasil, da Caixa Federal, eles sim estão sofrendo com o terrorismo da propaganda. No nosso governo não haverá senhores Pizzolatos à frente do Banco do Brasil”, disse, em alusão a Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil que ficou famoso pela fuga hollywoodiana após ser condenado no julgamento do mensalão.

Ao falar da inflação, o tucano sacou uma carta nova: citou o Chile como exemplo de país vizinho cuja economia cresce mais do que a brasileira. "O Chile consegue crescer bem mais do que o Brasil, controlando sua inflação. Onde está o erro, candidata?", cutucou. Dilma, por sua vez, resgatou o discurso do desemprego: “Para ter 3% de inflação, o senhor vai triplicar o desemprego, que vai para 15%, e o senhor vai elevar a taxa de juros, como já fizeram antes, esse é o receituário".

Petrobras – A temperatura quase subiu quando a Petrobras foi o tema. Aécio questionou a petista sobre a revelação de que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi um dos beneficiários do esquema montado para desviar recursos da estatal para políticos e partidos. "A senhora reconhece agora que houve desvios na Petrobras. O tesoureiro do seu partido, João Vacari Neto, continuará também como membro do conselho de administração de Itaipu. A senhora confia nele, candidata?", disse. A petista rebateu dizendo que o delator do esquema de desvios, Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, apontou o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, como beneficiário. "O senhor confia em todos aqueles que segundo as mesmas fontes que acusam o Vaccari dizem que o seu partido, o presidente dele, que lamentavelmente está morto, recebeu recursos para acabar com a CPI?”, questionou. Último a falar, o tucano devolveu: “Se na Petrobras, onde ele não tinha  acesso formal, dois terços da propina eram transferidos para ele, fico imaginando em Itaipu, onde ele tem um crachá e assina documentos, o que pode estar acontecendo lá". Mas parou aí. Na campanha mais acirrada do país desde a redemocratização, nem Dilma nem Aécio quiseram arriscar. O próximo – e derradeiro confronto – será na sexta-feira, antevéspera das eleições, na TV Globo.
Fonte: VEJA