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07 outubro 2014

Teste de Fidelidade - Pai testa se o filho é Gay - Completo!

Caninhas/Aracoiaba - Festa de São Francisco 2014


Começou no dia 06 de outubro a Festa de São Francisco 2014 na Comunidade de Caninhas/Aracoiaba. Neste ano as celebrações estão acontecendo na Capela de São Francisco. A cada noite de novena a comunidade recita o terço, medita num trecho da conhecida oração de São Francisco e celebra a eucaristia.

A Comunidade de Caninhas espera a presença de visitantes de várias comunidades.

Confira a Programação


Mesário que não compareceu a seção deve justificar ausência

ALTA
Mesário que não compareceu a seção deve justificar ausência

O mesário que não compareceu a seção que foi convocado, no domingo (5), deve justificar a ausência em um prazo de 30 dias após a votação e pode ser punido com multa.

Caso não seja apresentada a justa causa, o mesário terá que pagar multa equivalente a 50% do valor do salário mínimo. Se for funcionário público, o mesário também deve ser suspenso por 15 dias.

Se a ausência do mesário resulte no não funcionamento da mesa, a punição será aplicada em dobro.


Fonte: http://www.cearanews7.com.br/ver-noticia.asp?cod=20860

Justiça nega pedido e Lei Seca é mantida no Ceará durante o segundo turno

JUSTIÇA
Justiça nega pedido e Lei Seca é mantida no Ceará durante o segundo turno
Liminar havia sido solicitada pelo Sindicato de Restaurantes, Bares, Barracas de Praia, Buffets e Similares.

O desembargador Luiz Evaldo Gonçalves Leite, do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), negou pedido de liminar do Sindicato de Restaurantes, Bares, Barracas de Praia, Buffets e Similares (Sindirest) para que fosse liberado o consumo de bebidas alcoólicas no dia de votação do segundo turno do pleito eleitoral.


A decisão foi proferida nessa sexta-feira (03/10).Com a medida, estão mantidos os efeitos da Portaria nº 1.386/2014, assinada pelo secretário de Segurança Pública e Defesa do Estado, Servilho Silva de Paiva. De acordo com os autos, o Sindicato alegou que coibir a venda de bebidas alcoólicas é decisão ilegal e arbitrária, pois não há legislação regulamentando a matéria.

Também defende que a proibição acarreta sérios prejuízos financeiros aos estabelecimentos associados, deixando a cidade vazia e sem atrativo turístico. Por isso, impetrou mandado de segurança com pedido de liminar no TJCE contra a portaria do secretário.

Ao analisar o pedido, o desembargador destacou que “não se mostra desconhecido o fato de que qualquer forma de alteração causada pelo álcool pode acarretar tumulto ao sufrágio, o qual já é sabiamente difícil para as autoridades envolvidas, em virtude das paixões políticas que afloram”.


Ainda segundo o desembargador, “o objetivo do ato combatido é, na verdade, evitar a ocorrência de desordem, conferir maior rigidez ao processo democrático, além de assegurar a plenitude do exercício do voto livre e consciente”. Para o magistrado, não merece prosperar a alegação de prejuízos, bem como não se observa ilegalidade do ato administrativo.


Fonte: http://www.cearanews7.com.br/ver-noticia.asp?cod=20886

Marina telefona para Dilma e Aécio e deve anunciar posição até quinta-feira

NOVO PLEITO
Marina telefona para Dilma e Aécio e deve anunciar posição até quinta-feira
Pessebista quer que tanto petista quanto tucano se comprometam com defesa do fim da reeleição; Feldman declarou ser ‘difícil’ apoiar presidente.

Terceira colocada na eleição presidencial, com 22 milhões de votos, Marina Silva (PSB) telefonou na manhã desta segunda-feira para os dois finalistas da disputa: Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). Sem definir um posicionamento sobre qual presidenciável apoiará no segundo turno, a ex-senadora teve uma rápida conversa com cada um, e disse esperar que os dois possam enobrecer a eleição neste segundo turno. A candidata do PSB deve definir e anunciar possível até quinta-feira.

Não houve, segundo a assessoria de Marina, nenhum acerto para uma conversa pessoalmente entre eles. Em entrevista na noite de domingo, a terceira colocada na eleição deu declarações indicando que vai optar pelo tucano. Marina vai exigir que Aécio se comprometa com seu programa de governo. Três pontos são considerados fundamentais para a adesão: compromisso de manter as conquistas do país nos últimos anos, aperfeiçoar a democracia, que inclui a defesa do fim da reeleição, e propostas em defesa da sustentabilidade.

Mais cedo, o coordenador da campanha da pessebista, Walter Feldman, disse em entrevista à rádio CBN que um apoio a Dilma seria “difícil”. Feldman também afirmou que a decisão será acertada nesta semana, após reuniões independentes dos partidos da coligação. Segundo ele, Rede e PSB podem até seguir direções diferentes na próxima etapa da eleição presidencial.

— A Rede tem sua independência. É um partido abrigado pelo PSB, já que não foi aprovado pelo TSE. Trabalhamos em conjunto, Rede e PSB. Mas temos nossas identidades e, eventualmente, as nossas diferenças — explicou.

Durante entrevista, Feldman ainda lembrou os ataques dos adversários de Marina que agora disputam o segundo turno. Ele citou os “injustos” ataques de Dilma por querer desconstruir a imagem da pessebista, e a tentativa de Aécio de mostrar que Marina seria o “PT 2”, ou que “não teria capacidade de governar o Brasil”. O coordenador acredita que os ataques, entretanto, não deixaram “sequelas” que prejudicariam um apoio ao segundo turno.

— Na política, é preciso superar os conflitos e entender que a nação está sempre acima dos partidos políticos — concluiu Feldman.

* Com informações do O Globo


Fonte: http://www.cearanews7.com.br/ver-noticia.asp?cod=20881

Três vereadores de Fortaleza obtêm sucesso nas urnas

vitor wagner walterDos 14 vereadores que se candidataram a cargos proporcionais nas eleições deste ano, somente três tiveram sucesso –  Capitão Wagner (PR), que foi o campeão de votos para a Assembleia Legislativa com 194.339 votos, a maior já obtida para o parlamento estadual; o presidente da Câmara, Walter Cavalcante (PMDB) que conquistou 33.094 votos e Victor Valim (PMDB) que conseguiu eleger-se a deputado federal com 92.499 votos, sendo o sexto mais votado da coligação PMDB/PSC/PR/PRP/PSDB – PMDB / PSC / PR / PRP / PSDB.
Entre os não eleitos para deputado estadual estão Iraguassu Teixeira (PDT), que teve 27.361 votos, ficando na primeira suplência do partido; Gelson Ferraz (PRB) que recebeu 21.053 votos, ficando na nona suplência da sua coligação; John Monteiro (PTdoB), que recebeu 17.263 ficando na segunda suplência da coligação PP – PT DO B – PMN; Eulógio Neto (PSC), com 14.420 votos ficou na segunda suplência da sigla na Assembleia.
Já Guilherme Sampaio (PT) conquistou 11.550 votos, ficando na 40ª colocação na coligação PRB/PT/PTB/PSL/PHS/PV/PSD/SD/PROS. João Alfredo (PSOL) recebeu praticamente a metade do total de votos que obteve na última eleição para a Câmara Municipal. Alfredo recebeu 10.136 votos, ficando na primeira suplência da Frente de Esquerda Socialista (PSTU / PCB / PSOL).
O vereador Robert Burns (PTC), que atualmente está no exercício do mandato em substituição ao vereador A Onde É, que está licenciado do cargo, recebeu 5.582 votos, mas o PTC não conseguiu eleger nenhum deputado. A vereadora Bá teve sua candidatura indeferida, mas ela ainda obteve 23 votos.
Para deputado federal foram votados também os vereadores Leonelzinho, com 29,217 votos; Deodato Ramalho (PT), com 18.535 votos; Acrísio Sena (PT), com 15.676 votos e Vaidon Oliveira (PSDC), que teve 9.445 votos e ficou na primeira suplência da coligação “Em Defesa do Ceará – DEM / PPS / PSDC / PTN”.

Mauro Filho critica erro das pesquisas que o colocavam mais distante de Tasso

20141006165834__MG_7351O candidato ao Senado pela coligação “Para o Ceará Seguir Mudando”, Mauro Filho, agradeceu ao povo cearense e à sua militância, na tarde desta segunda-feira, 6, em coletiva a imprensa, os quase 1,6 milhão de votos creditados a ele, no último domingo (5). Ele também comentou a falha da margem de erro das pesquisas que o colocaram bem atrás da votação real das urnas.
Fonte: http://www.cearaagora.com.br/site/2014/10/mauro-filho-critica-erro-das-pesquisas-que-o-colocavam-mais-distante-de-tasso/

Camilo venceu em 116 municípios e Eunício em 68

eunicioxcamiloA disputa voto a voto entre os candidatos Camilo Santana (PT) e Eunício Oliveira (PMDB) aconteceu em quase todos os 184 municípios cearenses. Em termos numéricos, o petista foi vencedor tendo maioria dos votos em 116 municípios. Por sua vez o peemedebista venceu em 68, mas teve a seu favor vitórias nos maiores colégios eleitorais, a começar por Fortaleza onde obteve 47,02% dos votos contra 37,86% de Camilo.
Eunício também teve boa performance em Caucaia (49,59%), Maracanaú (62,89%), Maranguape (50,41%), Iguatu (50,48%) e Quixadá (49,58%). Camilo Santana, por sua vez, foi vencedor nos municípios de Juazeiro do Norte (69,95%), Sobral (55,27%), Itapipoca (60,74%) e Crateús (49,18%).
Os candidatos, que disputam o segundo turno no próximo dia 26 de outubro, não fizeram feio em suas cidades natais. Camilo Santana foi vitorioso no Crato, onde conquistou 72,60% dos votos, contra 24,37% de Eunício. Já o peemedebista teve a maioria em Lavras da Mangabeira – 50,09% dos votos contra 49,28% de Camilo.
A maior votação de Eunício aconteceu no município de Quiterianópolis onde recebeu 80,86% dos votos contra 18,74% de Camilo. O petista, por sua vez, teve seu melhor desempenho no município de Barroquinha, onde obteve 79,72% e Eunício ficou com 19,02% dos votos

Baixa votação frustra Artur Bruno e Inácio Arruda

artur bruno inacio arrudaDois nomes que construíram história na esquerda política do Ceará foram excluídos da atividade parlamentar por decisão dos eleitores. Um dos nomes é o senador Inácio Arruda, do PC do B, que, ao tentar voltar à Câmara Federal, ficou como terceiro suplente, somando apenas 55.403 votos. Outra votação frustrante foi do deputado federal Artur Bruno (PT), postulante a deputado estadual.
Bruno que, em 2010, foi eleito deputado federal com  133.152 votos, viu ruir o sonho de reassumir uma vaga no Legislativo Estadual ao receber apenas 26.458 votos. Bruno e Inácio trilharam caminhos parecidos na vida política. Ambos foram eleitos, em 1988, para o primeiro mandato de vereador em Fortaleza e, em 1995, chegaram à Assembleia Legislativa.
Em 2006, Inácio chegou ao Senado com 1.912.663 votos. Ganhou a eleição carregado pelo então candidato vitorioso ao Governo do Estado Cid Gomes e derrotou, à época, o adversário Moroni Torgan. Seis anos após a eleição de senador, Inácio começa a enfrentar o declínio político ao disputar a Prefeitura de Fortaleza e receber minguados 22.808 votos – apenas 1,8% dos votos válidos.
Em 2014, a frustração com a baixa votação. Os 55.403 votos o deixam apenas como terceiro suplente da Coligação PRB, PP, PDT, PT, PTB, PSL, PHS, PSD, PC do B, SD (Solidariedade) e PROS. O PC do B do Ceará terá como representante na Câmara Federal o deputado reeleito Chico Lopes (80.578) – menor votação entre os 22 novos parlamentares.
Bruno decepcionado
O deputado federal Artur Bruno tentou, ao longo da noite do domingo e durante a manhã de segunda-feira, após as eleições, encontrar explicações para tamanho desastre eleitoral. Bruno decidiu, no ano passado, voltar para o Ceará e lutar para ser deputado estadual.
Apostava que a sucessão de mandatos conseguido sempre com boas votações o ajudaria a retomar a carreira no Legislativo Estadual. Sem apoio dentro da própria categoria do magistério, o petista sentiu a escassez de votos.
Os números que saíram das urnas, porém, fizeram Bruno amargar a única e maior derrota política de sua carreira de 26 anos na atividade parlamentar (1988-2014). Foram apenas 26.458 votos. A votação foi considerada inexpressiva diante dos votos que o petista conseguiu nas eleições de 1988 e 1992, respectivamente 2.544  e 5.536 votos (vereador da Capital), e para deputado estadual nas de 1994 (23.467 votos), 1998 (37.535 votos), 2002 (87.300 votos, segundo mais votado), 2006 (61.996 votos) e, em 2010 quando foi eleito deputado federal com  133.152 votos.
Bruno ficou como sétimo suplente da Coligação formada pelo PT, PRB, PTB, PSL, PHS, PV, PSD, SD E PROS, atrás do professor Teodoro, de Fernando Hugo, Dedé Teixeira, Rachel Marques, Manoel Santana e Sineval Roque. Professor de escolas particulares, Bruno se dedicará a sala de aula a partir de janeiro de 2015.

Nova Câmara tem mais partidos e PT enfraquecido

Congresso

Nova Câmara tem mais partidos e PT enfraquecido

Sigla de Dilma Rousseff continua com a maior bancada, mas perde 18 parlamentares. Vinte e oito partidos terão representantes na Casa

Gabriel Castro, de Brasília
Plenário da Câmara: número de partidos representados passou de 22 para 28
Plenário da Câmara: número de partidos representados passou de 22 para 28 (Ed Ferreira/AE/VEJA)
A Câmara dos Deputados eleita neste domingo terá um equilíbrio maior de forças, mais partidos representados, mas uma maioria de rostos bem conhecidos. PT e PMDB continuam com as maiores bancadas, mas encolheram em comparação às eleições e 2010. O PSDB, terceira maior força, ganhou espaço.
O número de partidos representados na Câmara passou de 22 para 28. Os nanicos PTC, PSDC, PRTB, PSL, PTN e PHS não têm parlamentares atualmente e estarão representados na próxima legislatutra.
A maioria dos deputados que tomará posse em 2015, entretanto, já está no cargo: 56,5% dos parlamentares atuais se reelegeram. Entre os 223 deputados que estavam fora do cargo, nem todos podem ser colocado na cota da renovação: 25 já haviam sido parlamentares e estavam sem mandato. Por exemplo: Moroni Torgan (DEM-CE) e Celso Russomanno (PRB-SP).
Os três maiores partidos continuam em seus lugares no ranking das bancadas. Os dois primeiros se enfraqueceram: o PT possui hoje 88 deputados e passará a ter 70. O PMDB tem 71 parlamentares e elegeu 60. Os representantes do PSDB serão mais numerosos: eram 44, agora serão 55.

Leia também: Saiba quem são os 27 senadores eleitos
Quatro partidos terão uma bancada de tamanho semelhante, de 34 a 37 deputados: PSD, PSB, PP e PR. São forças medianas, mas que desempenham um papel relevante no dia a dia do Congresso.  PTB, PRB e PDT elegeram, juntos, 65 deputados e também estão nessa lista. Com a exceção do PSB de Marina Silva, as siglas médias tendem a apoiar o novo presidente – seja ele quem for. Os socialistas podem aderir a Aécio Neves ainda no segundo turno.
O novo cenário desenha uma bancada mais favorável a Dilma. Mas Aécio pode costurar uma maioria significativa na Casa. Os nove partidos da coligação de Aécio elegeram 130 deputados – muito menos do que os 257 necessários para ter maioria simples. Já as nove siglas da coligação de Dilma terão 304 parlamentares.

Mas o potencial de Aécio é maior do que a conta inicial porque um número significativo de aliados de Dilma tende a apoiar o tucano caso ele vença a eleição. Se PSD, PSB, PP, PR, PTB, PRB e PDT aderirem ao eventual governo tucano, a bancada governista subirá 336 deputados. E ainda existe a tendência de que grande parte dos peemedebistas estejam na base aliada.

Se continuarem no poder federal, os petistas vão ter uma bancada de apoio menor do que a que Dilma possuiu durante os três primeiros anos do mandato e que chegou a ter cerca de 80% da Câmara. A ascensão do PSB criou um novo polo de poder no país e, mesmo com a derrota de Marina Silva, a tendência é que a sigla continue se comportando como uma força política autônoma, desvinculada dos antigos aliados. A maioria garantida a Dilma pela sua aliança eleitoral é suficiente para aprovar projetos de lei, mas problemática caso seja preciso passar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que exige 308 votos.

Marina corre para fechar apoio e não 'perder perdendo'

Eleições 2014

Marina corre para fechar apoio e não 'perder perdendo'

Fim da reeleição e alinhamento das propostas para economia e meio ambiente serão colocadas na mesa para fechar apoio a Aécio Neves

Talita Fernandes e Bruna Fasano
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Marina Silva faz discurso após resultado do primeiro turno
Marina Silva faz discurso após resultado do primeiro turno - Ricardo Matsukawa/VEJA
(Atualizado às 20h48)
Apesar da sinalização feita no discurso pós-urnas neste domingo, aliados de Marina Silva (PSB) afirmam que o apoio à candidatura de Aécio Neves (PSDB) no segundo turno dependerá do compromisso do tucano com pelo menos três pontos: fim da reeleição, continuidade do que ela chama de conquistas econômicas e sociais e políticas direcionadas à sustentabilidade e meio ambiente. Assessores próximos da ex-senadora avaliam que o tucano não terá dificuldade em atender aos pedidos – ele já defendeu publicamente o fim da reeleição e as propostas na área econômica têm familiaridades. "O Aécio também defende Banco Central independente, mas ele deixou a Marina apanhar sozinha", afirma um assessor. Também pesa a favor o fato de a proposta para o meio ambiente dele ter sido elaborada por Fabio Feldman, ex-aliado da pessebista. "Nosso plano tem 99% de convergência com o de Marina. Será um apoio bastante natural, inclusive pelos ataques covardes que o PT cometeu", diz Feldman.
"Desde ontem, várias interlocuções foram feitas por iniciativa do PSDB. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso telefonou para uma pessoa da campanha pra sinalizar", disse o biólogo João Paulo Capobianco, braço-direito de Marina. Nesta segunda, ela recebeu a visita do seu candidato a vice, Beto Albuquerque, da deputada Luiza Erundina e do presidente do PSB, Roberto Amaral.
A questão é o tempo – agora são vinte dias até o segundo turno. Os aliados afirmam que ela deveria demonstrar mais pragmatismo e não repetir erros da campanha no primeiro turno. Na época, Marina afirmava que pretendia "ganhar ganhando" ao justificar sua resistência em rebater os duros ataques do PT. Outra opinião recorrente na equipe dela é que optar pela neutralidade seria prejudicial para a vida política da ex-senadora, derrotada nas duas últimas eleições presidenciais.
Um membro da Executiva Nacional avalia que o PSB caminha para o apoio formal a Aécio, mas descarta a possibilidade de Marina negociar cargos e ministérios em eventual futuro governo do PSDB. "A Marina não é de negociar ministério, ela está interessada em propostas."
O PSB se reunirá na quarta-feira para tomar uma decisão – a decisão deverá ser oficializada na quinta. Até lá, o presidente do PSB, Roberto Amaral, vai consultar governadores eleitos do partido e os candidatos que disputam o segundo turno. No PSB, Amaral é considerado o principal entrave para um acordo com Aécio. Ontem, após a consolidação do cenário do segundo turno e as declarações de Marina, ele chegou a afirmar que seu partido tem um alinhamento natural com siglas de esquerda. A frase foi recebida como um recado claro de que Amaral resistirá em fechar a aliança. O contrapeso, contudo, são os líderes regionais que já defendem publicamente o apoio, especialmente dos diretórios de São Paulo, Pernambuco e do Paraná.


O PPS, que integrava a coligação de Marina, se reunirá amanhã em Brasília. "A intenção é ter um posicionamento consensual entre os partidos da coligação, mas o PPS defende o apoio qualificado, com discussão de programa, a Aécio Neves", afirmou o presidente nacional da sigla, Roberto Freire (SP).
Fonte: VEJA

Aécio: 'Brasileiros têm medo dos monstros do presente'

Eleições 2014

Aécio: 'Brasileiros têm medo dos monstros do presente'

Candidato do PSDB rebateu os ataques da adversária do PT, Dilma Rousseff, que associou sua eventual eleição à volta de fantasmas do passado

Bruna Fasano
O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, durante entrevista coletiva nesta segunda-feira (06), no comitê de Campanha, em São Paulo. Aécio estava acompanhado de Aloysio Nunes - vice na chapa presidencial, Geraldo Alckmin- governador reeleito por São Paulo, José Serra - senador eleito, além de lideranças políticas
O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, se reúne com tucanos no comitê de Campanha, em São Paulo (Orlando Brito/Divulgação)
O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves (PSDB), rebateu nesta segunda-feira o ataque da presidente Dilma Rousseff (PT), segundo quem sua vitória representaria a volta de"fantasmas do passado". "É surpreendente abrir os jornais e ver a candidata oficial falar em fantasmas do passado. Na verdade, os brasileiros estão muito preocupados com os monstros do presente: inflação alta, recessão e corrupção", afirmou.
O tucano passou o dia na cidade de São Paulo e se reuniu com o governador reeleito, Geraldo Alckmin (PSDB), que ontem prometeu trabalhar intensamente por ele no segundo turno. O eleitorado paulista foi responsável por cerca de um terço dos votos de Aécio. "Fiz questão de amanhecer já hoje em São Paulo para agradecer de forma especial o empenho dos companheiros do estado."
Sobre o eventual apoio do PSB, partido da candidata derrotada Marina Silva, Aécio afirmou que é preciso dar "tempo ao tempo": "Cada liderança saberá o tempo que leva para tomar uma decisão e qual será essa decisão". O PSB marcou para quarta-feira uma reunião com a Executiva do partido para discutir sua posição no segundo turno.
"O que vimos no primeiro turno foi a vitória clara do sentimento de mudança que se espalhou por todo país. A soma dos votos obtidos pelas candidaturas de oposição demonstra isso de forma muito clara", disse o tucano.

Fatores decisivos para o 2º turno

1 de 5

Apoio dos governadores eleitos

Alckmin venceu no primeiro turno em São Paulo
A maioria dos estados definirá seus novos governadores neste domingo. O palanque dos vencedores terá forte peso nas campanhas no segundo turno. Dilma aposta na aliança com o PMDB, que deverá eleger o maior número de governadores. Para Aécio, a vitória acachapante de Geraldo Alckmin (PSDB) sinaliza potencial de crescimento no maior colégio eleitoral do país.

Fonte: VEJA

Dilma: 'Votos de Marina vão se dividir'

Eleições 2014

Dilma: 'Votos de Marina vão se dividir'

Candidata à reeleição disse que deve retomar sua campanha pelo Nordeste. Em seguida, vai visitar a Região Sul, Minas Gerais e São Paulo

Gabriel Castro, de Brasília
A candidata do PT à Presidêcia da República, Dilma Rousseff, durante coletiva no Palácio da Alvorada, em Brasília
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, durante coletiva no Palácio da Alvorada, em Brasília(Cadu Gomes/Divulgação)
A presidente-candidata Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira acreditar que os votos de Marina Silva devem se dividir entre ela e Aécio Neves (PSDB). A petista também afirmou ser uma "temeridade" discutir o apoio da candidata do PSB poucas horas depois da eleição. A entrevista concedida pela presidente no começo da noite, no Palácio da Alvorada, foi a primeira após a votação deste domingo.
A presidente adotou um discurso cauteloso ao comentar a possibilidade de apoio de Marina Silva. "Eu acho que hoje seria uma temeridade qualquer fala a respeito de como serão os apoios no futuro. É óbvio que muitas vezes os apoios não dependem só de uma pessoa. São decididos por várias instâncias. Então, nós temos certeza que uma parte dos votos vai se dividir entre eu e o candidato. É o provável", declarou. O presidente do PSB, Roberto Amaral, é o principal entrave para apoiar Aécio Neves, embora dirigentes nos estados sejam favoráveis à aliança com o tucano.
Dilma confirmou ter falado com Marina por telefone nesta segunda-feira, mas disse que o apoio no segundo turno não foi tema da conversa. "Eu recebi um telefonema extremamente gentil e civilizado da candidata Marina. Ela me cumprimentou pela eleição, eu agradeci o cumprimento e disse que tinha certeza de que ambas lutamos para melhorar o Brasil em que pesem nossas diferenças", afirmou.

A petista também disse que deve começar sua campanha no segundo turno pelo Nordeste. Em seguida, ela deve visitar a Região Sul, Minas Gerais e São Paulo.
Na entrevista, Dilma também deu mais uma mostra de como serão as críticas ao adversário Aécio Neves na etapa decisiva da campanha. Parte do repertório já havia sido usado durante a campanha, mas o protagonismo de Marina Silva como adversária de Dilma mudou o foco dos ataques. Agora, a munição que o PT reuniu deve ser usada de forma intensa, especialmente porque o risco de derrota é o maior desde 1998.
"Quando eu digo que voltam os fantasmas do passado estou me referindo ao que ocorreu no governo FHC", disse ela. Na lista de argumentos surgiram argumentos como o de que no governo do PSDB, a inflação era mais elevada do que hoje e a construção de escolas técnicas foi muito menor. Dilma também afirmou que, na época, "as taxas de juros foram as mais elevadas praticadas no Brasil, em período pós-Plano Real".
A presidente também afirmou não estar surpresa com o resultado do primeiro turno, apesar da discrepância entre as pesquisas e os números das urnas. "Eu esperava direitinho, sabe por que? Porque nós não acreditamos nessa inafabilidade das pesquisas. Nós não acreditamos nisso, até porque a gente tem um histórico de algumas coisas surpreendentes que acontecem na eleição", disse.
Fonte: VEJA