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28 setembro 2014

Após ser eleita Miss Brasil 2014, Melissa Gurgel é alvo de críticas por ser cearense

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NAS REDES SOCIAIS

Após ser eleita Miss Brasil 2014, Melissa Gurgel é alvo de críticas por ser cearense

Redação | 16h50 | 28.09.2014

Miss Ceará foi eleita a mais bonita entre outras 26 candidatas e representa o País, em janeiro de 2015, no Miss Universo


Apesar de não ser tão alta quanto algumas das outras 26 candidatas à coroa, a morena Melissa Gurgel, de 20 anos e 1,68 m de altura, agradou aos jurados do Miss Brasil 2014 pelo bom desempenho no palco e conquistou, na madrugada deste domingo (28), o título de mulher mais bonita do País.
Desde então, ela recebe inúmeros elogios e mensagens de motivação em seus perfis nas redes sociais (especialmente no Instagram), mas não demorou para que também virasse alvo de críticas. Reações normais após o concurso, não fossem algumas das motivações, como o fato de a moça ser do Ceará.
No Twitter, postagens de cunho preconceituoso falam do sotaque cearense - uma internauta o define como "sotaquezinho sofrível" - e também comparam os padrões de beleza do Estado aos de outras regiões do Brasil. 
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O coordenador artístico do Miss Brasil, Evandro Hazzy, disse, em entrevista ao site oficial do concurso, que Melissa tem grandes chances de se destacar ao representar o Brasil no Miss Universo, que acontece no dia 18 de janeiro de 2015, em Doral, nos Estados Unidos.
"Ela será nossa nova Carmen Miranda, nossa pequena notável. O Brasil estará muito bem representado. Ela tem força e atitude de sobra e provou que tamanho não é documento. Acho que ela está quase perfeita. Vamos deixar essa naturalidade de palco dela e acertar pequenos detalhes para a disputa", declarou, confiante.

Interpretação dos sonhos eróticos

Interpretação dos sonhos eróticos

 

  Muitos sonhos podem ter simbologia erótica, 
mas não um significado sexual

O sonho ajuda a psique a compensar, equilibrar e a realizar desejos inconscientes. Estas três funções do sonho também são aplicadas aos sonhos eróticos, que podem ser prazerosos ou assustadores, dependendo de com quem se divide a cama. Diferentemente do que a maioria das pessoas pensa, os sonhos eróticos não significam, necessariamente, um desejo sexual subconsciente.

Enquanto sonhamos o nosso inconsciente está livre de tabus e de censuras internas. Geralmente, os sonhos trazem aquilo que se viveu no passado, mas não se soube lidar, e a sua interpretação depende muito do momento que a pessoa está a viver. 
Para o antropólogo Darrell Champlin, autor de "O Portal dos Sonhos – A Fantástica Viagem da Mente Além do Limiar do Sono" (Ed. Publisher), muitos sonhos podem ter simbologia erótica, mas não um significado sexual. "Mesmo se houver sexualidade envolvida, eles simbolizam outras áreas da vida", afirma. "Inquietações são parte do conteúdo dos sonhos, pois elas podem trazer algum tipo de revelação sobre como lidar com um problema específico que estamos tendo", diz.

Apesar de não haver fórmulas para decifrar os sonhos, muitas das interpretações levam-nos a perceber que são avisos para a nossa vida: problemas ou alegrias, quer no plano amoroso ou profissional. Veja algumas interpretações possíveis dos sonhos eróticos:

COM "EX"
Sonhar que teve uma noite de sexo com o "ex" ou a "ex" não é certeza de saudade ou desejo por essa pessoa. Pode apenas significar que sente falta de alguma característica dela. 
COM O CHEFE
Sonhar com o chefe pode mostrar como lida com a autoridade, revelar um desejo pelo cargo que ele ocupa ou demonstrar carência, projetada em alguém que admira (que, por acaso, é ele). Pensar que você pode ter se apaixonado só porque teve um sonho erótico é um erro. Você pode querer alguém atencioso e educado e, ao se deparar com um chefe assim, sonha com ele.

COM UM COLEGA DE TRABALHO
É possível que esteja a associar a atenção que esse colega lhe dá com uma necessidade sexual. Pondere até que ponto essa pessoa realmente a atrai ou se apenas está encantada pela sua cordialidade.
COM ALGUÉM DO MESMO SEXO
Ter um sonho erótico com alguém do mesmo sexo, sendo que você não tem essa prática na vida real, não é sinónimo de desejo homossexual. Pode significar que está a passar por um conflito profundo, representado nos sonhos pela sexualidade. Se não é homossexual, analise o que está a fazer no dia-a-dia que o incomoda, seja no trabalho ou no amor.

COM UM DESCONHECIDO
Sonhar que tem relações sexuais com um desconhecido pode significar que deseja algo novo. Este sonho pode ser a manifestação da necessidade de viver coisas novas e correr riscos, até mesmo profissionais.

COM UM FAMILIAR PRÓXIMO

Está entre os sonhos eróticos mais perturbadores e costuma provocar nojo em quem o teve. Pode indicar que a pessoa está numa relação, amorosa ou no trabalho, que a faz sentir-se mal ou enojada. Há ainda a possibilidade de que a pessoa tenha admiração por esse familiar, sem qualquer desejo oculto. 

RELAÇÕES SEXUAIS COM UMA CELEBRIDADE
Significa que tem vivido muito na fantasia e deseja algo que não está ao seu alcance.
SEXO À FORÇA
Sonhar que está a ser forçado a fazer sexo, pode indicar que algo o está a agredir no dia-a-dia e sente que não tem condições para reagir. Geralmente, não é um sonho erótico mas sim um trauma. Sinal de que se sente forçado a fazer coisas que não quer ou que está em lugares onde não gostaria de estar.

SEXO EM GRUPO
Geralmente, cada pessoa que contracena consigo nesse sonho é uma representação da sua própria vida, por isso, cada um que participa do sexo grupal pode contar algo importante da sua história. É preciso analisar os personagens e quais os sentimentos que estes lhe despertaram. Se a experiência vivida no sonho é de excitação, pode significar que deseja aprofundar mais a experiência sexual. 
SEXO EM PÚBLICO
Os sonhos de sexo em público podem ter uma função compensatória. Pode ocorrer em pessoas que se sentem amarradas a algo mas que desejam arriscar.

APANHADOS EM FLAGRANTE
Pode significar que está a ultrapassar uma crise sexual, pois tem dificuldade em mostrar livremente os seus desejos mais íntimos.
SEXO INTERROMPIDO POR ALGUÉM
Se está numa fase da sua vida em que acredita que pode conquistar algum objetivo, tende a ter sonhos com orgasmo. Por isso, as interrupções são um sinal de que não está a conseguir chegar onde gostaria. O clímax interrompido é símbolo de uma decepção ou frustração. Quando este tipo de sonhos é recorrente, pode estar associado a sentimentos de culpa. Por isso, é frequente entre aqueles que têm relações extraconjugais. Nesse caso, a sensação ao acordar é a de ter sido "apanhado".

OUTROS SIGNIFICADOS DOS SONHOS ERÓTICOS

1) Sonhar que está a beijar as costas do seu parceiro(a): tenha muita atenção, porque alguém vai tentar enganá-lo(a). 
2) Beijo no rosto: sucesso no amor.
3) Zangas entre namorados: sinal que o amor de ambos é correspondido. 
4) Ciúmes do namorado(a): representa que se está zangado(a) com alguém, tudo se vai resolver. 
5) Receber aliança da pessoa amada: significa que vai ter momentos de muita paixão com o seu par. 
6) Traição da cara--metade: obstáculos e infelicidade na sua vida. 
7) Sonhar com o ex-namorado(a): espera-o muito êxito nos negócios e muito sucesso entre o sexo oposto.

Aniversário de vereadora de Itapiúna termina em morte.

Durante o tiroteio o acusado de cometer o homicídio também foi baleado.A festa de aniversário da vereadora Cláudia Maria Freitas da Silva terminou em tiroteio na localidade de Palmatória, no município de Itapiúna. Durante uma confusão,Francisco Rennê Pereira de Menezes, 42 anos, natural de Quixadá, foi assassinado.
Lucas Leandro Freitas da Silvasofreu duas lesões e foi atendido no hospital de Itapiúna, em seguida encaminhado ao Hospital de Aracoiaba.

Conforme as informações do 4º Batalhão da Polícia Militar, o autor do crime foi José Maria de Lima, 52, este também foi atendido em estado grave e transferido ao hospital IJF em fortaleza escoltado por policiais.

FONTE 4º Batalhão de Polícia Militar -Canindé
Rua Av. Perimetral, Sta. Luzia
Fones: (85)3343-1190 /1742

"Novo 4G": web mais rápida para mais brasileiros

Telecomunicações

"Novo 4G": web mais rápida para mais brasileiros

Leilão bilionário da faixa de frequência, a ser realizado nesta semana, permitirá avanços. Mas há desafios técnicos na implementação do sistema

Claudia Tozetto
Técnicos utilizam celulares no lançamento da tecnologia 4G, em São Paulo
Técnicos utilizam celulares no lançamento da tecnologia 4G, em São Paulo (Sebastião Moreira/EFE/VEJA)
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) abre, na próxima terça-feira, os envelopes com as propostas das operadoras Algar Telecom, Claro, Telefônica/Vivo e TIM para usar a frequência dos 700 MHz na oferta do serviço de telefonia celular de quarta geração (4G). O leilão, que deve arrecadar cerca de 7,7 bilhões de reais, permitirá que a frequência seja explorada por 15 anos. A alta quantia cobrada pelo governo e a série de exigências previstos no edital demonstram que o ativo é valioso. Os 700 MHz vão permitir a ampliação das redes de internet móvel de alta velocidade, em cobertura e capacidade, para atender a demanda dos brasileiros ao longo da próxima década. “Com a frequência de 700 MHz, o 4G será oferecido em larga escala e vai se popularizar mais rápido do que se imagina”, diz João Rezende, presidente da Anatel, em entrevista ao site de VEJA.
A telefonia celular de quarta geração (4G), que permite acessar a internet pelo smartphone com velocidade até cinco vezes maior do que o 3G, entrou em operação na frequência de 2,5 GHz no Brasil em março de 2013. As quatro maiores operadoras – Claro, Oi, Tim e Vivo – instalaram suas redes nas cidades-sede da Copa das Confederações e, em seguida, nas cidades-sede da Copa do Mundo. Priorizar essas regiões foi uma das condições impostas pela Anatel no edital de licitação da faixa de 2,5 GHz. De lá para cá, segundo a consultoria Teleco, 120 municípios já receberam redes 4G, ainda que parcialmente. No total, 38,8% da população vive em localidades atendidas. Em agosto deste ano, de acordo com dados da Anatel, o Brasil alcançou 3,6 milhões de assinantes de 4G no país. Apesar do ritmo acelerado de crescimento no último ano, o número só representa 1,3% das linhas ativas de telefonia móvel no Brasil.
Os investimentos em 4G na faixa de 2,5 GHz devem continuar nos próximos anos, uma vez que as operadoras ainda têm outras três metas de cobertura a cumprir: até dezembro de 2015, moradores de todos os municípios com mais de 200.000 habitantes precisam ter o serviço disponível. No final de 2016 termina o prazo para chegar àqueles com mais de 100.000 habitantes. Por último, é preciso atender os municípios com mais de 30.000 habitantes até dezembro de 2017. Se falta percorrer um longo caminho com o 4G em 2,5 GHz, o que explica o interesse das operadoras na faixa dos 700 MHz? Chris Pearson, presidente da associação 4G Americas, que reúne empresas de toda a cadeia das telecomunicações, explica: “Frequência é como a água para os peixes. É essencial para as operadoras. O uso de novas faixas para 4G vai permitir maior capacidade da rede, cobertura e velocidade de transmissão de dados.”
Embora, no longo prazo, os usuários de internet móvel percebam as melhorias na rede, como o sinal mais forte dentro de casas e prédios nas grandes cidades, as operadoras devem ser as maiores beneficiadas pelo uso dos 700 MHz. Considerado um espectro de frequência baixo, os 700 MHz têm maior capacidade de propagação do sinal do que a faixa de 2,5 GHz, considerada alta pelos especialistas. Na prática, explica Eduardo Tude, presidente da Teleco, ao adotar uma frequência mais baixa, a operadora precisa instalar um número menor de estações rádio-base para cobrir uma determinada área. “O raio de cobertura de uma antena de 2,5 GHz é de três a quatro vezes menor do que o de um equipamento que opera na faixa de 700 MHz”, explica Tude. Isso permitirá que as operadoras gastem menos em infraestrutura para levar 4G à zona rural, além de ampliar a capacidade das redes conforme a demanda também com menor custo.
A adoção de uma faixa de frequência que já é amplamente usada por outros países para internet móvel também deve gerar outros benefícios nos próximos anos. “A faixa de espectro escolhida pelo Brasil e outros países, como China e Índia, deve se tornar a mais popular do mundo em número de assinantes. Isso vai estimular o ganho de escala em termos de equipamentos e infraestrutura e dispositivos móveis compatíveis, o que vai beneficiar os usuários”, diz Pearson. Apesar disso, mesmo em longo prazo, o uso da faixa de 700 MHz não deve resultar em queda significativa no preço da internet móvel. “As operadoras ganharão mais eficiência, mas estão gastando muito com a compra da frequência e ‘limpeza’ da faixa. O preço do 4G continuará sendo fixado pela competição no mercado”, diz Tude, da Teleco.
Para usar o 4G nas duas faixas de frequência, os usuários também vão precisar de smartphones compatíveis com a frequência de 2,5 GHz e também de 700 MHz, ainda inexistentes no mercado brasileiro. "A tendência é de que os smartphones lançados nos próximos anos sejam compatíveis com a maioria de faixas de frequência usadas em todo o mundo", diz José Augusto de Oliveira Neto, CTO da Huawei, fabricante chinesa de equipamentos de infraestrutura e dispositivos móveis. Os modelos vendidos em países do exterior que também utilizam a faixa de 700 MHz para o serviço de telefonia celular também serão compatíveis com a rede brasileira. Contudo, nem todos os países adotam o mesmo padrão para a internet móvel nesta frequência. "Apesar de os Estados Unidos usarem a faixa de 700 MHz, os dispositivos 4G comprados lá não vão funcionar no Brasil", explica o executivo.
Desafios – Apesar do leilão dos 700 MHz acontecer na próxima semana, as operadoras não poderão usar a frequência para expandir a rede 4G do dia para a noite. A Anatel só vai liberar a faixa para as operadoras daqui a alguns anos. “A primeira parte da cobertura 4G será feita com a faixa dos 2,5 GHz, mas as operadoras poderão usar os 700 MHz para ampliar a capacidade da rede a partir do final de 2019”, diz Tude. O uso imediato dos 700 MHz para o 4G não é permitido porque a faixa está ocupada pelos canais de TV no intervalo entre o 52 e 69. “Esses 18 canais terão que ser alocados entre os canais 14 e 51, que ocupam a faixa entre 470 MHz e 698 MHz”, diz Olimpio José Franco, presidente da Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET).
Além do alto custo da troca de equipamentos, as emissoras afetadas têm receio de que o uso da faixa de 700 MHz para a telefonia móvel cause um apagão na TV em algumas regiões do país – segundo a Anatel, cerca de 1.400 municípios devem sofrer o impacto da destinação da faixa para serviços de telecomunicações. As estações rádio-base das operadoras podem causar interferências em antenas internas e externas usadas em residências, em especial em regiões onde o sinal analógico ainda não foi substituído pelo digital. Um estudo encomendado pela SET ao Laboratório de TV Digital da Universidade Presbiteriana Mackenzie demonstrou que as interferências em canais próximos à faixa de 700 MHz podem, em alguns casos, interromper a programação, congelar as imagens ou até exibir tela negra. “Os resultados mostram que será necessária uma combinação de diversas medidas, entre elas alteração das antenas, uso de filtros nas TVs e também nas estações rádio-base”, diz Franco.
No edital de licitação, a Anatel reconhece que pode haver interferência causada pela telefonia móvel e garante que o ônus da mudança ficará por conta das operadoras. “Queremos garantir a convivência da radiodifusão e do serviço de telefonia celular”, diz Rezende, da Anatel. Ao fim do leilão, as vencedoras terão que dividir uma despesa estimada em 3,6 bilhões de reais, valor que permitirá ressarcir os radiodifusores. A quantia será distribuída pela Entidade Administradora do Processo de Redistribuição e Digitalização dos Canais de TV e RTV, empresa a ser fundada pelas operadoras vencedoras. Ela será responsável por conduzir a realocação dos canais, planejar a mitigação das interferências do serviço de telefonia móvel na programação de TV (e vice-versa), além de distribuir conversores de TV digital para os cadastrados no Bolsa Família. Embora as providências necessárias estejam previstas, colocá-las em prática pode levar mais tempo que o planejado. “Liberar a frequência dos 700 MHz para o 4G vai dar muito trabalho”, avalia Tude, da Teleco.

O futuro incerto da Petrobras após doze anos de PT

Empresas

O futuro incerto da Petrobras após doze anos de PT

Troca de diretores, mudança no modelo de gestão e fim do fisiologismo: saiba o que os candidatos prometem fazer com a maior estatal do país caso vençam

Naiara Infante Bertão, do Rio de Janeiro
Lula e Dilma se encontram em Brasília
Lula e Dilma: depois da descoberta do pré-sal, em 2007, estatal sofreu baques financeiros e de credibilidade (Ricardo Stuckert/Instituto Lula/VEJA)
Endividada e aparelhada, a empresa deixou de ser a joia da coroa petista e virou a estatal dos panos quentes
Quando assumiu a presidência da Petrobras, em 13 de fevereiro de 2012, Graça Foster protagonizou uma cerimônia digna de chefe de estado. Assistiram à posse ao menos uma dezena de governadores, além de cabeças coroadas do Congresso e do meio empresarial. A convidada de honra foi sua amiga de longa data, a presidente Dilma Rousseff. Num discurso que enaltecia a Petrobras e o trabalho de Graça, Dilma afirmou que a indicação era decorrente do mérito da funcionária, que iniciou carreira na empresa havia mais de três décadas. "Agora é tudo contigo, graciosa”, disparou a presidente, ao encerrar o pronunciamento. Dois anos e sete meses depois, a Petrobras é o epicentro de um escandaloso esquema de corrupção que, segundo a Polícia Federal, drenou mais de 10 bilhões de reais, tudo indica, para partidos da base aliada. Graça teve de prestar contas ao Congresso, ser sabatinada numa CPI e só não teve seus bens bloqueados porque houve pressão do Palácio do Planalto junto ao Tribunal de Contas da União (TCU). Endividada e aparelhada, a empresa deixou de ser a joia da coroa petista e virou a estatal dos panos quentes. Entre seus ex-diretores, um foi preso e seis são investigados. O restante foi colocado em descrédito.
VEJA
É com esse pano de fundo pouco animador que o governo que assumir em 2015 terá de trabalhar. O site de VEJA conversou com mais de vinte empresários, especialistas, políticos do alto escalão dos partidos e ex-diretores. A expectativa é unânime: não importa quem ganhe nas urnas, tudo mudará na liderança da estatal. Seja por convicção do novo presidente ou por pressão pública sobre Dilma, se reeleita. No seio do PT, a estratégia é executar uma “faxina” na diretoria da estatal, como forma de apresentar à sociedade alguns bodes expiatórios. Uma das primeiras baixas deve ser a própria Graça Foster. Se sua saída é dada como certa caso vençam Marina Silva ou Aécio Neves, a executiva já afirmou a pessoas próximas que não ficará na Petrobras nem mesmo se Dilma Rousseff se reeleger. “Está cansada e sob intensa pressão. Só está esperando as eleições terminarem para sair”, afirmou um político da alta cúpula petista a quem Graça fez confidências.
Os laços — Escolher os diretores da estatal é uma decisão tão política quanto técnica. A par dessa dinâmica, os engenheiros de carreira da empresa que querem chegar à cúpula se apressam em buscar apadrinhamento político. Os senadores Renan Calheiros e Fernando Collor e o ministro Edison Lobão estão entre os padrinhos mais prestimosos. A área de Exploração e Produção é a mais visada, já que representa cerca de 70% do orçamento da companhia. Durante a gestão de José Sergio Gabrielli, a cadeira foi ocupada pelo geólogo petista Guilherme Estrella. Com Graça, o cargo, que era cobiçado pelo PMDB, passou para José Miranda Formigli Filho, homem de confiança da executiva. Também desperta a cobiça das legendas a área de Abastecimento, que até 2012 foi latifúndio de Paulo Roberto Costa, preso no âmbito da Operação Lava Jato. Para seu lugar, Graça nomeou José Carlos Cosenza, cuja indicação foi uma exigência do PMDB. “Tenho mais de 28 anos de Petrobras e nunca vi diretor do alto escalão que não seja ligado politicamente a partidos aliados”, afirma o engenheiro Silvio Sinedino, que representa os funcionários no Conselho de Administração da estatal.
As promessas — A equipe de Aécio aponta que o fisiologismo de praxe estaria com os dias contados na Petrobras, em caso de vitória. “Queremos isolar as indicações políticas e escolher por mérito. Daremos preferência a funcionários da estatal. Mas, se tivermos que contratar um presidente do mercado, faremos isso”, afirma Adriano Pires, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e responsável pela área de petróleo da campanha do candidato tucano. A mesma ideia é defendida pela equipe de Marina Silva, que pretende criar um comitê composto por acadêmicos e especialistas para renovar os quadros de todas as estatais e agências reguladoras. Segundo o tesoureiro da campanha, Bazileu Margarido, os peessebistas preveem um novo modelo de gestão para as estatais baseado em diretrizes de mercado, como meritocracia e eficiência, mas também compromisso ético com o projeto de governo, e não com um grupo político específico. “Permanecerão os que estiverem alinhados”, afirmou, deixando claro que as mudanças seriam implementadas nos primeiros 100 dias de governo. 
Em seu programa de governo, Marina não dedicou muitas linhas ao pré-sal, o que foi suficiente para que a artilharia petista disparasse que a ex-senadora deixaria a Petrobras de escanteio. De fato, o programa prevê priorização de investimentos em energias renováveis e diminuição do uso das termelétricas. A palavra pré-sal é citada uma única vez para se referir à transferência dos royalties do petróleo à educação. Marina, contudo, rebateu as críticas afirmando que manterá a estratégia vigente, ao mesmo tempo em que estimulará a geração de energia limpa. "Enquanto essa mentira é alardeada por todos os meios, a Petrobras é destruída pelo seu uso político, apadrinhamento e corrupção”, disse a candidata.
Apesar de não ter publicado um plano de governo detalhado, o PSDB deu algumas sinalizações: o presidente do Conselho não será mais o ministro da Fazenda, e o modelo de partilha do pré-sal terá de ser revisto. Atualmente, a Petrobras tem uma participação de 30% em todos os blocos de exploração. Isso significa que seus investimentos devem ser proporcionais à sua fatia nos consórcios. O problema é que o endividamento de 307 bilhões de reais que a estatal acumula coloca dúvidas sobre sua capacidade financeira de investir. Segundo o presidente do DEM, o senador Agripino Maia, não há como a Petrobras garantir tais aportes se seu caixa estiver sangrando. Por isso, a oposição defende o modelo de concessão. “Esse modelo propiciou autossuficiência à empresa. Já o de partilha pode até ter coisas positivas, mas obriga a Petrobras dispor de um capital que ela não pode garantir que terá”, afirma Maia. Segundo o senador e candidato a vice de Aécio, Aloysio Nunes, tanto a troca de cadeiras quanto a revisão das políticas não seria tarefa demorada, caso os tucanos vencessem. “A empresa tem um quadro muito qualificado, composto por gente que dedica a sua vida a isso. Não teríamos descoberto pré-sal se não fosse por elas. E justamente por isso, quanto antes as mudanças forem feitas, mais rápido a empresa volta a ter resultado”, afirma.
Ficou no ar — Não foram aprofundadas, contudo, discussões sobre a política de conteúdo nacional implementada por Dilma, que prevê que a estatal compre da indústria brasileira mais de 60% de seus insumos. Desde 2011, a Petrobras é submetida à regra. Como a indústria local não tem sido capaz de suprir a demanda, projetos estão em atraso constante, como é o caso da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. “As descobertas dos últimos anos, em especial do pré-sal, elevaram em cinco vezes a demanda da indústria. É muito difícil acompanhar esse ritmo em tão pouco tempo. O que aconteceu foi que a oferta de serviços, produtos e mão de obra nacional não conseguiu acompanhar e as empresas estão com dificuldade de cumprir suas metas”, diz Antônio Guimarães, secretário-executivo do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP). Dilma já afirmou que a política “é uma conquista de seu governo” e que não pretende mudar nada. Aécio e Marina não discorreram sobre o tema.
O debate também ocorre de maneira superficial no âmbito do reajuste do preço da gasolina. Desde 2012 os aumentos do valor do barril no mercado internacional não são integralmente repassados pela Petrobras aos consumidores, num intento do governo de frear o avanço da inflação. Apenas em 2014, o prejuízo da área de Abastecimento, que controla as importações de gasolina, chega a 3 bilhões de reais. A estatal deixou de ganhar 45 bilhões de dólares desde 2012 devido ao congelamento de preços da gasolina, segundo levantamento do CBIE. Os candidatos falam de forma genérica em equiparação com os valores que são praticados lá fora. Mas não detalham se os reajustes seriam feitos de uma só vez ou paulatinamente.
Constrangimento — O clima na empresa tem sido fúnebre desde a prisão de Paulo Roberto Costa. Piorou com a instauração da CPI sobre a compra da refinaria de Pasadena, no Texas. Desde que a reportagem de VEJA revelou o esquema de fraude nos depoimentos da CPI, a atmosfera beira o insuportável. Engenheiros que visitavam a feira Rio Oil & Gas, há duas semanas, no Rio de Janeiro, afirmaram que a constante presença da estatal no noticiário policial transformou seus funcionários em motivo de chacota no setor. O constrangimento é geral e não poupa nenhum escalão. 
Em Brasília, contudo, há mais nomes temerosos do que constrangidos. Se os apadrinhados da diretoria estão na corda bamba, os padrinhos também temem possíveis mudanças. Isso não significa que acreditem que qualquer um dos três candidatos tenham cacife para livrar a Petrobras do loteamento. Aliás, olham com certo ceticismo para os discursos de tucanos e 'marineiros' sobre implementar políticas de meritocracia na cúpula da estatal. O que aliados temem é que, diante dos holofotes que se armaram sobre a empresa, a troca de favores fique ainda mais evidente.
Exemplo do fisiologismo comum na capital federal é que se condicione o apoio à votação de projetos no Senado a cargos estratégicos. No ano passado, o presidente do Senado, Renan Calheiros, colocou na pauta o projeto de independência do Banco Central, que o PT é sistematicamente contra. O texto foi engavetado quando o senador conseguiu emplacar um aliado na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Em 2012, quando Paulo Roberto Costa foi demitido por Graça da Petrobras, o PP protagonizou uma mini-rebelião contra o governo na Câmara. Não queria que seu protegido abandonasse a galinha dos ovos de ouro.
Na hipótese de vitória de Dilma, a bancada do PT deve diminuir no ano que vem, de acordo com as mais diversas projeções. Com o PSB na oposição, além do próprio PSDB, o bloco governista vai ser menor. E, inevitavelmente, o preço do apoio de PMDB, PP e PTB vai sair mais caro. O mesmo vale se Aécio ou Marina vencerem. Ou seja: quem entrar terá de inventar algo muito ardiloso para conseguir banir as castas que se alimentam da estatal.


Com reportagem de Gabriel Castro, Luís Lima e Talita Fernandes
Fonte: VEJA

Aécio: informações de corrupção na campanha de Dilma em 2010 são 'assustadoras'

Eleições 2014

Aécio: informações de corrupção na campanha de Dilma em 2010 são 'assustadoras'

O candidato, que corre contra o tempo para angariar votos e chegar ao segundo turno, ainda classificou como "indecoroso" o modo de o PT administrar a corrupção

Bruna Fasano
O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, ao lado do ex jogador de futebol, Ronaldo, durante um comício de campanha na manhã deste sábado (27) em Osasco, na grande São Paulo
O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, ao lado do ex jogador de futebol, Ronaldo, durante um comício de campanha na manhã deste sábado (27) em Osasco, na grande São Paulo (Paulo Whitaker/Reuters)
O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, classificou de "assustadora" a informação de que a campanha que elegeu Dilma Rousseff em 2010 pediu dinheiro ao esquema do 'petrolão'. "É assustador o que vem acontecendo no Brasil. A cada semana, a cada dia, uma nova denúncia de corrupção. É extremamente grave", afirmou o candidato na manhã deste sábado. Reportagem publicada na edição desta semana de VEJA informa que Paulo Roberto Costa, no processo de delação premiada, disse às autoridades que, no fim do governo Lula, o ex-ministro Antonio Palocci o procurou para pedir 2 milhões de reais para a disputa de então à Presidência da República.
Leia também:
Dilma sai pela tangente ao comentar denúncia contra campanha de 2010


"É urgente que essas investigações sejam aprofundadas", disse Aécio, que prometeu, caso eleito, "tirar a Petrobras das garras desse grupo político que se apoderou da nossa maior empresa pública para fazer negócios".


O candidato, que corre contra o tempo para angariar votos e chegar ao segundo turno, ainda classificou como "indecoroso" o modo de o PT 'administrar a corrupção'. "Vamos estabelecer um combate sem tréguas à corrupção. No meu governo, independente de partidos políticos, se alguém for pego tendo cometido qualquer irregularidade não será tratado como herói nacional, como gosta de fazer o PT, será tratado com o rigor da lei", afirmou Aécio.

Durante entrevista na associação de jornais do interior de São Paulo, em Osasco, região metropolitana da capital paulista, o tucano afirmou que pretende "reestatizar e profissionalizar" a administração da Petrobras e tirá-la das "mãos de aliados políticos que usam os recursos do povo brasileiro para sustentar a base de apoio do governo".

Questionado sobre a importância da família para a sua formação, Aécio lembrou a influência do avô, o ex-presidente Tancredo Neves. E afirmou que na noite deste sábado irá "dormir em seu berço", a cidade mineira de São João Del Rei, para "buscar energias" e enfrentar a reta final da campanha. "Tudo que nós aprendemos nas nossas casas, com nossos pais e avós, como não roubar e não mentir, ter decência, respeitar os mais velhos e os próximos, tudo isso o PT está jogando pela janela pela sua sanha e obsessão pelo poder e pelo dinheiro", afirmou.

Acompanhado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que tenta a reeleição, e pelo ex-jogador de futebol Ronaldo Fenômeno, Aécio reforçou que está confiante de que chegará ao segundo turno da disputa presidencial. Ronaldo fez coro com o presidenciável: "Vamos chegar lá e mostrar que de virada é mais gostoso. E a gente vai virar esse jogo".

Na última pesquisa de intenção de voto, divulgada pelo instituto Datafolha nesta sexta-feira, o tucano aparece com 18% das intenções, em terceiro lugar. A presidente Dilma abriu treze pontos de vantagem sobre a adversária do PSB, Marina Silva. Dilma tem 40% dos votos válidos e Marina, 27%. 
Fonte: VEJA

O que o eleitor espera das urnas – um mapeamento das prioridades nas cinco regiões do país

Eleições 2014

O que o eleitor espera das urnas – um mapeamento das prioridades nas cinco regiões do país

Em meio ao fogo cruzado das campanhas, os candidatos se esquecem da principal parte interessada: o eleitor em busca de governantes que executem suas tarefas básicas

Gabriel Castro, com reportagem de Bianca Bibiano
A Escola Municipal Cel. Araújo Chaves
A Escola Municipal Cel. Araújo Chaves, no Ceará: educação é uma das prioridades para o eleitor brasileiro (Ivan Pacheco/VEJA)
Sucessivas pesquisas de opinião feitas nos últimos anos apontam a saúde, a segurança e a educação como as maiores prioridades do eleitor. Mas, em um país com dimensões continentais como o Brasil, a inevitável limitação do debate eleitoral pode esconder necessidades muito mais complexas – e nem sempre captadas pelos candidatos. O site de VEJA analisou números e ouviu moradores de todas as regiões do páis nos últimos três meses para identificar os principais desafios que aguardam os próximos governantes nas 27 unidades da federação. Apesar das diferentes demandas, uma conclusão é clara: temas como a independência do Banco Central, o casamento gay e a política externa, debatidos à exaustão nas propagandas dos candidatos à Presidência, não estão entre as prioridades do eleitor. 
Moldado por marqueteiros, formatado para evitar deslizes e elaborado em escritórios distantes do Brasil profundo, o discurso dos candidatos muitas vezes não tem conexão com as prioridades da vida real. Um exemplo desse descompasso é a redução da maioridade penal: mais de 80% da população apoiam a mudança; os candidatos, entretanto, dão pouca atenção ao tema. Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) são contra a alteração; Aécio Neves (PSDB) é a favor de uma mudança tímida na legislação e dá pouca atenção ao tema.
O mesmo vale para a saúde: há poucas propostas definitivas para a resolução do problema além da construção de novas unidades - como o dinheiro disponível vai ser praticamente o mesmo independentemente do candidato vencedor, o eleitor tem poucos elemtentos para diferenciá-los nesse quesito. O debate sobre o modelo de gestão ou de partilha dos recursos fica em segundo plano.
Na educação, os gestores parecem pouco preocupados em incentivar o mérito e formar alunos em condições de excelência – exatamente o que o eleitor espera para seus filhos. A falta de apreço pelo tema é suprapartidária. Em São Paulo, o PSDB extinguiu a repetência escolar para valorizar a "inclusão" em vez do aprendizado. O PT defende a implementação inclusão, no currículo, de temas pouco relevantes para a formação intelectual do aluno, mas eficazes para a formação de esquadrões de alunos "socialmente conscientes" – pelos critérios do partido.
Basta ouvir os eleitores para notar de forma clara aquilo que os protestos e junho do ano passado expressaram de forma difusa: os gestores públicos têm fracassado no exercício de tarefas simples.
Edweyne Matos é dono de um box no Mercado Ver-o-Peso, em Belém (PA). Ele costuma sair de casa às 5h30 da manhã para trabalhar; mas, até dois anos atrás, a rotina começava mais cedo, antes das 5h. Até que ele foi assaltado na porta de casa, por dois rapazes que chegaram em uma moto e lhe apontaram a arma. Edweyne passou a sair de casa quando a luz do sol começa a surgir. "A violência aqui está fora de controle, mesmo nas áreas que eram consideradas seguras", diz ele, que não prestou ocorrência do assalto por não ter qualquer esperança no trabalho investigativo da polícia.

A 2.700 quilômetros dali, em Venda Nova (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte, a vendedora Laudeene Silva se queixa do atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da região onde vive. Ela levou o sobrinho de nove anos a um desses centros e teve de esperar horas até que a consulta fosse realizada. "Para mim, a saúde é o problema mais grave", diz ela.

Nas pequenas cidades, fora dos grandes aglomerados urbanos, os problemas são parecidos; o fluxo migratório e a prolferação das drogas tornou muitas cidades do interior problemas semelhantes aos das capitais. Cosmópolis (SP), que fica numa região produtora de cana, é um exemplo. Recentmente, a região passou por um processo de automatização da colheita, o que deixou muitos cortadores desempregados. Simultaneamente, o aumento no consumo de crack gerou uma elevação na criminalidade. "A violência cresceu nos últimos anos e acredito que isso se deve, em partes, a quantidade novos moradores que a cidade recebe a cada ano”, diz, desesperançoso, Anício Rocha, dono de um restaurante na cidade.
Heitor Feitosa/VEJA.com
Anício Rocha, de Cosmópolis: insegurança
As principais reivindicações dos eleitores parecem ter mudado pouco nos últimos anos. No sertão, a estiagem continua sendo a maior inimiga da população. Sebastião Bezerra Loiola, 67 anos é pescador aposentado e mora em Forquilha (CE). Ele se queixa de como os efeitos da seca não são resolvidos, apesar das promessas constantes: “Este ano não vou votar. A cada quatro anos, ouvimos promessas de que vão trazer a água de volta, mas a chuva não vem, os políticos não trazem os sistemas de abastecimento que prometem e a seca só aumenta. Eu costumava pescar em alguns açudes da região. Hoje todos estão secos”, afirma ele.
Na outra ponta do Brasil, são as incertezas da economia que preocupam a pedagoga Jussara Rissi. Moradora de Sapiranga (RS), na região metropolitana de Porto Alegre, ela diz que os empregos na região tem sido ameaçados."O setor calçadista era muito importante por aqui, mas a concorrência dos chineses tem prejudicado as empresas", diz. O Rio Grande do Sul tem perdido competitividade nos últimos anos, o que teve um impacto sobre a renda per capita estadual.
Ivan Pacheco/VEJA.comSebastião Bezerra Loiola, 67 anos, pescador aposentado. Morador de Forquilha, próxima a Sobral
O cearense Sebastião Bezerra Loiola não vê solução para os efeitos da seca
Foco - O cientista político Carlos Pereira, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), afirma que os debates sobre temas etéreos não são inúteis: eles têm como objetivo a conquista do eleitor com mais anos de estudo. "O eleitor de menor escolaridade talvez não saiba nem o que significa Banco Central. A principal preocupações são relacionadas ao seu dia-a-dia", afirma. 
O professor já coordenou uma pesquisa que avaliou o que influencia a escolha do eleitor. A conclusão é essa: mesmo o cidadão com menos anos de estudo não vota apenas por causa de uma ou outra característica isolada do político A corrupção, por exemplo, tem um impacto significativo quando há uma decisão judicial desfavorável ao candidato. Mas, dependendo das realizações, o efeito é anulado: "Os gastos do prefeito com saúde, educação, casa popular e mobilidade urbana têm um efeito que faz desparecer o efeito negativo da corrupção sobre o voto", explica.
Enquanto os candidatos trocam acusações mais ou menos pertinentes no horário eleitoral, há 200 milhões de brasileiros esperando soluções concretas que lhes permitam uma vida mais segura e autônoma. Para resolver problemas de pessoas como Edweyne e Laudeene, Anício, Sebastião e Jussara, os novos governadores e o próximo presidente precisarão de muito mais do que peças bem feitas de propaganda. Caso contrário, as reivindicações da população continuarão sendo as mesmas em 2018.

Centro-Oeste

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Distrito Federal: Corrupção

Como tem sido frequente, a corrupção é parte essencial do debate na capital da República. José Roberto Arruda (PR) foi barrado pela lei da Ficha Limpa, mas nomeou a mulher para ser vice na chapa de Jofran Frejat (PR). O governador Agnelo Queiroz (PT), impopular e com passado mal explicado, sucumbe nas pesquisas. O descontrole na saúde e o esgotamento do sistema de transportes também preocupam o eleitor, amplamente insatisfeito com os rumos da gestão atual.
Cenário: Rodrigo Rollemberg (PSB) despontou após a saída de Arruda, e Jofran Frejat empurrou Agnelo Queiroz para o terceiro lugar. O mais provável é que o candidato do  PSB enfrente – e vença – o adversário do PR no segundo turno.

Nordeste

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Alagoas: Homicídios

Nenhum Estado tem uma taxa de homicídios tão alta quanto Alagoas: 64,6 por 100.000 habitantes. É mais do que o dobro da já elevada média nacional, e cinco vezes o índice medido no Estado de São Paulo. O pequeno Estado do Nordeste sofre ainda com os efeitos da estiagem. E os índices sociais são sofríveis: Alagoas tem o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e a maior taxa de analfabetismo do Brasil.
Cenário: Renan Filho (PMDB) caminha para uma vitória tranquila sobre Benedito de Lira (PP). A inexpressividade dos demais candidatos deve garantir uma vitória no primeiro turno ao peemedebista.

Norte

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Acre: Transportes

As dificuldades naturais do acesso ao Acre por terra foram agravadas com as enchentes que destruíram parte da BR-364 no ano passado; o assunto é primordial para o desenvolvimento do Estado. A ausência do poder público nas fronteiras também constitui um problema grave no Estado, que tem um parque industrial quase inexistente e poucas alternativas econômicas ao extrativismo.
Cenário: A tendência é que haja segundo turno com a participação do atual governador, Tião Viana (PT). Tião Bocalom (DEM) e Márcio Bittar (PSDB) brigam para enfrentar o petista.

Sudeste

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Espírito Santo: Segurança Pública

A segurança pública é uma preocupação constante do capixaba e tema presente nos debates entre os candidatos. O Espírito Santo tem a segunda maior taxa de homicídios do país. A saúde é outro marco negativo: um levantamento feito em 2012 pelo Conselho Federal de Medicina apontou que os moradores do Estado eram os mais insatisfeitos com a rede pública hospitalar: nota 2, de zero a dez.
Cenário: Paulo Hartung (PMDB) pode vencer a disputa ainda no primeiro turno contra o atual govenrador, Renato Casagrande (PSB).

Sul

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Paraná: Melhorias no Porto de Paranaguá

A violência cresceu no Paraná na última década, na contramão do que aconteceu nos outros estados do Sul e do Sudeste. O Porto de Paranaguá, parte essencial do sistema de escoamento da produção brasileira, está muito perto do limite. Sem melhorias estruturais, urgentes, o Estado corre o risco de perder riquezas e empregos. 
Cenário: O atual governador, Beto Richa (PSDB), tem pouco menos de 50% das intenções de voto, segundo o Ibope. Roberto Requião (PMDB) aparece em segundo lugar, com 30%. Richa venceria no segundo turno - mas pode levar já no primeiro. 
Fonte: VEJA