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21 setembro 2014

Baturité e região reforçam apoio a Camilo, Izolda e Mauro

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“Aqui ninguém tem dúvida. Nossa região precisa de um governador como Camilo e o primeiro voto da gente será dele”, disse a estudante Vitória Santos, 16, que participou na manhã deste sábado (20/9), ao lado das amigas Alice, 17, e Suyane, 17, da carreata dos candidatos da coligação “Para o Ceará seguir mudando”, Camilo Santana (governador) e Mauro Filho (senador), no município de Baturité. O evento, que reuniu centenas de carros e motos, contou ainda com a presença dos secretários estaduais da Saúde, Ciro Gomes, e de Grandes Eventos, Ferruccio Feitosa, além do prefeito Bosco Cigano (PDT) e de outras lideranças políticas do Maciço do Baturité.
Nem o sol forte da manhã espantou os moradores de Baturité e cidades vizinhas. “A educação é um ponto que vem crescendo muito no Maciço. Precisamos manter esse ritmo”, citou o estudante Fabiano Alencar, 17, que também votará pela primeira vez nas eleições de 5 de outubro. Ele participou da carreata com a amiga Thayná, 18. “Precisamos também de universidades para a nossa região, para que a gente não precise sair daqui”, reforçou a estudante, que pensa em cursar Direito na faculdade.
Camilo Santana citou a importância de ampliar para todas as cidades cearenses a experiência com as escolas profissionalizantes de tempo integral. “Vamos progressivamente transformar as escolas de ensino médio em profissionalizantes de tempo integral. Essa tem sido uma grande experiência e queremos levar para todos os municípios do Ceará. É a principal solução para a gente proteger nossos jovens e prepara-los para o futuro”, afirmou o candidato ao Governo do Estado, citando que até o momento o estado conta com 105 escolas profissionalizantes já inauguradas.
Além disso, Camilo Santana citou que pretende reforçar ainda mais o Programa de Alfabetização na Idade Certa (Paic), que foi lançado pelo governador Cid Gomes e por Izolda Cela, candidata a vice-governadora, e virou modelo em todo o País. “Vamos, com certeza, fortalecer o Paic. Ele deu um resultado muito forte para o Ceará e virou política nacional de educação”.

Camilo cresce 3 pontos e fica com 34%


Pesquisa Datafolha publicada neste sábado pelo Jornal  O Povo traz mudanças no cenário eleitoral. Camilo Santana (PT) aparece com 34%, três a mais que na pesquisa anterior e agora a sete pontos percentuais do líder nas pesquisas, senador Eunício Oliveira, que aparece com 41%, mantendo o mesmo número da pesquisa realizada no início do mês. Eliane Novais (PSB) aprece com 3% e Ailton Lopes (Psol) com 1%, caíram um ponto percentual cada um.
O cenário ainda dá vitória no primeiro turno a Eunício, que ficaria com 51% dos votos válidos. Mas se for considerada a margem de erro de três pontos para mais ou para menos, ainda existe possibilidade de segundo turno no Estado. Essa é a primeira pesquisa Datafolha que traz projeção de votos válidos, forma oficial de divulgação do resultado das eleições e que exclui eleitores indecisos e votos brancos e nulos. Considerando a variação máxima da margem de erro, o peemedebista poderia oscilar entre 48% e 54%.
Num possível segundo turno entre Eunício e Camilo. O peemedebista venceria com 45% das intenções de voto, contra 37% do petista. Já brancos e nulos somam sete pontos. 11% dos eleitores se declararam indecisos. Os dados acima integram a pesquisa estimulada. 8% dos entrevistados votam em branco ou nulo e outros 13% se afirmaram indecisos.
Na pesquisa espontânea, Eunício aparece com 25 pontos e Camilo tem 19%. O governador Cid Gomes, que não é candidato, alcançou 1%. O peemedebista tem a menor rejeição: 17%. Ailton Lopes e Eliane Novais lideram, com 30% cada. Camilo aparece com 21% de rejeição.
A pesquisa foi contratada pelo Jornal O Povo em parceria com o jornal Folha de S. Paulo. Ela ouviu 1,2 mil eleitores com em 47 municípios do Ceará, entre os dias 18 e 19 de setembro e foi registrada no TSE sob os números CE-00022/2014 e BR-00695/2014.

Thiago Campelo, Camilo e Mauro recebem carinho do povo de Aracoiaba

Os moradores do município de Aracoiaba realizaram uma grande festa na manhã deste sábado (20) para os candidatos da coligação “Para o Ceará Seguir Mudando”,Camilo Santana (PT), Mauro Filho (PROS), Thiago Campelo (SD), Ariosto Holanda (PROS) e Domingos Netos (PROS) visitaram a cidade e participaram de uma grande carreata com lideranças políticas da região.
A comitiva chegou empolgada de Aracoiaba e seguiu pelas ruas da cidade acenando para os eleitores que os aguardavam ansiosamente . A dona de casa Maria Rita Gonzaga, de 31 anos, disse que está com Camilo e Mauro nestas eleições. “Eu tô com eles e não abro. Pra mim, esses são os melhores candidatos que o Ceará já teve e serão os futuros governador e senador do nosso Estado, para nossa felicidade”, afirmou.
O digitador Bruno Barros, de 28 anos, acompanhou a carreata em sua moto e vibrou durante o trajeto. Para ele, Camilo, Mauro e Thiago representam o cearense. “Quero políticos que me representem e que eu tenha orgulho de dizer que são meus. Por isso, quero Camilo, Mauro e Thiago Campelo. Pra que o Ceará inteiro, de ponta a ponta, seja visto por igual e não tratado com diferença, pois é assim que esses candidatos trabalham”, disse.
No final, a comitiva liderada pela Ex-prefeita de Aracoiaba Marilene Campelo, saiu caminhando pela cidade e conversando com a população. Gente como a aposentada Maria José Lopes, de 69 anos, que levou seu marido, Francisco Bandeira Lopes, de 72 anos, para conhecer os candidatos. Chorando muito e sem conseguir falar, seu Francisco apontou para esposa e pediu que ela falasse o motivo de tanta emoção. “Ele tem uma estima muito grande pelo Camilo e o Mauro. Jamais pensamos que um dia nós fôssemos conhecer”, ressaltou.
Confiras as fotos da carreata no link abaixo

Ex-prefeita de Aracoiaba declara apoio a Camilo e Mauro

A ex-prefeita de Aracoiaba Marilene Campelo (PSD), município localizado no Maciço de Baturité, se comprometeu em apoiar a candidatura de Camilo Santana, Mauro e Dilma em Aracoiaba. Marilene Campelo é uma das maiores lideranças do maciço. em entrevista ao site Aracoiaba News ela fala da satisfação em apoia Camilo: "Eu não sou de entrar em campanha pela metade, Camilo, e pode contar com o meu voto em você. Já comuniquei a minha decisão e não tenho medo algum de ir às ruas e às casas de Aracoiaba e do Ceará para pedir o voto em você", disse.



A ex-prefeita de Aracoiaba Marilene Campelo, declarou o seu apoio a Camilo para governador. “É muito fácil apoiar Camilo nessas eleições. Ele tem um nome bom, é apoiando por um nome igual ao dele, que é o governador Cid, e vai continuar as mudanças do Ceará, que nós estamos precisando disso. Então Aracoiaba e o Maciço de Baturité está em peso com ele, vamos elegê-lo, porque o Maciço precisa de progresso, emprego e renda. Tenha certeza que Camilo e Thiago Campelo farão isso pelo Maciço bem como o Ceará. Estamos precisando de mais avanços na área da saúde, de mais escolas. Tenho certeza que junto ao Camilo e junto ao Governo Federal nós vamos deixar o Maciço e o Ceará auto-suficiente de tudo isso. O povo de Aracoiaba, por ser a porta de entrada do Maciço, quer muito bem a ele e nós vamos fazê-lo governador do Ceará”, afirmou a ex-prefeita ao site Aracoiaba News.
Camilo e Mauro, também receberam o apoio do presidente do PROS Sergio Silvestre, Vereadores e Lideranças em Aracoiaba.

Aécio fala em crescer 6 pontos em MG para encostar em Marina

Eleição 2014

Aécio fala em crescer 6 pontos em MG para encostar em Marina

Em nova estratégia de campanha, candidato tucano tenta alavancar o próprio desempenho e também o de seu aliado Pimenta da Veiga

Laryssa Borges, de Belo Horizonte
Acompanhado do candidato a governador Pimenta da Veiga, Aécio Neves faz comício de campanha em Belo Horizonte, MG - 19/09/2014
Acompanhado do candidato a governador Pimenta da Veiga, Aécio Neves faz comício de campanha em Belo Horizonte, MG - 19/09/2014 (Igo Estrela/Divulgação)
Depois de subir nas pesquisas na última semana, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou que a estratégia agora é crescer pelo menos seis pontos porcentuais nos próximos dez dias em Minas Gerais. Com isso, ele espera encostar na candidatura da ex-senadora Marina Silva (PSB) e voltar a ser um candidato com chances de ir para o segundo turno. 
Aécio reforçará os ataques à Marina Silva e Dilma Rousseff (PT), classificadas por ele como “colegas de ministério do PT”. Em outra frente, o candidato dará atenção a São Paulo, onde pesquisas internas dão sinais de que há espaço para conquistar mais terreno. E fará uma imersão em Minas Gerais, seu reduto político, onde ainda está atrás da presidente-candidata nas pesquisas de intenção de voto. Devem ocorrer atos políticos em sete municípios mineiros até a próxima semana.
“Minas tem a possibilidade hoje de nos dar a grande vitória no Brasil se a nossa candidatura avançar na próxima semana cinco ou seis pontos em Minas, o que acredito que é possível”, disse o tucano, nesta sexta-feira, após participar de caminhada no bairro de Venda Nova, em Belo Horizonte. “Temos em nossas mãos uma possibilidade que não temos o direito de perder. [Precisamos que] cada mineiro consiga mais quatro ou cinco votos nessa próxima semana”, afirmou ele, que voltou a se comparar ao ex-presidente Juscelino Kubitschek.
“O sentimento é de uma grande virada. Na semana que vem estaremos avançando mais nas pesquisas, mas a virada tem que se dar em Minas Gerais. É em Minas e de Minas que vamos mostrar ao Brasil que depois de 60 anos nós teremos um presidente da República eleito pelo voto direto”, declarou.
Internamente, Aécio tenta conter a onda de abatimento que paira sobre seus correligionários e aliados. Publicamente, trabalha para reverter a qualquer custo o fraco desempenho do tucano Pimenta da Veiga, nome do PSDB para o governo mineiro. Pimenta, que estava afastado da política, está vinte pontos percentuais atrás do petista Fernando Pimentel, ex-ministro do Desenvolvimento no governo Dilma Rousseff.
“Sou candidato para colocar as coisas em ordem, mas sou candidato para resolver as coisas de Minas também. Venho a Minas fazer uma grande convocação pela vitória da racionalidade, pela virada da razão. Vamos arregaçar as mangas e virar essa eleição”, disse ao discursar para correligionários na maior zona eleitoral de Belo Horizonte. 
Mais uma vez, o candidato do PSDB criticou as duas principais adversárias e disse que “a população está chegando à uma conclusão muito simples: trocar a Dilma pela Marina é trocar seis por meia dúzia”. Para ele, a eleição de Marina seria “colocar o PT de novo no poder, o que não queremos". “A Marina é, na essência, o PT”, resumiu.
Em relação a Dilma, o tucano ironizou a falta de credibilidade que a presidente-candidata tem junto ao mercado financeiro. “Ninguém confia na presidente da República e nesse governo intervencionista e aparelhado. É irresponsável do ponto de vista ético, ninguém aguenta mais quatro anos de PT. Não adianta ela se desvincular dessa queda da Bolsa”, criticou.
Fonte: VEJA

Dilma: influência de pesquisa eleitoral na Bolsa é 'ridícula'

Política

Dilma: influência de pesquisa eleitoral na Bolsa é 'ridícula'

Presidente-candidata ficou irritada com a relação entre suas oscilações nas pesquisas de intenção de voto e o desempenho do mercado de ações

Gabriel Castro, de Brasília
A presidente Dilma Rousseff durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (19), em Brasília
A presidente Dilma Rousseff durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (19), em Brasília (Cadu Gomes/VEJA)
A presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) demonstrou, nesta sexta-feira, irritação com a reação da Bolsa de Valores a suas oscilações nas pesquisas de intenção de voto – quando Dilma sobe, a Bolsa cai e quando a petista cai, as ações sobem. Dilma classificou a situação como “ridícula”.
"Eu acho ótima a reação da Bolsa. Quando a Bolsa cai eu falo: 'Será que eu subi?' Está ficando ridículo, isso. Especulação tem limite, e acho que tem gente ganhando com isso. Eu não sou, eu perco. Acho desagradável o fato de acharem que uma coisa está vinculada à outra", disse ela, em entrevista concedida no Palácio da Alvorada.
A rejeição dos investidores ao atual governo se tornou evidente nos últimos meses. Cada sinal negativo para a campanha da petista tem se traduzido em alta na Bolsa, e vice-versa. Nesta sexta, com o crescimento da presidente na pesquisa Datafolha, a Bovespa opera em queda.
Santinhos – Dilma também negou que haja qualquer irregularidade no envio de seu material de campanha pelos Correios. O jornal O Estado de S. Paulo revelou nesta sexta que panfletos da petista foram distribuídos sem que houvesse chancela ou comprovante de postagem. Isso impede que a quantidade de material enviado seja conferida. 
A petista afirmou que a campanha tem as notas fiscais e cumpriu as regras dos Correios. Segundo a presidente, é um "equívoco monumental" crer que há alguma irregularidade na operação. "Mistura de público e privado é se eu botasse as cartas no Correio e não pagasse. Eu estou dizendo que paguei o que mandei", afirmou.
Lava Jato – A presidente disse ainda que o governo vai pedir formalmente que o Supremo Tribunal Federal (STF) informe se há integrantes do Executivo envolvidos na delação premiada de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal já se negaram a repassar essas informações ao Ministério da Justiça. "Agora pedirei para o juiz. Quem é o juiz? Neste caso, é o ministro do Supremo Teori Zavascki: quero ser informada se no governo tem alguém envolvido". VEJA revelou que o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, foi citado como um dos beneficiários do esquema de corrupção na Petrobras.
Ao comentar o assunto, a presidente afirmou que a imprensa não tem papel de investigação. "Não reconheço na revista VEJA e nem em nenhum órgão de imprensa o status que têm a Polícia Federal, o Ministério Público e o Supremo. Não é função da imprensa fazer investigação, e sim divulgar informações", disse ela. Nos últimos dias, Dilma tem afirmado que não pode tomar providências a respeito das denúncias porque não teve acesso a dados oficiais - apenas ao que foi publicado por VEJA e outros veículos de comunicação.


Presidente-candidata – A confusão das agendas de presidente e candidata ficou evidente mais uma vez nesta sexta. Pela manhã, na condição de chefe de governo, ela recebeu atletas olímpicos e paralímpicos no Palácio do Planalto. Em seguida, embarcou no carro oficial e seguiu para o Alvorada, onde falou como candidata e iniciou o discurso tratando dos incentivos do governo para o esporte.
Fonte: VEJA

Em queda, Marina desiste de Cúpula da ONU

Eleições 2014

Em queda, Marina desiste de Cúpula da ONU

Em queda nas pesquisas, campanha avaliou que viagem aos Estados Unidos poderia custar três dias de agendas pelo país na reta final das eleições

Marina Silva em evento sobre meio ambiente
Marina Silva em evento sobre meio ambiente (Caio Guatelli/Folhapress)
A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, desistiu de participar da Cúpula do Clima, que será realizada na próxima semana em Nova York. Mesmo com a possibilidade de atrair os holofotes no evento ambientalista, Marina considerou que a viagem comprometeria pelo menos três dias da agenda de campanha no Brasil.

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira aponta que a candidata do PSB continua caindo, em trajetória contrária à adversária Dilma Rousseff (PT), que oscilou positivamente. Aécio Neves, do PSDB, tabém cresceu nas últimas semanas.

Sem Marina por perto, a presidente-candidata Dilma Rousseff terá a oportunidade de reforçar sua agenda ambiental no evento que antecede a 69ª Assembleia Geral das Nações Unidas. A campanha de Marina considerou que não poderia, faltando duas semanas para o primeiro turno, "desperdiçar" tempo com uma programação no exterior.
Embora não seja chefe de Estado, Marina foi convidada ao evento por ser representante da América Latina desde 2011 no Millennium Development Goals (MDG) Advocacy Group, organismo que atua na mobilização global para que os Objetivos do Milênio sejam realizados até 2015. Em 2009, ela recebeu da Fundação Príncipe Albert 2º de Mônaco o prêmio sobre Mudança Climática (Climate Change Award), em reconhecimento aos seus projetos na área do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável. Já a candidata petista foi convencida por seu comitê político a participar do encontro devido ao novo cenário eleitoral. Dilma pretende fazer o tradicional discurso de abertura da Assembleia e participar da cúpula de chefes de Estado sobre mudanças do clima, em uma ação que lhe daria uma visibilidade que os concorrentes na disputa presidencial não têm.
(com Estadão Conteúdo)
Fonte: VEJA

Aécio: 'Irregularidades na Petrobras são crime de lesa-pátria'

Eleições 2014

Aécio: 'Irregularidades na Petrobras são crime de lesa-pátria'

Em Minas Gerais, candidato tucano diz que as autoridades que investigam caso estão se aproximando do 'grande núcleo de corrupção' da estatal

Laryssa Borges, de Ipatinga
Em visita ao Vale do Aço, em Minas, Aécio fez carreata por Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo
Em visita ao Vale do Aço, em Minas, Aécio fez carreata por Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo (Felipe Cotrim/VEJA.com)
O candidato do PSDB à presidência da República, Aécio Neves, disse neste sábado, em ato público na cidade mineira de Ipatinga, que a sucessão de irregularidades na gestão dos negócios da Petrobras "é um crime de lesa-pátria". De acordo com o tucano, as novas revelações de que o ex-diretor de Serviços e Engenharia da Petrobras, Renato Duque, e o ex-diretor da área Internacional, Nestor Cerveró, também tinham nacos de poder na estatal para praticar desvios indicam que as autoridades que investigam a estatal "estão chegando perto do grande núcleo de corrupção da empresa". Aécio, porém, evitou ligar os ex-diretores ao ex-presidente Lula e ao ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, que tiveram influência direta nas duas indicações. 
Reportagem do jornal Folha de S. Paulo deste sábado revelou que Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, citou os dois colegas de trabalho em depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público, ligando-os a possíveis irregularidades na estatal.
"Agora sim estão chegando perto do grande núcleo de corrupção daquela empresa. Essa investigação tem de ser aprofundada. O ex-diretor Paulo Roberto Costa [que acordou uma deleção premiada com o Ministério Público Federal do Paraná para revelar desvios de dinheiro e corrupção na Petrobras] já está deixando muita gente com dor de cabeça e sem dormir. Quando se aproximarem do Duque, muita gente vai ter uma grave insônia. O que fizeram com nossa maior empresa pública é um crime de lesa-pátria e não tem mais história malfeita", disse o candidato tucano, em referência ao costume da presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, de classificar as irregularidades de "malfeitos".
"Isso é crime e crime tem de ser punido. Aqueles responsáveis pela condução, direção e governança da maior empresa pública brasileira devem ter sua parcela de responsabilidade", completou. 
Ascensão - De acordo com Aécio, pesquisas internas do partido começaram a detectar o início do crescimento do candidato em Estados do Nordeste do país e apontaram que, em São Paulo, ele teria obtido mais 4 pontos porcentuais em intenções de voto. 
Em visita ao Vale do Aço, em Minas, onde fez carreata por Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo, Aécio Neves voltou a criticar o que classifica como "a irresponsabilidade da atual política econômica que levou o país à recessão, desindustrialização e alta inflacionária". Se eleito, ele disse que vai atrair novos investimentos, desenvolver uma política industrial e criar políticas de simplificação tributária. 
Correios - O candidato do PSDB também falou, em visita ao leste de Minas Gerais, que seu partido vai apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à Procuradoria da República do Distrito Federal uma representação contra a presidente Dilma Rousseff por abuso de poder político e improbidade administrativa. De acordo com ele, na tentativa de alavancar votos, em busca da reeleição, Dilma usou irregularmente os Correios para distribuir material de campanha. "Essa visão patrimonialista do PT de considerar as empresas públicas seu patrimônio precisa ter um fim", reiterou.
Nesta semana, reportagem do jornal O Estado de S. Paulo mostrou que, contrariando norma da própria estatal, os Correios distribuem panfletos de campanha da presidente-candidata Dilma sem chancela ou comprovante de postagem oficial – o que impede a comprovação de pagamento para o envio da propaganda eleitoral. Ao menos 4,8 milhões de panfletos petistas foram distribuídos desse modo. Sem a chancela, contudo, é impossível saber ao certo se a quantidade de material enviado corresponde ao que foi pago pelo partido.


Fonte: VEJA

Marina compara IBGE à Petrobras após erro em pesquisa

Eleições 2014

Marina compara IBGE à Petrobras após erro em pesquisa

Um dia depois de o IBGE admitir um erro grave em pesquisa, a candidata disse que má gestão do atual governo está comprometendo instituições

Talita Fernandes, de Campinas
Marina Silva durante campanha em Campinas
Marina Silva durante campanha em Campinas (Fotoarena)
A candidata à Presidência da República pelo PSB, Marina Silva, criticou neste sábado o erro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no cálculo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) referente ao ano de 2013. Um dia após o Instituto admitir a falha, a candidata disse que o atual governo está 'depreciando' as instituições que antes eram respeitadas. "(O que está acontecendo com o IBGE) é o mesmo que aconteceu com a Petrobras. Não por falta de funcionários competentes, honestos e comprometidos. (...) Uma instituição importante para o planejamento, o desenvolvimento de políticas para o nosso país que têm pessoas dedicadas, comprometidas, éticas, mas que, infelizmente, por má gestão, estão submetidas a esse tipo de situação".
No dia seguinte à divulgação da Pnad 2013, o IBGE convocou uma entrevista coletiva para anunciar a existência de uma incorreção. Segundo o instituto, um erro no cálculo do peso de algumas regiões na amostragem resultou na divulgação de indicadores incorretos. Um deles é o índice de Gini, que mede a desigualdade, que teve de ser alterado. O índice de Gini, que é usado mundialmente, leva em conta o número de pessoas em um domicílio e a renda de cada um, e mostra uma variação de zero a um, sendo que quanto mais próximo de um, maior é a desigualdade. Na pesquisa publicada na quinta-feira, o indicador que mede o rendimento real das famílias com o trabalho ficou em 0,498. Com a correção, fica em 0,495. O novo número mostra leve melhora em relação ao resultado de 2012, que havia sido de 0,496. 
Apesar das críticas, Marina disse que não quer fazer pré-julgamentos e aproveitou para alfinetar, ainda que indiretamente, a adversária petista. "Não faço com os meus adversários aquilo que eles têm feito comigo", disse. "É claro que nós vamos aguardar o que aconteceu, mas isso é o retrato de mais uma instituição respeitada no nosso país que em função da má qualidade da política e de má gestões à frente da sua direção está criando esse tipo de situação, completamente inaceitável para o padrão que deve ter uma instituição como o IBGE."
Ciência e Tecnologia — Durante um pronunciamento em Campinas, localizada e 100 km de São Paulo, Marina se comprometeu a elevar os investimentos do Produto Interno Bruto (PIB) em Ciência e Tecnologia. "Nós vamos sair dos atuais 1,1% para 2% em quatro anos. Essa é nossa meta", disse. A candidata argumentou que o aumento dos investimentos no setor é fundamental para reverter o cenário de perda de empregos na indústria. "Em 2012 a perda foi de 6,1%, em 2013, 6,5%, afetando principalmente o setor industrial onde os empregos ligados à indústria requerem tecnologia, inovação e base de conhecimento. Esse setor tem sido prejudicado em função dos baixos investimentos em pesquisa", defendeu. Sem detalhar a proposta, Marina disse ainda que, caso seja eleita, vai aprimorar o programa do governo federal Ciência sem Fronteiras, por meio do qual estudantes universitários fazem intercâmbio no exterior.
Questionada sobre de onde serão retirados os recursos para Ciência e Tecnologia, Marina voltou a repetir o discurso de seu ex-companheiro de chapa, Eduardo Campos, morto há um mês em acidente aéreo. "Fizemos uma escolha de não permitir a ineficiência do gasto público, de aumentar e continuar colocando recursos do Orçamento público como se colocou 500 bilhões de reais no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Sustentável (BNDES) para meia dúzia de empresas, que equivale a 20 anos do Bolsa Família. O Bolsa Família custa 24 bilhões de reais. Nós vamos priorizar os investimentos estratégicos", disse. "Nós vamos controlar a inflação, baixar juros, dar eficiência ao gasto público, diminuir o gigantismo da máquina e é dai que vamos investir no que é importante e estratégico para o Brasil".
Grandes fortunas — Marina disse ainda que não pretende criar o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), caso seja eleita, ao contrário do que disse o economista José Antonio Sant’ana, ligado ao PSB,  durante evento em Brasília. "Nós estamos nos propondo a fazer uma reforma tributária com base no princípio da simplificação, da justiça tributária e da transparência. Essa não é uma proposta que foi colocada no nosso governo".
Na quinta, Sant'Ana afirmou que Marina discutiu internamente com sua equipe de campanha a possibilidade de, no âmbito de uma reforma tributária, defender a tributação de grandes fortunas. O IGF está previsto na Constituição, mas nunca foi regulamentado. Em seu programa de governo, porém, Marina não faz referência ao assunto.
Fonte: VEJA

Bolsa Família: Dilma responde a boatos com... boatos

Eleições 2014

Bolsa Família: Dilma responde a boatos com... boatos

Presidente, que tem repetido posições que adversários jamais defenderam, diz que eles são os responsáveis pela 'onda de mentiras' na campanha deste ano

Felipe Frazão
Dilma Rousseff em campanha neste sábado, em São Paulo
Dilma Rousseff em campanha neste sábado, em São Paulo (Luiz Cláudio Barbosa/Futura Press/Estadão Conteúdo)
A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) disse neste sábado, num rápido discurso em Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo, que seus adversários estão promovendo uma "onda de mentiras" na eleição presidencial e que pessoas e partidos ligados a eles têm espalhado boatos sobre o fim do Bolsa Família, uma das principais bandeiras do governo petista. Curiosamente, a presidente reagiu ao que ela diz ser uma inverdade repetindo, mais uma vez, algo que seus principais oponentes não param de negar – que o programa de transferência de renda acabaria caso Dilma não seja reeleita. 
"Faltam poucos dias para a eleição e nesse momento o clima fica um pouco quente. Nós sabemos que começam a aparecer mentiras e boatos falsos por aí. Para que eles inventam esses boatos falsos? Para conseguir convencer o povo com enganações. Por exemplo, tem uns que dizem que o Bolsa Família, nosso programa mais importante e forte para reduzir a pobreza e a desigualdade junto com o emprego e o aumento de salário, vai acabar. Ora, vai acabar se eles forem eleitos", disse Dilma.
Leia mais: Dilma se enrola e cobra ‘compromisso com aqueles que desviam dinheiro público’
O medo de novo: Dilma diz que vitória de Marina vai provocar desemprego no RJ


O ataque é uma das armas do PT para evitar uma fuga de votos para os candidatos Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), mas não havia sido encampado pela presidente até agora. Marina já tinha levado ao ar na TV nesta semana uma propaganda em tom emotivo, na qual diz que não acabará com o Bolsa Família "porque sabe o que é passar fome". O tucano defende que o Bolsa Família vire lei regulamentada.

Dilma circulou em cima de um carro no comércio da capital paulista, ao lado do prefeito Fernando Haddad, da ministra Marta Suplicy (Cultura) e do candidato do PT ao governo paulista, Alexandre Padilha. Entre Haddad e Padilha, Dilma disse "nós somos o trio, prefeito, governador e presidenta, que vai fazer muito por São Paulo". Dilma criticou a ampliação da rede de transporte sobre trilhos no governo do tucano Geraldo Alckmin, ao dizer que o metrô paulista "vai a passo de tartaruga".

Sem citar o escândalo na Petrobras, que atinge os principais partidos da base governista no Congresso Nacional, Dilma fez uma defesa das investigações e prometeu punição aos envolvidos. Segundo ela, um dos fundamentos morais de seu governo é o "combate, sem tréguas, à corrupção". "Não somos aquele governo que gostava de varrer tudo para baixo do tapete. Não aparecia corrupção porque não investigavam, ficava tudo encoberto e quando descobriam um poderoso paravam a investigação. Agora não, doa a quem doer, atinja a quem atingir, nós puniremos os culpados." Dilma chegou a tratar como "especulação" a lista da propina delatada pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa. De acordo com ele, a distribuição de propina na estatal abasteceu um ministro do governo Dilma, Edison Lobão (PMDB), de Minas e Energia, conforme revelou VEJA.
Fonte: VEJA

A emoção vai ao palanque

Em VEJA desta semana

A emoção vai ao palanque

Marina saca da arma que era de uso exclusivo do PT e expõe a trajetória sofrida para estancar a queda nas pesquisas e brigar pela última cota de eleitores disponíveis, a dos chamados volúveis

Mariana Barros e Pieter Zalis
A candidata Marina Silva:  discurso em que ela diz que passou fome na infância produziu um vídeo de alta voltagem dramática
A candidata Marina Silva:  discurso em que ela diz que passou fome na infância produziu um vídeo de alta voltagem dramática (VEJA)
O contra-ataque veio na forma que o PT mais temia. Depois de sofrer a Blitzkrieg dilmista por vinte dias ininterruptos, Marina Silva sacou do coldre uma arma cujo poder de fogo seus adversários conhecem bem: o apelo emocional. Em um vídeo gravado durante um comício em Fortaleza e levado ao ar no seu programa eleitoral de terça-feira, a candidata dizia que passou fome e viu seus pais deixarem de comer para que os filhos pudessem dividir um ovo — e que alguém que passou por uma experiência assim jamais iria acabar com o Bolsa Família. A voz embargada da ex-senadora, as pausas estratégicas de sua fala, a eloquência da frase final (“Isso não é um discurso, isso é uma vida”) e os olhos marejados das pessoas no palanque produziram um vídeo de alta voltagem dramática — foram os dois minutos de maior impacto nas quase doze horas de programa eleitoral presidencial veiculadas na TV até aquela data, como mostrou o número de visualizações do filme na internet (67 000 até sexta-feira, recorde na campanha).
O uso da emoção em campanhas eleitorais está longe de ser algo novo, mas, no caso de Marina, ele embute um significado extra. Ao rebater os ataques do adversário com sua história de vida — menina negra e pobre, nascida em um seringal do Acre e alfabetizada aos 16 anos de idade —, ela tira do PT o monopólio da emoção e inicia um perigoso avanço no território inimigo, ao mesmo tempo em que enfraquece o discurso do medo usado pelo PT. A disseminação do boato de que Marina acabaria com o Bolsa Família — motivo do seu discurso em Fortaleza — foi parte do bombardeio petista cujos resultados apareceram na última pesquisa do Datafolha, divulgada na sexta-feira.
Pelo levantamento, a presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, abriu 7 pontos de vantagem sobre a ex-senadora no primeiro turno e diminuiu de 10 para 2 pontos a diferença no segundo. Aécio Neves, do PSDB, que chegou a ter 20 pontos a menos que Marina, agora está separado dela por 13. Na campanha de Dilma, o marqueteiro João Santana comemorou: “A Marina está derretendo”. As pesquisas internas do governo já mostravam que a estratégia de atacá-la a todo custo havia dado resultado. Para o diretor-geral do instituto, Mauro Paulino, a queda de Marina era esperada. “Pelo volume de ataques que ela sofreu, seu patamar não mudou muito.” Ele disse acreditar que o vídeo de Fortaleza deverá ter impacto junto ao eleitor, mas seus efeitos só serão sentidos na próxima pesquisa (as entrevistas do Datafolha foram feitas entre a última quarta e quinta-feira).
Fonte: VEJA