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03 setembro 2014

PSB diz que críticas a Marina refletem preconceito

Eleições 2014

PSB diz que críticas a Marina refletem preconceito

Em Brasília, coordenadores da campanha disseram que a candidata só está sendo questionada sobre mudanças no programa de governo, envolvendo o casamento gay, por ser evangélica

Marcela Mattos, de Brasília e Talita Fernandes
A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, durante entrevista no Estadão, em São Paulo
A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, durante entrevista no Estadão, em São Paulo (André Guerra/VEJA)
No dia em que o PT voltou toda a sua artilharia contra Marina Silva, a equipe da candidata à presidência pelo PSB avaliou as críticas feitas sobre a alteração no programa de governo, que recuou de capítulo que apoia o casamento gay, como um preconceito pelo fato de a ex-senadora ser evangélica. "Pegam no pé da Marina por puro preconceito com a religião dela", afirmou Pedro Ivo, um dos coordenadores da campanha e braço-direito da candidata. "As pessoas não entendem nem o que é ser evangélico. Essa é apenas uma ação para desconstruir Marina", continuou. Pedro Ivo e outros coordenadores participaram de homenagem feita na Câmara dos Deputados a Eduardo Campos, morto em acidente aéreo no último dia 13.
Versão inicial do programa de Marina surpreendeu a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) ao trazer o apoio à propostas "em defesa do casamento civil igualitário" e à "aprovação dos projetos de lei e da emenda constitucional em tramitação, que garantem o direito ao casamento igualitário na Constituição e no Código Civil". Menos de 24 horas após a publicação do documento, a campanha socialista recuou e reescreveu o capítulo, prevendo apenas a garantia dos “direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo". "Todo mundo promete criminalizar a homofobia, e nós não nos opomos a isso. Agora, perguntem aos adversários sobre o casamento gay. Ninguém fala abertamente sobre isso", ponderou Pedro Ivo.
mudança no texto original levou o coordenador do segmento LGBT do partido, Luciano Freitas,a abandonar campanha – é a terceira baixa desde que Marina assumiu a cabeça da chapa do PSB. O grupo ligado a Marina Silva minimiza a saída de Freitas, diz que ele sequer foi apoiado pelo congresso do partido para continuar no cargo em 2015 e que largou o projeto eleitoral para dedicar-se ao mestrado. 
O vice da chapa do PSB, deputado Beto Albuquerque, também reagiu às críticas feitas ao programa do PSB, reafirmando o que a ex-senadora disse em São Paulo. "Só recebe crítica o programa que existe. Tem muita gente criticando que sequer tem programa, como é o caso da Dilma e do Aécio", disse. Albuquerque voltou a defender que a criação de uma lei específica sobre os direitos LGBT cabe ao Legislativo, e não ao presidente da República, e classificou como um “oportunismo eleitoral” a proposta agora encampada pela presidente Dilma de criminalizar a homofobia. "Esse projeto de lei está tramitando no Congresso desde 2006 e o governo não mobilizou a base e a agenda pela aprovação. A presidente trata do assunto com oportunismo", afirmou o vice de Marina Silva. 
Albuquerque disse ainda que Dilma teve um "choque espiritual" três meses antes das eleições. O Palácio do Planalto decidiu desengavetar a chamada Lei Geral das Religiões, cuja tramitação está há mais de um ano parada no Senado. O texto estabelece para instituições religiosas diversos benefícios - inclusive tributários. 
Não conheço — Em São Paulo, onde participou de sabatina promovida pelo jornal O Estado de S. Paulo, Marina alegou desconhecer Freitas ao ser questionada sobre sua saída da campanha. Para responder à pergunta, a candidata pediu ajuda a Maurício Rands, coordenador do programa de governo que assistia à entrevista na plateia. "Luciano Freitas?", perguntou para Rands, a quem coube explicar que o militante do PSB já estava de saída da campanha antes da alteração do programa. "Não conheço a militância do PSB como conheço a da Rede. Rands está dizendo que ele já ia ser substituído por outro coordenador", disse a ex-senadora tentando se justificar.
Fonte: VEJA

As perguntas que Dilma não quis responder na TV

Eleições 2014

As perguntas que Dilma não quis responder na TV

Presidente-candidata se recusou a participar de entrevista no Jornal da Globo

A candidata Dilma Rousseff (PT) chega para o debate dos presidenciáveis promovido pelo SBT, em 01/09/2014
Dilma não explicou a ausência na bancada do Jornal da Globo (Ivan Pacheco/VEJA.com)
A presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) se recusou a participar nesta terça-feira da série de entrevistas feitas pelo Jornal da Globo com os presidenciáveis. Segundo a TV Globo, a petista não informou o motivo – apenas disse não. A ordem dos entrevistados foi escolhida por sorteio. A sabatina é gravada nos estúdios do jornal, em São Paulo, horas antes do programa ir ao ar.

Nesta terça, Dilma esteve bem perto do local da entrevista: ela passou o dia na Grande São Paulo e cumpriu agenda de candidata no ABC paulista, reduto petista, com o ex-presidente Lula. Na segunda, também estava na capital paulista, no debate promovido pelo jornal Folha de S. Paulo e pelo SBT. Na ocasião, fez questão de dizer que estava nervosa diante das câmeras – o desempenho ao microfone deixou claro mais uma vez seu desconforto com entrevistas e debates.

A emissora divulgou as seis perguntas que os apresentadores inicialmente prepararam para a petista e informou que é a primeira vez que uma candidata convidada recusa a sabatina de 25 minutos. Marina Silva, do PSB, foi entrevistada na segunda. Na quarta, será a vez de Aécio Neves. Saiba quais eram as perguntas que Dilma não quis responder:

1. Os últimos índices oficiais de crescimento indicam que o país entrou em recessão técnica. A senhora ainda insiste em culpar a crise internacional, mesmo diante do fato de que muitos países comparáveis ao nosso estão crescendo mais?

2. A senhora continuará a represar os preços da gasolina e do diesel artificialmente para segurar a inflação, com prejuízo para a Petrobras?

3. A forma como é feita a contabilidade dos gastos públicos no Brasil, no seu governo, tem sido criticada por economistas, dentro e fora do país, e apontada como fator de quebra de confiança. Como a senhora responde a isso?

4. A senhora prometeu investir R$ 34 bilhões em saneamento básico e abastecimento de água até o fim do mandato. No fim do ano passado, tinha investido menos da metade, segundo o Ministério das Cidades. O que deu errado?

5. Em 2002, o então candidato Lula prometeu erradicar o analfabetismo, mas não conseguiu. Em 2010, foi a vez da senhora, em campanha, fazer a mesma promessa. Mas foi durante o seu mandato que o índice aumentou pela primeira vez, depois de 15 anos. Por quê?

6. A senhora considera correto dar dentes postiços para uma cidadã pobre, um pouco antes de ser feita com ela uma gravação do seu programa eleitoral de televisão?
Fonte: VEJA

Marina incorpora ao ‘marinês’ o discurso econômico de Eduardo Campos

Política

Marina incorpora ao ‘marinês’ o discurso econômico de Eduardo Campos 

A presidenciável Marina Silva tem se mostrado cada vez mais à vontade para discutir economia, tomando para si, inclusive, frases repetidas constantemente por seu ex-companheiro de chapa

Talita Fernandes
A candidata Marina Silva (PSB) durante debate dos presidenciáveis promovido pelo SBT, em 01/09/2014
A candidata Marina Silva (PSB) durante debate dos presidenciáveis promovido pelo SBT, em 01/09/2014 (Ivan Pacheco/VEJA.com)
A candidata pelo PSB à Presidência da República, Marina Silva, dá sinais de que incorporou à sua oratória as questões econômicas que faziam parte dos discursos de Eduardo Campos, seu companheiro de chapa morto em acidente aéreo em 13 de agosto. Conhecida por defender o meio ambiente e questões sociais, a ex-senadora tem agora concentrado boa parte de seus discursos em economia, falando sobre o baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a inflação elevada e a situação crítica enfrentada pelo setor energético. Nos últimos dias, quando participou de debates, entrevistas e agendas públicas, Marina repetiu algumas vezes que Dilma “vai entregar o Brasil pior do que recebeu”, uma das frases preferidas de Eduardo Campos na hora do embate com a candidata petista.
Durante sabatina promovida pelo jornal O Estado de S. Paulo na tarde de terça, em crítica ao governo Dilma, que tem colocado a culpa da contração do PIB na crise internacional, Marina dedicou boa parte de sua argumentação à condução da economia. “Eu acho que abrir mão de política econômica é criar um ambiente de insegurança como o que nós temos hoje. Todos os países que entraram em crise em 2008 já começaram a se recuperar e o Brasil, que diziam que era apenas uma marola, está sendo tragado, com o risco de ser tragado por um tsunami. Exatamente porque não fez o dever de casa”, disse.
A preocupação com a área econômica se traduziu num capítulo detalhado do programa de governo apresentado por Marina na última sexta-feira. No texto, as promessas vão desde a autonomia formal do Banco Central, criação de um comitê fiscal e compromisso com o tripé macroeconômico – formado por metas rígidas de inflação e superávit primário e câmbio flutuante. Esses pontos foram vistos de forma positiva pelo mercado, como sinalização de correções na condução econômica do país, que está sob forte intervenção estatal e é penalizada pelo afrouxamento das metas de inflação e fiscal.
Na sexta, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a economia brasileira encolheu 0,6% no segundo trimestre, colocando o país em recessão técnica, Marina disse que o resultado do PIB é muito preocupante e assumiu compromissos para tirar o Brasil da atual situação.
As chances de Marina vencer as eleições – e, principalmente, de que a presidente Dilma Rousseff seja derrotada nas urnas -  têm animado o mercado: o Ibovespa registrou o melhor desempenho para o mês de agosto desde 2003, com valorização acumulada de 9,78%. O resultado tem se refletido positivamente no câmbio e o dólar tem mantido uma trajetória de queda, na casa de 2,20 reais.
A defesa por medidas ortodoxas na economia tem rendido também críticas de seus adversários na corrida presidencial. O candidato tucano Aécio Neves sugeriu que as propostas para a economia apresentadas por Marina são uma cópia do que ele e seu partido defendem. Já alguns nomes do PT têm dito que Marina, que foi filiada ao partido por trinta anos, ‘endireitou’. Na terça, o senador petista Humberto Costa chamou Marina de “FHC de saias”, uma inversão do apelido de “Lula de saias”, que ganhou por ter trajetória de vida com pontos em comum com o ex-presidente Lula. Marina tem combatido as críticas valendo-se da retórica do fim da “polarização”. “Acho que o Brasil precisa avançar para uma institucionalização das conquistas dos brasileiros. A estabilidade econômica, que começou no governo Fernando Henrique, deve ser referenciada nesse governo, mas não pode mais ser a política do Aécio ou do Fernando Henrique”, disse, exemplificando também as medidas na área social. Coisa semelhante aconteceu com Campos: ao defender pontos em comum com o PSDB, especialmente no meio econômico, o ex-governador chegou a ser criticado por não se mostrar um candidato distinto de Aécio, com quem costumava ter uma relação amistosa.
Energia - Um dos pontos que aparecem com frequência nas falas de Marina, e que costumavam estar na boca de Campos, são as críticas ao setor energético, especialmente à Petrobras. O ex-governador de Pernambuco chegou a afirmar que a presidente Dilma “tem tudo a ver” com a crise da Petrobras, que enfrenta problemas financeiros e está no centro de uma série de escândalos, como a compra da refinaria de Pasadena e a Operação Lava-Jato. Sobre o represamento dos preços dos combustíveis, controlados pelo governo para evitar uma alta ainda maior da inflação, Campos também disse que Dilma havia “guardado na gaveta” o aumento da gasolina para depois da inflação.
Marina tem repetido o discurso: diz que a Petrobras não pode ser utilizada politicamente e que as contas dos combustíveis “já sobraram para o povo”. Após o debate promovido pelo SBT na segunda-feira, a ex-senadora afirmou que Dilma, que sempre esteve ao lado das estatais, é a responsável pelas perdas da petroleira. “Ela, que tanto defendia a proteção das estatais brasileiras, colocou a Petrobras numa situação de muita dificuldade. A grande ameaça ao pré-sal, a que ela tanto se refere, é a ameaça que ela mesma representa”, disse em resposta às críticas feitas pela petista de que Marina subestimou a importância do pré-sal em seu plano de governo.
Fonte: VEJA

Charge

Charge

Redenção - Divisão de Homicídios vai investigar chacina

Equipes da Coordenadoria de Medicina Legal recolheram os corpos em Redenção e trouxeram para serem necropsiados na Pefoce
CRIME EM REDENÇÃO

Divisão de Homicídios vai investigar chacina

03.09.2014

A Polícia Civil afirma já ter pistas dos suspeitos das cinco mortes. Os corpos foram achados em covas rasas


forense
Equipes da Coordenadoria de Medicina Legal recolheram os corpos em Redenção e trouxeram para serem necropsiados na Pefoce
FOTOS: KLÉBER A. GONÇALVES
delegados homicídios
Os delegados Tereza Cruz, de Redenção, e Ricardo Romagnoli, da Divisão de Homicídios, estiveram reunidos, ontem, na sede da DHPP, em Fortaleza
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Devido ao avançado estado de decomposição dos cinco corpos encontrados, não foi possível que os parentes fizessem o reconhecimento formal
A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) irá auxiliar nas investigações da chacina ocorrida em Redenção. Conforme a Polícia, é provável que, dos cinco corpos encontrados, enterrados em um canavial, na manhã da última segunda-feira (1º), quatro sejam do grupo de adolescentes que haviam desaparecido, desde o último dia 19 de agosto, após serem sequestrados por bandidos armados.
Na manhã de ontem, o diretor adjunto da DHPP, delegado Ricardo Romagnoli, esteve reunido com a delegada de Redenção, Tereza Cristina Cruz. Romagnoli disse que a Especializada dará todo o suporte necessário para que o crime seja elucidado. "Será um trabalho em conjunto com a Delegacia de Redenção. A Divisão de Homicídios vai auxiliar com deslocamento de equipes e tudo o que se fizer necessário, durante o andamento das investigações", afirmou.
Os adolescentes que tinham entre 14 e 16 anos, identificados como Jonathan Araújo de Brito, Iranildo Leitão da Silva Filho, Erineudo Leitão da Silva Brito e Távio da Silva Sousa foram arrebatados da casa onde viviam, no bairro Boa Fé, por um grupo formado por cerca de seis homens.
Policiais
Na Cidade de Redenção, populares chegaram a ventilar a hipótese de que policiais tenham participado do rapto. No entanto, o diretor da DHPP disse que ainda não conhece essa versão dos fatos, mas que todas as linhas de investigação, que fizerem sentido, serão apuradas. "É muito comum falarem do envolvimento de policiais em crimes deste tipo, mas é muito prematuro fazer algum juízo de valor, neste momento. Asseguro que, se esta versão tiver algum fundo de verdade, ela será apurada com tanto rigor quanto as demais", destacou o diretor da DHPP.
Romagnoli disse ainda, que existem suspeitas que estão se fortalecendo, mas os nomes dos possíveis envolvidos no crime, ainda não podem ser revelados. O delegado afirmou que a motivação do fato ainda não está clara. A titular da Delegacia Municipal de Redenção, Teresa Cristina Cruz, informou que o inquérito que investiga os homicídios foi instaurado momentos após os achados dos cinco cadáveres serem confirmados.
"Um inquérito sobre o desaparecimento foi aberto no dia 21 de agosto, um dia após as famílias nos procurarem dando conta do ocorrido. Agora, nossas investigações mudam de rapto para homicídio. Estamos aguardando os laudos dos exames, mas é muito provável que os corpos sejam dos garotos que estavam desaparecidos", declarou.
Genético
Quanto à realização dos exames de identificação, Cristina Cruz disse que expediu os ofícios para que a Coordenadoria de Medicina Legal (Comel) recolhesse material genético dos familiares dos menores sumidos, para que o DNA deles seja confrontado com os dos cadáveres encontrados e possa ser comprovado, ou não, o parentesco. "Somente com os resultados destes exames teremos absoluta certeza que são eles", disse.
Ela informou também, que as famílias que registraram os desaparecimentos já foram avisadas sobre a possibilidade de que seus entes estejam mortos. "Na verdade, todos eles já sabiam, mas é um dever da Polícia indicar o procedimento correto a ser tomado", contou a delegada.
Os parentes da quinta pessoa morta, que estava em uma das duas covas-rasas, encontradas pelos operários da usina, não tinham ido à Delegacia até a tarde de ontem. Cristina Cruz disse que ainda não tem pistas de quem pode ser.
"Não temos registro de ninguém que esteja desaparecido, nem apareceu ninguém na Delegacia reclamando o cadáver. Ainda não sabemos o que aconteceu com ele, nem como ele foi parar naquela cova, mas isto também será apurado", ressaltou.
Peritos iniciam os exames de DNA
Cinco famílias estiveram, na tarde de ontem, na Coordenadoria de Medicina Legal (Comel), na tentativa de identificar os cadáveres achados em covas rasas, no município de Redenção, vítimas de uma chacina. Materiais genéticos de todos as pessoas que se apresentaram para receber os corpos foram colhidos para realização de exames de DNA.
As necropsias começaram no início da manhã, na sede da Comel, na Avenida Presidente Castelo Branco (Leste-Oeste), mas diante do estado de putrefação dos corpos, mais de um procedimento foi feito, para que elementos de identificação e as causas das mortes sejam atestadas com precisão pelos peritos.
Até o fim do expediente da Comel, no fim da tarde, não foram divulgados os meios utilizados para matar as vítimas. Embora os procedimentos tenham sido realizados, os laudos não foram expedidos, ainda, conforme informações da Instituição. Na manhã de hoje, a diretora do órgão deve fornecer detalhes sobre os primeiros exames.
Ossadas
Segundo a médica Helena Carvalho, coordenadora do núcleo de Medicina Legal, dois dos cinco cadáveres já se apresentavam somente como ossadas. Os outros três estavam putrefatos, mas ainda tinham pele. "A velocidade da decomposição de um corpo é influenciada por muitos fatores. Geralmente, para que se chegue ao estado de ossada, é necessário cerca de um mês, mas o local onde o corpo está enterrado, o clima, a umidade, são determinantes na proliferação bacteriana que acontece durante a putrefação", declarou a médica.
Segundo Helena Carvalho, a prioridade é a identificação dos corpos, para que eles sejam entregues às famílias. "É um procedimento que demanda técnica, principalmente nos putrefatos. Lembramos que, mesmo os que têm pele e ainda apresentam marcas, cicatrizes, tatuagens, ou, usam algum tipo de acessório como pulseira e relógio, terão que ser submetidos a exames. O reconhecimento não é considerado um prova científica, isto é conseguido apenas com a identificação baseada em exames", afirmou.
Márcia Feitosa
Repórter
Fonte: Diário

No Ceará, Eunício tem 41%, Camilo, 31%, e Eliane, 4%, diz Datafolha

No Ceará, Eunício tem 41%, Camilo, 31%, e Eliane, 4%, diz Datafolha

Instituto entrevistou 1.042 eleitores entre os dias 1º e 2 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

O Instituto Datafolha divulgou, nesta quarta-feira (3), pesquisa de intenção de voto sobre o primeiro turno da disputa pelo governo do Ceará neste ano. Eunício Oliveira (PMDB) tem 41%. No levantamento anterior, tinha 47%.
A pesquisa foi encomendada pelos jornais “O Povo” e "Folha de São Paulo".
O candidato Camilo Santana (PT), que na pesquisa anterior tinha 19%, aparece com 31%; Eliane Novais (PSB), com 4%; e Ailton Lopes (PSOL), 2%.
Veja os números do Datafolha para a pesquisa estimulada:
Eunício Oliveira (PMDB) - 41%
Camilo Santana (PT) - 31%
Eliane Novais (PSB) - 4%
Ailton Lopes (PSOL) - 2%
- Brancos/nulos - 8%
- Não sabe - 15%
A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 2 de setembro. Foram entrevistados 1.042 eleitores em 41 cidades do Ceará. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de 3 pontos prevista.
A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) sob o número CE-00021/2014 e no Superior Tribunal Eleitoral sob o número BR-00517/2014.
Fonte: G1

Agora é guerra: PT lança ofensiva contra Marina Silva

Eleições 2014

Agora é guerra: PT lança ofensiva contra Marina Silva

Terça-feira foi marcada por ataques em série do partido à ex-senadora, principal adversária de Dilma Rousseff nas eleições. Do Senado à TV, Marina foi o alvo

Gabriel Castro, de Brasília
Com Lula, Dilma faz campanha pelas ruas de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo
Com Lula, Dilma faz campanha pelas ruas de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo (Felipe Frazão/VEJA.com)
O PT pretendia apresentar a candidata Dilma Rousseff como uma pessoa equilibrada e serena, digna do cargo de presidente, que se preocupa em apresentar suas realizações e evita o bate-boca eleitoral. A estratégia declarada de tocar a campanha sem confrontos diretos, entretanto, durou até a ascensão de Marina Silva (PSB). Agora, os petistas deixaram de lado os bons modos. A terça-feira foi marcada por ataques em série à ex-senadora.
Dilma, que tem feito críticas moderadas à adversária, manteve o tom dos ataques – e deve seguir assim. Pela manhã, em ato político com Lula em São Bernardo do Campo, reduto petista na Grande São Paulo, referiu-se a Marina em um palanque nominalmente pela primeira vez. "O que nos separa e distingue da Marina e dos demais adversários é que colocamos no centro de nossas preocupações as pessoas e a questão do emprego", disse. "Eles preferem propor medidas de arrocho salarial e que vão levar necessariamente ao desemprego." A parte mais pesada dos ataques será feita de forma desvinculada da presidente. A estratégia ficou clara ao longo do dia. Na propaganda da candidata na televisão, Marina agora é comparada a Jânio Quadros e Fernando Collor – o mesmo Collor que disputa uma vaga no Senado com o apoio de Dilma. Mas quem faz a comparação é um locutor, e não a petista.
Enquanto isso, o site Muda Mais, chefiado pelo ex-ministro Franklin Martins e vinculado ao PT, deixou de lado o tucano Aécio Neves para atingir Marina Silva. Ela é apresentada como “a candidata das erratas”, graças às mudanças em seu programa de governo. Nas redes sociais, os perfis do Muda Mais também ajustam a mira: “Marina claramente não entende que para governar o Brasil, é preciso ter maioria no Congresso”, diz uma postagem.
No Congresso, a ofensiva ficou por conta do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). Ele fez nesta terça-feira um discurso agressivo contra a candidata do PSB à Presidência. Costa usou expressões como “política sem lado”, “tendência ao autoritarismo”, “promessas vagas”, “ameaça ao nosso futuro” para criticar vários pontos defendidos pela candidata, que foi citada como alguém sem ideias claras e sem condições de governar o Brasil.
“Isso demonstra a fraqueza da chapa presidencial de Marina, que, refutando tudo e todos, não teria ninguém para governar caso vencesse a eleição. Não teria base neste Congresso, não teria aliados, não teria apoios para aprovar projetos e jogaria o Brasil em uma paralisia extremamente perigosa”, disse ele.
O petista também afirmou que a “nova política” pregada por Marina é uma farsa. “É só observar os seus palanques regionais, as raposas estão todas lá – o ex-senador Mão Santa, o filho do ex-senador Bornhausen, que queria acabar com raça do PT e tantas e tantas figuras agora transformadas em instrumentos da nova política no nosso país”, disse Costa. O líder do PSB no Senado, Rodrigo Rollemberg (DF) reagiu: “A população brasileira não aceita mais esse tipo de terrorismo, e quero relembrar que o ex-presidente Lula também foi vítima desse tipo de preconceito e ameaça”, afirmou o parlamentar.


(Com reportagem de Felipe Frazão, de São Paulo)

Fonte: VEJA

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Oi leitores do C.E! Por Tim Challies O assunto “leitura” tem ocupado minha mente nos últimos tempos. Por isso achei que poderia ser útil montar uma lista de dicas para ler mais e melhor. Espero que...

LEITURA ORANTE‏

Posted: 02 Sep 2014 08:01 PM PDT
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
A nós todos, a paz de Deus, nosso Pai, 
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, 
no amor e na comunhão do Espírito Santo. 
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando com todos os orantes do Evangelho:
Vem, Espírito Santo!
Faze de nós um só coração e uma só alma,
a fim de que o mundo creia em Jesus, Filho de Deus.

Vem, Espírito Santo!
Faze-nos amar as Escrituras,
para reconhecermos a voz viva de Jesus.

Torna-nos humildes e simples,
a fim de compreendermos
os mistérios do Reino de Deus.

Vem, Espírito Santo!
Maria está aqui conosco,
ela nos reúne e invoca por nós
o dom do Amor e o fogo do Espírito.


Vem, Espírito Santo! Amém!

Evangelho do dia‏

Quarta-feira, 3 de Setembro de 2014.
Santo do dia: São Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja; Beato Bartolomeu Gutiérrez, presbítero, e companheiros, mártires
Cor litúrgica: branco
Evangelho de hoje: São Lucas 4, 38-44
Primeira leitura: Coríntios 3, 1-9
Leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios:

1Irmãos, não pude falar-vos como a pessoas espirituais. Tive de vos falar como a pessoas carnais, como a crianças na vida em Cristo. 2Pude oferecer-vos somente leite, não alimento sólido, pois ainda não éreis capazes de tomá-lo. E nem atualmente sois capazes de receber alimento sólido, 3visto que ainda sois carnais. As rivalidades e rixas que existem aí, no meio de vós, acaso não mostram que sois carnais e que procedeis de acordo com os impulsos naturais? 4Quando um declara: "Eu sou de Paulo", e outro: "Eu sou de Apolo", não estais procedendo como pessoas simplesmente naturais? 5Pois, que é Apolo? que é Paulo? Não passam de servidores, pelos quais chegastes à fé. E cada um deles exerce seu serviço segundo o dom recebido de Deus. 6Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é que fazia crescer. 7De modo que nem o que planta, nem o que rega são, propriamente, importantes. Quem é importante é aquele que faz crescer: Deus. 8Aquele que planta e aquele que rega formam uma unidade, mas cada um receberá o seu próprio salário, proporcional ao seu trabalho. 9Com efeito, nós somos cooperadores de Deus, e vós sois lavoura de Deus, construção de Deus.
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus 

Na Bahia, Dilma lidera com 54%, Marina chega aos 21% e Aécio aos 11%, diz Bapesp

DILMA MARINA E AÉCIO - FOLHABAIANA
Publicado em 27 de agosto de 2014 às 16:58. / REDAÇÃO: FOLHABAIANA.COM | Fonte: BN 

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 84 municípios da Bahia e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob nº BR -00408/2014.
Se as pesquisas nacionais mostram a ex-ministra Marina Silva (PSB/Rede) com um percentual relevante na corrida pelo Palácio do Planalto, a pesquisa Bapesp, encomendada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT), apresenta a substituta de Eduardo Campos com 21%, enquanto a presidente Dilma Rousseff (PT) lidera com 54% a corrida pela Presidência da República na Bahia.
O candidato do PSDB, Aécio Neves, que aparecia em segundo lugar nas pesquisas, caiu para a terceira posição após ser ultrapassado por Marina, com 11% das intenções de voto. A pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 84 municípios da Bahia e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob nº BR -00408/2014.

Datafolha: Eunício cai para 41% e Camilo vai para 31%

montagem camilo e eunicio
O candidato Camilo Santana (PT) subiu 12 pontos percentuais na disputa pelo governo do estado e, hoje, tem 31% das intenções de voto. Apesar disso, Eunício Oliveira (PMDB), mantém-se na liderança, com 41% – seis pontos a menos do que o registrado na primeira pesquisa, divulgada em 14 de agosto. O resultado da primeira pesquisa O POVO/Datafolha realizada após o início do horário eleitoral gratuito revela que, em três semanas, a vantagem de Eunício sobre Camilo caiu de 28 para 10 pontos.
O desempenho da candidata do PSB, Eliane Novais, teve variação negativa, passando de 7% para 4% das intenções de votos. Ailton Lopes (Psol) também oscilou para baixo, saindo de 4% para 2%. Juntos, os adversários de Eunício somam 37%. Isso significa que, no limite da margem de erro da pesquisa – que é de três pontos, para mais ou para menos – abre-se a possibilidade de haver segundo turno no Ceará.
Pela margem de erro, se a eleição fosse hoje, Eunício teria entre 38% e 44%, enquanto seus concorrentes teriam entre 34% e 40%. Assim, a chance de a briga pelo governo se estender por duas etapas já não pode ser descartada.
Os dados correspondem à pesquisa estimulada (quando é apresentada ao eleitor uma lista com os nomes dos candidatos), na qual outros 8% dos entrevistados disseram votar em branco ou nulo e 15% revelaram não saber em quem irão votar.
Já na pesquisa espontânea, na qual o eleitor diz em quem pretende votar sem ver a lista com os nomes, Eunício marca 19% e Camilo aparece com 18%. O governador Cid Gomes (Pros), que não disputa a eleição, aparece com 2%. Ainda na espontânea, Eliane marca 1%; Ailton Lopes não pontua. Esse é o número que mostra o voto mais consolidado.
A pesquisa O POVO/Datafolha foi realizada em parceria com a Folha de S. Paulo. O Datafolha ouviu 1.042 pessoas, em 41 municípios cearenses, entre os dias 1º e 2 de setembro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número CE-00021/2014 e BR-00517/2014. Com informações do Jornal O Povo.

Senado: Tasso lidera com 54%, Mauro tem 20%



O ex-governador Tasso Jereissati (PSDB) lidera a corrida ao Senado Federal com 54% das intenções de voto, contra 20% do deputado estadual Mauro Filho (Pros) na nova rodada de pesquisa O POVO/Datafolha. As candidatas Geovana Cartaxo (PSB) e Raquel Dias (PSTU) estão empatadas com 2%, cada. 

A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 2 de setembro, duas semanas após o início do Horário Eleitoral Gratuito e logo em seguida ao debate realizado pelo Grupo de Comunicação O POVOentre os candidatos ao Senado. O Datafolha ouviu 1.042 eleitores em 41 municípios cearenses. A pesquisa está registrada no TSE sob os números CE 00021/2014 e BR 00517/2014.

Comparando com a última rodada, realizada entre 11 e 13 de agosto, Tasso oscilou positivamente um ponto percentual, e Mauro Filho, dois. Raquel Dias oscilou negativamente três percentual e Geovana, um. O percentual de eleitores que pretendem votar em branco/nulo manteve-se em 9%, e o de indecisos passou de 10% para 13%. Todas as variações estão dentro da margem de erro, que é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Este ano, apenas uma vaga ao Senado está em disputa.

Desempenho de cada um

Tasso ganha em todos os segmentos de sexo, idade, escolaridade e renda. Na divisão por faixa etária, Tasso obtém seu índice mais baixo entre os eleitores com mais de 60 anos (48%). Entre os jovens, tem 50%, registrando crescimento de 10 pontos com relação à última pesquisa. Mauro Filho registra seu melhor desempenho justamente no segmento entre 16 e 24 anos (25%).

O desempenho de Tasso é melhor quanto menos escolarizado é o eleitor (57% entre quem tem nível fundamental, 41% com nível superior). Com Mauro, dá-se o inverso (19% no nível fundamental e 25% no superior). No quesito renda, Tasso registra seus melhores desempenhos nos extremos: entre quem ganha até 2 salários mínimos (57%) e os que ganham acima de 10 salários mínimos (54%). Mauro tem sua melhor pontuação nos estratos intermediários (25%).
Saiba mais
A pesquisa O POVO/Datafolha revela um descasamento entre as eleições para o Governo e Senado.
O cruzamento de dados mostra que 39% dos eleitores de Camilo Santana (PT) votariam em Tasso Jereissati (PSDB) ao Senado. Já o candidato de Camilo, Mauro Filho (Pros), recebe 42% dos votos de seus eleitores.
Já entre os eleitores de Eunício Oliveira (PMDB), 76% pretendem votar em Tasso, enquanto 13% dizem votar em Mauro Filho.
Entre os eleitores do PT, o tucano registra 48% das intenções. Mauro, 28%.
Metodologia
1. ONDE E QUANDO
A pesquisa O POVO/Datafolha foi realizada anteontem e ontem, dias 1º e 2 de setembro, em 41 municípios do Ceará.

2. QUANTOS RESPONDEM
Foram feitas entrevistas com 1.042 eleitores com 16 anos ou mais de idade.

3. QUEM RESPONDE
A seleção dos eleitores pesquisados é feita por sorteio aleatório. A pesquisa é feita com amostragem estratificada por sexo e idade.

4. MARGEM DE ERRO
A margem de erro máxima é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

5. CONFIANÇA
O nível de confiança considerado é de 95%. Isso significa que, se forem realizadas 100 pesquisas com a mesma metodologia, em 95 os resultados estariam dentro da margem de erro.

6. REGISTRO

A pesquisa foi contratada pelos jornais O POVO e Folha de S.Paulo. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os números CE-00021/2014 e BR-00517/2014.
Fonte: O POVO

Datafolha: Em um possível segundo turno Eunício venceria Camilo por 46% a 35%

montagem camilo e eunicio

De acordo com pesquisa O POVO/Datafolha, divulgada nesta quarta-feira, se as eleições para o Governo do Ceará fossem hoje, o candidato Eunício Oliveira (PMDB) venceria um possível segundo turno contra Camilo Santana (PT). A pesquisa mostra o peemedebista com 46% dos votos, contra 35% do petista na disputa final.
O Datafolha também perguntou em qual dos candidatos os eleitores não votariam de jeito nenhum no primeiro turno. Eunício teve o menor percentual de rejeição, 16% – número idêntico ao registrado na pesquisa anterior, divulgada no dia 14 de agosto.
Já Camilo reduziu o percentual de rejeição de 30% para 20%. O maior percentual de rejeição ficou com Ailton Lopes (28%), do Psol, seguido de Eliane Novais (26%), do PSB.
Ainda segundo a sondagem, 7% dos eleitores cearenses votariam nulo ou em branco, enquanto 12% não saberiam em quem votar. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Com informações do Jornal O Povo.

Fonte: O POVO

Vantagem de Eunício sobre Camilo cai para 10 pontos


O candidato do PT passou de 19% para 31%, enquanto o peemedebista passou de 47% para 41%. Pela primeira vez desde o início da campanha, pesquisa mostra possibilidade de segundo turno para o Governo do Ceará

A primeira pesquisa O POVO/Datafolha realizada após o início do horário eleitoral gratuito revela que o candidato Camilo Santana (PT) subiu 12 pontos percentuais na disputa pelo governo do estado e, hoje, tem 31% das intenções de voto. Apesar disso, Eunício Oliveira (PMDB), mantém-se na liderança, com 41% – seis pontos a menos do que o registrado na primeira pesquisa, divulgada em 14 de agosto. O resultado mostra que, em três semanas, a vantagem de Eunício sobre Camilo caiu de 28 para 10 pontos. 

O desempenho da candidata do PSB, Eliane Novais, teve variação negativa, passando de 7% para 4% das intenções de votos. Ailton Lopes (Psol) também oscilou para baixo, saindo de 4% para 2%. Juntos, os adversários de Eunício somam 37%. Isso significa que, no limite da margem de erro da pesquisa – que é de três pontos, para mais ou para menos – abre-se a possibilidade de haver segundo turno no Ceará. 

De acordo com a lei eleitoral, para vencer no primeiro turno o candidato precisa ter mais votos que a soma de todos os seus adversários. Pela margem de erro, se a eleição fosse hoje, Eunício teria entre 38% e 44%, enquanto seus concorrentes teriam entre 34% e 40%. Assim, a chance de a briga pelo governo se estender por duas etapas já não pode ser descartada.

Os dados correspondem à pesquisa estimulada (quando é apresentada ao eleitor uma lista com os nomes dos candidatos), na qual outros 8% dos entrevistados disseram votar em branco ou nulo e 15% revelaram não saber em quem irão votar.
Já na pesquisa espontânea, na qual o eleitor diz em quem pretende votar sem ver a lista com os nomes, Eunício marca 19% e Camilo aparece com 18%. O governador Cid Gomes (Pros), que não disputa a eleição, aparece com 2%. Ainda na espontânea, Eliane marca 1%; Ailton Lopes não pontua. Esse é o número que mostra o voto mais consolidado.

O peso do horário eleitoral 

O Datafolha retratou as intenções do eleitor após duas semanas de propaganda eleitoral na televisão e no rádio, iniciada em 19 de agosto. A comparação com a sondagem anterior mostra que o “palanque eletrônico” ajudou o eleitor a se decidir. 

Na pesquisa espontânea, o percentual de entrevistados que disseram não saber em quem vão votar caiu de 61% para 48%. 

A pesquisa O POVO/Datafolha foi realizada em parceria com a Folha de S. Paulo. O Datafolha ouviu 1.042 pessoas, em 41 municípios cearenses, entre os dias 1º e 2 de setembro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número CE-00021/2014 e BR-00517/2014.

O POVO Online
Leia mais análise da pesquisa no blog Eleições 2014, do O POVO.

Metodologia
1. ONDE E QUANDO
A pesquisa O POVO/Datafolha foi realizada anteontem e ontem, dias 1º e 2 de setembro, em 41 municípios do Ceará.

2. QUANTOS RESPONDEM
Foram feitas entrevistas com 1.042 eleitores com 16 anos ou mais de idade.

3. QUEM RESPONDE
A seleção dos eleitores pesquisados é feita por sorteio aleatório. A pesquisa é feita com amostragem estratificada por sexo e idade.

4. MARGEM DE ERRO
A margem de erro máxima é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

5. CONFIANÇA

O nível de confiança considerado é de 95%. Isso significa que, se forem realizadas 100 pesquisas com a mesma metodologia, em 95 os resultados estariam dentro da margem de erro.

6. REGISTRO
A pesquisa foi contratada pelos jornais O POVO e Folha de S.Paulo. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os números CE-00021/2014 e BR-00517/2014.
Fonte: O POVO