Buscar

01 setembro 2014

Uece recebe pedido de isenção de taxa para vestibular 2015.1

Uece recebe pedido de isenção de taxa para vestibular 2015.1

Solicitações podem ser feitas a partir desta segunda-feira (1°).
Interressado devem preencher formulário e entregar documentos na Uece


A Universidade Estadual do Ceará (Uece) recebe, a partir de segunda-feira (1°) até 7 de setembro, os pedidos de isenção da taxa do vestibular 2015.1 para ingresso nos cursos da universidade, no 1º semestre de 2015. A solicitação da isenção da taxa deve ser feita por meio de um preenchimento de formulário eletrônico no site da Uece. A página ficará disponível das 8h do dia 1º de setembro até as 23h59 do dia 07 de setembro de 2014.
Após o preenchimento e impressão do formulário, o requerente deverá entregá-lo com a documentação da categoria a qual se enquadra, na sede da Comissão Executiva do Vestibular (CEV), no Campus do Itaperi, para os candidatos de Fortaleza, ou nas sedes das Unidades de Ensino da UECE no Interior do Estado, até 8 de setembro de 2014, no horário corrido das 8h às 17h.
De acordo com a Uece, poderão ser contemplados com isenção do pagamento da taxa de inscrição os candidatos interessados em ingressar nos cursos de graduação regular e que estejam enquadrados nas categorias: professor ou funcionário da Funece; filho ou dependente legal de professor ou de funcionário cedido à Funece;doador de sangue no Ceará e professores ou funcionários, como filhos de professores ou funcionários da Prefeitura de Quixadá.
Também pode ser isento de pagar a taxa egresso do Ensino Médio que tenha cursado com aprovação durante três anos letivos (1º, 2º e 3º anos) em escolas públicas de funcionamento no Ceará; aluno que esteja cursando o segundo semestre do 3º ano do Ensino Médio em escola pública do Ceará e que tenha cursado o 1º semestre do 3º ano em escola pública, bem como o 1º e o 2º anos, com aprovação também em escola pública. Para as duas situações citadas acima serão concedidas, no máximo, duas isenções. A primeira concessão de isenção equivale a 100% do valor da taxa de inscrição e a segunda, a 50% do valor da taxa.
Após a concessão da isenção, a decisão do beneficiário de não a usufruir será considerada e contada como uma concessão já deferida, quando o mesmo solicitá-la pela segunda vez.
Fonte: G1

MST ocupa fazenda de candidato do PMDB ao governo do CE em Goiás


Alex Rodrigues
Da Agência Brasil
Trabalhadores sem terra ocuparam, na madrugada deste domingo (31), uma fazenda localizada entre as cidades goianas de Alexânia e Corumbá. Segundo o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), a propriedade abriga a Agropecuária Santa Mônica, da qual o senador e candidato ao governo do Ceará, Eunício Oliveira (PMDB), é um dos donos.
A assessoria do parlamentar confirmou que a fazenda ocupada pertence a Oliveira. Em nota, a equipe garante que a propriedade é produtiva, opera há mais de 25 anos em uma região livre de conflitos agrários e cumpre todas as normas da legislação tributária, trabalhista e ambiental, razão pela qual o grupo classifica a ação do MST como "um ato surpreendente".
Na declaração de bens que entregou ao Tribunal Superior Eleitoral, o senador informou ser dono de uma fazenda chamada Santa Mônica, em Alexânia, além de vários imóveis rurais no interior de Goiás.
De acordo com o MST, a ação dessa madrugada é a maior feita pelo movimento em Goiás nos últimos dez anos. O movimento garante que ao menos 3.000 famílias participam da ocupação.
Ainda de acordo com o movimento, a iniciativa visa a alertar a sociedade para o fato de que a maior parte dos deputados e senadores da atual legislatura representa os interesses dos grandes produtores rurais, em detrimento dos produtores familiares e trabalhadores do campo.
Leia mais em: http://zip.net/blpqVn

Nova dose da vacinação contra HPV começa hoje

Não há prazo para a vacinação, ou seja, quem fez 11 anos agora pode tomar ainda a primeira dose da vacina e em seis meses deverá tomar a segunda dose.
Brasília A partir de hoje, as meninas de 11 a 13 anos poderão tomar a segunda dose da vacina contra o HPV (papilomavírus humano), que protege contra o câncer de colo de útero.
O anúncio desta fase de vacinação foi feito pelo Ministério da Saúde. Quem tomou a primeira dose da vacina deve tomar a próxima para garantir a imunização completa contra o vírus.
A expectativa da pasta é de que 80% das 4,9 milhões de meninas nessa faixa etária sejam imunizadas no país nos próximos meses. A vacina será distribuída nas escolas públicas e privadas e nos postos de saúde em todo o país.
A primeira dose da vacina começou a ser distribuída em março deste ano. Em seis meses, o governo conseguiu aplicar a vacina em 4,3 milhões de meninas, o que corresponde a 87,3% do público-alvo. Ela é distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS). São Paulo foi o Estado que teve o melhor resultado, tendo vacinado 98,74% das meninas nessa faixa etária.
A estratégia adotada no início da vacinação será mantida agora. Não há prazo para a vacinação, ou seja, quem fez 11 anos agora pode tomar ainda a primeira dose da vacina e em seis meses deverá tomar a segunda dose. A terceira dose da vacina será aplicada daqui a cinco anos como reforço para a imunização.
Em 2015, a vacina passará a ser oferecida para as adolescentes de 9 a 11 anos e em 2016, às meninas de 9 anos. A meta é ter todas as mulheres entre 9 e 15 anos vacinadas contra a doença até 2016.
Câncer de colo do útero
O vírus do HPV é um dos causadores do câncer de colo do útero, terceiro tumor mais frequente em mulheres no país e terceira principal causa de morte entre mulheres no país, de acordo com o Ministério da Saúde. Na região Nordeste, esse tipo de câncer é o mais letal. O ministro ressaltou ainda que a imunização contribui para a redução dos casos de câncer de colo do útero mas outros métodos de proteção precisam continuar sendo usados, como o uso de camisinhas, e o exame de papanicolau, recomendado para mulheres a partir dos 25 anos, também deve continuar sendo feito mesmo por quem já tomou a vacina.
Não compulsória
A vacina não será compulsória. Caso a menina se recuse a ser imunizada na escola, ou os seus pais a proíbam, receberá orientação para procurar um posto de saúde. A vacina utilizada no Brasil é a chamada quadrivalente, a mais comum no mundo.
Ela protege contra o câncer e contra verrugas anogenitais.
Fonte: Diário

Cobrança indevida requer atenção

Conselho do Procon-SP é de sempre conferir os débitos nas contas e, na incidência de algo não autorizado, recorrer ao Procon da cidade onde mora
O consumidor deve sempre verificar se não há a cobrança de serviços de terceiro em sua conta de luz, água, gás e telefone, sem que tenha solicitado. O alerta é da Fundação Procon do Estado de São Paulo (Procon-SP).O Procon-SP esclarece que a cobrança de serviços de terceiro atrelada ao pagamento de serviços essenciais é considerada prática abusiva, pois, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), o fornecimento de qualquer serviço deve ser previamente autorizado.
Tanto assim que, no fim de agosto, o Procon-SP multou a Vivo-Telefonica e a Mapfre Vera Cruz Seguradora por cobrança de dois tipos de seguro na fatura mensal, sem a prévia autorização do cliente.
Motivos
Os seguros cobrados indevidamente são o Seguro Conta Protegida e o Seguro Residencial. A Vivo foi multada em R$ 7,5 milhões e a Mapfre, em R$ 3,5 milhões. De acordo com o argumento Procon-SP, a Mapfre foi autuada por "enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer serviço".
E a Vivo foi multada por "exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva", já que a cobrança é efetuada na própria fatura de serviço, o que obriga o usuário da operadora de telefonia a efetuar o pagamento.
As duas empresas, segundo conta o órgão de defesa do consumidor de São Paulo já haviam sido notificadas em junho deste ano para prestar esclarecimentos sobre denúncias feitas por consumidores relativas a cobrança dos seguros.
Direito do consumidor
Se houver a cobrança de algum serviço de terceiro em sua conta de luz, água, gás ou telefone, sem que tenha solicitado, o consumidor deve pedir a restituição do valor em dobro, conforme determina o CDC, orienta o Procon-SP. Caso não seja atendido, deve encaminhar uma reclamação ao Procon de seu município ou de seu Estado.
Fonte: Diário

Charge

Charge

Fortaleza tropeça em casa ao empatar com o Crac-GO


fortaleza crac
KIKO SILVA
O Fortaleza recebeu a equipe do Crac no PV, na noite deste domingo (31) e acabou tropeçando. O duelo, que foi válido pela 13ª rodada do Grupo A da Série C, acabou em 1 a 1.
Fernandinho marcou para o Leão do Pici, aos 42 minutos do segundo tempo, enquanto Tito anotou para o Crac, aos 40 do segundo tempo. O Fortaleza segue na liderança isolada de sua chave, agora com 27 pontos. O Crac, segue na zona de rebaixamento, com apenas 9 pontos, na vice-lanterna. 
Primeiro tempo
As primeiras movimentações no PV foram do Crac. O time goiano chegava bem no ataque e até finalizou com Rafael Sayão e Diogo, sempre levando susto para o goleiro Ricardo.
Mas o Fortaleza logo acordou para o jogo e passou a dominar. O Leão explorava muito bem as laterais, porém, faltava precisão na hora da finalização. Aos 10 minutos, Waldison chegou bem na cara do gol, após boa troca de passes, mas errou o chute e perdeu a primeira grande chance de abrir o placar.
Aos 20, Robert recebeu bom passe na esquerda, teve a oportunidade de cruzar na área do adversário, mas preferiu mandar para o gol. A bola foi para fora e o atacante Waldison, livre na pequena área, ficou na bronca. Com a boa marcação do Leão, O Crac encontrava dificuldades de ir ao ataque e ficou recuado, explorando as jogadas de contra-ataque.
gol do Fortaleza saiu aos 42 minutos. Na cobrança de falta ensaiada, Marcelinho mandou para Fernandinho, que chegou bem na área e finalizar com precisão.
Segundo tempo
O início do segundo tempo foi semalhante ao que ocorreu nos 45 minutos iniciais. O Crac até tentou esboçar uma pressão no Fortaleza, mas logo o Leão conseguiu neutralizar a partida.
Aos 16 minutos, Robert mostrou que o Fortaleza estava vivo na partida ao mandar uma bomba de fora da área. A bola passou muito próximo da trave de Donizete. Os times realizam as alterações e o Fortaleza permaneceu com as melhores oportunidades do jogo.
No intervalo, o técnico Marcelo Chamusca já alertava o time para a precisão nas finalizações. O erro não foi corrigido e o time cearense continuou pecando muito no passe final. Com muita dificuldade o Crac chegava no ataque. Aos 40 minutos, o time goiano conseguiu furar o bloqueio do Leão e empatou a partida.
Tito recebeu passe na direita e mandou uma bomba, sem chances de defesa para O goleiro Ricardo. O árbitro marcou 4 minutos de acréscimos, mas a partida não sofreu alterações. Tudo igual no PV!
Fonte: Diário

Vazam fotos de Jennifer Lawrence, de 'Jogos Vorazes', nua

Vazam fotos de Jennifer Lawrence, de 'Jogos Vorazes', nua

Atriz não foi a única vítima do vazamento: Kirsten Dunst, Kaley Cuoco, Hope Solo e Kate Upton, entre outras, também tiveram imagens íntimas expostas

Foto 1 / 27
AMPLIAR FOTOS
A atriz Jennifer Lawrence ficou em 4º lugar
A atriz Jennifer Lawrence - Ethan Miller/Getty Images/VEJA
(Atualizado às 3h)

A atriz Jennifer Lawrence entrou para a lista dos famosos vitimados por hackers. Em fotos que circulam na internet neste domingo, a atriz aparece sem roupa ou em trajes de banho e em poses sensuais. Projetada pela saga distópica Jogos Vorazes e por filmes como O Lado Bom da Vida, que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz em 2013, Jennifer logo entrou para os trend topics– a lista dos temas mais comentados – do Twitter por causa das imagens.

Outras vítimas – Há pelo menos treze fotos de Jennifer Lawrence em momentos íntimos circulando nas redes sociais, mas ela não é a única. Diversas outras celebridades tiveram imagens vazadas neste domingo, entre eles as também atrizes Kirsten Dunst e Mary Elizabeth Winstead e as cantoras Ariana Grande e Victoria Justice, no que o site TMZ define como uma campanha massiva orquestrada por um hacker. A goleira americana Hope Solo, a modelo Kate Upton e as atrizes Kaley Cuoco, de Big Bang Theory, e Teresa Palmer também tiveram fotos íntimas vazadas.

Representantes de Jennifer Lawrence falaram a respeito do caso. "Trata-se de uma flagrante violação de privacidade. As autoridades já foram acionadas e vão perseguir e encontrar o autor das imagens, que foram roubadas de Jennifer Lawrence", disse ao site TMZ um porta-voz da atriz, que não negou a autenticidade das fotos.

Victoria Justice também se pronunciou sobre as imagens. Segundo ela, as fotos em que aparece são falsas. Já Mary Elizabeth Winstead confirmou que as fotos eram suas, mas disse que são antigas, tiradas e apagadas há muito tempo. "Para aqueles que estão vendo as fotos que tirei com meu marido anos atrás: espero que se sintam bem consigo mesmos", declarou.

As imagens foram divulgadas em redes de compartilhamento, como 4chan e Reddit, e por sites mequetrefes como o WWTDD, que, além de expor as imagens sem cortes ou tarjas, cometeu a irresponsabilidade de sugerir que a atriz Gwyneth Paltrow poderia ser a responsável pelo vazamento. Jennifer vem sendo apontada como a nova namorada de Chris Martin, cantor do Coldplay que se separou em março da estrela de Shakespeare Apaixonado.

Segundo o site americano Buzzfeed, no entanto, o provável autor do vazamento das fotos de Lawrence e de todas as outras celebridades é um hacker, usuário do 4chan, que teria conseguido as imagens através de uma falha no serviço iCloud, da Apple. Em 2012, o hacker que invadiu o e-mail de Scarlett Johansson e divulgou fotos da atriz nua na internet foicondenado a dez anos de prisão.  
Fonte: VEJA

Desinteresse por horário político é o maior desde 1998

Política

Desinteresse por horário político é o maior desde 1998

Pesquisa Datafolha mostra que quase metade do eleitorado, 46%, não tem 'nenhum interesse' na programação obrigatória de rádio e TV

Dilma, a 'dona de casa' do horário eleitoral
Dilma, a 'dona de casa' do horário eleitoral (Reprodução/VEJA)
Candidatos que apostam apenas no horário político para convencer o eleitorado talvez devam mudar de estratégia. Pesquisa realizada pelo Datafolha na última quinta e sexta, dias 28 e 29 de agosto, mostra que 46% dos entrevistados não têm interesse algum na propaganda obritagória, maior índice registrado pelo instituto desde 1998. Naquele ano, em que Fernando Henrique Cardoso disputava a reeleição pelo PSDB, 51% não tinham nenhum interesse em acompanhar o horário político no rádio ou na TV.
Uma parcela menor dos ouvidos pelo Datafolha, 33%, disse ter pouco interesse na propaganda, e apenas 20% dos entrevistados afirmaram ter muito interesse em ver e ouvir candidatos fazerem promessas e atacar adversários. O horário político tem quase uma hora de duração -- 50 minutos, mais exatamente -- e vai ao ar duas vezes por dia: às 13h e às 20h30.
O levantamento sugere a ineficácia do horário político como estratégia de ação ao mostrar que o desinteresse pela propaganda é maior entre os eleitores indecisos. De acordo com matéria do jornal Folha de S.Paulo, 60% daqueles que não sabem em quem vão votar não tem qualquer interesse pelo horário obrigatório. Entre os que pensam em anular o voto ou votar em branco, o índice sobe para 84%. 
Além disso, 36% de todos os ouvidos disseram que o horário não é nada importante para decidir o voto, contra 34% que o consideram muito importante e 29% que o definem como pouco importante.
Fonte: VEJA

Eleita, Marina dependerá muito do PSDB

Se eleita, Marina deve pôr em xeque modelo de coalizão

Candidata do PSB pode formar terceira maior bancada da Câmara dos Deputados caso tucanos integrem o seu eventual governo

A candidata à Presidência da República pelo PSB, Marina Silva
A candidata à Presidência da República pelo PSB, Marina Silva (Felipe Cotrim/VEJA.com)
Com uma base no Congresso que deverá ser semelhante à do ex-presidente Fernando Collor, a eventual eleição da candidata do PSB, Marina Silva, deve pôr em xeque o modelo de presidencialismo de coalizão que sustenta as relações do Executivo com o Legislativo desde a redemocratização, em 1985, e deverá levá-la a uma dependência grande do PSDB.
Como há uma rejeição forte do grupo da candidata ao PMDB, e o PT já sinaliza que migrará para a oposição se Marina for eleita, a expectativa é que a sigla tucana integre o centro de forças de um eventual governo de Marina Silva, formando a terceira maior bancada na Câmara dos Deputados, atrás de petistas e peemedebistas.
A agenda legislativa anunciada por Marina até o momento reforça essa expectativa: ela pretende aprovar duas grandes reformas constitucionais, a política e a tributária, que precisam do apoio de ao menos 308 dos 513 deputados federais.
PSDB — Outro motivo da dependência do PSDB é o fato de o PSB ter boa interlocução com os tucanos. São três os principais nomes a fazer esta ponte. O deputado Márcio França (PSB), que nesta eleição concorre como vice do governador Geraldo Alckmin; Walter Feldman (PSB), atual coordenador da campanha de Marina e ex-tucano; e Roberto Freire (SP), presidente do PPS, antigo aliado do PSDB. Além deles, o ex-governador José Serra (PSDB), que concorre ao Senado por São Paulo, é um interlocutor no partido. A ex-ministra já declarou que gostaria de contar com o apoio de Serra caso ele seja eleito.
Por meio do PSDB, outros partidos poderiam aos poucos aderir a um eventual governo Marina e lhe dar a maioria que ela precisa. Caso, por exemplo, do PSD de Gilberto Kassab. Secretário-geral do partido, o ex-deputado Saulo Queiroz acha que o PSDB não terá outro caminho a não ser apoiá-la e diz que a sua própria sigla poderia integrar sua base.
"Todo mundo que não está no jogo da Dilma poderá fazer o jogo da Marina. Não mantivemos nenhum cargo no governo Dilma. O único que temos é uma indicação pessoal dela, não do partido. Até mesmo uma aproximação com o PSD é perfeitamente viável, por que não?", diz Queiroz.
Apoio — Estimativa feita pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) aponta que Marina teria um apoio consistente de 80 a 120 deputados, no máximo, na próxima legislatura. Esse seria o chamado "núcleo duro" da presidente, formado por parlamentares eleitos pela coligação dela e de outros que passam a apoiar o governo após as eleições.
Marina também deve ter o apoio condicionado de 213 a 253 deputados. O Diap prevê que 180 deputados fariam oposição frontal a uma gestão Marina. Os dados são semelhantes aos que Collor teve durante seu governo, entre 1990 e 1992. Para a aprovação de um projeto de lei, são necessários 257 dos 513 deputados. Para emendas constitucionais, são necessários 308 votos.
Modelo Itamar — O modelo idealizado é o mesmo colocado em prática pelo presidente Itamar Franco (1992-1994): escolhas pessoais para os ministérios e maiorias eventuais para aprovar projetos. "Duvido que alguém vá querer um ministério, uma emenda e que o governo vai pressionar alguém para votar", afirmou o senador Pedro Simon, líder do governo Itamar no Senado e aliado de Marina. Ele citou como padrão de comportamento a aprovação das propostas que culminaram na criação do Plano Real.
(Com Estadão Conteúdo)
Fonte: VEJA

No Rio, Aécio diz que Dilma já perdeu

No Rio, Aécio diz que Dilma já perdeu

Candidato tucano, que participou de partida de futebol organizada por Zico na Barra da Tijuca, afirma que o governo atual "fracassou" e "não vencerá" as eleições. E ainda criticou Marina Silva, em quem vê contradições

Daniel Haidar
aecio-zico
(Daniel Haidar - VEJA.com/VEJA)
O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou neste domingo que Dilma Rousseff, a candidata do PT à reeleição, já perdeu a disputa pelo Palácio do Planalto. "O atual governo fracassou. Essa é a questão central. E não vencerá as eleições o grupo que está hoje no poder", disse o mineiro, pouco antes do  jogo de futebol organizado por Zico com celebridades e ex-atletas na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, do qual tomou parte.
LEIA TAMBÉM: Jogo de futebol de Aécio e Zico tem candidato 'penetra'

Aécio também fez críticas a Marina Silva (PSB), hoje empatada com Dilma na disputa pela presidência. “Vejo na proposta do PSB um número muito grande de contradições em relação ao que se propõe hoje e o que se praticou no passado em todas as áreas”, disse Aécio, que respondia à provocação do vice de Marina, Beto Albuquerque (PSB), para quem os tucanos precisavam apresentar um plano de governo antes de criticar os adversários. 
O tucano conclamou ainda a adversária do PSB a apresentar o que pensa para a política externa e programas de transferência de renda. Aécio voltou a dizer que o PSB defende “as mesmas posições” que o PSDB defendeu historicamente para a economia. “Agora Marina terá oportunidade de externar suas propostas. Boas intenções todas as candidaturas trazem, mas é importante termos algo mais do que isso para que o Brasil não viva uma nova frustração como a de hoje”, criticou.
Marina apareceu empatada na última pesquisa Datafolha com a presidente-candidata Dilma Rousseff, ambas com 34% das intenções de voto, enquanto Aécio registrou 15% das preferências. 
Fonte: VEJA

Siglas nanicas reúnem candidatos menos escolarizados

Eleições 2014

Siglas nanicas reúnem candidatos menos escolarizados

Seis partidos – PSDC, PTdoB, PSL, PRTB, PTN e PRP – invertem a lógica brasileira de lançar mais candidatos com Ensino Superior completo

Felipe Frazão e Eduardo Gonçalves
O comediante e deputado federal Everaldo Oliveira Silva, o Tiririca, participa da cerimônia de posse do novo Congresso Nacional, em Brasília
O comediante e deputado federal Everaldo Oliveira Silva, o Tiririca, participa da cerimônia de posse do novo Congresso Nacional, em Brasília (Ueslei Marcelino/Reuters/VEJA)
Há uma série de diferenças entre a classe política nacional e os eleitores brasileiros – mas elas estão se tornando menores. Um infográfico do site de VEJA ajuda a entender uma delas: a discrepância, ainda elevada, de escolaridade dos políticos em relação às médias do país. E o peso que os partidos nanicos possuem na fatia dos candidatos com menos escolaridade. Na prática, pequenas siglas servem como porta de entrada para eles – os candidatos que completaram apenas o Ensino Médio constituem o maior grupo nesses partidos.
Neste ano, os partidos escolheram 45% de seus representantes para disputas eleitorais entre os diplomados com grau superior e 30% entre os que passaram pela escola, mas não chegaram à universidade. A distância entre as duas principais classificações dos candidatos, com base no critério de escolaridade, diminuiu em 2014. Há quatro anos, os candidatos formados em universidades representavam 46%, e os que concluíram o Ensino Médio, 27%.

Educação no Brasil

Os dados de 2010 do censo do IBGE apontam que apenas 7,9% da população brasileira com 10 anos de idade ou mais concluíram um curso superior e que 50,2% não chegaram ao fim do Ensino Fundamental ou não tinham instrução. Mas esses números estão em evolução, o que também tem alterado o perfil dos candidatos no Brasil. Há dez anos, só 4,4% dos brasileiros tinham curso superior e 65,1% estavam com o Fundamental incompleto.
É possível detectar as tendências apontadas pelo IBGE no perfil do eleitorado nacional. De 2010 para 2014, o porcentual de eleitores com Ensino Superior Completo passou de 3,7% para 5,6%. E os com Ensino Médico completo de 13,1% para 16,6%. Ao mesmo tempo, os analfabetos caíram de 5,9% para 5,1% e os que só “leem e escrevem” passaram de 14,5% para 12%.
Os dados de 2010 do IBGE apontam que apenas 7,9% da população brasileira concluíram um curso superior e que 50,2% não chegaram ao fim do Ensino Fundamental ou não tinham instrução. A boa notícia é esses números estão em evolução – ainda que lenta –, o que também tem alterado o perfil dos candidatos no Brasil. Há dez anos, só 4,4% dos brasileiros tinham curso superior e 65,1% estavam com o Fundamental incompleto.
O professor e cientista político Rui Tavares Maluf explica que a tendência para os próximos anos é que se verifique um crescimento menor bruto ou até uma redução proporcional dos candidatos com nível superior por causa do aumento de escolaridade média da população. “É de se esperar que num eleitorado mais escolarizado seus representantes sejam, de preferência, ainda mais”, diz o cientista político.
Os maiores partidos brasileiros reproduzem esse padrão de escolhas: lançam mais candidatos com curso superior do que com nível médio. E até extrapolam. É o caso de PT e PMDB – com índices respectivos de 64% e 60% de candidatos formados em faculdades – e PSDB e PSD, nos quais a taxa é de 57%. Até mesmo siglas radicais de esquerdas, com bases em classes sindicais e trabalhistas, repetem a lógica. PSTU e PCB aparecem entre os dez partidos brasileiros que dedicam mais da metade de suas vagas aos diplomados. No PCO, são 42%. Segundo especialistas, a pequena extrema esquerda segue o padrão dos grandes partidos nesse quesito por causa de um pensamento de vanguarda e da alta formação intelectual de seus integrantes, uma herança marxista histórica, por exemplo, do "Partidão".
Apenas seis dos 32 partidos no país inverteram os critérios de seleção de candidatos e funcionam como porta de entrada para candidatos menos escolarizados: PSDC, PTdoB, PSL, PRTB, PTN e PRP – este último também é o que mais deu legenda a candidatos que podem ser classificados como analfabetos funcionais. Estes partidos são os únicos em que o número de candidatos com instrução média é proporcionalmente maior do que os com formação superior. As taxas variam de 36% (PRP) a 41 (PSDC). Ou seja, é mais provável que uma pessoa com estudos limitados ao Ensino Médio consiga se candidatar por uma dessas seis legendas nanicas – assim apelidadas justamente pela falta de filiados eleitos no Congresso Nacional ou em prefeituras – do que por um grande por um partido de grande porte.

Segundo o filósofo e professor de Ética e Filosofia da Unicamp Roberto Romano, os nanicos dão legenda para pessoas menos escolarizadas porque elas são mais fáceis de manipular e menos exigentes. “Não gosto de julgar um político pelo seu grau de instrução. Um operário, que tem educação básica, pode ter uma visão muito mais elevada sobre política do que um doutorado. Mas me parece que no caso dos nanicos isso acontece porque quanto menor o grau de instrução mais força os donos dos partidos têm para impor suas regras. Esses candidatos são mais maleáveis, submissos“, disse.
“Nesses partidos não ideológicos, mais propensos a serem tipicamente de aluguel e a ficarem a serviço de partidos maiores, dificilmente encontra gente de universidade ou com melhor formação. Os nanicos não têm penetração na sociedade organizada”, diz o cientista político Rui Tavares Maluf, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. “Esse partidos afrouxam mesmo a escolha dos candidatos. Entram pessoas que veem na política alguma chance ascensão, mesmo que seja só para constar, sem chance de se eleger. Fazer parte de uma sigla e ver sua carinha aparecer na televisão vira status.”
Os critérios de seleção dos candidatos são definidos em convenções estaduais de cada partido. As siglas seguem regras particulares – a Justiça Eleitoral só exige uma “cota de gênero”, isto é, um mínimo de vagas para mulheres, que devem ser 30% do total de candidatos nas eleições proporcionais. O perfil dos candidatos também varia de acordo com o histórico de filiações e formação do corpo de militantes: o PT, PSDB e PMDB, por exemplo, possuem bases entre acadêmicos. O PSD tem vínculos com empresários do comércio.
Efeito Tiririca – Além de um domínio dos candidatos que cursaram universidades, seguidos daqueles que fizeram somente até o Ensino Médio, cresce no país um pequeno contingente de candidatos que declararam à Justiça Eleitoral possuir um grau mínimo de instrução, que se aproxima do analfabetismo funcional. Os que sabem apenas “ler e escrever” perfaziam 0,58% do total há quatro anos e agora correspondem a 1,01% – 263 candidatos. Esse grupo costuma ser alvo de questionamentos na Justiça Eleitoral.
O Ministério Público Eleitoral cobra a comprovação de que eles realmente compreendem textos – foi assim com o palhaço Tiririca (PR-SP), o mais bem-votado deputado federal do país em 2010, com 1,3 milhão de votos. Ele passou por um exame pericial para atestas "um mínimo de intelecção do conteúdo do texto, apesar da dificuldade na escrita", conforme o juiz do caso. A Constituição brasileira não permite a candidatura de analfabetos. No entanto, a jurisprudência das cortes aceita o "conhecimento rudimentar da leitura e da escrita" como prova suficiente para afastar a condição de analfabeto absoluto.
Em algumas regiões do país, o índice de candidatos que apenas “leem e escrevem” ultrapassa a média nacional. Isso ocorre nas regiões Norte (1,58%) e Nordeste (1,06%) – menos desenvolvidas economicamente –, mas também na Sul (1,30%).
No infográfico do site de VEJA é possível fazer também uma análise por Estados. Dez deles estão acima da média nacional: São Paulo (1,26%), Minas Gerais (1,54%), Amazonas (1,58%), Ceará (1,83%), Pernambuco (2,11%), Rio Grande do Sul (2,30%), Rio Grande do Norte (2,49%), Alagoas (2,95%), Roraima (3,56%) e Acre (4,7%). É notável o percentual do Rio Grande do Sul, um Estado rico e desenvolvido, onde o índice de candidatos com baixo grau de instrução é o dobro da média nacional. No Acre, a taxa é quatro vezes maior que a brasileira.


Para Roberto Romano, há um predomínio maior de candidatos que só sabem ler e escrever no Rio Grande do Sul em relação a outros Estados menos ricos devido à sua sociedade majoritariamente agrária. “O perfil é de gente que recentemente saiu do campo e não tinha uma opção profissional e decidiu pela vida política”, disse Romano.
Fonte: VEJA