Buscar

13 agosto 2014

Thiago Campelo SD/CE manifesta solidariedade a família de Eduardo Campos



Confirmação da morte de Eduardo Campos é uma tragédia terrível! Minha solidariedade a familia e amigos. Esta eleição se transformou em luto!
Foto: Confirmação da morte de Eduardo Campos é uma tragédia terrível! Minha solidariedade a familia e amigos. Esta eleição se transformou em luto!

Aécio Neves cancela agenda no RN após acidente de avião de Campos

Aécio Neves cancela agenda no RN após acidente de avião de Campos

O candidato do PSDB chegou a Natal por volta das 12h30.
Avião em que estava Eduardo Campos (PSB) caiu em Santos.


Aécio Neves (PSDB) desembarcou no RN por volta das 12h30, antes de ser confirmada a morte do candidato Eduardo Campos (PSB) (Foto: Felipe Gibson/G1)Aécio Neves (PSDB) desembarcou no RN por volta
das 12h30, antes de ser confirmada a morte do
candidato Eduardo Campos (PSB)
(Foto: Felipe Gibson/G1)
O candidato a Presidência da República Aécio Neves (PSDB) cancelou a agenda que teria no Rio Grande do Norte nesta quarta-feira (13) após tomar conhecimento da queda do avião em que estava o presidenciável Eduardo Campos (PSB). O jatinho caiu em Santos no início da tarde desta quarta e Eduardo Campos morreu. "Estou absolutamente perplexo com a notícia do acidente com o voo de Eduardo Campos e estou cancelando todas as agendas", disse Aécio Neves ao desembarcar em Natal por volta das 12h30.
"Estamos aguardando informações oficiais. Esperando e rezando para que as notícias sejam positivas", disse Aécio, que no momento da declaração não sabia da morte de Campos.
Aécio iria visitar a fábrica da Guararapes, em Extremoz, na região metropolitana de Natal, e faria uma caminhada no bairro do Alecrim, na Zona Leste da capital. O candidato desembarcou no Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, falou com a imprensa e embarcou com destino a São Paulo.
Fonte: G1

Eduardo Campos é entrevistado no Jornal Nacional

Eduardo Campos é entrevistado no Jornal Nacional

O candidato do PSB à Presidência da República foi entrevistado ao vivo, na bancada do JN, por William Bonner e Patrícia Poeta.


O Jornal Nacional dá sequência, hoje, à série de entrevistas com os principais candidatos à Presidência, em que nós abordamos questões polêmicas das candidaturas e o desempenho deles em cargos públicos. Lembrando que o Bom Dia Brasil e o Jornal da Globo também receberão os candidatos nas próximas semanas.
O tempo total da entrevista de hoje é de 15 minutos, dos quais nós reservamos o último minuto e meio para que o candidato fale resumidamente sobre os projetos que ele considera prioritários se for eleito.
O sorteio acompanhado por assessores dos partidos determinou para a hoje a presença do candidato do PSB, Eduardo Campos.
Patrícia Poeta: Boa noite, candidato.
Eduardo Campos: Boa noite, Patrícia. Boa noite, Bonner. Boa noite a todos que estão nos assistindo.
Patrícia Poeta: Então o tempo começa a ser contado a partir de agora. Candidato, vamos começar a entrevista com a lista de alguma promessas que o senhor já fez, eu anotei algumas delas: escola em tempo integral, passe livre para estudantes do ensino público, aumento dos investimentos em saúde para 10% das receitas da União, manutenção do poder de compra do salário mínimo e multiplicar por 10 o orçamento da segurança. Tudo isso significa aumento dos gastos públicos. Mas o senhor também promete baixar a inflação atual para 4% em 2016, chegando até 3% até 2019. E isso, segundo economistas, exige cortar pesadamente gastos públicos. Ou seja, essas promessas se chocam, se batem. Qual delas o senhor não vai cumprir?
Eduardo Campos: Patrícia, na verdade, só há uma promessa, que é melhorar a vida do povo brasileiro. A sociedade brasileira tem apresentado na internet, nas ruas, uma nova pauta, que é a pauta da educação, da melhoria da assistência da saúde, que está um horror no país, a violência que cresce nos quatro cantos do país. Nós temos que dar conta de melhorar a qualidade de vida nas cidades onde a mobilidade também é um grave problema. E tudo isso em quatro anos.  Nós estamos fazendo um programa de governo, ouvindo técnicos, a universidade, gente que já participou de governo. E é possível, sim. Nós estamos fazendo conta, tem orçamento. Eu imagino que muitas vezes as pessoas dizem assim: ‘Houve uma reunião do Copom hoje e aumentou 0,5% os juros’. E ninguém pergunta da onde vem esse dinheiro. E 0,5% na Taxa Selic significa 14 bi. O passe livre, que é um compromisso nosso com os estudantes, custa menos do que isso. Então, nós estamos fazendo contas para, com planejamento, em quatro anos trazer inflação para o centro da meta, fazer o Brasil voltar a crescer, que esse é outro grave problema, o Brasil parou. E o crescimento também vai abrir espaço fiscal. Tudo isso com responsabilidade na condução macroeconômica. Banco Central com independência, Conselho Nacional de Responsabilidade Fiscal, gente séria e competente governando. Fazendo a união dos competentes, dos bons, o Brasil pode ir muito mais longe.

Patrícia Poeta: Agora, candidato, o senhor então está querendo dizer que pretende deixar de gastar aqui, para gastar ali. Mas isso não significa, necessariamente, cortes pesados. Não são cortes. Então, os economistas dizem que para combater a inflação seria necessário isso: cortes severos mesmo. Como é que o senhor pretende fazer isso?

Eduardo Campos: Olha, a inflação não pode ser combatida só com a taxa de juros, como vem sendo feita no país. É preciso ter coordenação entre a política macroeconômica monetária, a política fiscal, mas é preciso também ter regras seguras. As regras que mudam a todo dia no Brasil muitas vezes fazem com que o preço do dinheiro suba, o chamado Custo Brasil. A falta de logística que encarece o produto que vem do mundo rural, da própria indústria, a falta de ferrovia, de rodovia, que o Jornal Nacional mostra tantas vezes aqui, de portos, encarece o país. Então, o Brasil precisa enfrentar a inflação, porque ela está corroendo o salário. As pessoas estão percebendo, quem está nos assistindo tem percebido que o salário não dá para o mês inteiro. Os aposentados, os assalariados, os que vivem por conta própria do seu esforço percebem. O compromisso um com o centro da meta da inflação e a retomada do crescimento.

Patrícia Poeta: Então, o senhor não acha que seria justo dizer para o eleitor que o próximo ano será um ano difícil, duro, com remédios mais amargos?

Eduardo Campos: É, o ano difícil está sendo já esse, Patrícia. Porque a gente vai ter um crescimento de -1%. O Brasil está perdendo...

Patrícia Poeta: Sem aumento da tarifa.

Eduardo Campos: É, o Brasil perdeu de 7 a 1 dentro do campo de futebol, na Copa, e está perdendo também de 7 a 1 fora do campo. Porque é sete de inflação, com a presidenta guardando na gaveta dela, para depois da eleição o aumento da energia e o aumento do combustível, mesmo assim, com menos de um de crescimento.

Patrícia Poeta: Mas vai ser um ano difícil, o próximo ano, candidato?

Eduardo Campos: Eu acho que vai ser um ano que nós vamos terminar melhor do que o ano de 2014. Porque nós vamos enfrentar os problemas. A pior coisa na vida de uma pessoa, de uma família e de um governo é a gente ficar escondendo os problemas e não tendo coragem e humildade de dizer: ‘Ó, estamos com problemas. Vamos resolver o problema?’. Nós estamos com um problema, por exemplo, na questão da energia. Não seria muito melhor dizer: ‘Ó, choveu menos do que deveria, não investimos tanto’. Por que a gente não criar todo um esforço de eficiência energética, como a Europa está fazendo? Premiar quem faz as mesmas coisas, seja na indústria, no comércio, em casa, com menos energia.
William Bonner: Vamos mudar de assunto. O senhor se articulou com o ex-presidente Lula e com partidos políticos para eleger a sua mãe, a então deputada federal Ana Arraes, ministra do Tribunal de Contas da União. O senhor considera isso ético? Não foi uma forma de nepotismo?

Eduardo Campos: Veja, Bonner, se a nomeação fosse minha, se dependesse da minha nomeação enquanto governador, seria nepotismo, e eu quero te dizer que eu fui o primeiro governador a fazer a lei do nepotismo no estado de Pernambuco. Ela, Ana, era funcionária pública de carreira por concurso da Justiça, elegeu-se deputada por duas vezes, com votações crescentes, fez mandatos respeitáveis. A Câmara foi chamada a eleger um parlamentar para uma vaga no Tribunal de Contas, ela se candidatou, outros deputados se candidataram, como o ex-presidente da Câmara Aldo Rebelo. Ela disputou uma eleição com vários deputados, ela foi a única mulher que ganhou no voto, com a votação muito grande, e foi ser ministra e tem feito um trabalho como ministra do Tribunal de Contas que todos reconhecem como trabalho digno, sério.

William Bonner: Certo, mas o que eu estou colocando em questão não são os méritos da sua mãe, não se trata disso, a questão é: o senhor ter usado o seu prestígio, o seu poder para se empenhar pessoalmente num trabalho de catequese, numa campanha para que um parente seu ocupasse um cargo público e vitalício. O senhor acha que isso foi um bom exemplo para o país?

Eduardo Campos: Olha, na hora que ela saiu candidata com apoio do meu partido, se fosse uma outra pessoa, eu teria apoiado. Por que eu não apoiaria ela que tinha todos os predicados, tanto é que pode registrar a sua candidatura, pode fazer a disputa. Eu nem votei, Bonner, porque eu não era deputado. Eu, simplesmente, torci na hora em que ela se candidatou para que ela ganhasse e ela tem feito um trabalho no Tribunal de Contas que tem o reconhecimento, inclusive, do corpo técnico do Tribunal.

William Bonner: O seu empenho pessoal, o senhor não vê nada de errado no seu empenho pessoal nesta eleição?

Eduardo Campos: Não.

William Bonner: Ok.

Patrícia Poeta: Ainda nesse ponto, candidato, o senhor indicou um primo seu e um primo da sua mulher para trabalhar no TCE, que é o órgão responsável por fiscalizar as contas do estado, quando o senhor era governador de Pernambuco. Como é que fica a isenção nisso?

Eduardo Campos: Na verdade, eles se candidataram na Assembleia Legislativa em vagas que eram próprias da Assembleia Legislativa. Um deles e um outro foi indicado, como ele foi desembargador eleitoral, tinha todos os predicados jurídicos para fazer exatamente esse pleito e foi votado pela Assembleia Legislativa.

Patrícia Poeta: Mas foram indicados pelo senhor?

Eduardo Campos: Não. O Marcos Loreto...

Patrícia Poeta: Para julgar suas contas.

Eduardo Campos: Não, para julgar minhas contas, não. Eles foram indicados para vaga no Tribunal de Contas. Um pela Assembleia Legislativa, não há nenhuma indicação, a vaga era da Assembleia, pessoas podiam se candidatar e ele não estava impedido por lei de se candidatar. E, um outro, que foi indicado na vaga do Executivo respeitando a legislação em vigor.

Patrícia Poeta: Então, o senhor, não vê conflito nisso. Se o senhor fosse eleito presidente hoje, o senhor manteria esse comportamento no governo federal, sem dúvidas?

Eduardo Campos: Não, eu acho que a gente precisa, na verdade, sobretudo agora que vamos ter cinco vagas no Supremo Tribunal Federal, o Brasil precisa fazer uma espécie de comitê de busca, o que é feito para os institutos de pesquisa, juntar notórias, pessoas com notória especialidade e conhecimento para fazer ao lado do presidente a seleção de pessoas que vão para esses lugares vitalícios. Aliás, eu acho que o Brasil deve fazer uma reforma constitucional para acabar com esses cargos vitalícios que ainda existem na Justiça, é preciso ter os mandatos também no Poder Judiciário, coisa que existe em outras nações do mundo, de maneira a oxigenar os tribunais e garantir que esse processo de escolha seja um processo mais impessoal.
William Bonner:  Candidato, o senhor tem procurado apresentar o discurso de um gestor moderno, de um gestor favorável ao empreendedorismo privado, mas o fato é que, logo depois do anúncio da sua aliança com Marina Silva, Marina fez restrições ao agronegócio, que é um setor que tem sustentado a economia brasileira em muitos anos. Como é que o senhor pretende resolver esta contradição dentro da sua chapa?

Eduardo Campos: Olha, com diálogo, Bonner. Mostrando exatamente que Marina não tem nada contra agronegócio ou contra indústria ou contra o desenvolvimento econômico. O que Marina defende e eu defendo também, e a sociedade brasileira quer ver hoje, é que nós temos que ter desenvolvimento com respeito ao meio ambiente e com inclusão. Esse é um conceito que no século passado parecia que disputava: ou se tem desenvolvimento ou se tem respeito à natureza. E, hoje, o mundo todo bota numa equação só, tenta efetivamente conciliar desenvolvimento com proteção da natureza e com inclusão das pessoas mais pobres.
William Bonner:  Claro, candidato. Mas eu acho que eu preciso ser um pouco mais específico sobre a contradição a que eu me referi. Vamos falar da reforma, da votação do Código Florestal. Assunto importantíssimo. Na votação do Código Florestal, o seu partido aprovou, quase que por unanimidade. E o grupo político de Marina Silva teve uma posição rigorosamente oposta. Marina chegou a dizer que o Código Florestal representava um retrocesso de 20 anos. A questão é: como é que o eleitor pode se convencer da coesão da sua chapa, se os dois candidatos têm visões tão opostas, tão antagônicas em relação a esse assunto?
Eduardo Campos: Absolutamente. Nós temos uma visão, uma aliança, que não é feita em cima da minha opinião, da opinião de Marina. Em cima de um programa, de um programa que tem a participação da academia brasileira, de diversos estudiosos, cientistas, militantes do movimento social, que têm nos ajudado a construir um programa, que vai ser lançado nos próximos dias, exatamente para não ter uma coisa de uma aliança pessoal, uma aliança de personalidades, mas uma aliança de pensamentos.
William Bonner: Mas eu apresentei um caso concreto, em que houve posições bem diferentes. Um dos dois lados cedeu em relação a esse assunto para chegar a um consenso?
Eduardo Campos: Neste caso, em particular, eu defendi as posições de Marina. Na nossa bancada, ela rachou, na verdade. Teve muita gente que era ligado a estados onde o agronegócio tinha mais expressão que não votou com a orientação partidária, mas eu defendi a posição que foi representada por Marina.
William Bonner: Só dois votos do seu partido foram contrários.
Eduardo Campos: Exatamente. E eu me coloquei solidário à posição dela.
Patrícia Poeta: Ainda sobre coerência. O senhor e o seu partido foram colaboradores próximos do então presidente Lula. O senhor, inclusive, foi ministro em 2005 do governo dele, exatamente quando o escândalo do Mensalão veio a público e o senhor não deixou o cargo. O senhor só se afastou do governo Dilma quase três anos de um mandato de quatro. Foi no fim do ano passado. O que que o senhor diria aos críticos que afirmam que o senhor abandonou todos esses anos de colaboração a Lula e Dilma pela ambição de ser presidente da República?
Eduardo Campos: Não se trata de ambição. Se trata de um direito, numa democracia qualquer partido pode lançar um candidato, pode divergir.  Porque você apoiou, você não está condenado a apoiar quando você já não acredita, quando você já não vê, não se representa naquele governo.
Patrícia Poeta: Mas o senhor levou quase três anos de um mandato de quatro para sair do governo, para deixar de apoiá-lo, não é tempo demais?
Eduardo Campos: Se você for ver, isso aconteceu antes. Já em 2012, nas eleições de 2012, nós já enfrentamos o PT em várias cidades, inclusive no Recife. Quando a presidenta apoiou o Renan e o PMDB para Câmara, Renan para o Senado, o PSB já apoiou outros candidatos. Nós já vínhamos num processo de afastamento claro do governo. Por quê? Porque esse governo é o único governo que vai entregar o Brasil pior do que recebeu. Nós vamos estar pior na economia, pior na questão da violência, pior na logística, pior na relação externa com o resto do mundo. Ou seja, e aí nós estamos oferecendo um caminho para que o Brasil volte a crescer.
Patrícia Poeta: Mas o senhor apoiou durante mais de 10 anos esse governo. O que que aconteceu neste meio do caminho?
Eduardo Campos: O que aconteceu é que aquilo que foi prometido, que o Brasil ia corrigir os erros e aprofundar as mudanças, não aconteceu. Tantas pessoas que votaram na Dilma e se frustraram, tantas pessoas que estão nos assistindo que viram agora um governo que valoriza no seu centro a velha política, um governo que deixou a inflação voltar, um governo que está fazendo derreter os empregos. Agora, o que o povo quer é alguém que dê solução a isso. E eu e Marina entendemos que para dar solução a isso é fundamental um novo caminho. Porque PSDB e PT há vinte anos governam o país. Se a gente quer chegar a um novo lugar, a gente não pode ir pelos mesmos caminhos.
William Bonner: Candidato, chegou aquele momento em que o senhor agora se dirige ao eleitor para expor aqueles projetos que o senhor consideraria prioritários caso eleito.
Eduardo Campos: Eu queria ter a oportunidade de falar com você de todo Brasil. Eu governei o estado de Pernambuco por duas vezes. Fui reeleito com 83% dos votos e deixei o governo com mais de 90% de aprovação. Governei com pouco, porque governei um estado do Nordeste brasileiro com muita pobreza, e botei o foco naqueles que mais precisam. Então, aprendi a fazer mais com menos. Agora, ao lado da Marina Silva, eu quero representar a sua indignação, o seu sonho, o seu desejo de ter um Brasil melhor. Não vamos desistir do Brasil. É aqui onde nós vamos criar nossos filhos, é aqui onde nós temos que criar uma sociedade mais justa. Para isso, é preciso ter a coragem de mudar, de fazer diferente, de reunir uma agenda. É essa agenda que nos reúne, a agenda da escola em tempo integral para todos os brasileiros, a agenda do passe livre, a agenda de mais recursos para a saúde, a agenda do enfrentamento do crack, da violência...
Patricia Poeta: Ok.
Eduardo Campos:  O Brasil tem jeito. Vamos juntos. Eu peço teu voto.
Patricia Poeta: Acabou o tempo, candidato. Obrigada pela sua participação. Amanhã, a entrevista será com a candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff.
Fonte: G1

Eduardo Campos morre em acidente aéreo em Santos



RIO - O presidenciável Eduardo Campos (PSB-PE ) morreu na manhã desta quarta-feira em um acidente aéreo em Santos. O jato em que estava o político iria para um evento na cidade de Santos chamado SantosExport e caiu na altura do número 136 Rua Alexandre Herculano, nas imediações do Canal 3, a cerca de sete quadras da praia. Não houve sobreviventes. A informação de que a esposa do candidato, Renata, e o filho Miguel estavam na aeronave não foi confirmada. Segundo a Aeronáutica, estavam no avião, além de Campos, os assessores Pedro Valadares e Carlos Percol, além de um cinegrafista.
O Comando da Aeronáutica informou, por nota, que o avião, modelo Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, caiu às 10h. “A aeronave decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave”, diz nota da Aeronáutica.
A aeronave (aparelho Cessna, prefixo PRAFA) pertencia à empresa AF Andrade Empreendimentos e Participações Ltda. Segundo relatório da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a manutenção anual do avião estava em dia, com validade até 14 de fevereiro de 2015. O avião foi inspecionado em fevereiro deste ano.
O Certificado de Aeronavegabilidade (CA), que atesta as condições da aeronave, tinha data de validade em 22 de fevereiro de 2017. Ainda de acordo com a assessoria de imprensa da Anac, a documentação do piloto também estava em dia. O avião tinha capacidade para transportar 12 passageiros. 
Em seu gabinete no Tribunal de Contas da União, a ministra Ana Arraes, mãe de Eduardo Campos, ao ser informada dos rumores sobre a queda do avião em Santos, caiu no choro.
A sala de imprensa do Corpo de Bombeiros informou que sete vítimas foram socorridas em hospitais da região. O Pronto-Socorro Municipal de Santos confirmou que há quatro feridos internados na unidade.
O ex-deputado Walter Feldman, que estava ao lado de Marina Silva em São Paulo, disse logo depois do acidente ter conversado com o deputado Márcio França, que recepcionaria Campos em Santos. França confirmou para o aliado que a aeronave que caiu tinha o prefixo da alugada pela campanha de Campos:
A queda ocorreu pouco depois das 10h. A poucos metros do local do acidente funcionam uma escola infantil e uma academia de ginástica. A região tem casas e comércios.
O Comando da Aeronáutica informou, por nota, que o avião, modelo Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, caiu às 10h.
“A aeronave decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave”, diz nota da Aeronáutica.
A Aeronáutica investiga as causas do acidente.
O local onde ocorreu a queda é bastante movimentado. Testemunhas relatam que ouviram barulho de uma explosão. O quarteirão foi isolado pela Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e equipes de resgate. Com o estrondo na hora da queda, vidraças de lojas quebraram-se.


Read more: http://oglobo.globo.com/brasil/eduardo-campos-morre-em-acidente-aereo-em-santos-1-13586260#ixzz3AI7HaRS4

Morre candidato à Presidência Eduardo Campos em acidente de avião

Eduardo tinha 49 anos recém completados, em 10 de agosto, e era candidato à Presidência pelo partido PSB

O candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB) morreu em um acidente de avião em Santos na manhã desta quarta-feira (13), confirmou Julio Delgado, deputado federal do partido. Segundo uma fonte da agência internacional de notícias Reuters, que falou sob condição de anonimato, a candidata à vice-presidente na chapa do PSB, Marina Silva, não estava na aeronave. Porém, outras 6 pessoas também faleceram, 4 passageiros, o piloto do jato e o copiloto.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu por volta das 10h, em uma casa na altura do número 50 da Rua Vahia de Abreu, na esquina com a  Rua Alexandre Herculano, no bairro do Boqueirão. Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo - chovia em Santos na hora.
De acordo com o Comando da Aeronáutica, a aeronave é um Cessna 560XL, prefixo PR-AFA,  que decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao Aeroporto de Guarujá (SP). Depois da queda, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave.
Aeronáutica informou que já iniciou as investigações para apurar os fatores que possam ter contribuído para o acidente. Oito carros dos Bombeiros estão atendendo às ocorrências. Representantes do PSB viajam para Santos para se juntar à perícia no reconhecimento do corpo das vítimas.
Eduardo Campos nasceu em 10 de agosto de 1965, em Recife. O político se formou em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) aos 20 anos. Adentrou na política por influências muito próximas, como de seu avô e da sua mãe, e se tornou governador do seu estado e presidente do seu partido. Eduardo deixa a esposa e 5 filhos.
Coincidência trágica
Eduardo Campos morreu no mesmo dia que o avô, Miguel Arraes, em 13 de agosto. Miguel, nascido no município cearense de Araripe, também teve trajetória de sucesso na política, sendo governador do estado de Pernambuco por 3 vezes, deputado estadual e federal e prefeito da capital, Recife. Miguel faleceu em 2005, há exatos 9 anos.
Fonte: Diário

Veja a repercussão da morte de Eduardo Campos

Veja a repercussão da morte de Eduardo Campos

Ex-governador de PE e candidato à Presidência sofreu acidente em Santos. Jato em que ele estava caiu em cima de casa na cidade do litoral de SP.



O ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, morreu nesta quarta-feira (13) após o jato em que estava cair em cima de uma casa em Santos, no litoral de São Paulo.
Campos, de 49 anos, participava de uma das agendas de campanha na cidade.
Veja o que disseram sobre a morte do político:
Luciana Genro (PSOL), candidata a presidente, no Twitter
"Confirmação da morte de Eduardo Campos é uma tragédia terrível! Minha solidariedade a familia e amigos. Esta eleição se transformou em luto!"
Cesar Maia (DEM-RJ), candidato ao Senado, no Twitter
"Triste e inacreditável. Candidato Eduardo Campos estava em avião que caiu em Santos"

Tarso Genro (PT), governador do Rio Grande do Sul
“De qualquer forma, seja qual for o resultado, é uma tragédia humana e um grave problema para o processo político brasileiro. Todo mundo sabe que o Eduardo Campos é uma pessoa com muita representatividade e uma postura republicana muito respeitável. Então tem duas dimensões, seja qual for o resultado, é uma tragédia humana e uma tragédia política. Minha agenda está cancelada e retorno a Porto Alegre”

Marta Suplicy (PT-SP), senadora licenciada, no Twitter
"Muito triste com o falecimento de Eduardo Campos! Meu profundo sentimento à Renata e filhos"
Ricardo Ferraço (PMDB-ES), senador, no Twitter
"Em estado de choque com o falecimento de Eduardo Campos.É uma tragédia q deixa o Brasil todo triste com a perda de um grande homem público"

Aloysio Nunes (PSDB-SP), senador, no Twitter
"Profundamente chocado com a morte do Eduardo Campos"

Alexandre Padilha (PT), candidato a governador em SP
"Infelizmente, acabei de ser avisado. Foi uma tragédia. O ex-governador Eduardo Campos foi meu colega de governo durante o governo do presidente Lula. Conheci muito a família, a esposa, os filhos. Decidi suspender qualquer outra agenda para que a gente possa ter mais informacões e dar conforto à familia e aos amigos"
José Agripino (DEM-RN), senador
"No aeroporto de Natal, ao lado de Aécio, estamos surpresos com a noticia da morte de Eduardo Campos. Agenda no RN e PB cancelada."
João Capiberibe (PSB-AP), senador
"É muito difícil aceitar que perdemos um líder que tem uma trajetória social indiscutível, com políticas para mudar o Brasil. É um impacto enorme para nós, um momento de muito sofrimento. Convivi com Eduardo ao longo desses 20 anos no PSB. Uma perda lamentável!”.

Ana Rita (PT-ES), senadora, no Twitter
"Triste c/ a morte do presidenciável Eduardo Campos e assessores. Minha solidariedade aos familiares, amigos e integrantes do PSB/Rede"

Paulo Paim (PT-RS), senador
"Profundamente triste e chocado com a morte do grande líder e candidato a presidente da República pelo PSB Eduardo Campos #LUTO"
Rafael Cortez, apresentador e humorista, no Twitter
"Muito triste a morte do Eduardo Campos. Ainda mais nessas circunstâncias. Força aos que o amavam e ficam. Nosso respeito nessa hora"
Valesca Popozuda, cantora, no Twitter
"Coitado do Eduardo Campos. Que Deus conforte família e amigos dele nesse momento. Que Deus conforte a família de todas as vítimas envolvidas"
Tico Santa cruz, cantor, no Twitter
"A morte anda pregando peças... @eduardocampos40 estava no avião que caiu em Santos. Lamentável. Meus pêsames a família e aos próximos"
Marcelo Tas, apresentador, no Instagram
"Meus sentimentos à familia e amigos de Eduardo Campos #Luto #JovemDemais #PE"
Fonte: G1

Veja a trajetória de Eduardo Campos, filho e neto de políticos

Veja a trajetória de Eduardo Campos, filho e neto de políticos

Candidato à Presidência morreu nesta quarta-feira em acidente de avião.  Ele foi deputado federal e governou Pernambuco por dois mandatos.


Novembro de 1987 - Eduardo Campos (esq.) deixa a casa do deputado Ulysses Guimarães em São Paulo ao lado de seu avô, o então governador do Pernambuco, Miguel Arraes (centro) (Foto: Newton Aguiar/Estadão Conteúdo/Arquivo)Novembro de 1987 - Eduardo Campos (esq.) deixa a casa do deputado Ulysses Guimarães em São Paulo ao lado de seu avô, o então governador do Pernambuco, Miguel Arraes (centro) (Foto: Newton Aguiar/Estadão Conteúdo/Arquivo)

De família tradicional na política em Pernambuco, o ex-governador Eduardo Campos, 49 anos, nasceu no Recife em 10 de agosto de 1965. Ele era casado e pai de cinco filhos. Filho de Maximiliano Arraes e da ex-deputada federal e ministra do Tribunal de Contas da União Ana Arraes, Campos se formou em economia na Universidade Federal de Pernambuco, onde atuou como presidente do Diretório Acadêmico da faculdade.
O contato com a política começou cedo, em 1986, quando trabalhou ativamente na campanha que elegeu seu avô, Miguel Arraes, ao governo de Pernambuco. Na época, Campos tinha apenas 21 anos. Quatro anos depois, em 1990, ele se filiou ao PSB.
Em 1994, com apenas 29 anos, foi eleito deputado federal, cargo para o qual foi reeleito em 1998 e em 2002. No início do terceiro mandato como deputado, Campos se aproximou do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ajudando a mobilizar a base governista para aprovar a Reforma da Previdência.
Em janeiro de 2004, foi nomeado por Lula ministro de Ciência e Tecnologia, onde trabalhou pela aprovação da lei que autoriza pesquisas com células tronco embrionárias.  Em 2006, Eduardo Campos foi eleito governador de Pernambuco em primeiro turno, com mais de 60% dos votos válidos e foi reeleito, em 2010, com 83% dos votos válidos.
A gestão à frente do estado foi marcada pelos esforços em modernizar industrialmente a região. Durante a maior parte dos dois mandatos, Campos apoio os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff.
Em 2013, ele passou a reforçar críticas ao governo de Dilma, especialmente com relação à gestão da economia e a aliança com o PMDB. Em 18 de setembro do ano passado, o PSB entregou os cargos no governo federal, inclusive o comando do Ministério da Integração, e passou a se posicionar de forma independente nas votações. A decisão de se afastar do governo e lançar candidatura própria motivou a saída do partido e filiação ao PROS do governador do Ceará, Cid Gomes, e do irmão dele, Ciro Gomes.
Em outubro, Eduardo Campos se aliou à ex-senadora Marina Silva na disputa presidencial, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitar o registro da Rede Sustentabilidade, partido que ela tentava criar para concorrer às eleições. Em 4 de abril deste ano, Eduardo Campos renunciou ao governo de Pernambuco para se dedicar à campanha para a Presidência da República.
Em 28 de junho, em aliança com outros cinco partidos, o PSB oficializou a candidatura de Campos à Presidência e de Marina Silva à vice-presidência. Na campanha, Campos e Marina apresentaram uma série de propostas, como escola em tempo integral, passe livre para estudantes de escola pública e disseram ser possível reduzir a inflação para 3% até 2018.
Pesquisa Ibope, encomendada pela TV Globo e divulgada na última quinta-feira (7), apontava Campos em terceiro lugar na disputa, com 9% das intenções de voto
Fonte: G1

Questão de prova xinga político e pede cálculo de lançamento de bebê

Questão de prova xinga político e pede cálculo de lançamento de bebê

Trabalho foi aplicado uma turma do 1° ano do ensino médio em Londrina. Direção da escola diz que vai conversar com professora sobre o caso.


Em questões do trabalho, professora de física pede para alunos calcularem tempo de queda de um bêbê que foi lançado por um 'pai desnaturado' (Foto: Reprodução)Em questões do trabalho, professora de física pede para alunos calcularem tempo de queda de um bêbê que foi lançado por um 'pai desnaturado' (Foto: Reprodução)
Um trabalho de física aplicado aos alunos da turma do 1º ano do ensino médio, em um colégio estadual de Londrina, no norte do Paraná, deixou os estudantes surpresos. As perguntas continham frases que incitavam a violência e a morte. Em uma delas, por exemplo, a professora pede aos alunos que calculem a velocidade de lançamento de um bebê, jogado para o alto pelo "papai desnaturado", a uma altura de 80 metros. O trabalho foi passado na quarta-feira (6) e deve ser entregue por eles à professora neste dia 13.
“A primeira vez que eu vi o trabalho achei que era uma piada, custei a acreditar. Mas, ao ver todo o trabalho, fiquei em choque”, lembra a mãe de uma estudante que não quis se identificar. Em uma das questões, os alunos devem dizer qual o tempo de queda de um professor que se jogou do telhado e, em uma terceira questão informar se uma pena de galinha e um caminhão cheio de alunos cairão no chão ao mesmo tempo. Um dos alunos mostrou o trabalho para a mãe que decidiu denunciar a professora responsável pelo trabalho.
“Nós pais esperamos que os professores deem continuidade a educação que os nossos filhos recebem em casa, mas nem sempre isso acontece”, lamenta a mãe da estudante.
Segundo a aluna que denunciou o problema, um grupo de estudantes mostrou o trabalho para a coordenação da escola no dia 7 de agosto. “Eles disseram que iam tomar providências sobre o caso, mas até agora o trabalho não foi anulado ou cancelado”, declara.
Em outra questão, é pedido que os alunos calculem o tempo de queda de um professor que pulou de um telhado (Foto: Reprodução)Em outra questão, é pedido que os alunos calculem o
tempo de queda de um professor que pulou de um telhado
(Foto:Reprodução)
Ainda de acordo com a estudante, a professora de física sempre foi uma pessoa tranquila. “Nós só temos problemas com ela [professora] quanto à aprendizagem. Ela não sabe explicar, não consegue passar o conteúdo direito. Mas, nunca demonstrou nenhum problema de comportamento ou de saúde”, afirma a aluna do 1° ano do ensino médio.
O diretor da escola disse que vai conversar primeiro com a professora, uma profissional de 60 anos de idade, e só depois deve marcar uma reunião com os pais dos estudantes. Já a chefe do Núcleo de Educação de Londrina, Lúcia Cortez, se surpreendeu com o conteúdo do trabalho. “É um palavreado que não é comum. Não faz parte do vocabulário do dia a dia do professor”, diz.
Para a professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e doutora em educação, Lucinea Rezende, faltou bom senso na preparação das perguntas. "Não foi uma ideia feliz, me parece. Há outras formas de se aproximar dos alunos sem precisar de utilizar uma linguagem dessa maneira, como está”.
Fonte: G1

Médicos postam na web fotos de pacientes durante cirurgias no DF

Médicos postam na web fotos de pacientes durante cirurgias no DF

Hospital das Forças Armadas diz repudiar ato e tenta identificar profissionais. Professora diz haver exacerbação da autoexposição nas redes sociais.


Imagens postadas em redes sociais mostram profissionais do Hospital das Forças Armadas, em Brasília, tirando autorretratos (conhecidos como "selfies") enquanto estão uniformizados e também fotografando pacientes durante procedimentos cirúrgicos. A direção da unidade informou que vai tentar identificar os médicos ou residentes que aparecem nos registros e que eles poderão ser advertidos pela prática.
Na primeira imagem, oftalmologista faz cirurgia para retirada de membrana de olho em Brasília; na segunda, paciente está com os olhos ainda inchados após plástica nas pálpebras (Foto: Instagram/Reprodução)Na primeira imagem, oftalmologista faz cirurgia para retirada de membrana de olho em Brasília; na segunda, paciente está com os olhos ainda inchados após plástica nas pálpebras (Foto: Instagram/Reprodução)
G1 teve acesso a quatro fotos. A primeira delas mostra os olhos ainda inchados de um paciente que passou por uma blefaroplastia – cirurgia para correção de deformidades nas pálpebras. A publicação ocorreu no dia 5 de abril de 2013 e foi feita por uma oftalmologista. Na legenda, a mulher dá a entender que foi a primeira vez que realizou o procedimento sozinha. Outras postagens no perfil da profissional no Instagram também trazem fotos no ambiente de trabalho.
Hoje em dia, o médico não é mais obrigado a pôr o CID [classificação internacional de doenças] no atestado porque o paciente tem direito a não se expor. Agora, imagina você que não quer se expor descobrindo no Facebook um selfie seu com o médico. Isso dá problema. Se fosse comigo, se eu me sentisse lesada, eu com certeza iria atrás [e entraria na Justiça]. Vamos continuar com a liberdade, mas com uma liberdade responsável."
Débora Barem,
especialista em mercado de trabalho
A segunda imagem mostra uma médica durante uma exérese de pterígio – procedimento para retirar uma membrana de cor rosada que cresce invadindo a córnea. A postagem aparenta ter sido feita por uma então residente que assistia à cirurgia, no dia 14 de maio deste ano. Não é possível ver o rosto do paciente, mas a foto mostra as ferramentas usadas pelo oftalmologista no olho da pessoa. A jovem também tem outras imagens do ambiente hospitalar no perfil.
O terceiro e o quarto registro são de selfies. Um deles mostra dois rapazes e uma moça, com a legenda "Carnaval no hospital fica até melhor com boa companhia". O outro tem a hashtag #cirurgia e traz um rapaz de touca, máscara e uniforme aparentemente cirúrgico. "Bom dia. Vamos trabalhar e agradecer a Deus", escreveu o rapaz, no dia 6 de junho de 2013. Esta não foi a única publicação na web em que ele aparecia com as mesmas vestimentas.