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13 julho 2014

Presidente Dilma é vaiada no Maracanã

Dilma Rousseff e Angela Merkel na partida entre Alemanha e Argentina, no Maracanã
Dilma Rousseff e Angela Merkel na partida entre Alemanha e Argentina, no Maracanã (Reuters)
Pelo menos em dois momentos a presidente Dilma Rousseff foi bastante vaiada nesse domingo no Maracanã. Na primeira vez, logo ao terminar o jogo em que a Alemanha venceu a Argentina, a imagem da presidente apareceu no telão foi vaiada. Pouco depois determinar a partida, quando o técnico argentino Alejandro Sabella a cumprimentou na tribuna as manifestações subiram de volume e também teve início o mesmo xingamento que ocorreu em São Paulo, na festa de abertura, dia 12 de junho.
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As vaias se repetiram quando a delegação alemã foi cumprimentada também pela presidente, protocolarmente,  mas aí as imagens apareceram menos vezes no telão. A transmissão oficial tambémd eixou de mostrar a invasão de um torcedor ao gramado, seminu, que tentou agararrar jogadores alemães.
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Dilma Rousseff e Angela Merkel na partida entre Alemanha e Argentina, no Maracanã
Dilma Rousseff e Angela Merkel na partida entre Alemanha e Argentina, no Maracanã - Reuters





Os memes mais populares da rede no tetra da Alemanha



Maradona, alvo de piadas nas redes sociais









Alemanha bate a Argentina e conquista o Tetra campeonato mundial

Alemanha bate a Argentina na prorrogação (Reuters)

PARA A HISTÓRIA! ALEMANHA É TETRA NO MARACANÃ COM GOL NA PRORROGAÇÃO!
Mário Götze sai do banco e faz o único gol do tetracampeonato alemão, para delírio de torcedores brasileiros e frustração dos argentinos no Rio

A maluquice é pensar que não temos vaga ideia do que fazíamos em 3 de junho de 1992, quando pela primeira vez Mario, mais um recém-nascido qualquer a chorar num hospital qualquer da Alemanha, viu a luz. Dada nossa sina de marionetes do tempo, estávamos indiferentes à história que começava a ser costurada – lavávamos louça, víamos novela, reclamávamos do centroavante tosco de nosso time, discutíamos futebol com nosso pai, aquela figura de rugas desenhadas também pela dor e pela glória que o futebol tanto nos dá. Não podíamos imaginar o que aconteceria tanto tempo depois, naquele inalcançável 13 de julho de 2014, naquele futuro domingo de sol no Maracanã, naquele instante precioso em que o pequeno Mario, o gigante Mario Götze, com apenas 22 anos e uma eternidade pela frente, receberia de Schürrle aos oito minutos do segundo tempo da prorrogação, dominaria no peito e desviaria para o gol. Não podíamos calcular que surgia o protagonista da vitória por 1 a 0 na final, o sujeito que evitaria uma festa da Argentina no Maracanã, o atleta que tornaria a Alemanha tetracampeã mundial de futebol!
Mario Gotze gol final Alemanha x Argentina (Foto: Reuters)Götze agradece! O pequeno gigante entra para a história alemã com o gol do tetra (Foto: Reuters)
A Argentina de Messi foi grande até os limites supremos. Encarou um time melhor e talvez merecesse a vitória, o título, tanto quanto a Alemanha. Detalhes mudam vidas, mudam histórias, e agora eles penderam para Alemanha – para euforia, absoluto delírio, da torcida brasileira presente no Maracanã. A seleção germânica se iguala à Itália como tetracampeã mundial. O Brasil segue soberano, com cinco conquistas, e a Argentina continua com duas. O terceiro duelo entre alemães e argentinos em finais é também a primeira vez que uma seleção europeia ganha a Copa no continente americano.
O mundo diante de Higuaín
Sussurros seriam ouvidos do outro lado do estádio se alguém ousasse abrir a boca aos 20 minutos do primeiro tempo, naqueles dois ou três segundos de mutismo coletivo em que Higuaín recebeu uma bola de presente de Toni Kroos e, sozinho, avançou com ela na direção de Neuer. Existem chances que não se perdem nem em peladas de família, quanto mais numa final de Copa do Mundo, mas o atacante argentino, talvez embasbacado pela oportunidade que ganhara, talvez se perguntando se merecia tanto, cometeu a insanidade de desperdiçar o gol.
O problema é que o futebol tem algo de rancoroso. O mesmo Higuaín, alguns minutos depois, entrou na área feito um caminhão sem freios, aproveitou cruzamento de Lavezzi, lá da direita, e mandou para as redes. Saiu vibrando, em surto, correndo como um sujeito que daria a volta ao mundo se o Maracanã não tivesse paredes, mas aí o teto dele desabou: do outro lado, o auxiliar, esse corta-prazeres de atacantes, tinha sua bandeira erguida. Correto: o atacante estava de fato impedido.
Higuaín gol anulado final Copa do Mundo Alemanha x Argentina (Foto: Reuters)Higuaín marca, mas o gol é corretamente anulado pelo auxiliar (Foto: Reuters)
A grande questão é que os dois lances, acrescidos de uma arrancada assombrosa de Messi (cortada por um Boateng que só precisa de um par de asas para ser decretado anjo da equipe), mostram que houve algo de errado no sólido reino defensivo germânico. Os problemas começaram antes de o jogo começar, por mais estranho que pareça. Khedira, peça essencial na engrenagem do meio-campo, sentiu dores musculares no aquecimento. Não foi a campo. Entrou Kramer, que só tinha jogado 11 minutos na Copa inteira e também sairia lesionado, ainda no primeiro tempo, para a entrada de Schürrle.
Frigidos os ovos, é notável que a Argentina fez muito bom primeiro tempo – e não foi graças apenas aos eternos incômodos causados por Messi e suas disparadas de homem de mil pernas. Também pela defesa. E mesmo se baseando numa estratégia curiosa: deixar Schweinsteiger passear pelo campo como se estivesse de férias. Alejandro Sabella, por algum motivo, preferiu concentrar atenções em acossar os atletas servidos pelo camisa 7, não o próprio. A tática parece suicida, mas até que deu resultado. Porém, quase ruiu no finzinho da etapa, quando Höwedes subiu nas cercanias da estratosfera para cabecear na trave argentina. No rebote, a bola ainda bateu em Müller, e Romero defendeu, mas o lance já estava anulado por impedimento.
Quase, Messi!
A expectativa de qualquer ser humano alimentado de esperanças é que Messi, ao ir para o vestiário, seja acometido por uma crise de piedade e resolva parar de infernizar defesas alheias. Mas não costuma acontecer – quem não voltou foi Lavezzi, substituído por Agüero. Com menos de dois minutos no segundo, a Pulga recebeu em profundidade na esquerda e mandou um chute cruzado que triscou a trave protegida pelas luvas de Neuer. Quase.
Messi final Copa Alemanha x Argentina (Foto: AFP)Messi chuta cruzado, à esquerda de Neuer. Por um triz a Argentina não abriu o placar (Foto: AFP)
A partir daí, as chances de gol se tornaram mais escassas. As equipes encontraram dificuldades de escapar ao ataque, e o jogo ficou mais preso nos limites entre uma intermediária e outra. A parte final da construção passou a ter repetidos erros de lado a lado – linda jogada de Özil poderia ter resultado em gol mesmo assim, mas Kroos bateu mal. E a prorrogação começou a dar as caras no Maracanã.
As duas seleções, com o passar do tempo, ficaram mais e mais encabuladas de tentar movimentos que expusessem suas defesas. Mesmo as trocas foram comedidas: na Argentina, Palacio no lugar de Higuaín, Gago no de Enzo Perez; na Alemanha, Götze na vaga de Klose. Consequência: prorrogação.
O último ato
A Alemanha entrou na prorrogação babando de vontade de ganhar. No primeiro lance do tempo extra, Schürrle quase marcou. Romero espalmou o chute do atacante. A Argentina, fechada, deixou claro que se abraçaria aos contra-ataques, e os europeus passaram a ter domínio do jogo – mas sem grande contundência.
Mario Gotze gol final Alemanha x Argentina (Foto: Getty Images)Êxtase em campo! Götze é cercado após fazer o gol do título (Foto: Getty Images)
A tensão era evidente no Maracanã – era quase um organismo vivo. E Palacio quase fez. Em rara falha de Hummels, o atacante conseguiu dominar na área e tocar por cima de Neuer, mas a bola saiu. Os minutos finais foram duros, pegados – a ponto de Schweinsteiger sair sangrando depois de Agüero deixar o braço no rosto dele. Ficou evidente o cansaço das duas equipes e a impressão de que só uma jogada aleatória poderia evitar os pênaltis.
Mas não houve aleatoriedade. Houve talento. Schürlle, brilhante, fez ótima jogada e mandou na área. Götze, ao matar no peito, encontrou a bola e a posteridade ao mesmo tempo. Mandou para o gol. Mandou para a história – para a história de uma enorme tetracampeã!
Fonte: G1

Melhor goleiro da Copa, Neuer exalta união alemã após tetra no Maracanã


Alemanha e Argentina decidem o título da Copa do Mundo no Maracanã96 fotos

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Higuaín coloca a bola para dentro em lance anulado pela arbitragem no primeiro tempo da final Leia mais Robert Cianflone/Getty Images

"Foi uma excelente experiência e foi por isso que fomos campeões, todos estavam unidos em campo. Houve tanta união e por isso conseguimos a nossa meta, e isso não surgiu só aqui. Foi na preparação", comentou após o apito final do árbitro.
Neuer, eleito o melhor goleiro da Copa pela Fifa, foi dono de ótimas atuações individuais na conquista da taça pela Alemanha. Mas isso não o impediu de exaltar a união de sua seleção durante a campanha do tetracampeonato.
Depois, continuou a falar sobre o grupo: "(Fomos campeões) Porque todas as pessoas, inclusive aqueles que não jogaram contribuíram para o time. Fomos como uma unidade e todo mundo queria o título. Tivemos alguns problemas, alguns machucados, como o Reus que não veio. E eles também foram campeões, a Alemanha toda foi campeã", finalizou.
Sobre suas atuações individuais, mostrou humildade: "Tentei trabalhar e estar a serviço do meu time. Esse é meu jeito de jogar. Mas não fui só eu, o time todo trabalhou muito bem."
Neuer sofreu apenas quatro gols nos sete jogos da campanha do título mundial alemão. ele recebeu o prêmio Luva de Ouro ao ser eleito o melhor arqueiro do Mundial, derrotando Navas, da Costa Rica, e Romero, da Argentina.

Alemanha é tetra no Maracanã ao furar retranca Argentina na prorrogação


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Capitão Philip Lahm levanta a taça do tetracampeonato alemão na Copa do MundoJulio Cesar Guimaraes/UOL

Götze se tornou o herói do país que conquistou o Brasil. A torcida e a Copa. O sonho completo. A campeã do mundo mostrou uma variação de jogo inacreditável para apenas sete jogos de Copa. Começou com a velocidade contra Portugal e uma goleada marcante. Mostrou que podia ser parada por Gana. Soube jogar no abafa contra os EUA. Contou com a sorte e com a grandiosidade de Neuer contra a Argélia. Foi metódica contra a França. Humilhou o Brasil. E foi sádica contra a Argentina. Quando foi apertada, achou um gol em uma retranca na prorrogação. Dramática. Mas com merecimento. É tetra.
A Alemanha é tetracampeã. De vilã da semifinal para heroína dos brasileiros na decisão. O time de Joachim Löw bateu a Argentina no Maracanã por 1 a 0, na prorrogação, e levantou seu quarto título na história: e o tetra deixa muitos no Brasil felizes. Menos do que os milhões de alemães, é claro, mas o coração do torcedor brasileiro sempre lembrará da segunda Copa que o país sediou também pela alegria da seleção alemã – que chegou dançando com índios, passou o tempo com as brincadeiras de Podolski sobre o Brasil, e deixa o país com a taça do mundo. Os encontros alemães com o povo brasileiro, tirando um pequeno detalhe formado por sete gols em uma semifinal de Copa, provam que a mistura entre se isolar - o time se concentrou em uma pequena cidade da Bahia - e aproveitar o tempo longe de casa dá certo. E muito. 
Fases do jogo: Na semifinal, Bernard foi escalado no Brasil para jogar na ponta direita para jogar na velocidade contra a lentidão de Höwedes, que atua pela esquerda do setor defensivo alemão. A Argentina apostou nisso no começo da final no Maracanã. Com mais qualidade do que o Brasil, que acabaria goleado por 7 a 1. Zabaleta e os atacantes argentinos começaram o jogo aproveitando esses espaços, e esse era o escape argentino contra a pressão alemã. Apesar da maior posse do time europeu no início, foi exatamente por aquele espaço "vazio" que Lavezzi surgiu livre para cruzar para Higuaín, que marcou aos 29 minutos - o lance foi anulado corretamente por impedimento.
Na defesa, a Argentina formava uma linha de cinco defensores, com Mascherano recuado, para tentar evitar que o toque de bola alemão resultasse em passe profundo para alguém livre na área. Na única oportunidade que a formação abriu espaço, Romero fez bela defesa em chute de primeira de Schürrle. Além dessas chances, outras duas boas na primeira etapa: para a Alemanha, Höwedes acertou a trave após escanteio; do outro lado, Higuaín recebeu livre, após cabeçada para trás de Kroos, mas bateu torto cara a cara com Neuer - no 2°tempo da prorrogação, Palacio perdeu a outra grande chance argentina: livre na área, a matada no peito desenhou o gol do título. Porém, em vez de bater, o atacante produziu um misto de tentativa de chapéu com chute. A bola foi fraca para fora.
Na segunda etapa, Messi. Após duas boas arrancadas no primeiro tempo, na volta do intervalo o craque argentino logo de cara perdeu ótima chance, nas costas de Boateng, batendo cruzado rente à trave de Neuer. Ele sabia que teria que chamar a responsabilidade no ataque para dar o tão sonhado título mundial a seu país. Mas não conseguiu. Pela terceira final seguida, 90 minutos não bastaram para definir o novo campeão mundial. Lá, a Alemanha tentou repetir a tática imposta contra a Argélia: gol logo de cara, e de novo com Schürrle. Mas, dessa vez, Romero evitou. A solução, então, foi repetir o que a Argentina tentou antes: lançamento para a área para um atacante livre. Götze, que nem Palacio, matou no peito. Götze, diferentemente de Palacio, bateu forte, baixo. A bola passou por Romero. Lembrou o gol de Iniesta, no 2° tempo da prorrogação da final de 2010. Assim cono há quatro anos, um chute cruzado decidiu a Copa do Mundo no final do tempo extra. Götze entra para a história saindo do banco.
O melhor: Götze - O alemão fez fraca Copa. Chegou a ser titular na primeira fase, mas perdeu a vaga. Joachim Low testou Klose, testou Schürrle. Mas Götze sempre recebia uma chance, nem que fosse de alguns minutos, E foi na última dessas pequenas chances que o meia explicou por qual motivo continuou recebendo-as. Matou no peito, fuzilou Romero. Em um jogo sem grandes destaques individuais, o protagonista do lance decisivo é quem será lembrado. Götze é o nome.
O pior: Biglia - Messi, Lavezzi (no 1° tempo) e até Higuaín tinham que voltar ao meio de campo para fazer com que a bola chegasse ao ataque, já que o meio de campo da equipe foi nulo. Biglia foi um dos culpados. Com fraca marcação, também não soube como ajudar na parte ofensiva. Mascherano, que por diversas vezes na Copa cobriu esse buraco ofensivo argentino, ficou mais preso na marcação devido a escalação de três meias e dois atacantes na Alemanha, evidenciando ainda mais a falta de qualidade na partida de Biglia. 
Chave do jogo: A Argentina não precisou marcar no campo de ataque para dar trabalho à Alemanha - lição já mostrada na Copa por Gana e Argélia, seleções que empataram com os alemães em 90 minutos (Argélia caiu na prorrogação). Recuar o time e apostar em contra-ataques rápidos foi a melhor tática para diminuir a qualidade do toque de bola do time europeu - no 1° tempo, a Alemanha produziu 22 ataques, contra só seis argentinos; mesmo assim, as chances perigosas foram duas para cada lado, mostrando a igualdade no jogo causada pela marcação da seleção sul-americana.
A individualidade, então, foi quem resolveu. Schürrle saiu de dois marcadores argentinos aos sete minutos da etapa final do tempo extra. Götze entrou pelo meio da área aproveitando esse espaço. Schürrle enxergou. Bola perfeita, gol do título mundial. Do tetracampeonato mundial alemão.
Toque dos técnicos: Alejandro Sabella escalou seu time da maneira que ele sabe jogar: fechando espaços para roubar a bola e apostar na velocidade do trio de ataque formado por Messi, Lavezzi e Higuaín. Isso foi ajudado por duas lesões: a de Khedira, no aquecimento, que forçou a escalação de Kramer; e a do próprio Kramer, que saiu ainda na primeira etapa após pancada na cabeça e foi trocado por Schürrle, mais ofensivo. Isso fez com que Joachim Löw tivesse que atuar com Kroos mais recuado - ou seja, menos um marcador para Messi e cia.
A solução encontrada por Löw para combater o técnico rival foi típica: seus reservas entraram para mudar o jogo. Schürrle e Götze, meias, ostraram que é possível jogar sem centroavante. Götze apareceu no meio e matou a final da Copa.
Para lembrar:
A Alemanha é o terceiro time a conquistar quatro títulos mundiais. Curiosamente, a 4ªtaça chega 24 anos depois da terceira (1990 – 2014), assim como ocorreu com Brasil (1970 – 1994) e Itália (1982 – 2006).
Kramer foi titular pela Alemanha na final do Mundial após atuar por apenas 12 minutos em toda a Copa. Ele entrou aos 4 min. do 2°t da prorrogação no duelo das oitavas contra a Argélia, e nos acréscimos do 2° tempo do jogo das quartas contra a França. Na decisão, acabou jogando pouco também: se contundiu após dividida pelo alto e, aos 31 minutos de jogo, foi substituído por Schürrle.
Além dessa concussão de Kramer, outra ocorreu na partida: Higuaín foi atingido na cabeça pelo joelho de Neuer, após lançamento longo - o árbitro italiano Rizzoli marcou falta de ataque. Mas a situação fez com que diversos comentários surgissem sobre afalta de atitude da Fifa após lances de pancada envolvendo a cabeça dos jogadores - há quem cobre tratamento melhor em campo e até substituição imediata, para evitar lesões mais graves em área tão perigosa do corpo.
A final teve duelo de torcidas, mas sem os alemães inclusos. Brasileiros e argentinos revezavam nos gritos mais altos. Do lado amarelo, o cântico "mil gols, só Pelé" era o mais ouvido; no argentino, o nervosismo deixava os rivais sul-americanos na vantagem, já que apenas em lances de perigo a torcida celeste e branca aumentava a voz.
Schweinsteiger recebeu um "soco" de Agüero no segundo tempo da prorrogação e teve que deixar o campo com sangramento no rosto - em poucos minutos, foram três pancadas recebidas pelo alemão, incluindo um carrinho "duplo" de Mascherano e Biglia. O lance ocorreu em dividida pelo alto. Agüero não recebeu cartão - nem falta foi marcada.
ALEMANHA 1 X 0 ARGENTINA
Data: 13 de julho de 2014
Horário: 16h00 (de Brasília)
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Nicola Rizzoli (ITA)
Assistentes: Renato Faverani (ITA) e Andrea Stefani (ITA)
Cartões amarelos: Schweinsteiger, aos 28 min., Höwedes, aos 32 min. do 1°t (ALE); Mascherano, aos 18 min., Agüero, aos 20 min. do 2°t (ARG)
Gols: Götze, aos 7 min. do 2°t da prorrogação
Alemanha: Neuer; Lahm, Boateng, Hümmels e Höwedes; Kramer (Schürrle, aos 31 min. do 1°t), Schweinsteiger, Özil (Mertesacker, aos 15 min. do 2°t da pror.) e Kroos; Klose (Götze, aos 42 min. do 2°t) e Müller
Técnico: Joachim Löw
Argentina: Romero; Zabaleta, Demichelis, Garay e Rojo; Mascherano, Biglia e Perez (gago, aos 40 min. do 2°t); Messi, Higuaín (Palacio, aos 31 min. do 2°t) e Lavezzi (Agüero, no intervalo)
Técnico: Alejandro Sabella

Messi é eleito melhor da Copa, e torneio atinge 20 anos sem premiar campeão


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Klose lamenta mais uma chance perdida pelo ataque alemão Leia mais Pedro Ugarte/AFP Photo
O argentino Lionel Messi não brilhou na decisão da Copa de 2014, mas foi eleito pela Fifa o melhor jogador do torneio. Com isso, o Mundial chegou a 20 anos sem premiar um jogador que conquistou o título – o último a conciliar a láurea individual e a taça foi o brasileiro Romário, em 1994.
A eleição de melhor jogador da Copa é feita por um júri técnico formado pela Fifa. A entidade anunciou depois das semifinais uma lista com os dez finalistas do prêmio: Neymar (Brasil), Messi (Argentina), Di María (Argentina), Mascherano (Argentina), Müller (Alemanha), Hummels (Alemanha), Lahm (Alemanha), Kroos (Alemanha), Robben (Holanda) e James Rodríguez (Colômbia).
A partir do anúncio da lista, a Fifa fez uma votação para definir o melhor da Copa. A eleição é fechada antes da decisão, e isso justitica tantas vitórias de jogadores que não brilham nas disputas de título. O vencedor anterior, Diego Forlán, sequer esteve na partida final da África do Sul.
A bola de ouro ao melhor da Copa é distribuída com esse nome desde 1982. A lista de vencedores tem, em ordem cronológica, Paolo Rossi (Itália-1982), Diego Maradona (Argentina-1986), Salvatore Schillaci (Itália-1990), Romário (Brasil-1994), Ronaldo (França-1998), Oliver Kahn (Alemanha-2002), Zinedine Zidane (França-2006) e Diego Forlán (Uruguai-2010).
Além de Romário e Ronaldo, dois brasileiros estiveram entre os três finalistas da  bola de ouro. Falcão foi o segundo colocado na Copa de 1982, na Espanha, e Ronaldo também ficou com o vice em 2002, na Coreia do Sul e no Japão.
Neuer é o melhor goleiro, e Pogba é o melhor jogador jovem
A Fifa também premiou neste domingo o melhor goleiro e o melhor jogador jovem da Copa de 2014. O alemão Neuer venceu a primeira categoria, e o francês Pogba ficou com o título na segunda.
O título de melhor jogador jovem deste ano foi disputado apenas por jogadores nascidos a partir de 1º de janeiro de 1993. Além de Pogba, os finalistas eram o zagueiro francês Varane e o meia holandês Memphis Depay.
Com a eleição, Pogba coroa uma rápida ascensão na seleção francesa profissional. O meio-campista também conquistou a bola de ouro de melhor jogador do Mundial sub-20 disputado em 2013.
A vitória de Pogba no prêmio interrompe um domínio alemão. Nas Copas anteriores, Podolski (2006) e Müller (2010) haviam sido escolhidos pela Fifa como os melhores jovens.
Bola de ouro e seleções campeãs
  • Campeão 
    2014 - Alemanha
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  • Bola de ouro 
    2014 - Lionel Messi (Argentina)
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  • Campeão 
    2010 - Espanha
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  • Bola de ouro 
    2010 - Diego Forlán (Uruguai)
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  • Campeão 
    2006 - Itália
  •  
  • Bola de ouro 
    2006 - Zinedine Zidane (França)
  •  
  • Campeão 
    2002 - Brasil
  •  
  • Bola de ouro 
    2002 - Oliver Khan (Alemanha)
  •  
  • Campeão 
    1998 - França
  •  
  • Bola de ouro 
    1998 - Ronaldo (Brasil)
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  • Campeão 
    1994 - Brasil
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  • Bola de ouro 
    1994 - Romário (Brasil)
  •  
  • Campeão 
    1990 - Alemanha
  •  
  • Bola de ouro 
    1990 - Salvatore Schillaci (Itália)
  •  
  • Campeão 
    1986 - Argentina
  •  
  • Bola de ouro 
    1986 - Diego Maradona (Argentina)
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  • Campeão 
    1982 - Itália
  •  
  • Bola de ouro 
    1982 - Paolo Rossi (Itália)
Fonte: http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/07/13/titulos-individuais.htm