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08 julho 2014

Cristo lamentando, vilãs de novela tentando ajudar: veja zoações na web

O Brasil deu adeus à Copa do Mundo nesta terça-feira. A Seleção de Luiz Felipe Scolari sofreu um apagão nos primeiros momentos de jogo e sofreu cinco gols em 18 minutos. Assim, as zoações de torcedores pelo mundo afora não pouparam a equipe canarinho.
Nas imagens, aparecem Neymar jogando videogame de casa para tentar ajudar os companheiros, a chanceler alemã Angela Merkel no lugar do Cristo Redentor e até Diego Costa dizendo que está tudo bem na Espanha (referindo-se a zoações antigas de quando a Espanha foi eliminada).
Por 7 a 1, o Brasil perdeu para a Alemanha e foi eliminado da Copa do Mundo nas semifinais na competição. A equipe de Joachim Löw, por sua vez, vai à final e espera o vencedor de Holanda e Argentina para saber quem será seu adversário.
“Por que, Alemanha, por quê?”
“Alô, Scolari… Deixa para lá, estou bem na Espanha”
“A estátua do Cristo Redentor neste momento”
“Bebidas grátis para os brasileiros”

Fonte: GE

Dilma lamenta derrota do Brasil: ''Sinto imensamente por todos nós''

Dilma lamenta derrota do Brasil: 
''Sinto imensamente por todos nós''

Presidente diz compartilhar tristeza dos brasileiros após goleada por 7 a 1


A presidente Dilma Rousseff comentou a derrota brasileira na semifinal da Copa do Mundo nas redes sociais. Através de sua conta no Twitter, ela disse compartilhar a tristeza de todos os compatriotas com a goleada de 7 a 1 sofrida diante da Alemanha, no jogo disputado no Mineirão, pelas semifinais da Copa do Mundo.
- Assim como todos os brasileiros, estou muito, muito triste com a derrota. Sinto imensamente por todos nós, torcedores, e pelos nossos jogadores. Mas, não vamos nos deixar alquebrar. Brasil, “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima” - postou Dilma.
Dilma no twitter (Foto: Reprodução)Dilma se manifesta através do Twitter (Foto: Reprodução)

Na véspera do jogo, a presidente do Brasil havia manifestado seu apoio aos jogadores do técnico Luiz Felipe Scolari. Dilma mostrou-se solidária e, incentivada pelos internautas, chegou a posar para uma foto fazendo o gesto consagrado pelo camisa 10: "É Tóis".
Após o avassalador 7 a 1 sobre os donos da casa, a Alemanha segue para a final da Copa do Mundo e espera o vencedor de Argentina x Holanda, nesta quarta-feira, às 17h (de Brasília). Já o Brasil disputa o terceiro lugar do torneio.
Fonte: GE

Simpsons anunciou contusão de Neymar e derrota para Alemanha na Copa

Simpsons anunciou contusão de Neymar e derrota para Alemanha na Copa

Mesmo episódio havia "adivinhado" que o camisa 10 da Seleção sairia machucado após forte entrada do adversário
Episódio dos Simpsons que previu contusão de Neymar, também “adivinhou” que a Seleção Brasileira seriaderrotado na Copa do Mundo pela Alemanha. O fato aconteceu no episódio “Você não tem que viver como um árbitro”, que é o 16º episódio da 25ª temporada da série.

O personagem “El Divo”, que joga na equipe verde e amarela, é o melhor jogador da equipe e tem muitas semelhanças físicas com o camisa 10 da Seleção Brasileira.  Ele se machuca após uma entrada do zagueiro adversário. No lance, o árbitro, que é Homer Simpson, não marca nada.

No mesmo episódio, o Brasil disputa a final da Copa do Mundo contra a Alemanha e é derrotada. Além da diferença de fase, o resultado da partida também não é o mesmo: 2 X 0 para os alemães.

Redes Sociais Confira os memes mais irônicos sobre a derrota do Brasil

Derrota da seleção rende brincadeiras na internet
A maior derrota sofrida pela seleção brasileira na história das Copas do Mundo rendeu muitas manifestações na internet. Com dezenas de memes, torcedores do Brasil e do exterior expressaram tristeza e, é claro, também ironizaram a derrota para a Alemanha por 7 a 1, que desclassificou o Brasil e colocou os alemães na final. Confira algumas das brincadeiras:

Brasil 1 x 7 Alemanha

Brasil sofre sua maior goleada em Copas

Brasil sofre sua maior goleada em Copas (Reuters)

Daqui a 10, 20, 50 anos, dirão aos brasileiros que a Seleção, lá atrás em 2014, perdeu uma semifinal de Copa do Mundo para a Alemanha, em casa, por 7 a 1. Esse texto é para quem era garotinho ou nem sequer havia nascido na época. Tomara que o encontrem na internet e tentem entender o que nenhuma palavra pôde explicar aos que estiveram no Mineirão, em Belo Horizonte, ou aos 200 milhões que viram, de alguma forma, o massacre imposto por uma das grandes equipes daqueles tempos a um time absolutamente entregue à pressão e à ausência do craque Neymar.

Neymar era o melhor jogador daquela geração brasileira, mas teve uma vértebra fraturada nas quartas de final, contra a Colômbia, numa joelhada de Zuñiga. O Mineirão, na tarde de 8 de julho, não viu o atacante, mas viu Miroslav Klose chegar a 16 gols e bater o recorde de Ronaldo como maior artilheiro das Copas. Viu Schweinsteiger, Khedira, Kroos, Özil e Müller, em exibições exuberantes, decretarem a maior humilhação brasileira na história do torneio, em atuação abaixo da mais destrutiva das críticas.
Torcida Brasil Mineirão (Foto: Eduardo Nicolau / Agência estado)Menino chora muito e ganha um beijo no rosto: tristeza histórica (Foto: Eduardo Nicolau / Agência estado)
Aquela Seleção disputou o Mundial sob o peso de se livrar do fantasma do Maracanazo. Sim, há mais tempo ainda, em 1950, o Uruguai quebrou o favoritismo brasileiro na final da Copa e venceu por 2 a 1. Os jogadores daquele time, simbolizados pelo goleiro Barbosa, jamais se livraram da tragédia. O “Mineirazo” de 2014 soa como um pedido oficial de desculpas aos vice-campeões do mundo.

Luiz Felipe Scolari era o técnico. Com o respaldo de três semifinais em três Copas disputadas e do pentacampeonato conquistado em 2002. A escolha dele por Bernard, menor e mais novo jogador daquele grupo, para substituir Neymar mostrou-se equivocada, embora seja impossível atribuir a isso a diferença entre os dois times. Nem se uma equipe profissional jogasse com 10 durante 90 minutos seria tão fragilizada.
Não se sabe se o Brasil do futuro será diferente, mas aquele de 2014 mostrou durante toda a Copa do Mundo, fragmentos de despreparo técnico, tático e emocional. Reclamavam quando se falava em “Neymardependência”, mas estar em campo naquele time, olhar para o lado e não acha-lo, mostrou-se um fardo pesado demais para as limitações dos companheiros.

Nessa tarde histórica, a Alemanha classificou-se para a final contra Argentina ou Holanda, que disputam a outra semifinal no dia seguinte. O perdedor do jogo de São Paulo enfrenta o Brasil, sábado, na capital federal, pelo terceiro lugar. Uma posição que poderia ser honrosa, mas que a Seleção tornou vexatória.
Fernandinho lamentando jogo Brasil x Alemanha (Foto: AP)Fernandinho se pendura na rede depois de mais um gol da Alemanha: maior vexame da Copa (Foto: AP)
5 a 0 em 18 minutos
Julio Cesar e David Luiz com a camisa do Neymar na hora do hino (Foto: Jefferson Bernardes / VIPCOMM)Julio César e David Luiz com a camisa de Neymar
no hino (Foto: Jefferson Bernardes / VIPCOMM)
Em 2014, a Fifa tinha um tempo limite para a execução dos hinos. O brasileiro era cortado pela metade, mas a torcida nos estádios segurava o canto durante toda a primeira parte. Os alemães ouviram o brado mais retumbante do que nunca. Com a camisa de Neymar nas mãos, David Luiz e Julio César cantaram a plenos pulmões. Um espetáculo tão bonito que até Neuer, goleiraço alemão, aplaudiu de braços erguidos.
Dali para frente, só mesmo os europeus mereceram palmas. Vestidos com um uniforme que fazia referência ao Flamengo, eles demoraram mais de três minutos para terem a bola dominada no campo de ataque e passaram os outros 42 fazendo o que queriam.
Klose comemoração Brasil x Alemanha (Foto: Getty Images)Recordista: Klose comemora 16º gol em Copas, um à mais que Ronaldo (Foto: Getty Images)
Em 18 minutos, a Alemanha fez cinco gols. É verdade. Müller, o gol histórico de Klose, duas vezes Kroos e Khedira deixaram o país atônito. Eram gols de tabelas, toques rápidos, de uma seleção que jogava por controle remoto contra outra de chumbo nos pés. Numa rara tentativa de ataque do Brasil, Bernard, 1,66m de altura, trombou em Neuer, 1,93m. Metáfora perfeita da diferença entre os dois lados.

As lágrimas tão polêmicas dos olhos dos jogadores brasileiros já eram vistas na arquibancada, nas crianças, nos adultos, numa geração que não mais precisaria ler sobre o Maracanazo depois de viver aquela tarde. Vaias, ofensas e policiais correndo para todos os lados, inibindo brigas, foram o retrato melancólico do fim do primeiro tempo.
Precisava ter?

Felipão trocou Hulk e Fernandinho por Ramires e Paulinho. Certamente para impedir um desastre maior e sem esperança alguma de empate. Como seria disputar 45 minutos sabendo que não havia mais nada a fazer? O Brasil, teve, ao menos, um início digno.
Neuer fez quatro ótimas defesas em conclusões de Ramires, Oscar e duas de Paulinho. O chute sem qualquer força de Fred, centroavante de apenas um gol na Copa até a semifinal, desencadeou a revolta do público. No banco estava Jô, atacante do Atlético-MG, mas em quem Felipão demonstrou não ter a menor confiança para mudar qualquer cenário.
O meia Willian já estava à beira do campo para substituir Fred quando viu a Alemanha, no ritmo dos leves treinos que marcaram toda a preparação brasileira durante a Copa, já se poupando para a final, marcar o sexto: Schürrle, parceiro de Willian no Chelsea. Sob qualquer ótica havia um requinte de crueldade.
 Andre Schuerrle gol Alemanha jogo Brasil (Foto: Reuters)Schürrle comemora o sexto gol sobre o Brasil, enquanto Julio César lamenta (Foto: Reuters)
Se o centroavante brasileiro foi vaiado até quando apareceu no telão, o alemão saiu aplaudido por quem vestia amarelo. O Mineirão reverenciou o histórico Klose. Justo.
Schürrle ainda fez outro, o mais bonito da partida. E sobrou a Oscar balançar a rede para o Brasil, aos 45. O gol do fiapo de honra que sobrou à Seleção.
Andre Schuerrle comemoração jogo Brasil x Alemanha (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Schurrle comemora, e Julio César engatinha para longe da meta (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Devem dizer até hoje, tempo em que você pesquisou esse texto na internet, que seria diferente com Neymar e Thiago Silva, grande zagueiro, capitão que estava suspenso. É possível que fosse mesmo. Mas se Barbosa sofreu por tanto tempo, esses 23 jogadores e essa comissão técnica serão lembrados para sempre como protagonistas de uma humilhação sem igual. Ou coadjuvantes, se quisermos valorizar ainda mais o timaço alemão. Uma geração que vinha de duas eliminações em semifinais – uma delas em casa, porém com luta e hombridade – e persegue o título com afinco.
A Alemanha, que já havia jogado bola com índios, cavalgado, caminhado na orla e cantado hinos dos clubes brasileiros, segue levando a Copa como uma "brincadeira". Pode ser que o destino dessa jovem geração do Brasil reserve glórias semelhantes, mas se livrar do 8 de julho de 2014, que terminou com gritos de olé dos brasileiros para a Alemanha, será tarefa inglória.
Fonte: G1