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17 setembro 2014

Eike Batista vira réu e Justiça ordena bloqueio de 1,5 bilhão de reais

Rio de Janeiro

Eike Batista vira réu e Justiça ordena bloqueio de 1,5 bilhão de reais

O empresário já possui 122 milhões de reais sequestrados por ordem judicial desde maio. Ação penal foi aberta por crimes cometidos durante a negociação de ações da OGX

Daniel Haidar, do Rio de Janeiro
Empresário Eike Batista durante evento da OGX no Rio de Janeiro em 2012
Empresário Eike Batista durante evento da OGX no Rio de Janeiro em 2012 (Antonio Lacerda/EFE/VEJA)
O empresário Eike Batista virou réu na Justiça Federal do Rio de Janeiro nesta terça-feira, pelos crimes de manipulação de mercado e uso indevido de informação privilegiada. A 3ª Vara Federal Criminal do Rio também determinou o bloqueio de até 1,5 bilhão de reais em ativos financeiros, depositados em bancos brasileiros. 
O bloqueio dos bens ainda precisa ser confirmado pelo Banco Central. Eike já possui 122 milhões de reais bloqueados pela Justiça desde maio. De acordo com o juiz Flávio Roberto de Souza, caso o empresário não tenha esses 1,5 bilhão de reais em bancos brasileiros, pode ser determinado o arresto de imóveis ou veículos. O advogado Sérgio Bermudes informou ao site de VEJA que Eike não possui tais valores em suas contas bancárias.
Eike foi acusado de crimes contra o mercado de capitais por sua atuação como controlador da petrolífera OGP, ex-OGX, de 2012 a 2013. De acordo com o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, ele obteve vantagem indevida durante a negociação de ações da empresa na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Segundo os procuradores da república Rodrigo Poerson e Orlando Cunha, o lucro ilícito variou de 136.319.477,00 a 153.925.182,00 reais. Os ganhos indevidos ocorreram quando ele negociou ações da OGX antes de divulgar ao mercado notícias negativas sobre a companhia.
Esse não é o único processo criminal que Eike responde na Justiça. Ele foi denunciado pelo Ministério Público Federal de São Paulo pelo crime de uso indevido de informação privilegiada durante a negociação de ações da OSX. 
Fonte: VEJA

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