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21 agosto 2014

Vítimas de Abdelmassih procuram a polícia após ameaças por telefone

Vítimas de Abdelmassih procuram a polícia após ameaças por telefone

Ex-pacientes de SP criaram página no Facebook para procurar ex-médico. Três receberam telefonemas anônimos mandando parar de 'mexer no caso'.


Pefil da associação de vítimas divulga nota sobre a prisão  (Foto: Reprodução Facebook)Perfil da associação de vítimas divulga nota sobre a prisão (Foto: Reprodução Facebook)
Três mulheres, que foram pacientes de Roger Abdelmassih e acusaram o ex-médico de tê-las estuprado em sua clínica em São Paulo há mais de três anos, registraram boletim de ocorrência em julho deste ano na Polícia Civil como vítimas de ameaças.
Elas relataram que passaram a receber telefonemas anônimos ameaçadores depois quecriaram uma página no Facebook para denunciar o abuso sexual que alegam ter sofrido de Abdelmassih. As ligações se intensificaram depois que as ex-pacientes começaram a investigar por conta própria o paradeiro do ex-médico, foragido mais procurado do estado. Na terça-feira, ele foi preso no Paraguai, onde estava escondido desde 2011.


Todas têm até seis meses para fazerem uma representação de queixa-crime na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde apresentaram o caso, para que a polícia instaure um inquérito e investigue os responsáveis pelas ameaças. Os nomes das mulheres não foram divulgados.
“As ex-pacientes contaram que ligavam para elas pararem de denunciar os estupros atribuídos a Abdelmassih”, disse nesta quinta-feira (21) ao G1 a delegada Celi Paulino Carlota. “Denunciaram ainda telefonemas anônimos mandando elas pararem de mexer no caso e fuçar onde o ex-médico estava escondido”.

Caso as vítimas representem na DDM, a investigação irá pedir à Justiça a quebra dos sigilos telefônicos dos números desconhecidos que ligaram para as criadoras da página “Vítimas de Roger Abdelmassih e Clínica” na internet.

Com a possível instauração de inquérito policial, existe a possibilidade até mesmo de que Abelmassih seja ouvido para dar esclarecimentos a respeito das ameaças telefônicas. “Uma coisa é certa: as ameaças têm relação direta com o ex-médico”, afirmou a delegada, que investiga Roger por mais 26 estupros e crimes envolvendo manipulação genética irregular.

Em 2010, ele já havia sido condenado a 278 anos de prisão pelo estupro de 37 mulheres entre 1995 a 2008. Roger sempre alegou inocência.
"Se eu cometi erro, lógico. Se não cometi, não", havia dito o ex-médico na quarta-feira (20) aos jornalistas quando chegou preso em São Paulo. Naquela ocasião ele respondeu a pergunta se estava arrependido dos crimes de estupro.
Roger cumpre a pena na Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. A equipe de reportagem não conseguiu localizar os advogados de defesa de Roger para comentar o assunto.
Fonte: G1

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